28 de novembro de 2017

Carta Aberta ao Presidente Donald Trump


Carta Aberta ao Presidente Donald Trump

Caro Presidente Donald Trump
Tenho admirado suas ações contra o aborto e seus esforços para se cercar de líderes pró-vida. Essas ações e esforços são especialmente dignos de nosso aplauso internacional porque, antes de sua presidência, você não tinha nenhum histórico pró-vida ou conservador.
Tenho admirado seu esforço de se cercar com Franklin Graham e outros excelentes conselheiros cristãos.
Tenho admirado seu esforço, apesar de seu histórico de não oposição à agenda gay, de cumprir o desejo de seus eleitores conservadores que entendem que a agenda gay é prejudicial às famílias americanas.
Agora, permita-me lhe dizer o que em você ganhou de forma especial minha admiração: seu discurso, durante sua campanha de 2016, contra os neocons.
Você foi corajoso em denunciar a Guerra do Iraque, iniciada por Bush, com a aprovação de Hillary Clinton. Bush odiou você por isso e ele não votou em você. Mas sua denúncia foi muito importante porque no rastro da invasão de Bush ao Iraque houve um genocídio de cristãos iraquianos. Bush, que protegeu interesses petrolíferos no Iraque, não protegeu vidas cristãs. Antes da invasão, havia 2 milhões de cristãos iraquianos. Agora eles são menos de 400 mil. O petróleo foi mais importante para Bush do que o sangue de cristãos.
Exatamente como você, Bush foi um homem bom na política nacional com relação ao aborto e mais ou menos bom com relação à sodomia. Mas exatamente como você denunciou, ele falhou em política externa ao seguir a agenda neocon de guerras, guerras e mais guerras. Como evangélico, ele poderia ter feito melhor, especialmente protegendo cristãos oprimidos. Mas ele não fez.
De que vale, os conservadores perguntam hoje sobre Bush, ser pró-vida e evangélicos nos Estados Unidos, mas ser pró-morte por meio de guerras perpétuas em outras nações — guerras para proteger o petróleo islâmico saudita à custa do sangue de cristãos?
Tropas americanas deveriam acima de tudo proteger as fronteiras dos EUA. Mas elas estão muito longe muitas vezes protegendo a ditadura saudita que é responsável por perseguição sem paralelo aos cristãos no Oriente Médio. Bush e Obama erraram ao defender os sauditas.
Hoje seu governo está repetindo os erros deles. Você está dando prioridade aos sauditas e seu petróleo, não aos cristãos e seu sangue derramado pelos sauditas e seus aliados muçulmanos fanáticos. Você fez vendas enormes de armas americanas aos sauditas, mesmo sabendo que eles e Obama fundaram o ISIS. Essas vendas estão produzindo milhares de empregos nos EUA — ao custo de milhares de vidas cristãs massacradas por grupos islâmicos apoiados, financiados e armados pelos sauditas.
Como Obama e Bush, você está fortalecendo a Arábia Saudita, a nação mais terrorista do mundo.
Obama e Bush não gostam de você porque você falou contra os erros deles. Os sauditas estavam preocupados com você em 2016 porque seu discurso atacava os neocons. Os neocons e os sauditas são velhos parceiros em guerras. E a máquina ideal para produzir guerras perpétuas é o islamismo e seus terroristas.
Seu discurso foi um grande modelo, sem igual na história americana. Você falou sobre proteger as fronteiras americanas e ficar longe das intromissões e erros (que, no que se refere a vítimas cristãs, são crimes) de Bush e Obama no Oriente Médio. Você denunciou que o ISIS, que cometeu genocídio contra os cristãos no Iraque e Síria, foi criado por Obama e Hillary Clinton.
Quando olho para o mapa do Oriente Médio, está cheio de bases militares americanas. Essas bases estavam ali durante Bush, Obama e agora você. Muitas dessas bases estão na Arábia Saudita, protegendo o petróleo deles.
Quando Bush e Obama olhavam para o mapa do Oriente Médio, eles viam o número elevado de bases militares americanas como oportunidades excelentes para proteger a Arábia Saudita, que é o maior patrocinador do terrorismo islâmico do mundo.
Quando olho para o mapa, vejo o número elevado de bases militares americanas como uma oportunidade excelente e única de proteger cristãos indefesos.
Como é que os EUA não puderam proteger os cristãos que estavam sendo massacrados pelo ISIS quando as bases americanas estão tão perto? Por que o petróleo deveria ser mais importante do que o sangue dos inocentes?
Em sua primeira viagem internacional, a primeira nação que você visitou foi a Arábia Saudita. Você fez exatamente o que Bush e Obama teriam feito: você deu suas primícias para os sauditas muçulmanos. Você lhes deu uma honra que eles não merecem. Em seguida (em segundo lugar), você visitou Israel, mas você não reconheceu Jerusalém como capital de Israel. Você deu exclusividade para a Arábia Saudita, não para Israel.
Nenhuma outra nação no mundo tem o poder de proteger Israel e reconhecer Jerusalém como sua capital como os Estados Unidos. Todo esse poder foi dado por Deus não para uma América pró-aborto, pró-sodomia e neocon, mas para uma América cristã protestante, e ele pode tomar esse poder de volta a qualquer momento que ele quiser. Esse poder deveria sempre ser usado para proteger cristãos indefesos e Israel.
No entanto, os bárbaros homossexualistas, abortistas e neocons se apoderaram dos EUA e seu poder cristão protestante original de tal modo que hoje até mesmo o Departamento de Estado, que cuida da política externa dos EUA, não reconhece o papel vital do Cristianismo protestante e seus valores bíblicos na fundação dos EUA. Só uma América pagã poderia ter feito a devastação de política externa feita sob Bush e Obama.
Uma nação se ocupa protegendo suas próprias fronteiras. Um império se ocupa instalando e mantendo bases militares no mundo inteiro e buscando maneiras de invadir as fronteiras de outras nações. Tanto Bush quanto Obama estavam ocupados cuidando de um império. Quem cuidará dos Estados Unidos como nação?
Tanto Bush quanto Obama não conseguiram proteger cristãos indefesos e eles tiveram de proteger os sauditas islâmicos porque eles estavam ocupados cuidando de um império. Quem cuidará dos Estados Unidos como a nação cristã concebida por seus fundadores?
O Bush pró-vida, que não gosta de você, protegia o petróleo saudita à custa do sangue de cristãos. Ele era incoerente, pois ele era pró-vida em sua política nacional, mas pró-morte, principalmente a morte de cristãos, em sua política externa. Ser pró-saudita é sempre ser pró-morte de cristãos. Bush é um cristão evangélico, mas ele esqueceu o Cristianismo e seus valores em sua política externa no Oriente Médio.
Bush nunca cumpriu sua promessa conservadora de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, e ele forçou Israel a se envolver em sua nojenta política externa neocon que protegia os interesses petrolíferos sauditas à custa do sangue de cristãos.
Ao se conduzir assim, Bush não respeitou a fundação cristã protestante dos EUA. Eu publicamente apoiei Bush por sua política nacional pró-vida, ainda que eu esteja angustiado, como você estava em 2016, por causa de sua política externa pró-morte. Radicais esquerdistas me atacaram porque apoiei o Bush pró-vida.
O Obama pró-aborto, que não gosta de você, protegia o petróleo saudita à custa do sangue de cristãos. Ele era coerente, pois ele era pró-aborto (pró-morte) em sua política nacional e igualmente pró-morte, principalmente a morte de cristãos, em sua política externa. Ser pró-saudita é sempre ser pró-morte de cristãos.
Obama nunca cumpriu sua promessa esquerdista de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, e ele forçou Israel a se envolver em sua nojenta política externa neocon que protegia os interesses petrolíferos sauditas à custa do sangue de cristãos.
Ao se conduzir assim, Obama não respeitou a fundação cristã protestante dos EUA. Eu nunca apoiei Obama porque eu estava angustiado, como você estava em 2016, com sua política nacional e externa pró-morte. Radicais esquerdistas me atacaram porque ataquei o Obama pró-aborto.
De qualquer forma, tanto Bush quanto Obama não gostaram de você por causa de seu discurso contra uma política externa pró-morte, belicista e neocon.
Por que você deveria deixar seu governo agora seguir a eles e seus erros — aliás, crimes de relações externas?
Gostei e gosto de seu discurso de 2016.
Lembre-se: quem votou para você ser presidente não foram os neocons ou os esquerdistas ou os progressistas. Quem votou em você foram os evangélicos, que acreditaram em seu discurso anti-neocon.
Onde está o Trump de 2016 que espantou os neocons e os muçulmanos?
Por favor, não abandone seu discurso de 2016. Tenha uma parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico. Esse foi seu discurso. Apegue-se a ele.
Por favor, não deixe a política externa dos EUA continuar sua tradição de forçar Israel a se envolver na nojenta política externa neocon de proteger os interesses petrolíferos sauditas à custa do sangue de cristãos.
Por favor, reconheça a cidade inteira e unificada de Jerusalém como a capital histórica de Israel e reconheça as fronteiras israelenses exatamente como são reconhecidas na Bíblia. Tanto Bush quanto Obama estavam sob instruções do Congresso dos EUA para reconhecer Jerusalém como capital de Israel, mas nunca fizeram isso. Ultrapasse-os.
Por favor, condene a Arábia Saudita por seu patrocínio enorme do terrorismo islâmico, inclusive o ISIS. Seu discurso foi banir as nações islâmicas que patrocinam o terrorismo. Nenhuma outra nação merece mais a posição número 1 em sua lista de proibição do que a Arábia Saudita.
Por favor, transfira para as fronteiras dos EUA as bases militares americanas no mundo inteiro. Seu discurso frisou a defesa das fronteiras dos EUA. Em nenhum outro lugar as forças armadas dos EUA são mais necessárias do que nas fronteiras dos EUA.
Por favor, proteja as minorias cristãs que foram colocadas em perigo direto pelas invasões militares desnecessárias de Bush e Obama — inclusive no Iraque, Síria, Afeganistão e Líbia. A invasão militar mais necessária é na Arábia Saudita.
Por favor, cumpra sua visão de 2016 e combata os neocons, cujos militantes esquerdistas e direitistas belicistas são uma ameaça real à América concebida por George Washington e outros fundadores protestantes. Drene o pântano. Expulse-os de seu governo.
Se você não pode desfazer os enormes crimes de relações externas de Bush e Obama contra os cristãos perseguidos por muçulmanos, pelo menos facilite a imigração deles aos EUA exatamente como Obama e Bush facilitaram a imigração de muçulmanos aos EUA.
Se você não pode ter uma política conservadora de relações externas porque os neocons estão ameaçando destruir sua vida ou presidência para manterem sua máquina belicista avançando, fale abertamente. Os evangélicos que elegeram você podem ajudar você, por meio da oração e ação. A oração tem muito poder.
Minha Carta Aberta é baseada nas esperanças que você deu em seu discurso de 2016. É também baseada na intenção cristã dos fundadores protestantes dos EUA.
Que Jesus Cristo, por meio do seu Espírito Santo, guie você em toda a verdade.
Sinceramente,
Assinado: Julio Severo, um escritor evangélico conservador brasileiro
Versão em inglês deste artigo: An Open Letter to President Donald Trump
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3 comentários :

  1. Essa carta chegou ate ele Julio? Faca-a chegar, eh importante ele realmente le-la. Obrigada.

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  2. Trump é apenas mais um fariseu,tipo faça o que eu mando,mas não faça o que eu faço,simplesmente isso.

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