2 de outubro de 2017

O que é neoconservadorismo? Quem são os neocons?


O que é neoconservadorismo? Quem são os neocons?

Tudo o que você precisa saber sobre o movimento neoconservador

Julio Severo
Recentemente, o Papa Francisco disse: “Os EUA têm uma visão distorcida do mundo,” avisando contra a “aliança perigosa” de Trump com a Rússia, a qual ele teme “prejudicará os imigrantes islâmicos.”
John McCain
Por que o papa está tão preocupado com uma aliança entre EUA e Rússia?
Ver a Rússia como ameaça é uma mentalidade neocon tradicional.
A verdade é que em sua campanha eleitoral Donald Trump, que é o presidente dos EUA hoje, rebateu essa mentalidade atacando, e sendo atacado pelo, senador republicano John McCain e hordas de neocons. Trump deixou abundantemente claro que ele queria uma aliança com a Rússia contra o terrorismo islâmico.

Para Franklin Graham, uma aliança entre EUA e Rússia é necessária

Franklin Graham, filho do legendário evangelista Billy Graham e que foi um dos líderes cristãos e judeus escolhidos para oferecer orações na posse presidencial de Trump, pediu orações também por uma aliança entre EUA e Rússia contra o terrorismo islâmico.
Graham, que seria rotulado de “radical fundamentalista” pelos assessores mais próximos do papa, vê tal união como muito essencial.
Diferente do papa católico, que vê tal aliança como “perigosa,” o evangélico Graham vê tal aliança como necessária contra perigos islâmicos.
Em conformidade com os desejos do papa, os neocons têm pedido sanções e hostilidade contra a atual Rússia, que é conservadora.
Os neocons se alimentam de guerras. Eles precisam sustentar seu complexo industrial militar. Assim, se as guerras islâmicas intermináveis se extinguirem, os lucros dos neocons se vão. Para eles, é mais vantajoso fazer da Rússia um bicho-papão e bode-expiatório e ter uma aliança entre EUA e islamismo contra o bicho-papão russo do que ter uma aliança entre EUA e Rússia contra o islamismo e suas guerras incessantes e terrorismo. Se o mundo alcançar paz, os neocons vão à falência. Se os Estados Unidos cessarem suas incessantes intromissões militares nos assuntos de outras nações, os neocons vão à falência.
Com Barack Obama e Hillary Clinton, McCain era um apoiador descarado da revolução ucraniana, e dos EUA fornecendo armas para a Ucrânia contra a Rússia, dizendo que as sanções de Obama impostas contra a Rússia não foram suficientes. McCain também tem sido importante para os EUA, sob Obama e agora sob Trump, fornecendo armas para os rebeldes islâmicos na Síria e impondo sanções no governo sírio.
Se Trump queria uma aliança com a Rússia, por que ele capitulou para McCain e os neocons?
A melhor análise veio de Scott Lively, que disse:
“Acredito que o Presidente Trump começará a voltar para algumas de suas promessas de campanha aparentemente abandonadas, inclusive uma aliança com a Rússia, que penso é o melhor benefício/ganho geopolítico possível para conservadores pró-família. Muitas pessoas estão iradas com ele por ter capitulado para John McCain e os neocons em questões como a Síria e o restabelecimento que Obama fez da Guerra Fria com a Rússia. Contudo, penso que essas capitulações são provavelmente inevitáveis porque o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa dos EUA são fortalezas de poderes globalistas no governo dos EUA e são as áreas mais difíceis para a Casa Branca controlar. Assumir e exercer controle nesses departamentos é um processo lento e sistemático que deve ficar cada vez mais fácil à medida que o sr. Trump consolidar seu controle sobre o resto do Poder Executivo. Se eu estiver certo em minha análise, veremos mudanças políticas importantes dentro de um ano e passos óbvios na direção certa logo.”
John McCain teria recebido mais de 100.000 dólares do financista-ativista esquerdistas bilionário George Soros, que, a propósito, tem feito também campanha contra a Rússia.
Pelo fato de que a Rússia foi sua principal oposição na Ucrânia, Soros tem mirado principalmente em Putin. Em seu artigo intitulado “Putin é uma ameaça maior à existência da Europa do que o ISIS,” Soros disse: “Os líderes dos EUA e da União Europeia estão cometendo um erro grave ao pensarem que a Rússia do presidente Vladimir Putin é um aliado potencial na luta contra o Estado Islâmico. A evidência os contradiz. O objetivo de Putin é fomentar a desintegração da União Europeia.”
Capitulação aos neocons leva ao desastre. O que Trump ganhará capitulando para McCain, que capitulou para Soros?
O que Trump ganhará capitulando para McCain, que quer o governo dos EUA se intrometendo na Ucrânia e Síria contra a Rússia?

Por que a esquerda acusa Trump de conluio com a Rússia?

Há também um esforço desesperado de acusar Trump de “conluio” com a Rússia, como se a Rússia fosse uma grande ameaça a ser evitada, como se a Rússia fosse a maior ameaça comunista do mundo.
Na verdade, a Rússia moderna é muito mais conservadora, inclusive em valores pró-família.
Entretanto, há de fato um “conluio” dos EUA com a maior nação comunista do mundo. Os Estados Unidos têm transformado a China na nação comunista-capitalista mais poderosa do mundo. Se a China tem o maior exército comunista do mundo, é graças exclusivamente aos inúmeros incentivos econômicos dos EUA ao governo comunista chinês.
A China comunista tem sido apoiada por políticos americanos do Partido Democrata e Partido Republicano, por Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush, Clinton, Bush, Obama e Trump. Todos os presidentes americanos conservadores e socialistas têm tido “conluio” com a maior nação comunista do mundo num grau menor ou maior. Todos eles são culpados, pois todos eles têm em grau menor ou maior seguido a agenda neocon.
Todos esses presidentes têm opiniões diferentes sobre questões pró-família, mas nas ambições neocons, todos eles são iguais em grau menor ou maior. Alguns deles são ideologicamente diferentes, com Carter, Clinton e Obama aderindo à agenda socialista e com Reagan, Bush e Trump aderindo à agenda conservadora. Mas todos eles seguem a agenda neocon que parece obrigatória no governo dentro do governo dos EUA.

Bill Clinton e George Bush: exemplo de união entre esquerdistas e direitistas sob a bandeira neocon

O que um presidente conservador tem em comum com um presidente socialista? O que um presidente pró-família tem em comum com um presidente pró-aborto?
Em termos pró-família, nada. Em termos neocons, tudo. Em 2014 George W. Bush descreveu Bill Clinton como um “irmão de outra mãe” numa entrevista sentimental sobre a surpreendente amizade deles, de acordo com o jornal britânico Daily Mail.
Ele acrescentou que seu próprio pai “serve como figura de pai” para Clinton, que pôs para fora da presidência dos EUA o Bush pai em 1992.
O Daily Mail noticiou que depois de se tornar presidente, Clinton frequentemente buscava os conselhos de Bush pai, exatamente como Bush filho buscava os conselhos de Clinton quando foi eleito o 43º presidente dos EUA.
Esses conselhos mútuos incluíam a questão do aborto e homossexualidade? Afinal, antes de Obama, Clinton foi o mais proeminente presidente pró-aborto e pró-sodomia dos EUA. Em contraste, Bush foi geralmente pró-vida e pró-família.
A amizade deles envolve conflitos morais? Não, porque sua união não é baseada em interesses pró-família, mas só em ambições neocons.
Um cristão conservador real jamais votaria num candidato socialista. Mas os neoconservadores (neocons) no governo dentro do governo dos EUA têm candidatos conservadores para eleitores conservadores e eles têm candidatos socialistas para eleitores socialistas, e todos esses candidatos são submissos à agenda neocon.
O que é um neocon? Os neocons (ou neoconservadores) estão presentes nos dois grandes partidos dos EUA, o Partido Democrático (que é totalmente esquerdista) e o Partido Republicano (que é mais ou menos conservador), e seu foco e prioridade não é conservar valores pró-vida, pró-família e cristãos. Eles buscam conservar e expandir a hegemonia militar, econômica e política dos EUA no mundo inteiro. Os neocons trabalham com qualquer presidente americano que tenha esse foco, seja um Bush direitista ou um Obama esquerdista.
O neoconservadorismo dos EUA foca na política externa como sua principal preocupação, para manter os Estados Unidos como a única superpotência moldando a Nova Ordem Mundial.

Como nasceu o movimento neoconservador

O termo “neoconservador” foi popularizado nos Estados Unidos em 1973 pelo líder socialista Michael Harrington, que usou o termo para definir a ideologia de Irving Kristol, Daniel Bell e Daniel Patrick Moynihan.
Daniel Bell era um judeu que certa vez se descreveu como “socialista em economia, esquerdista em política e conservador na cultura.”
Daniel Patrick Moynihan era um membro católico do Partido Democrático pró-aborto e pró-sodomia.
Irving Kristol, apelidado de “poderoso chefão do neoconservadorismo,” era um potente escritor esquerdista durante as décadas de 1950 e 1960. Ele se desencantou com o Partido Democrático na década de 1970 e mudou para o Partido Republicano, acolhendo o nome “neoconservador” para o bando de intelectuais esquerdistas que ele trouxe consigo.
Kristol descrevia um neoconservador como um “esquerdista assaltado pela realidade.” Ele foi imensamente persuasivo em moldar o movimento neocon, especialmente entre católicos.
Durante a era da Guerra Fria, a maioria dos neoconservadores se opunha vigorosamente à União Soviética. Ainda que a maioria dos neocons seja contra o comunismo, a ideologia deles, que não dá nenhuma prioridade aos valores cristãos que fundaram os EUA, é basicamente socialista, exceto pelo exacerbado nacionalismo belicista e expansionista. Hillary Clinton é um exemplo. Ela se opunha à Coreia do Norte, uma nação oficialmente comunista. Como candidata presidencial em 2016, ela era apoiada pela maioria dos conglomerados capitalistas do mundo, mas ela se opõe aos valores pró-família e cristãos. Até certo ponto, ela é capitalista. Até certo ponto, ela é socialista. Mas em todos os pontos, ela é neocon.
Na política americana, um neoconservador é alguém que é apresentado como conservador, mas que geralmente não participa da Marcha pela Vida (contrária ao aborto) e não defende o casamento tradicional. Os neocons enfatizam colocar os EUA em primeiro lugar num nacionalismo muito militarista. Eles apoiam atacar e até derrubar governos estrangeiros, mesmo quando o resultado é mais perseguição aos cristãos. Alguns neocons ganham lucros imensos do complexo industrial militar dos EUA.

Neocons levaram Bush a invadir o Iraque, em vez da Arábia Saudita

Ainda que os neocons louvem a Guerra do Iraque, o DailyMail disse que essa guerra “foi um dos maiores erros cometidos na história dos EUA modernos.” Em 2016, Trump condenou a Guerra do Iraque.
Tanto George W. Bush quanto a senadora Hillary Clinton a aprovaram. De uma perspectiva cristã e humanitária, essa guerra foi um desastre total para os cristãos.
Antes da invasão americana do Iraque, havia mais de 2 milhões de cristãos. Hoje, eles são menos de 300.000. A presença militar americana no Iraque não protegeu os cristãos e mesmo depois do genocídio, os EUA abriram de modo enorme suas portas de imigração para os muçulmanos, não para suas vítimas cristãs.
Os dez terroristas islâmicos que atacaram os EUA em 11 de setembro de 2001 não eram do Iraque. Eram da Arábia Saudita. Mesmo assim, os EUA não invadiram e atacaram a Arábia Saudita, que, aliás, é o maior patrocinador do terrorismo islâmico mundial. Os EUA invadiram o Iraque como se os terroristas do 11 de setembro de 2001 fossem iraquianos.
Saddam Hussein não era um homem bom, mas pelo menos ele protegia as minorias cristãs muito melhor do que os EUA depois da invasão do Iraque. A missão militar americana no Iraque foi um fracasso e acabou trazendo o ISIS, e caos e genocídio para os cristãos.
A diferença é: O Iraque sob Saddam era inimigo da Arábia Saudita, que sempre foi amiga e aliada dos neocons e presidentes americanos, inclusive os Bushes, os Clintons, Obama e Trump.
A invasão americana do Iraque deixou um vácuo previsível que resultou no assassinato de milhares de cristãos ali e o surgimento do ISIS. Durante as eleições primárias presidenciais republicanas em 2016, Donald Trump humilhou a insistência de guerra dos neocons no Iraque, Ucrânia, Líbia e Síria, ainda que como presidente Trump esteja seguindo a insistência deles.
A prioridade mais elevada dos neoconservadores tem sido aumentar a ação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio e expandi-la para um confronto com a Rússia. Há uma porta giratória entre alguns neocons e cargos de salários elevados na indústria bélica dos EUA, o que pode explicar por que os neoconservadores constantemente reivindicam mais guerras.
Os neoconservadores favorecem um dispendioso intervencionismo em outros países com enormes gastos do governo federal, muitas vezes para substituir um ditador por um novo sistema de governo que pode ser pior, principalmente para os cristãos. Às vezes esse intervencionismo é expresso como um desejo de instalar uma democracia numa cultura incompatível com ela.
A postura neoconservadora ficou desacreditada no fracasso da democracia no Iraque, Líbia e Afeganistão. Em todas essas nações, que abrigavam comunidades e igrejas cristãs, uma medida de tolerância foi substituída pelo radicalismo islâmico e eliminação de cristãos depois das intervenções dos EUA, e hoje não sobrou nenhuma igreja cristã no Afeganistão.

Neocons, globalismo e hegemonia dos EUA

Em contraste com os conservadores tradicionais, os neoconservadores favorecem o globalismo por meio da hegemonia dos EUA, minimizam a importância dos valores cristãos e tendem a não se opor de forma enérgica ao aborto e à agenda homossexual. Os neocons não se importam com o alicerce evangélico dos EUA e não se importam de fazer alianças com grupos terroristas islâmicos para confrontar a Rússia. Os neocons favorecem intervenções americanas fortes e enérgicas nos assuntos mundiais.
Em política externa, os neoconservadores acreditam que a missão dos Estados Unidos é instalar a democracia no mundo inteiro. Ao realizar essa missão, os dois Bushes falavam sobre uma Nova Ordem Mundial.
Uma segunda linha do desenvolvimento do neoconservadorismo teve forte influência da obra do filósofo político alemão-americano Leo Strauss. Alguns dos estudantes de Strauss incluem o vice-ministro da Defesa Paul Wolfowitz durante o governo de George W. Bush. Wolfowitz, um neocon americano-judeu, teve um caso extraconjugal conhecido com Shaha Riza, uma mulher muçulmana que foi criada na Arábia Saudita. (Isso faz lembrar o ex-diretor da CIA Johnn Brennan, que se converteu ao islamismo na Arábia Saudita. Os neocons dos EUA querem estar perto do islamismo, e até mesmo da China comunista, mas não perto da Rússia cristã.)
De acordo com Paul Craig Roberts, ex-vice-ministro do Ministério da Fazenda durante o governo de Ronald Reagan e um dos editores do jornal Wall Street Journal, Wolfowitz criou a doutrina de Wolfowitz, que é a base da política americana para a Rússia. Essa doutrina considera como “hostil” qualquer potência que seja suficientemente forte para permanecer independente da influência do governo americano.
A doutrina de Wolfowitz justifica que o governo americano domine todas as regiões do mundo e está, de acordo com Roberts, em concordância com a ideologia neoconservadora dos EUA como o país “indispensável” e “excepcional” merecedor, por direito, da hegemonia mundial.
Roberts disse que “A Rússia está no caminho da hegemonia mundial dos EUA” e que “A menos que a doutrina de Wolfowitz seja abandonada, o resultado provável será guerra nuclear.”
Entretanto, a doutrina de Wolfowitz pode ser usada não só contra a Rússia. Em 2008 o profeta americano Chuck Pierce disse a nós, um pequeno grupo de brasileiros em São Paulo, que “Deus havia removido sua unção nacional dos EUA em 2008.”
“Pierce também disse que Deus estava procurando outra nação para conceder essa unção. Ele disse que se o Brasil se aproximasse mais de Israel, Deus iria dar a unção ao Brasil. Então ele teve uma visão sobre o que aconteceria se o Brasil começasse a se desenvolver e desse os primeiros passos para se tornar uma potência mundial: Ele viu o governo dos EUA cercando e sufocando o Brasil economica e militarmente. Ele viu os EUA cheios de inveja. Ele viu os EUA totalmente determinados a impedir a ascensão econômica do Brasil. O que entendi com a visão dele é que os EUA, como a única superpotência hoje, não aceitarão a ascensão de nenhuma outra nação que rivalize com sua hegemonia. O desenvolvimento de todas as nações tem de estar submetido aos interesses americanos, e esses são interesses malignos, pois o governo americano abandonou o Senhor há muito tempo. Os EUA veem a ascensão econômica de outras nações como competindo com seu poder.”
Percebendo ou não, Pierce descreveu os neocons, que exigem que todas as outras nações sejam dependentes dos EUA.
Os neoconservadores são muitas vezes descritos como “conservadores,” mas suas posições em questões sociais são mistas. Há dois principais grupos de neocons:
* Há neoconservadores que sustentam posições esquerdistas em assuntos sociais, e tendem a discordar dos conservadores cristãos em questões como aborto, oração nas escolas e casamento homossexual.
* Há neoconservadores que tendem a ter graus maiores de concordância com conservadores cristãos e culturais em questões sociais.
Os neoconservadores diferem dos libertários em que os neoconservadores tendem a apoiar políticas de um governo grande para promover seus objetivos militares.

Na luta contra os neocons em 2016, o único grande apoio de Trump veio dos evangélicos

Pelo fato de que em sua campanha eleitoral em 2016, Trump tinha se oposto abertamente aos neocons e suas ambições de mais expansão militar dos EUA, Commentary, a principal revista neoconservadora nos EUA, disse, um tanto quanto exagerado, que o Sr. Trump é “a ameaça número 1 para a segurança dos EUA” — maior do que o Estado Islâmico. Muito semelhante a Soros, que vê Putin como uma ameaça maior do que o ISIS.
A grande lição na eleição americana passada foi o modo como os neocons foram expostos por Trump, apesar de que Trump, como presidente, essencialmente abandonou seu discurso e ações contra os neocons.
Por causa do confronto de Trump com os neocons em 2016, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, disse sobre Trump que “todas as elites se afastaram dele. Trump não tem uma única elite com ele, talvez com exceção dos evangélicos, se é que dá para chamá-los de elite. Os bancos, os serviços de espionagem, as empresas bélicas, os financistas externos, etc., estão todos unidos em apoio de Hillary Clinton. E os meios de comunicação também. Os donos dos meios de comunicação e os jornalistas.”
A suposição de Assange comprovou ser verdadeira. Depois da eleição, confirmou-se que oficialmente os evangélicos brancos deram vitória para Trump.
Não foram os neocons que deram a vitória para Trump. Não foi o complexo industrial militar que lhe deu a vitória. Não foi o Vaticano que lhe deu a vitória. Aliás, os assessores mais próximos do papa rotularam os apoiadores cristãos de Trump de “terroristas fundamentalistas.”
Foram os evangélicos que deram vitória a Trump.
Mas por alguma razão, Trump não continuou seu confronto com os neocons, pelo menos não no primeiro ano de sua presidência.
Se os evangélicos eram o único grande grupo apoiando Trump na última eleição americana, onde estava o segundo maior grupo cristão dos EUA, os católicos? Por que eles não estavam apoiando Trump? Por que a maioria dos católicos preferiu a neocon Hillary?

Por que os católicos estão mais envolvidos no movimento neoconservador?

Uma simples pesquisa do Google mostra que os católicos são predominantemente mencionados como predominantemente envolvidos em políticas e geopolítica neocon.
Uma pesquisa para “neoconservadores católicos” dá 3.100 resultados.
Uma pesquisa para “neoconservadores evangélicos” dá só 43 resultados.
Uma pesquisa para “neoconservadores protestantes” dá só 4 resultados.
Evangélicos e protestantes, nessa pesquisa, perfazem cerca de 1 por cento dos neocons cristãos. Religiosamente, os católicos estão na linha de frente cristã do movimento neoconservador. Se essa pesquisa está correta, ela explica a oposição “neocon” do papa a uma aliança entre EUA e Rússia contra o terrorismo islâmico. Parece que o Vaticano preferiria aliança com terroristas islâmicos em vez da Rússia — sem mencionar com Israel.
Não se sabe por que os católicos sacrificariam valores cristãos, pró-vida e pró-família por uma política externa de intervencionismo ideológico e expansionismo dos EUA que massacram outros cristãos. Por exemplo, na Guerra do Iraque milhares e milhares de cristãos foram sacrificados na esteira da invasão dos EUA, aprovada pelo direitista Bush. Mais tarde, o esquerdista Obama expandiu o sacrifício quando sua secretária de Estado esquerdista Hillary Clinton ajudou a criar o ISIS, que vem torturando, estuprando e massacrando multidões de cristãos no Iraque e Síria.
A política externa dos EUA, conduzida por neocons no Partido Republicano e no Partido Democrático, tem sido muito ruim para os cristãos no Oriente Médio.
A maioria dos cristãos massacrados na Síria e Iraque são cristãos ortodoxos. Pelo fato de que poderosos neocons americanos são católicos, alguns poderiam questionar se eles aprovariam tal invasão, intromissão e massacres na Síria e Iraque se os cristãos ali fossem exclusivamente católicos.
A verdade é que os EUA têm sido suaves com o terrorismo islâmico contra os cristãos no Oriente Médio do mesmo jeito que o Vaticano tem sido suave.
Um conflito entre potências cristãs, motivado por uma hostilidade milenar entre católicos e cristãos ortodoxos, mas mascarada como preocupações insinceras com o comunismo da extinta União Soviética, é tudo o que o islamismo precisa para avançar mais e manter seu martírio anual de 100.000 cristãos.

EUA: A nova Itália do Vaticano

O mesmo Vaticano que é suave com o islamismo está agora alinhado, em termos de domínio mundial, com o governo dos EUA. Há obras acadêmicas que confirmam que o Vaticano está bem ligado aos EUA. Aliás, a sobrevivência do Vaticano Igreja-Estado vem dependendo dos EUA.
Tal “união” é benéfica para o conservadorismo evangélico americano original?
Até mesmo sob o Papa João Paulo 2, que era um campeão pró-vida e pró-família, o conservadorismo não era tão forte quanto se pensava. Ele fez o que o conservador Ronald Reagan nunca fez. Enquanto o Papa João Paulo 2 não perdia nenhuma oportunidade de estar com o líder terrorista palestino Yasser Arafat (com fotos abundantes provando suas reuniões alegres), Reagan deliberadamente boicotava toda oportunidade de se encontrar com o líder terrorista islâmico, ameaçando boicotar sua presença até mesmo na ONU.
Enquanto o presidente conservador dos EUA boicotou o líder terrorista, o papa “conservador” o abraçou, assim provando que o Vaticano é realmente suave com o islamismo e seus terroristas.
De acordo com fontes católicas, a Igreja Católica tem recebido milhões de dólares para facilitar invasão de imigrantes islâmicos nos EUA. Isso explica parcialmente por que o papa está tão preocupado que uma aliança entre EUA e Rússia prejudicará a imigração islâmica aos EUA. Isto é, prejudicará diretamente os bolsos do Vaticano.
A grande pergunta é: Como uma nação que nasceu essencialmente protestante e pró-Israel e pró-judeus se uniu com um Estado-Igreja historicamente contra a Rússia, contra Israel e contra os judeus e é suave com o islamismo, inclusive facilitando a imigração islâmica aos EUA?
“Rome in America: Transnational Catholic Ideology from the Risorgimento to Fascism” (Roma nos EUA: A Ideologia Católica Transnacional desde o Risorgimento até o Fascismo), escrito por Peter R. D’Agostino, mostra que no passado, a ligação essencial era entre o Vaticano e a Itália. Agora é cada vez mais entre o Vaticano e os EUA. Aliás, os EUA se tornaram a nova Itália do Vaticano.
Outro livro muito importante é “Parallel Empires: The Vatican and the United States — Two Centuries of Alliance and Conflict” (Impérios Paralelos: O Vaticano e os Estados Unidos — Dois Séculos de Aliança e Conflito), escrito por Massimo Franco, que diz:
“A perspectiva do Vaticano [sob o Papa João Paulo 2] é que a resposta americana ao terrorismo [islâmico], a frente de batalha do terceiro milênio, é estridente demais e tem mais probabilidade de agravar o problema do que resolvê-lo. Embora o fundamentalismo islâmico seja a principal ameaça ao Ocidente, autoridades do Vaticano forçam seus argumentos dizendo que historicamente o islamismo e as comunidades cristãs geralmente dão um jeito de coexistir no mundo árabe.”
Isso explica a postura suave dos EUA com o terrorismo islâmico. Mas o que explica a postura dura dos EUA com relação à Rússia cristã ortodoxa?
Por séculos, os católicos defenderam um nacionalismo italiano (e uma maioria esmagadora dos papas era italiana) porque o Vaticano estava ligado à Itália. Hoje, os católicos, até mesmo no Brasil, a maior nação católica do mundo, defendem um nacionalismo americano belicista exacerbado. Por que? Pela mesma velha razão: O Vaticano hoje está ligado aos Estados Unidos em muitos aspectos e ambições.

O Vaticano e sua hostilidade histórica à Igreja Ortodoxa

Havia uma época, antes da fundação da União Soviética, em que os católicos, até mesmo os católicos americanos, queriam a supremacia do Vaticano. Agora os católicos fortemente envolvidos no movimento neocon querem a supremacia dos EUA, não em defesa pró-família, mas exclusivamente em hegemonia militar e política. Por que?
A maior parte das suspeitas americanas sobre a atual Rússia vem de neocons católicos. Os católicos têm tido suspeitas por mil anos da Igreja Cristã Ortodoxa. E hoje a maior nação cristã ortodoxa do mundo é a Rússia. Antes do nascimento da União Soviética, eles tinham suspeitas da Rússia — por razões religiosas. Durante a União Soviética, eles tinham suspeitas, com justiça partilhadas pelos evangélicos, por causa do marxismo soviético. Mas depois da queda da União Soviética, por que as suspeitas deles continuam?
Os católicos tinham muitas suspeitas da sociedade capitalista americana majoritariamente evangélica, mas eles venceram esse preconceito. Por que não em relação a uma Rússia cristã ortodoxa que está lutando pelos mesmos valores pró-família como a América de Reagan fez?

Trump foi o primeiro candidato americano a confrontar os neocons

Como candidato presidencial republicano, Donald Trump foi o primeiro americano na história dos EUA a confrontar os neocons no Partido Democrático e no Partido Republicano. Ele não era conservador no sentido cristão de ter um histórico de defesa pró-família, mas ele não tinha o ativismo neocon de Hillary Clinton, compartilhado por George H. W. Bush e muitos outros republicanos, para conservar e expandir a hegemonia militar, econômica e política dos EUA, principalmente por meio da OTAN, às custas de valores cristãos e até de vidas cristãs.
Embora os neocons republicanos e democratas queiram maiores intervenções militares americanas na Síria, Iraque e Ucrânia, que não são territórios americanos e não têm uma população americana, Trump queria que os EUA parassem essa intromissão, inclusive a intromissão da OTAN.
Trump queria uma parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, mas os neocons — inclusive Obama, Hillary e ambos Bushes — queriam uma parceria com o islamismo contra a Rússia.
Ainda que pessoalmente Trump tenha uma vida moral pessoal tão duvidosa quanto Bill Clinton, ele estava certo e foi bem corajoso de confrontar os neocons e suas ambições em 2016.
Deus pode usar coisas e homens estranhos para falar com pessoas e nações. Acredito que Ele usou Trump para falar a verdade sobre a questão neocon. Muito sangue cristão tem sido derramado pelos neocons, por meio de guerras e violência islâmica.
Como é que Trump havia confrontado os neocons? Ele os demoliu na questão da Guerra no Iraque e a intromissão dos EUA na Síria e Ucrânia e a demonização da Rússia.
De acordo com o DailyMail, Trump havia “criticado o modo como Hillary lidou com as relações entre EUA e Rússia quando ela era secretária de Estado e disse que as críticas duras dela contra Putin levantaram questionamentos sobre ‘como ela vai voltar a negociar com esse homem que ela tem demonizado tanto’ se ela ganhar a presidência.”
A demonização de Putin e da Rússia é a essência das paixões neocons.

Ucrânia: amostra das intervenções neocons

O caso ucraniano é uma vitrine das ambições neocons. Enquanto Barack Obama, Hillary Clinton e George Soros estavam chamando a revolução ucraniana de revolução do povo, numa reportagem do WND Savage disse:
“A situação na Ucrânia tem sido pintada como um conflito entre a Rússia de Vladimir Putin, os supostos caras maus, e os rebeldes ucranianos, os supostos caras bons que buscam expulsar a Rússia de uma posição de influência na Ucrânia e instalar um novo governo que dará atenção ao povo ucraniano. Não acredite numa única palavra disso. Os nacionalistas ucranianos são fascistas. O propósito original do governo dos EUA ao encenar um golpe na Ucrânia era afastar a Ucrânia da Rússia e levar a Ucrânia à União Europeia. Em outras palavras, os neocons e os ‘moderados’ comprados do governo de Obama queriam tirar, à força, o controle da Ucrânia das mãos de Putin e ganhar controle econômico e energético sobre o país. Como o Dr. Stephen F. Cohen apontou, os países ocidentais, com os EUA liderando o caminho, estão há décadas provocando Putin. O Ocidente expandiu a OTAN para incluir ex-estados soviéticos — a Ucrânia parece ser o próximo alvo — e atacou aliados da Rússia, inclusive Líbia e Iraque. Os EUA — junto com outros países ocidentais — por meio de suas incursões na política, economia e segurança nacional da Rússia e vários de seus aliados, efetivamente provocaram a situação que agora está se revelando na Ucrânia. Cohen está certo.”
Savage apontou que Obama e seus neocons, não conservadores, criaram uma revolução na Ucrânia para afastá-la da Rússia e colocá-la, eventualmente, na órbita da OTAN.
Enquanto Trump havia elogiado a Rússia em 2016 e os assessores do candidato Trump estavam apoiando forças pró-Rússia na Ucrânia, os neocons têm abertamente louvado a revolução ucraniana como o melhor exemplo democrático contra uma ditadura. A revolução ucraniana foi a maior revolução de Soros, tendo sido financiada em massa por ele.
John McCain e outros neocons querem a Ucrânia na OTAN e estão dispostos a fazer guerra para conseguir isso. Em contraste, Trump não havia mostrado nenhuma disposição de seguir as paixões neocons para iniciar uma guerra na Ucrânia contra a Rússia.
Em setembro de 2016, o presidente ucraniano Petro Poroshenko convidou Trump para uma reunião, mas, de acordo com o DailyMail, “o governo ucraniano diz que o candidato republicano não deu a mínima bola para eles.”
Entretanto, Hillary Clinton se encontrou com Poroshenko e lhe prometeu que ficaria do lado da Ucrânia contra a “agressão russa.”
Enquanto os neocons querem a Ucrânia na órbita da OTAN e estão usando a situação ucraniana para fortalecer a OTAN, Trump havia de novo estado em conflito com os interesses deles. No entanto, agora como presidente Trump abandonou suas promessas anti-neocon e está seguindo o mau exemplo de Hillary.
Patrick J. Buchanan, um católico tradicionalista pró-vida republicano que era assessor do presidente Ronald Reagan, tem tratado da questão ucraniana. Buchanan é odiado pelos neocons. Ele disse que ao fazer a plataforma de sua campanha eleitoral, o candidato Donald Trump infligiu uma grande derrota nos neocons belicistas do Partido Republicano.
“O comitê da plataforma rejeitou um ponto para aprofundar os EUA na Ucrânia, conseguindo se opor a novas transferências de armas americanas para o governo ucraniano. Melhores relações com a Rússia é o que o candidato Trump havia prometido, e os americanos votariam nele por isso,” disse Buchanan em seu artigo no WND “A política de Trump sobre a Rússia está sendo sequestrada?
Ele também disse que sobre a Ucrânia, o vice-presidente Mike Pence declarou: “Estamos com vocês.”

Mike Pence: evangélico forte nas guerras neocons, mas fraco na guerra contra a agenda gay

Pence também apoiou a decisão de Trump de manter alguns decretos homossexuais de Obama.
“Penso que em toda a campanha, o presidente Trump deixou claro que discriminação não teria nenhum lugar em nosso governo,” disse Pence.
Discurso de “discriminação” era basicamente a mesma estratégia que Obama e Hillary usavam para promover a agenda gay.
“Ele foi o primeiro candidato republicano a mencionar a comunidade LGBTQ em nossa Convenção Nacional Republicana e foi aplaudido por isso. E eu estava ali aplaudindo com ele,” acrescentou Pence.
Se Pence se gaba de que Trump foi o primeiro candidato republicano a louvar a comunidade LGBTQ, Obama foi o primeiro presidente a nomear um embaixador especial para a agenda gay. Como Pence espera que Trump supere Obama?
Quando era governador do Estado de Indiana nos EUA, Pence aprovou a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa de Indiana para proteger pessoas religiosas de perseguição feita por ativistas gays. Mas depois de boicotes e pressões generalizadas, inclusive de grandes empresas como a Apple e Wal-Mart, Pence voltou atrás em sua lei de liberdade religiosa. Suas mudanças covardes marcaram o maior avanço de direitos homossexuais na história, de acordo com ativistas pró-família que estudaram a linguagem da lei.
Então com relação às ambições belicistas dos neocons, Pence, que é protestante, está com eles. Mas com relação à guerra contra a agenda homossexual, Pence, que inicialmente fica do lado dos cristãos, rapidamente retrocede para ficar com os homossexualistas.

Evangélicos neocons querem os EUA na guerra da Ucrânia, mas não em guerra contra a agenda gay

O blogueiro protestante Warren Throckmorton tem pedido envolvimento militar ativo dos EUA na Ucrânia, e tem pedido para que os cristão não se envolvam em guerras para se opor aos supremacistas homossexuais em sua agenda para destruir o casamento verdadeiro. Os interesses cristãos são agora menos importantes do que ambições neocons?
Os protestantes capitularam diante dos neocons?
Buchanan faz outra pergunta: Trump capitulou diante dos neocons?
Ele explica que Kurt Volker, o novo representante especial dos EUA para negociações na Ucrânia, é o arquiteto dos novos carregamentos de armas de Trump para a Ucrânia.
Buchanan disse que Volker é um “ex-funcionário do Senador McCain… e diretor-executivo do Instituto McCain, que é uma instituição neocon.”
McCain é um dos neocons mais radicais do Congresso dos EUA.
Volker visualiza um aprofundamento do envolvimento dos EUA numa guerra civil ucraniana que foi iniciada por Obama, Soros e os neocons.
A melhor explicação sobre as intenções dos neocons foi dada por Savage, que disse:
“Os neocons… fazem muito dinheiro em cima de conflitos militares. Quando o mundo está em guerra, os neocons e a indústria bélica que trabalha com eles lucram enormes quantias de dinheiro. Os neocons não se importam de que lado você está, enquanto puderem trabalhar com você para criar uma situação política que eles consigam fazer crescer até virar guerra, e aí eles começam a tirar lucro.”
Savage está certo. E Trump costumava concordar com ele, pois Trump vinha lendo seus livros e teve uma entrevista muito positiva com Savage. Mas indivíduos de mentalidade neocon não concordam. O blog de Trevor Loudon disse em 2016:
“Se Trump for eleito, veremos russos… na Casa Branca. Os assessores de Trump estão bastante conectados a Vladimir Putin e à Rússia. O próprio Trump tem muitas ligações também e é amigo de Putin. É por isso que Putin tentará sabotar Hillary com o vazamento de emails, etc.”
A atitude de Trump buscar se dar bem com a Rússia e se encontrar com Putin estava correta, mas desprezada por neocons.

Conservador Ronald Reagan buscava paz, não guerras

Ronald Reagan tentou a abordagem de Trump no passado, quando a Rússia era a União Soviética e era oficialmente ateística e comunista. Naquele tempo, os EUA sob Reagan oficialmente valorizavam a Bíblia e os valores cristãos. Hoje, a sociedade americana oficialmente despreza esses valores, enquanto a Rússia oficialmente abandonou o ateísmo e está abraçando sua Igreja Cristã Ortodoxa.
É impossível que os socialistas Hillary e Obama se deem bem com a Rússia moderna, principalmente depois que os russos aprovaram uma lei que proíbe propaganda homossexual para crianças.
Entretanto, se foi possível para o evangélico Reagan buscar se dar bem com os líderes ateus soviéticos, por que Trump deveria ser acusado hoje de “conluio” por buscar se dar bem com uma Rússia não ateísta?
Ele deveria ser elogiado, não atacado, por buscar uma aliança com uma Rússia conservadora.

Neocons, em conluio com a China, o maior país comunista do mundo, acusam Trump de conluio com a Rússia

Conluio é o que governo americano tem tido há décadas com a China comunista, tornando-a o uma poderosa nação capitalista. O governo americano nunca enriqueceu a Rússia. Então onde está o “conluio” com a Rússia? O único conluio americano é com a China.
Os neocons e seu amor pela parceria islâmica contra a Rússia e ódio da Rússia são o maior desafio. Nesse sentido, o confronto de Trump com os neocons em 2016 deve ser elogiado e imitado.
O pesado envolvimento católico com o movimento neocon precisa ser estudado.
Ainda que o ex-presidente americano George H.W. Bush tenha sido um neocon empedernido, seu filho, o ex-presidente americano George W. Bush, foi um evangélico enganado por neocons, que encheram seu governo. Reagan também foi enganado por eles. Como disse Scott Lively, Bush foi apenas marionete deles. Muitos evangélicos têm sido ludibriados pelo nacionalismo belicista dos neocons.
Coisa incrível. Trump, um presbiteriano, não tinha histórico de confronto com os neocons e nenhum histórico de ativismo cristão. Mas é óbvio que ele demonstrou um papel muito importante mostrando quem são os neocons e o que eles querem. Lamentavelmente, seu confronto de 2016 não sobreviveu em sua presidência.
Talvez a análise de Scott Lively se cumprirá: “Acredito que o Presidente Trump começará a voltar para algumas de suas promessas de campanha aparentemente abandonadas, inclusive uma aliança com a Rússia, que penso é o melhor benefício/ganho geopolítico possível para conservadores pró-família.”
Percebendo ou não, em sua campanha de 2016 Trump foi usado por Deus e deixou um exemplo e modelo poderoso para ajudar os evangélicos e outros cristãos a combater os neocons.
Os neocons estão engajados em derramamento de sangue de cristãos em outras nações. Eles precisam ser detidos. Trump queria fazer isso, mas a pressão foi forte demais. Onde estão os evangélicos e sua santa pressão?

Evangélicos americanos deveriam processar o Partido Republicado por capitular diante dos neocons e suas guerras

Já que os evangélicos foram a base principal de eleitores que elegeram Trump, os líderes, igrejas e organizações evangélicas deveriam processar o Partido Republicano. Quando os evangélicos não fazem resistência aos neocons, o resultado é derramamento de sangue de cristãos.
Os neocons no Congresso amarraram as mãos de Trump. Mas os líderes, igrejas e organizações evangélicas deveriam processar o Partido Republicano por capitular à vontade dos neocons, dos democratas e dos socialistas e por forçar Trump a fazer a vontade dos neocons.
As mãos de Trump estão amarradas por um Congresso controlado por republicanos “conservadores” que têm capitulado aos neocons. O que os evangélicos farão para desamarrar Trump?
É hora de os líderes, igrejas e organizações evangélicas processarem o Partido Republicano para que a agenda anti-neocon original de Trump seja implementada.
É hora também de os cristãos no mundo inteiro orarem para que Deus neutralize os neocons e seu poder maléfico no governo dos EUA e no complexo militar industrial dos EUA.
Os evangélicos americanos deveriam processar o Partido Republicano pelo genocídio dos cristãos na Síria e Iraque no rastro das intervenções e invasões dos EUA. Até Trump condenou a invasão de Bush no Iraque.
É hora de os evangélicos condenarem o imperialismo militar neocon agressivo que está usando o governo dos EUA.
Se Trump não conseguir cumprir seu modelo anti-neocon exibido em sua campanha de 2016, os EUA precisarão escolher um modelo melhor. Roy Moore, um juiz cristão brilhantemente conservador, pode acabar virando a melhor opção.
Com informações de Conservapedia, WND (WorldNetDaily), DailyMail e outros canais de notícias.
Versão em inglês deste artigo: What Is Neoconservatism? Who are the Neocons?
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5 comentários :

Thel Araújo disse...

Toda essa celeuma contra a Rússia é porque os russos hoje estão querendo seguir a Deus, seguir a Cristo, tudo se resume nisso.
Daí esses europeus corrompidos de caráter, usados pelo Diabo, mortos espiritualmente, se juntam aos neocons (na verdade esquerdista disfarçado) americanos e ficam atacando os russos e todos aqueles que apoiam a família tradicional e os bons costumes.

Alexandre Costa disse...

isso é apenas o começo da grande perseguição que os verdadeiros cristãos e posteriormente os judeus(verdadeiros) irão sofrer, daqui a 50 ou 100 anos a coisa vai estar muito pior.

Jorge Santos disse...

Mais ou menos. Eles querem que a igreja ortodoxa seja o centro. Esse é o problema: algumas igrejas e seitas estão proibidas lá. Parece que igrejas cristãs são perseguidas.

Daniel Liu disse...

Estou lendo um blog ucraniano chamado "Ucrânia em África" e lá aprendi algumas coisas sobre o antigo regime soviético.

Lá é atestado por eles que a URSS herdou a mentalidade de supremacismo do Império Russo, e por causa disso, todo tipo de amostra cultural era dada como "nacionalismo extremista" e a maior vítima sempre era cultura ucraniana, tudo que é ou seria ucraniano era combatido com firmeza.

Ainda que os movimentos foram financiados por agentes externos que derrubaram o governo de Yanukovytch, é certo que muitos ucranianos apoiam a entrada da Ucrânia na EU e depois da invasão da Rússia cinco dias após a derrubada deste presidente, a entrada na NATO é vista como solução já que Rússia é muito forte.

Quando ucranianos falam com os russos, e os russos defendem a invasão aí que começa mesmo o distanciamento dos dois povos. Imagina a Argentina toma o Rio Grande do Sul e nós vamos conversar com alguns amigos argentinos sobre o caso e eles defendem isso, a amizade se deteriora rapidamente.

Ou seja, se os russos criticam a EU, a entrada na EU é vista como resistência. Se os russo veem a NATO como ameaça, então junte-se a ela, pois a Rússia é agora a sua ameaça. A nação pode ser a mais cristã ou conservadora que for, se quebrar a soberania de uma pequena nação acarreta nestas consequências do "anti-".

Percebi tudo isso em pouco tempo, lendo aquele blog e vendo alguns vídeos no Youtube de uma vloggeira ucraino-brasileira, Joana Madzestes, que atesta isso quando ela vai falar com russos.

Julio Severo disse...

Daniel, vamos começar pelo exemplo que você usou, da Argentina tomando o Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul nunca teve nada a ver com a Argentina, MAS a Ucrânia tem tudo a ver com a Rússia. Durante a maior parte dos 800 anos passados, a Ucrânia era russa e alguns heróis passados da Rússia são ucranianos, pois os dois povos eram unidos. O povo do Rio Grande do Sul nunca teve tal união com a Argentina.

Seu exemplo só serviria num caso. Califórnia, Arizona, Texas e outros estados atualmente americanos pertenciam ao México e não tinham nada a ver com os EUA. Mas os EUA anexaram.

No caso ucraniano, os EUA, que controlam a OTAN, estão se intrometendo num caso do OUTRO LADO DO MUNDO. Tudo isso por vontade dos neocons. Tudo isso por vontade de George Soros.