4 de setembro de 2017

Benjamin Netanyahu, judeus direitistas e a agenda gay em Israel


Benjamin Netanyahu, judeus direitistas e a agenda gay em Israel

Julio Severo
Jerusalém, a Cidade Santa, tem sido palco de um dos atos mais profanos da Terra de acordo com as tradições judaicas mais sagradas: a celebração da homossexualidade.
Parada gay em Jerusalém
Não só judeus esquerdistas têm celebrado esse ato profano. Judeus direitistas têm também participado.
O Knesset, o Parlamento de Israel, oficialmente designou 23 de fevereiro de 2016 como o Dia de Direitos LGBT do Estado de Israel. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu raramente aparece no Knesset nas terças-feiras, mas ele chegou especialmente para participar do “primeiro Dia de Direitos LGBT.”
Ele falou com ativistas homossexuais que estavam reunidos no Knesset.
“Vim aqui no meio de minha agenda, que está como sempre lotada, para dizer uma sentença aos membros da comunidade LGBT: ‘Todo homem foi criado conforme a imagem de Deus,’” ele disse, de acordo com o jornal Jerusalem Post. “Essa é a ideia que nossa nação trouxe à humanidade milhares de anos atrás, e é o princípio que tem de guiar nossas vidas nacionais hoje.”
Todos foram criados conforme a imagem de Deus, mas a conduta deles nem sempre reflete a imagem de Deus.
O princípio antigo, gravado nas Santas Escrituras Judaicas (conhecidas como Antigo Testamento entre os cristãos), é que as pessoas criadas conforme a imagem de Deus não deveriam se engajar em condutas contrárias à imagem de Deus. Entre essas condutas está a homossexualidade, que as Escrituras Judaicas chamam de “repugnantes.”
“Não se deite com um homem como se deita com uma mulher; é repugnante.” (Levítico 18:22 Bíblia de Estudo Judaica. Editora da Universidade de Oxford. 2014)
Usar a “imagem de Deus” nas pessoas para glorificar sua conduta homossexual não foi a intenção original de Deus para Israel e o mundo. A homossexualidade afronta a imagem de Deus.
Reforçando as palavras de Netanyahu louvando pessoas por sua conduta homossexual, o Ministério das Relações Exteriores dele disse num vídeo internacional público que tem orgulho de que Israel seja a capital homossexual do Oriente Médio.
O parlamentar Amir Ohana disse no Knesset que a comunidade LGBT é 10 por cento da população de Israel e é discriminada sob a lei.
Em 2015 Netanyahu comentou que Ohana, que foi o novo ministro do Interior de Israel, era o primeiro representante assumidamente gay a ser eleito para o Knesset do Partido Likud, de Netanyahu. O Likud é um partido direitista. Ele predisse que Ohana seria um excelente parlamentar.
Em seu discurso de posse, Ohana, que vive com seu parceiro homossexual, mencionou os componentes diferentes de sua identidade: “Judeu, israelense, mizrahi [sefardim], focado em segurança, liberal, apoiador do livre mercado e pai.”
Ohana, que é também veterano da agência de segurança Shin Bet, tem promovido a agenda homossexual como o fundador e presidente do Grupo de Orgulho Likud, que é a maior organização homossexual direitista em Israel.
Ohad Attya, um ativista gay no Likud, disse: “A ideia de que se você é gay você tem de ser esquerdista é falsa.”
A estatística absurda de 10 por cento de homossexuais na população geral defendida por Ohana foi inventada por Alfred Kinsey, mas foi cientificamente desmascarada pela pesquisadora judia-americana Dra. Judith Reisman.
Homossexuais não são mais que 2 ou 3 por cento da população geral. Se esse número subir algum dia, é porque a propaganda homossexual em massa na mídia social e escolas foi bem-sucedida. Mas sem propaganda, seus números são insignificantes.
Contudo, não é a Torá, as Escrituras Judaicas, suficiente para desmascarar mentiras sobre a homossexualidade? Aliás, a Torá vem expondo e condenando a homossexualidade por milhares de anos.
Mesmo assim, o Israel moderno está em direção contrária às suas tradições mais sagradas.
Mais de 200.000 pessoas encheram as ruas de Tel Aviv, a capital de Israel, em 2017 para a Parada do Orgulho LGBT anual, tornando-a a maior parada homossexual já ocorrida no Oriente Médio e Ásia, de acordo com a prefeitura de Tel Aviv-Jaffa.
“A Parada do Orgulho de Tel Aviv não é apenas uma celebração, mas também uma declaração importante de apoio. Tel Aviv, que já foi reconhecida como a ‘cidade mais amiga dos gays’ do mundo, continuará a ser uma cidade farol, espalhando os valores da liberdade, tolerância e democracia ao mundo,” disse o prefeito Ron Huldai.
Parada gay em Jerusalém
Até mesmo Jerusalém não tem escapado ilesa de avanços homossexuais. Em 2016 e 2017 mais de 45 mil israelenses homossexuais encheram as ruas da Cidade Santa com bandeiras do arco-íris, marchando de modo orgulhoso e resoluto pelo que foi considerado a “Marcha de Jerusalém em prol do Orgulho e Tolerância.”
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se dirigiu aos ativistas e participantes homossexuais na parada do orgulho gay de Jerusalém em 2016 numa mensagem de vídeo, dizendo que eles são uma parte inseparável da sociedade israelense.
“A marcha de hoje em Jerusalém não é só uma marcha da comunidade LGBT,” disse Netanyahu no vídeo postado em sua página de Facebook. “Não é uma marcha exclusiva para um grupo específico. É uma marcha para nós. É uma marcha de unidade. Nossos irmãos e irmãs na comunidade são parte de nós, da sociedade israelense. Somos todos uma só família. Respeitamos uns aos outros e aceitamos uns aos outros com respeito e igualdade. Todos temos o direito e a obrigação de aceitar uns aos outros sem exceções, independente de religião, raça ou preferência sexual. Fomos todos criados conforme a imagem de Deus. Somos todos israelenses, somos todos cidadãos do estado, somos um só povo.”
Em duas versões de um vídeo postado no Facebook, uma em inglês e a outra em hebraico, Netanyahu claramente se posicionou como um apoiador explícito, endossando o sentimento dos participantes da parada e criticando severamente os críticos que pintavam os esforços dos ativistas gays como negativos.
“Lamentavelmente, alguns elementos de nossa sociedade ainda não estão prontos para aceitar a comunidade LGBT,” ele disse. “Minha promessa solene para vocês hoje é continuar promovendo respeito por todos os cidadãos de Israel, sem exceção.”
Os discursos públicos de Netanyahu sobre esse assunto são fascinantes porque ele é o líder do governo de coalizão mais direitista da história de Israel.
Um governo direitista em Israel não só não salvou Israel da ideologia gay, mas tem realmente se juntado à Esquerda para apoiá-la.
Um dos melhores barômetros da influência crescente dos ativistas homossexuais é que os políticos direitistas estão mudando sua percepção da agenda gay. Nos Estados Unidos, líderes do Partido Republicano estão tentando convencer sua base de eleitores conservadores cristãos de que é necessário um realinhamento pró-homossexualismo.
No hoje infame “relatório de autópsia” do Comitê Nacional do Partido Republicano, compilado pelos líderes veteranos do partido depois da perda de Mitt Romney em 2012, eles disseram: “Precisamos fazer campanhas entre… americanos gays e demonstrar que nos importamos também com eles.” O senador Marco Rubio, que é um neocon católico, avisou seu Partido Republicano dos custos da não adesão à agenda gay.
Seguindo essa postura neocon, o governo de Trump tem sido marcado não só por não fazer oposição sistemática à agenda homossexual, mas também por esforços de pressionar outras nações a aceitá-la.
Em outros termos, o ativismo LGBT e suas exigências se tornaram importantes demais e financeiramente sedutoras demais para políticos direitistas ignorarem.
Israel, como nenhuma outra nação, sabe que a conduta homossexual traz destruição total, pois tem o testemunho valioso das Escrituras Judaicas, que não são lenda, mas um lembrete fiel e divino. Mesmo assim, Israel e seus líderes esquerdistas e direitistas buscam alianças com ativistas homossexuais para celebrar seus estilos de vida imorais.
A economia israelense ganhou pelo menos 100 milhões de shekels (em torno de 28 milhões de dólares) com o influxo de homossexuais estrangeiros que viajaram a Israel para participar da Parada do Orgulho de Tel Aviv em 2017.
Nadav Peretz — dono a agência de turismo OUTstanding Travel — disse que esses turistas homossexuais “se tornam embaixadores do Israel esquerdistas e progressista.”
“Pode parecer estranho,” ele disse, “mas eles são os ‘novos evangélicos.’ Eles falam bem de Israel e mal podem esperar para voltar.”
Ativistas homossexuais têm sido oficialmente convidados, por Israel, para visitar Israel. Em janeiro de 2016, o deputado federal Jean Wyllys, o ativista homossexual mais proeminente do Congresso Nacional no Brasil, deu uma palestra sobre “homofobia” na Univesidade Hebraica em Jerusalém. Sua palestra igualou “homofobia” com antissemitismo. Wyllys, que defende abertamente a doutrinação homossexual de crianças brasileiras nas escolas, foi oficialmente convidado por Israel.
Enquanto isso, uma pesquisa israelense de opinião pública publicada pela ONG Hiddush revelou que 90 por cento dos israelenses seculares apoiam o “casamento” de mesmo sexo. Entre os religiosos, 77 por cento dos judeus tradicionais, 46 por cento dos judeus religiosos nacionais e 16 por cento dos judeus ultra-ortodoxos também apoiam o “casamento” de duplas de mesmo sexo.
Durante a reunião no Knesset na primeira data oficial de Dia dos Direitos LGBT, Rachel Tevet, assessora sobre assuntos femininos do Chefe do Estado Maior da FDI (Forças de Defesa de Israel), apontou que jovens de 18 anos são alistados no serviço militar independente da orientação sexual.
Yoav Kisch, membro do Likud e presidente do subcomitê de Relações Exteriores e Defesa no Knesset, pediu à FDI que realizasse mais seminários homossexuais sobre o assunto para os comandantes e que melhorasse seu trabalho para integrar soldados transgêneros.
“Fiquei feliz de ouvir que as condições nas forças armadas são boas [para membros da comunidade LGBT], como deveria ser,” Kisch disse. “Ao mesmo tempo… as melhorias devem continuar.”
“A FDI é o exército do povo e todos devem se sentir à vontade e certamente não devem ter preocupações baseadas em sua identidade de gênero,” ele acrescentou.
A FDI é, alias, um “paraíso” socialista. Realizou uma façanha que os socialistas americanos lutam há muitos anos para impor nas mulheres americanas: o alistamento militar compulsório para moças. O “sonho” socialista se cumpriu em Israel: todas as moças de 18 anos são obrigadas a se alistar.
Se Cuba e a Coreia do Norte têm soldados do sexo feminino, conservadores e direitistas dizem que é feio, pois isso é comunismo. Mas se Israel tem soldadas, eles consideram isso belo, só porque foi feito em Israel — independente se é socialista ou não. Há uma idolatria desenfreada entre evangélicos conservadores que impede seus olhos de ver o socialismo em Israel. Eles conseguem vê-lo em Cuba, mas não conseguem reconhecer como socialista as mesmas imposições em Israel.
Israel é a única nação onde o socialismo tem sido bem-sucedido. Israel, que foi fundado por judeus marxistas, tem uma das leis de aborto mais liberais do mundo. Baniu também a autoridade dos pais de aplicar disciplina física em seus filhos.
Pelo fato de que Israel tem impostos elevados, que são típicos em nações socialistas, a corrupção em Israel é desenfreada.
Mesmo assim, os mesmos evangélicos conservadores que condenam o socialismo em Cuba o celebram em Israel.
Um cristão conservador deveria equilibrar seu apoio necessário a Israel, principalmente seu direito inalienável, intransferível e divino à Terra Prometida, sem comprometer seus valores apoiando tudo o que Israel faz. Às vezes, Israel faz coisas horríveis, inclusive apoiando terroristas islâmicos à custa de vítimas cristãs. Um cristão verdadeiro jamais deveria apoiar tais coisas.
Aborto legal, leis proibindo disciplina infantil, celebração da homossexualidade e feminismo, inclusive alistamento compulsório de moças, não são valores conservadores ou cristãos. Eles são socialistas, e não devem ser tolerados, mesmo por amor a Israel.
Evangélicos falam sobre Israel como se estivessem falando sobre a própria Terra Santa. Eles acham que os governantes de Israel e seus habitantes têm o respeito máximo por Deus e suas leis.
Eles acham que os governantes de Israel e seus habitantes praticam e celebram a família, não o aborto e a homossexualidade.
Eles acham que os governantes de Israel e seus habitantes praticam e celebram a Bíblia, não o socialismo e o feminismo.
Eles acham que os governantes de Israel e seus habitantes têm íntima comunhão com Deus e que eles são salvos, que eles são irmãos e irmãs para os cristãos, não tendo nenhuma necessidade de ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.
Não. Eles não têm nenhuma comunhão tal e Israel não está vivendo de acordo com as leis de Deus.
Sim. Israelenses e judeus esquerdistas, direitistas e religiosos precisam realmente ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.
O Israel moderno atrai turistas, quer evangélicos ou ativistas homossexuais, só por amor a lucros.
E os israelenses direitistas, inclusive Netanyahu, estão atraindo ativistas homossexuais do mesmo jeito que eles sempre atraíram os turistas evangélicos.
É claro que eles não adotam a ideologia gay do mesmo modo radical que os israelenses esquerdistas fazem. Mas sua adoção “moderada” da sodomia (o pecado de Sodoma: a homossexualidade) está longe dos mandamentos de Deus aos judeus.
“Não se deite com um homem como se deita com uma mulher; é repugnante.”
A sodomia traz morte, conforme as Escrituras Judaicas avisam. É uma repugnância que judeus esquerdistas e direitistas vêm celebrando esse pecado mortal em Jerusalém, em Tel Avive e em toda a Terra Prometida.
A sodomia destruiu Sodoma — e as ruínas de Sodoma estão hoje em Israel, como um memorial para Israel e o mundo acerca da gravidade do pecado homossexual. Se Israel e seus políticos esquerdistas e direitistas continuarem celebrando a sodomia, o que Israel ganhará com isso?
Com informações do Jerusalem Post, Algemeiner, Washington Blade, The Advocate, Huffington Post, CSMonitor, Breitbart e Haaretz.
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