10 de julho de 2017

O mínimo que você precisa saber para não ser um “evanjegue”


O mínimo que você precisa saber para não ser um “evanjegue”

Julio Severo
“O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” é um livro escrito por Olavo de Carvalho, publicado pela Editora Record em 2013.
De cara, o livro remove (ou censura) o papel vital do protestantismo americano no capitalismo e o atribui exclusivamente à Igreja Católica, talvez baseando-se num escritor comunista italiano. No Capítulo 5 “Capitalistas X Revolucionários,” na seção “Capitalismo e Cristianismo,” Carvalho disse: “para o guru supremo Antonio Gramsci, era a inimiga número um da revolução proletária: a Igreja Católica.”
Carvalho parece desconhecer que comunistas mentem e não são inteligentes, mesmo quando parecem.
Se Carvalho leu o livro clássico “The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism” (A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo), escrito pelo sociólogo e economista alemão Max Weber e publicado em inglês em 1930, ele não entendeu nada ou só entende o que lhe agrada. Ou é tão avesso ao protestantismo que prefere a palavra de comunistas como Gramsci. Ele prefere colocar sua fé em cada palavra de Gramsci e duvidar de Weber e todos os que reconhecem que o capitalismo só prosperou grandemente com valores protestantes?
O único entrave que Gramsci via para o avanço marxista era a Igreja Católica, porque ele vivia na Itália, onde Igreja Católica e Estado tinham um relacionamento promíscuo.
Não havia nenhuma outra igreja influente na Itália. Só a Igreja Católica. É dessa experiência limitada que Gramsci deduz que o catolicismo é a única influência.
Não era só os comunistas que enfrentavam entraves para avançar. Evangélicos também. Nada que se opusesse aos interesses da Igreja Católica podia avançar na Itália. A Igreja Católica não dava liberdade para ninguém.
O alcance da visão de Gramsci então não era diferente do alcance da visão de um agricultor pobre do interior do Brasil em 1944 que veria ameaças locais como mais importantes do que o nazismo em plena 2 Guerra Mundial. A visão do agricultor só alcançava sua realidade imediata, desconhecendo, por ignorância e acesso a meios de comunicação, a realidade internacional longínqua maior.
Se Gramsci vivesse nos EUA, sua visão “camponesa” seria ampliada e vencida pela realidade de que os EUA, de vasta maioria protestante e com valores protestantes, eram de longe o maior entrave para o comunismo.
Mas no universo italiano limitado de Gramsci, só existia o poder político da Igreja Católica. Ele desconhecia totalmente o poder político do protestantismo americano, inclusive que o maior opositor da esotérica marxista Margaret Sanger era um evangélico chamado Anthony Comstock, que foi o primeiro ativista pró-vida e pró-família da história moderna.
Sanger, americana de ascendência católica irlandesa, fundou a IPPF, a maior organização de aborto, contracepção e educação sexual imoral do mundo.
Acreditar, pois, na visão simplista e camponesa de Gramsci é ser idiota demais.
Carvalho não tem desculpa para ter tal visão simplista e camponesa. Ele vive autoexilado como imigrante nos EUA, o maior país protestante do mundo, porque ele reconhece nesse país a característica de resistência ao marxismo que o Brasil ultracatólico ou a Itália ultracatólica de Gramsci nunca demonstrou.
Contudo, o livro de Carvalho busca fazer o leitor de idiota ao desvincular valores protestantes americanos do capitalismo. Não é coincidência que o país mais protestante do mundo seja também o país mais capitalista do mundo. De longe, o pior tipo de antiamericanismo é o que nega que os valores fundamentais da sociedade americana são valores protestantes.
O livro de Carvalho está repleto de omissões, que dá para chamar de censura, ao papel do protestantismo americano no capitalismo. A única referência mais próxima entre capitalismo e protestantismo no livro dele foi totalmente negativa, onde ele disse:
“Daí, também, que o capitalista financeiro (e mesmo, por contaminação, o industrial), se ainda tinha algo de cristão, continuasse a padecer de uma falsa consciência culpada da qual só podia encontrar alívio mediante a adesão à artificiosa ideologia protestante da ‘ascese mundana.’”
Em contraste, há abundantes citações positivas sobre a Igreja Católica. O leitor menos idiota notará a discrepância em suas intenções quando ele mesmo apresenta a Igreja Católica como inimiga do capitalismo dos EUA e Inglaterra. Ele disse:
“A Igreja [Católica] busca ainda hoje enxergar um remédio contra os supostos males do liberal-capitalismo, que por seu lado, onde veio a existir — Inglaterra e Estados Unidos —, nunca fez mal algum a ela e somente a ajudou, inclusive na hora negra da perseguição e do martírio que sofreu nas mãos dos comunistas e de outros progressistas estatizantes, como os revolucionários do México que inauguraram nas Américas a temporada de caça aos padres.”
Ao dizer “ainda hoje,” ele reconheceu a oposição persistente, no passado e hoje, da Igreja Católica ao capitalismo americano — uma oposição que claramente se enquadra em antiamericanismo. Sua atitude, pois, de censurar o capitalismo essencialmente protestante e se apegar à visão simplista e camponesa de Gramsci foi uma atitude essencialmente idiota e antiamericana.
Negar a alma protestante do capitalismo americano é a mesma coisa que negar a alma judaica da terra de Israel. Essa negação antiamericana é abundante no livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”
Para quem gosta de elogiar o capitalismo americano, a omissão, ou censura, de sua alma protestante é desonesta.
Como mostrou Max Weber em seu livro clássico, o capitalismo, definido como operações mercantis, existiu em várias formas na Babilônia, Egito antigo, China, Índia e Europa católica medieval. Mas ele frisa que só no Ocidente, onde havia a ética protestante, especialmente Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, o capitalismo prosperou de modo livre suas sociedades.
Tradicionalmente, a Igreja Católica anda à vontade com o socialismo e as igrejas evangélicas, especialmente as igrejas pentecostais e neopentecostais, andam muito bem com o capitalismo.
Um exemplo claro dessa realidade é que nas décadas de 1960 e 1970, no conflito entre capitalismo e socialismo na América Latina (de vasta maioria católica), a KGB, o maior serviço comunista de espionagem do mundo, dava apoio para setores da Igreja Católica, enquanto a CIA, o maior serviço capitalista de espionagem do mundo, dava apoio para setores pentecostais e neopentecostais das igrejas evangélicas.
Mesmo hoje, são as igrejas evangélicas que oferecem a melhor resistência ao marxismo. A ativista de extrema esquerda Marilena Chaui reconheceu que a maior ameaça ao marxismo no Brasil é a Teologia da Prosperidade, que nasceu em igrejas neopentecostais dos EUA.
Até Gramsci poderia ver essa realidade, se ele vivesse no Brasil ou nos EUA. Mas a Itália, onde ele vivia, era de fato um universo pequeno demais, limitando fatalmente sua visão.
A realidade básica do continente americano é: onde floresceu o protestantismo, prosperou o capitalismo. Onde floresceu o catolicismo, floresceu a Teologia da Libertação, que é inimiga frontal da Teologia da Prosperidade. É de espantar que o maior país protestante do continente americano e do mundo seja também o país mais capitalista do mundo? É de espantar que o país mais católico do continente americano e do mundo seja também o país mais adepto da Teologia da Libertação no mundo?
Para Carvalho, reconhecer que a Teologia da Prosperidade das igrejas neopentecostais de origem americana é a maior ameaça ao marxismo entra em choque com seu óbvio esoterismo. Mas exaltar a Igreja Católica não entra em conflito com sua visão esotérica, pois o Brasil vastamente católico é sincrético, tão sincrético que outros esotéricos, como Paulo Coelho, podem tranquilamente se identificar como “católicos” ou “católicos místicos.”
Mas ambos nunca conseguiriam se identificar como pentecostais ou neopentecostais, pois cedo ou tarde se deparariam com o ministério de libertação espiritual, que é muito comum em igrejas desse tipo.
De forma semelhante, o leitor menos idiota notará que o uso que Carvalho faz de Igreja Católica é tão contraditório quando sua tentativa de omitir e desunir o protestantismo americano do capitalismo.
No catolicismo real, o papa é o chefe e autoridade suprema na Igreja Católica. No catolicismo de Carvalho, ele, não o papa, é a autoridade real. No olavismo, a autoridade de Carvalho está acima da autoridade do papa.
No livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” há nove citações positivas sobre a Inquisição, tentando exaltar “benefícios” imaginários, minimizando seus horrores atestados por historiadores e tripudiando no sangue inocente de judeus e protestantes que eram principais vítimas.
Um leitor sem leitura nunca perceberá que a defesa do revisionismo da Inquisição que Carvalho faz entra em choque com o maior país capitalista do mundo, os EUA, que sempre foram campeões da propaganda contra a Inquisição. Nos EUA, protestantes e judeus capitalistas se uniram, em campanhas sistemáticas, para mostrar ao mundo os horrores da Inquisição.
Os EUA que sempre foram um entrave para o comunismo foram igualmente um entrave para a Inquisição. Fazer oposição a essa liderança conscientizadora dos EUA não é também uma forma de antiamericanismo?
No caso de Carvalho, é um antiamericanismo contraditório, pois ele vive como imigrante autoexilado no próprio país cujos valores protestantes ele despreza. Ele conseguiu a proeza inédita de exaltar um capitalismo americano sem protestantismo e uma Inquisição sem horrores! Isto é, ele amputou a ética protestante onde ela sempre existiu — no capitalismo americano —, e ele introduziu uma ética onde nunca existiu — na Inquisição.
O leitor menos idiota identificará facilmente no esforço revisionista dele a mesma tática desonesta dos revisores do Holocausto, que matava judeus.
No entanto, mesmo supondo que o leitor não note que capitalismo e protestantismo sempre andaram muito bem juntos (sendo os EUA o exemplo máximo), o leitor minimamente inteligente perceberá outras discrepâncias fenomenais, se comparar o livro com outros escritos de Carvalho.
Em 7 de julho de 2017, Carvalho disse em seu Facebook:
“Não estou alinhado a direita nenhuma, mas não mudei em nada a minha convicção de que, num país saudável, devem existir uma esquerda e uma direita, ambas com o direito a uma quota igual de radicalismo.”
Um conservador genuíno rejeita categoricamente toda coexistência com a Esquerda. Carvalho não. Enquanto um conservador evangélico americano genuíno acredita que num país saudável não existe coexistência com a Esquerda, Carvalho pensa exatamente o contrário.
Talvez isso explique por que embora Carvalho ataque a Esquerda, grandes veículos de comunicação da Esquerda, como a Folha de S. Paulo e O Globo, o entrevistam de forma respeitosa.
Ele tem uma lábia, eloquência e sedução que é típica de astrólogo. Aliás, pode-se chamá-lo de “astrólogo,” não por xingamento, mas porque ele fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil. Seu envolvimento não foi meramente de um homem inocente que estudou sobre astrologia e esoterismo. Ele realmente levava alunos, que pagavam seus cursos, a estudar sobre astrologia e esoterismo. Ele se tornou um mestre-astrólogo consultado por grandes revistas e canais de televisão. Ele era um mestre nessa e outras áreas ocultistas.
A mesma sedução presente na sua antiga escola e curso de astrologia está presente no seu atual curso de “filosofia.”
Em 7 de julho de 2017, um evangélico disse:
“Eu sou cristão protestante e sou aluno de Olavo de Carvalho. Qual é o problema de Olavo de Carvalho? Por ele ser católico? Ele sendo católico faz mais para humanidade e defesa do Cristianismo geral do que milhares de evangélicos que não sabem nem a diferença de socialismo e capitalismo.”
Se esse evanjegue (termo utilizado pelo astrólogo que tacha como “jegues” os evangélicos que não pagam seus cursos) acha que discurso antimarxista torna o astrólogo melhor do que milhares de evangélicos, então, considerando que Jesus Cristo nunca atacou de forma direta e nominal o marxismo, isso significa que o astrólogo é maior do que o Salvador?
Considerando que Adolf Hitler, que era católico esotérico e tinha milhões de seguidores católicos e protestantes, já tinha um discurso antimarxista quase 100 anos antes do astrólogo brasileiro, isso significa que o líder nazista está acima de todos?
Com um discurso estridentemente antimarxista, Hitler conseguiu o status de “salvador da Alemanha.” Com um discurso estridentemente antimarxista, Carvalho está conseguindo o status de “salvador do Brasil.”
Não sei o que é pior: Um astrólogo se fingindo de conservador, um olavete se fingindo de evangélico ou um idiota se fingindo de inteligente só porque faz o curso de um astrólogo.
A hipnose, assim como a astrologia, faz parte do ocultismo. Só a hipnose explica a tremenda cegueira dos evanjegues.
Por evanjegue me refiro aos olavetes evangélicos, que seguem cegamente Carvalho. Todo olavete evangélico é um evanjegue. São evangélicos muito sugestionáveis à eloquência do astrólogo.
Perguntei certa vez a um evanjegue se ele acreditava em tudo o que o astrólogo dizia sobre Deus e Bíblia. Ele respondeu que não e a razão dada foi que ele tinha conhecimento bíblico suficiente para saber que o astrólogo estava errado, mas garantiu que, em política e geopolítica, o astrólogo estava totalmente certo.
Quando lhe perguntei por que ele achava que o “astrólogo tem razão,” o motivo apontado foi caipiresco: Como ele não tinha conhecimento suficiente e o astrólogo lia muito, o evanjegue concluiu que o astrólogo deveria saber muito mais que ele.
A certeza dele era totalmente baseada nos seus próprios desconhecimentos. Pior do que o ignorante que confia na sua própria ignorância é o ignorante que confia na ignorância ou malícia dos outros.
Perguntei-lhe então: “O astrólogo é honesto em assuntos bíblicos e sobre a Inquisição?”
O evanjegue respondeu: “Não.”
Conclui: “Se ele não é honesto em alguns assuntos importantes, como você pode confiar que ele é honesto em outros assuntos?”
Infelizmente, há evanjegues proeminentes.
Alguns ficaram chocados com o deputado Marco Feliciano recomendando ao mesmo tempo os esotéricos Paulo Coelho e Olavo de Carvalho. Veja: http://bit.ly/2sOM12h
Feliciano foi até mencionado pelo BBC como o maior político apoiador do astrólogo, porque em pleno Congresso Nacional ele louvou Carvalho “como um verdadeiro profeta” — o mesmo homem que exalta a máquina assassina da Inquisição que matava homens e mulheres de Deus.
Normalmente, Feliciano condena torturas e genocídios. Em 2015, da tribuna do Congresso Nacional ele condenou o genocídio de cristãos armênios cometido por muçulmanos turcos, não se deixando iludir pela campanha de revisionismo islâmico contra o massacre de cristãos. Contudo, ele não conseguiu escapar do revisionismo do astrólogo contra judeus e protestantes.
Num contraste desconcertante, em vez de ele usar a tribuna do Congresso para condenar a Inquisição (que já foi condenada até pelos legisladores de Pernambuco, que tem hoje uma data oficial em memória das vítimas da Inquisição), Feliciano tem vergonhosamente exaltado no Congresso Nacional o maior defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição.
Como é que Feliciano, que é pastor da Assembleia de Deus, não se tornou idiota do revisionismo dos muçulmanos, mas virou idiota do revisionismo de um astrólogo brasileiro? Sedução? Hipnose?
Qual a diferença de Feliciano bradar contra o revisionismo dos muçulmanos, mas calar diante do revisionismo do astrólogo? Se ele pôde aceitar um, por que não o outro? Qual é a explicação para esse “preconceito” e “discriminação”?
E não é só o Feliciano que caiu na lábia e eloquência do astrólogo. Há também protestantes tradicionais. No ano passado, informei sobre um pastor tradicional e sua esposa que se converteram ao catolicismo sincrético depois de fazerem o curso do astrólogo. Veja: http://bit.ly/1U7xSaM
Na semana passada, informei sobre Fábio Blanco, um escritor que acabou abandonando sua igreja batista depois de fazer o curso do astrólogo. Agora, ele está defendendo o esoterismo. Veja: http://bit.ly/2ukNyhP
Todos eles são incapazes de enxergar as incoerências do astrólogo. Não enxergam nem mesmo as mais descaradas e mentirosas ofensas dele contra sua fé, numa das quais ele disse recentemente:
“O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.”
Os evanjegues, ou idiotas, estão com a mente tão cauterizada que são incapazes de se sentir ofendidos com as ofensas do astrólogo. Mas como é típico entre eles, se você aponta que as declarações do astrólogo são ofensivas, o evanjegue ou idiota fica ofendido — com você!
Quem parece ter feito o comentário mais certeiro foi o cantor Lobão, que disse: “A ofensa é o expediente do imbecil.” Se ele estiver certo, o astrólogo é um dos maiores imbecis do Brasil. Ele não poupa ofensas a ninguém.
Se você, mesmo sendo médico, diz que o cigarro faz mal, o astrólogo despeja um balde de ofensas em cima de você.
Se você, mesmo sendo judeu ou protestante, diz que a Inquisição torturava e matava milhares de inocentes, o astrólogo despeja um balde de ofensas em cima de você.
Se você, mesmo sendo católico, cobra dele o catolicismo raso, superficial e sincrético dele, o astrólogo despeja um balde de ofensas em cima de você.
No assunto da Inquisição, sei de experiência própria. No próprio ano em que ele publicou seu livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” em 2013, Carvalho começou a despejar um balde de ofensas em cima de mim. Digo “começou” porque ele nunca mais parou. Até hoje ele continua jogando ofensas contra mim — exclusivamente porque eu, como todo bom evangélico americano e todo judeu, não posso e nunca aceitarei o revisionismo da Inquisição, assim como nunca aceitarei o revisionismo do Holocausto nem o revisionismo islâmico do Genocídio dos Cristãos Armênios.
Não sou idiota, e muito menos evanjegue, para aceitar esse revisionismo e seu esforço desonesto, amplamente documentado em seu livro, de divorciar o protestantismo americano do capitalismo. Nunca aceitarei esse tipo de antiamericanismo idiota e antievangélico.
O título “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” é pretencioso demais, pois em vez de livrar os leitores da idiotice, os leva, sob hipnose ou sedução, a idiotices complexas, especialmente os leitores evangélicos que, no lugar do genuíno conservadorismo capitalista evangélico americano, acabam dando a atenção e a alma para um conservadorismo esotérico que valoriza a Inquisição e um falso capitalismo americano mutilado de seus valores protestantes essenciais e originais.
Carvalho se tornou um poderoso ilusionista filosófico-esotérico, manipulando e torcendo ao canto de sereia a realidade do capitalismo, Inquisição, protestantismo, homossexualismo e outros assuntos importantes.
Seu ilusionismo deveria ser totalmente desnecessário e rejeitado entre evangélicos. Décadas antes de Carvalho, a consciência antimarxista do evangélico brasileiro já vinha sendo formada com ajuda americana, e nada do que o astrólogo fez acrescentou algo a isso.
Seu ilusionismo é fruto de seu histórico. O alegado “anticomunismo” de Carvalho veio do que ele aprendeu na Escola Tradicionalista, que misturava conservadorismo antimarxista com ideias da Nova Era. A Escola Tradicionalista foi fundada pelo esotérico islâmico René Guénon, e Carvalho foi um dos principais introdutores desse feiticeiro e suas ideias da Nova Era no Brasil. Além disso, ele traduziu para o português um dos livros de Guénon.
Desde quando os evangélicos precisam de inspiração esotérica e de conselhos de um neocon para lutar contra o marxismo? Antes de Carvalho, eles já tinham uma excelente inspiração de líderes evangélicos americanos. E sua luta está muito bem registrada na História do Brasil.
O catolicismo sincrético aceita bem parceria com o esoterismo. Por isso, Carvalho e Pe. Paulo Ricardo se elogiam mutuamente. Em seu livro, que virou best-seller, Carvalho fala muito de religião, especialmente catolicismo, mas mostra uma sanha obsessiva de apagar a importância protestante americana vital no capitalismo. Se isso é não é antiamericanismo, então o que é?
Se o que Lobão disse (“A ofensa é o expediente do imbecil.”) está certo, então Carvalho é, junto com Lula e os petistas que adoram ofender, um dos maiores imbecis do Brasil.
Só um leitor igualmente imbecil, ou idiota, ou evanjegue, para não ver isso.
A propaganda cínica típica dos olavetes é alegar que as ofensas do astrólogo são comentários mal-interpretados e que para entender a mente esotérica do astrólogo, a vítima precisa mergulhar totalmente no olavismo, comprando os livros dele e fazendo o curso dele. Para os bolsos do astrólogo, isso é excelente. Mas no final, a vítima trouxa acaba, além dos bolsos esvaziados, com a mente esvaziada, ficando idiotizada por uma realidade falsa e mutilada e teorias de conspiração.
Só um leitor imbecil, ou idiota, ou evanjegue, e acima de tudo embruxado, para não enxergar as mutilações e falsificações eloquentes do capitalismo americano e Inquisição em “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”
Jesus disse que a verdade liberta.
A Bíblia, não o livro de um astrólogo, é “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”
As palavras de Jesus, não as palavras de um astrólogo, são “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”
Agora, sabendo disso, você só vai ser imbecil, idiota, evanjegue e embruxado se quiser.
Fonte: GospelPrime
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Um comentário :

David Antonio Basilio Farias disse...

Eu gostei do artigo, foi muito esclarecedor e libertador.
Julio como podemos vencer as filosofias vãs e os argumentos vazios desses tipos de pessoas?
Vejo que essa gente sabem persuadir e enganar muitas pessoas, como podemos escapar destes tipos de persuasão?