27 de junho de 2017

Putin pessoalmente ordenou hackeamento eleitoral para ajudar Trump a vencer e a CIA sabia disso em agosto, afirmam vazamentos mais recentes sobre investigação acerca da Rússia


Putin pessoalmente ordenou hackeamento eleitoral para ajudar Trump a vencer e a CIA sabia disso em agosto, afirmam vazamentos mais recentes sobre investigação acerca da Rússia

AFP
Comentário de Julio Severo: Normalmente, intervenções em eleições de outros países é uma prática condenável. Se o presidente russo tivesse sido acusado de ajudar eleitoralmente Hillary, seria criminoso, pois ela era criminosa. Mas o Trump que o presidente russo ajudou (o Trump da campanha, com muitas boas promessas) merecia ajuda. Pena que o Trump da campanha desapareceu… Se o presidente russo merece condenação por interferência na eleição americana, dificilmente o governo dos EUA escaparia de condenação de interferência nas eleições de vários países, inclusive Israel. Eis a reportagem do DailyMail:
A CIA tinha informações de espionagem de alto nível em agosto passado de que o presidente russo Vladimir Putin pessoalmente ordenou uma operação para ajudar Donald Trump a ganhar a corrida presidencial dos EUA, o jornal Washington Post informou na sexta-feira.
A informação de espionagem chocou a Casa Branca e colocou os diretores de órgãos de segurança dos EUA numa crise extremamente sigilosa andando na corda bamba para imaginar como reagir.
Mas em meio à confiança de que a democrata Hillary Clinton ainda tinha a eleição no papo e preocupações sobre o próprio presidente Barack Obama sendo visto como manipulando a eleição, o governo americano deu aviso para o governo russo, mas deixou contramedidas para depois da votação, informou o Washington Post.
Depois da vitória chocante de Trump, havia remorsos fortes entre autoridades governamentais de que eles haviam evitado adotar medidas duras.
“Entre especialistas de segurança nacional havia uma sensação de introspecção imediata, uma reação tipo: “Uau, não lidamos bem com essa situação,’” uma ex-autoridade governamental disse ao jornal.
O Washington Post disse que logo que informações de espionagem sobre Putin apareceram, a Casa Branca as viu como uma profunda ameaça de segurança nacional. Uma força-tarefa secreta de espionagem foi criada para solidificar as informações e apresentar possíveis respostas.
Eles não conseguiram fazer nada sobre as revelações humilhantes que WikiLeaks vazou dos e-mails hackeados de Hillary. O foco foi direcionado para se o governo russo conseguiria atrapalhar a própria votação de 8 de novembro hackeando as listas de registro de eleitores ou máquinas de votação, minando a confiança na própria contagem da votação.
Preocupados com a possiblidade de a situação piorar, o governo adiou as retaliações, e em vez disso deu avisos grossos diretamente para os russos não irem mais longe.
Pelo menos quatro avisos diretos — de Obama para Putin, de diretor de órgão de espionagem para diretor de órgão de espionagem e por meio de canais diplomáticos — pareceram ter um impacto, autoridades disseram ao Washington Post. Eles acreditam que o governo russo recuou em quaisquer planos possíveis de sabotar as operações de votação nos EUA.
“Fizemos a decisão de que tínhamos tempo amplo depois da eleição, independente do resultado, para medidas punitivas,” uma autoridade governamental de nível elevado disse ao Washington Post.
As opções para retaliar estavam sendo debatidas cedo: mais sanções para aleijar a economia russa, vazamentos de informações que humilhariam Putin diplomaticamente e o lançamento de ataques cibernéticos contra a infraestrutura russa estavam no topo da lista.
Mas a vitória chocante de Trump amorteceu a resposta.
Obama adotou medidas modestas no final de dezembro, expulsando 35 russos e aumentando as sanções existentes. Ele também, de acordo com o Washington Post, autorizou um plano para colocar implantes de ataques cibernéticos nos sistemas da infraestrutura vital da Rússia. Mas não se sabe, disse o Washington Post, se Trump está dando continuidade a essas medidas.
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