6 de março de 2017

Queda de assessores anti-neocon impede Trump de seguir seu prometido foco de parceria com Rússia contra o terrorismo islâmico; novos assessores neocons instigam foco velho e tradicional contra a Rússia


Queda de assessores anti-neocon impede Trump de seguir seu prometido foco de parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico; novos assessores neocons instigam foco velho e tradicional contra a Rússia

Julio Severo
O presidente americano Donald Trump está perdendo sua guerra contra os neocons, cujo foco é parceria com islamistas contra a Rússia. Em sua campanha, Trump queria mudar o foco, com uma parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico. Mas com a queda do General Michael Flynn, nomeado anteriormente por ele como assessor de segurança nacional, e outros assistentes próximos que o estavam apoiando para tal parceria, os neocons estão tendo a supremacia que eles tinham nos governos de Obama e Bush.
Fiona Hill, a nova assessora anti-Rússia de Trump, membro anterior de uma entidade esquerdista
O governo de Trump vem sendo atormentado por vazamentos produzidos pelos serviços de espionagem dos EUA acusando Trump e seus assistentes de contatos com diplomatas russos. Nos vazamentos mais recentes, difundidos pelos meios de comunicação dos EUA, o genro de Trump se encontrou com o embaixador da Rússia nos EUA no prédio Trump Tower, que pertence a Trump.
Os meios de comunicação estão usando tais vazamentos anti-Rússia como um aríete contra Trump e seu governo, com acusações diárias de Trump e seus assistente envolvidos com a Rússia.
Parece que Trump não terá nenhuma liberdade de governar enquanto tentar avançar em direção à sua sonhada parceria. A única escolha que lhe restou é deixar e se afastar de qualquer pensamento de uma parceria com os russos contra o terrorismo islâmico.
E Trump está começando a se afastar.
A nova atitude indica a influência crescente de um novo grupo de assessores neocons que querem manter a postura velha e tradicional contra a Rússia, inclusive o ministro da Defesa Jim Mattis e o novo assessor de segurança nacional H.R. McMaster. Durante sua primeira reunião com os membros do Conselho de Segurança Nacional, McMaster descreveu a Rússia como um país que ameaça a atual ordem mundial.
Apesar de que frequentemente Trump expressou admiração por Putin, dias atrás ele contratou Fiona Hill para um cargo elevado de assessora de segurança nacional. Hill, uma intelectual do Brookings Institution, uma instituição esquerdista, escreveu um livro importante criticando duramente o presidente russo Vladimir Putin.
Os novos assessores são um esforço do governo de Trump de agradar à imprensa e aos neocons em seu bombardeio constante de acusações de que o governo de Trump é amistoso para com a Rússia.
Embora Trump tenha inicialmente contratado assessores pró-Rússia para ajudá-lo na sua parceria tencionada, os novos assessores anti-Rússia mostram uma pressão para seguir as pegadas da política externa de Obama e Bush.
Trump, que falou favoravelmente acerca de Putin em toda a sua campanha eleitoral, está sob tal pressão que seu novo curso é seguir o velho curso de Obama e Bush.
Trump tem sido perseguido há meses por questões sobre suas ligações possíveis com a Rússia. Ele tinha uma postura extraordinariamente amistosa para com a Rússia, louvando a liderança de Putin e, às vezes, parecendo ecoar posições do governo russo sobre a Ucrânia e outros assuntos. Ele tinha também frequentemente dito que seria melhor que os EUA e a Rússia tivessem um relacionamento mais forte, principalmente na luta contra o terrorismo.
Mas os esforços iniciais de Trump para implementar suas ideias trouxeram o inferno neocon contra ele e seu governo. E agora há alguns indícios de seu governo adotando a abordagem velha e tradicional de Obama e Bush.
Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, bateu forte na Rússia no mês passado por causa de suas ações na Ucrânia, dizendo que as sanções do governo de Obama impostas depois que a Rússia anexou a Crimeia em 2014 continuarão em vigor até que a Crimeia seja devolvida à Ucrânia. Os comentários dela vieram em meio à especulação de que Trump está mudando suas intenções para com a Rússia.
Entretanto, a Rússia não foi a única nação que recebeu aviso do governo de Trump. No mesmo dia em que Haley condenou a Rússia, o governo de Trump condenou os assentamentos de Israel. De acordo com o jornal israelense Jerusalem Post,
“A Casa Branca deu aviso para Israel na quinta-feira — numa declaração surpreendente — para cessar todos os anúncios de assentamentos que sejam ‘unilaterais’ e ‘que minem’ o esforço do presidente Donald Trump de forjar a paz no Oriente Médio.”
Como explicar a mudança de Trump?
De acordo com o Dr. Scott Lively, “Obama montou um governo paralelo” contra o governo Trump.
Ele disse:
No fundo da estratégia e propaganda de Obama está a premissa falsa de que o governo russo é um governo que odeia uma América maligna, uma Rússia que busca enfraquecer ou controlar os Estados Unidos por meio de subversão e espionagem dignas dos filmes de James Bond. Nas décadas de 1960 e 1970, quando os esquerdistas estavam politicamente alinhados com os russos, o bloco comunista soviético de base russa era de fato um império do mal, e realmente trabalhou para subverter os EUA. Aliás, o marxismo cultural dominante no sistema universitário e grande mídia dos EUA é prova de seu sucesso. Hoje, porém, a Federação Russa é social e fiscalmente conservadora e fortemente antimarxista.
A principal influência cultural [na Rússia] hoje não é o marxismo (como é no Partido Democrático dos EUA), mas o Cristianismo ortodoxo.
Ideologicamente e culturalmente, o povo russo é o equivalente mais próximo dos conservadores e populistas americanos do mundo inteiro, e é somente a constante propaganda anti-Rússia de Obama, McCain, Soros, grande mídia e o império dentro do império que impede os americanos de verem a verdade. Contudo, culpo os próprios conservadores e populistas nisso, pois os próprios indivíduos em que eles confiam para obter notícias sobre assuntos como Síria, Ucrânia, eleição americana e a própria Rússia são aqueles que eles sabem, como fato, que sempre mentem sobre questões culturais e espirituais nos EUA.
Não tenho uma opinião a favor ou contra o caráter de Putin, mas sei que ele representa mais fielmente a vontade do povo russo do que qualquer presidente americano desde George H.W. Bush até Obama, e certamente não confio nos indivíduos que estão envenenando as mentes ocidentais contra ele. Na verdade, a hostilidade deles contra Putin deveria aumentar a credibilidade dele entre os conservadores.
Lively disse que uma forte parceria entre EUA e Rússia em questões globais pode resolver problemas, inclusive o ISIS e a al-Qaida, e que “O mundo seria um lugar muito melhor sob tal aliança abertamente judaico-cristã do que o que temos agora sob os globalistas ímpios gananciosos.”
Talvez o ponto mais importante na mensagem de Lively é que ele desafiou Trump a “contratar de novo o General Flynn e encarregá-lo de drenar o pântano da burocracia federal.”
Flynn critica a abordagem de Obama e Bush de focar na Rússia, não no terrorismo islâmico, como a ameaça global.
Ao rejeitar Flynn, o que o governo de Trump quer? Seguir Bush?
No programa recente da apresentadora lésbica Ellen Degeneres, o ex-presidente George W. Bush avisou Trump para “confrontar Putin” e falou sobre sua amizade com Michelle Obama, o que surpreendeu outras pessoas.
Em seu governo, Bush não conseguiu confrontar a Arábia Saudita, ainda que a maioria dos terroristas que cometeram o atentado de 11 de setembro de 2001 fosse saudita.
O foco dele não era ameaçar os terroristas islâmicos. Aliás, suas políticas realmente ameaçaram a Rússia e os cristãos do Oriente Médio.
A invasão de Bush no Iraque preparou o caminho para Obama e Hillary criarem o ISIS, que massacrou milhares e milhares de cristãos. Em sua campanha antes da eleição, Trump reconheceu que Obama criou o ISIS e ele criticou a invasão de Bush no Iraque.
Goste disso ou não, a Rússia é a única nação que está efetivamente combatendo o ISIS. E uma recente reportagem do WND (WorldNetDaily) confirmou o que já sabíamos: a Rússia está protegendo os cristãos e combatendo o terrorismo islâmico.
O que é evidente é que os americanos esquerdistas não querem de forma alguma que os conservadores americanos tenham contato e aproximação com a Rússia conservadora.
Se Trump, sob pressão dos neocons e seus novos assessores anti-Rússia, quer seguir os caminhos de Obama e Bush, os quais trouxeram derramamento de sangue de cristãos, ele estará do lado errado da história, assim como Obama e Bush estavam.
Ainda que Trump não tenha nenhum histórico conservador, seu discurso anti-neocon foi ar fresco na política externa dos EUA. Seus primeiros assessores, que foram derrubados por vazamentos maliciosos, o teriam ajudado a cumprir seu discurso. Os novos assessores cumprirão o velho curso.
Os assessores derrubados, principalmente Flynn, iriam trazer uma visão nova e necessária. Os novos assessores são guardiães da velha visão, para proteger interesses antigos, desnecessários e obsoletos, que têm tido um elevado preço de sangue para os cristãos.
Para viver em conformidade com seu discurso, Trump precisaria demitir os assessores neocons e escolher mais homens como Michael Flynn.
Os cristãos, principalmente no Oriente Médio, estão mortalmente cansados da política externa dos EUA, a qual os sacrifica e não ameaça o terrorismo islâmico e seu patrocinador principal, a Arábia Saudita.
Os EUA e a Rússia são duas potências cristãs em condições de confrontar as nações islâmicas que patrocinam o terrorismo e o genocídio de cristãos. A parceria deles deveria ser prioridade máxima. A desunião deles é um sonho islâmico que é um pesadelo para cristãos que vivem sob ameaça islâmica.
Ao seguir o discurso de Trump em sua campanha, eu esperava que ele se afastasse de Obama e suas políticas. No entanto, Trump está continuando o imperialismo homossexual de Obama.
A Rússia sob Putin se tornou um modelo conservador reluzente com sua lei, odiada por Obama, que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes.
A Rússia fez uma diferença mundial contra a agenda gay. Obama fez uma diferença mundial em favor dessa agenda, e Trump está mantendo o jeito de Obama.
Entretanto, Obama, que odiava a lei russa, amava amizade com a Arábia Saudita, que mata homossexuais.
Trump nunca louvou a lei russa, está mantendo o imperialismo homossexual de Obama e enviou seu diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico, quando na verdade é a Rússia que está combatendo o terrorismo islâmico e protegendo os cristãos.
A parceria entre EUA e Arábia Saudita não é um desastre apenas para a Rússia, mas também para os cristãos no Oriente Médio.
Uma hegemonia dos EUA a serviço do islamismo e do imperialismo homossexual não é saudável para as nações, principalmente para os cristãos e seu conservadorismo natural.
Vamos orar para que Deus levante novos assessores para Trump e para que ele contrate de novo Michael Flynn.
Com informações da Associated Press e DailyMail.
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