10 de março de 2017

Líder pró-família muçulmano se queixa de que o Ocidente destaca a violência islâmica, mas não a violência cristã e judaica


Líder pró-família muçulmano se queixa de que o Ocidente destaca a violência islâmica, mas não a violência cristã e judaica

Julio Severo
Numa conferência na semana passada no Egito que tinha a intenção de ser uma exibição de unidade entre muçulmanos e cristãos, a principal autoridade religiosa do islamismo sunita atacou os que apoiam o aborto, operação de mudança de sexo e globalização, dizendo que o objetivo disso tudo é “aniquilar todas as religiões abraâmicas.”
Ahmed el-Tayeb e Papa Francisco
Contudo, o xeique supremo Ahmed el-Tayeb, líder da Al-Azhar no Egito, usou seu discurso “pró-família” na conferência realizada na semana passada também para acusar o Ocidente de fazer vista grossa à violência cristã e judaica enquanto só destaca a violência islâmica.
Talvez ele quisesse dizer que enquanto os terroristas muçulmanos estão cometendo ataques a bomba, aleijando e matando pessoas inocentes no mundo inteiro o Ocidente recusa ver que terroristas cristãos estão fazendo a mesma coisa. O problema é: terroristas entre cristãos são a exceção, enquanto entre muçulmanos são a regra.
Contrário à falsa acusação do líder sunita, o Ocidente insiste em retratar o islamismo como uma religião de paz e recusa reconhecer terroristas como muçulmanos enquanto tenta rotular cristãos pró-família como “terroristas” não porque eles cometem ataques a bomba, aleijam e matam inocentes, mas só porque eles defendem valores pró-família.
Al-Azhar, uma sede de conhecimento de séculos que fornece orientação para muçulmanos sunitas, se opõe ao aborto, e vê a homossexualidade e cirurgias de mudança de sexo — exceto em casos de defeitos congênitos — como pecados.
A nação sunita mais importante do mundo é a Arábia Saudita, que é o principal patrocinador do terrorismo islâmico no mundo inteiro.
Se a Arábia Saudita e outras nações sunitas abraçarem totalmente uma plataforma pró-vida e pró-família, combatendo o aborto e a agenda gay para atrair os cristãos para uma unidade religiosa, no fim só restarão muçulmanos sunitas defendendo valores pró-família, pois eles vêm massacrando, inclusive por meio do ISIS, milhares e milhares de cristãos por ano.
O governo americano, inclusive de Bush e Obama, vem louvando e protegendo a Arábia Saudita, apesar de que os EUA são a maior nação protestante do mundo e apesar de que o ISIS, fundado, armado e treinado pela Arábia Saudita e EUA, é a maior máquina de genocídio contra cristãos hoje.
No mês passado, o governo de Trump enviou seu diretor da CIA para recompensar a Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico. O que o governo americano fará em seguida? Recompensará a Arábia Saudita e os muçulmanos como campões pró-vida e pró-família?
Se é loucura muçulmanos sunitas que abraçam a luta pró-família contra o aborto e a agenda gay massacrarem milhares e milhares de cristãos por ano, não é loucura maior os EUA, a maior nação protestante do mundo, abraçarem ao mesmo tempo valores pró-família e muçulmanos sunitas, inclusive a Arábia Saudita, que matam cristãos?
Com informações da Associated Press.
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8 comentários :

Nena Rocha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nena Rocha disse...

ELE É PRÓ-FAMÍLIA POLIGÂMICA. NÃO TEMOS NADA EM COMUM COM ESSES LOBOS!

Marlus Eduardo Pugsley disse...

Não temos mesmo, no entanto, o Júlio é um dos poucos que tem alertado os brasileiros sobre os dias de Noé

Marlus Eduardo Pugsley disse...

A Igreja da Inglaterra (Church of England) está com a propaganda das comemorações da Reforma Protestante com agenda junto ao Papa Francisco. Essas comemorações já se iniciaram com os luteranos ano passado na Suécia da mesma forma. A Reforma era o contrário desses dias e o conservadorismo cristão protestante não sabe mais por onde caminha. A maçonaria que tentava desde o começo do protestantismo enfim dominou tudo? Infelizmente ao se ver as resoluções da Igreja Anglicana e Igreja da Inglaterra, pode-se chegar a uma resposta afirmativa. A real Igreja de Cristo não é a igreja estado, mas a igreja perseguida - muito claro isso no clássico livro Rasto de Sangue. Os TMI que usam a ameaça do julgamento e muito também a Palavra 'cuidado' para tentar assustar aqueles que não o apoiam, cuidem-se com o lulismo e com sua igreja-estado que desejam para o Brasil com os ideais de Lausanne.

Jorge Santos disse...

Permita-me discordar. Os socialistas da tmi se dizem reformados. Só que a reforma não é socialista. Logo quem estão perdidos são os socialistas. Os reformados verdadeiros são cristãos, conservadores, pro vida, contra o aborto, contra homossexualismo, contra ideologia de gênero e a favor da livre iniciativa. Agora se são minoria, é outra história.

Julio Severo disse...

Só há um problema, Jorge. A maioria absoluta dos líderes da TMI (Teologia da Missão Integral) é “reformada,” termo que não gosto, pois faz parecer que os calvinistas são donos da Reforma. Os calvinistas estão na vanguarda da promoção da TMI. Clique neste artigo:

A maior ameaça à Igreja Evangélica do Brasil

Jorge Santos disse...

Sim é verdade. Aliás um dia vi o Facebook de um pastor de uma igreja riquíssima do nordeste. Eles têm TV, estúdios, bandas, escola bilíngue etc. ele se diz reformado. Qualquer um pode se dizer. Ser é outra história. Na minha igreja não há teatro, cinema, células, pizza, culto disso ou daquilo. Só a pregação da palavra e quatro hinos. A teologia é reformada e que regula o culto. Não se aceita tmi e nem liberalismo teológico. Somos ortodoxos e conservadores. Eu posso dizer que sou reformado. O pessoal da tmi diz que é e não pratica. Simples.

Jorge Santos disse...

Ah só pra reforçar. A esposa daquele pastor "reformado" dançou música do mundo no "culto" pra celebrar a cura de um câncer.