6 de fevereiro de 2017

“Você acha que os EUA são inocentes?” diz Trump, redobrando seu respeito por Putin e acrescentando que “Os EUA têm um monte de assassinos” quando lhe contaram que o presidente russo é um “assassino” por matar jornalistas


“Você acha que os EUA são inocentes?” diz Trump, redobrando seu respeito por Putin e acrescentando que “Os EUA têm um monte de assassinos” quando lhe contaram que o presidente russo é um “assassino” por matar jornalistas

Ariel Zilber do Dailymail.com e Associated Press
Comentário de Julio Severo: A reportagem do DailyMail, que disponibilizo traduzida abaixo, identifica de forma errada os neoconservadores (neocons), chamando-os de “conservadores.” Por exemplo, o DailyMail chamou John Podhoretz de “conservador.” Na verdade, Podhoretz é um famoso neocon. Chamar um neocon de “conservador” é uma grande ofensa aos conservadores legítimos, pois os neocons são muitos diferentes dos conservadores, conforme explico no meu artigo “O que é neoconservadorismo (neocon)?” Por isso, para melhor compreensão do leitor substitui o termo errôneo “conservador” por “neocon” onde aplicável. Eis a reportagem completa:
O presidente Donald Trump de novo causou choque no sábado depois que ele justificou seu “respeito” pelo presidente russo Vladimir Putin ao apontar que os Estados Unidos têm “um monte de assassinos” e perguntar: “Olha, você acha que nosso país é inocente?”
Trump fez os comentários numa entrevista gravada para Bill O’Reilly, apresentador da Fox News.
A entrevista toda irá ao ar na rede da Fox antes do Super Bowl no domingo.
O’Reilly perguntou a Trump sobre seus sentimentos com relação a Putin — um assunto que foi discutido frequentemente durante a campanha eleitoral.
“Eu realmente o respeito,” o presidente disse para O’Reilly.
“Olha, eu respeito muitas pessoas, mas isso não significa que me darei bem com elas.”
Quando O’Reilly disse para Trump que Putin era um “assassino” por causa de vários jornalistas e dissidentes mortos na Rússia, Trump não quis ceder.
“Há um monte de assassinos,” Trump disse. “Os EUA têm um monte de assassinos.”
“Olha, você acha que nosso país é inocente?”
Trump disse que crê que relações melhores com a Rússia é um interesse nacional.
“Se a Rússia nos ajudar na luta contra o ISIS, que é uma luta grande, e contra o terrorismo islâmico no mundo inteiro, uma grande luta, isso é uma coisa boa,” Trump disse.
O louvor que Trump deu para Putin e os paralelos que ele pareceu fazer nessa declaração entre o histórico de direitos humanos da Rússia e o histórico de direitos humanos dos Estados Unidos enfureceram os neocons, embora os comentários tenham precedente.
Em dezembro de 2015, Trump fez declarações semelhantes durante uma entrevista no programa Morning Joe da TV MSNBC.
“Ele está governando seu próprio país e pelo menos ele é um líder, diferente do que temos neste país,” Trump disse quando o apresentador Joe Scarborough lhe perguntou sobre o alegado papel de Putin no assassinato de jornalistas.
“Penso que os EUA cometem um monte de assassinatos também, Joe. Há muita estupidez ocorrendo no mundo neste momento, muitas matanças, muita estupidez,” disse Trump.
John Podhoretz, um proeminente comentarista neocon, tuitou no sábado: “Se Obama dissesse isso, [Sean] Hannity and [Laura] Ingraham teriam pedido o impeachment dele.”
“Ei, gente que se considera patriota, escute a esse clipe por favor e expliquem o que é patriótico ou ‘América em primeiro lugar’ nisso. Honestamente, não entendo isso,” tuitou Michael McFaul. 
Bret Stephens do The Wall Street Journal criticou severamente Trump.
“Trump coloca os EUA em pé de igualdade com a Rússia de Putin,” Stephens tuitou.
“Nunca na história um presidente americano difamou seu país assim.”
Glenn Greenwald, jornalista que frequentemente critica a política externa dos EUA, defendeu Trump.
“Trump está agora tentando afirmar que os EUA matam pessoas e que os EUA não são inocentes,” ele tuitou. “Provoca grande polêmica.”
“A declaração [de Trump] é certamente verdadeira, mas as pessoas estariam exigindo impeachment se Obama tivesse dito tal coisa,” tuitou Helena Hamilton. 
No mês passado, o porta-voz de Putin disse que um encontro entre os dois líderes está em processo de acontecer.
Trump e Putin tiveram uma conversa muito antecipada de uma hora em 28 de janeiro, a primeira vez desde que Trump assumiu a presidência na semana passada.
Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, elogiou a ligação telefônica como uma “conversa boa e construtiva,” mas descartou sugestões de Trump e Putin chegando a acordos nessa ligação telefônica.
Peskov disse que assessores do governo russo e do governo americano receberam instruções para preparar uma reunião entre os dois líderes e acrescentou que os líderes poderiam alcançar acordos práticos só depois que se encontrarem face a face.
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9 comentários :

Marcelo Victor disse...

Guerras e rumores de guerra faz parte da profecia do Mestre, mas, para os que temem uma terceira guerra mundial, a Bíblia revela que o final de todas as coisas não se dará por mãos humanas.
A Bíblia nos mostra a celebração de um acordo de paz ecumênico e cita a perseguição e a morte dos verdadeiros cristãos (as vitimas da grande tribulação), no final dos tempos, culminando em uma destruição vinda do Céu.

Jorge Santos disse...

Eu não descarto nada. Até alienígenas (demônios?) podem fazer parte desse cenário.

Marcelo Victor disse...

O cristão deve estar mais preocupado com a PAZ do que com a GUERRA, pois a santa aliança ecumenica significará a grande perseguição para os que amam o Senhor: https://www.youtube.com/watch?v=j4VSElVXGhQ

Marcelo Victor disse...

A repercussão das palavras de Trump mostram a hipocrisia reinante na nação norte-americana, uma nação que foi a grande responsável por essa invasão muçulmana da Europa e dos próprios EUA, por causa das sucessivas guerras que essa gente vem promovendo no Oriente Médio há anos.
A desestabilização da região começou pelo Iraque, passou pela Líbia e, nos nossos dias, chegou na Síria, provocando toda essa desordem que está ocorrendo na região, como consequência do caráter beligerante e desonesto dos lideres diabólicos das grandes potencias.
A maioria dos cidadãos que criticam os nacionalistas não sabe a desgraça que a imigração muçulmana está provocando em países como Suécia, Bélgica, França e Alemanha. Algo semelhante que ocorreu com a industria da seca do nordeste brasileiro provocou nas capitais brasileiras.

Alexandre Bezerra disse...

Meu caro Marcelo não vejo comparação plausivel entre a migração muçulmana para a Europa e os EUA com a migração nordestina no Brasil.
Os muçulmanos não aceitam viver sob a cultura e leis da Europa, os nordestinos mesclaram-se aos costumes de seus lugares de destino principalmente nas capitais do Sul e do Sudeste. Os transtornos provocados como o excesso populacional e enchaco urbano se devem muito mais a falta de planejamento dos governos do que da migração em si, além do mais, nenhum habitante de nehuma grande capital brasileira foi obrigado a receber um nordestino em sua casa como ocorre com os alemães em relação aos muçulmanos hoje.

Marcelo Victor disse...

A industria da seca sempre foi um câncer para o Brasil, gerando lucros exorbitantes para pequenos grupos de empresários e afins (grileiros, políticos, e outros), os quais se especializaram em usufruir, de alguma forma, da desgraça alheia.
O resultado dessa pouca vergonha está patente aos olhos de todos, bastando fazer um passeio (preferencialmente com colete balístico) nas grandes capitais brasileiras: um quadro crescente de violência, aumento da prostituição, trafico de drogas, miséria, sujeira, proliferação de favelas, esgotamento dos serviços públicos, multiplicação do numero de pedintes e moradores de rua, etc.
No Oriente Médio não é nem um pouco diferente, pois a industria da guerra, anualmente, vem produzindo lucros exorbitantes para meia dúzia de empresários e afins, os quais enriquecem às custas de vidas alheias e vivem praticamente no anonimato.

Alexandre Bezerra disse...

Não nos esqueçamos da irmandade muçulmana que junto a elite globalista do ocidente, a principal promotora de conflitos no mundo, são os grandes interessados na migração em massa dos islamitas para a Europa e os EUA.

Marcelo Victor disse...

Como eu disse em outro comentário, um "esforço de guerra" poderia, facilmente, construir, em solo da riquíssima Arábia Saudita, por exemplo, três ou quatro grandes cidades, como Dubai, pra abrigar esse povo da Palestina e deixar os judeus tomarem posse, de uma vez por todas, daquilo que desejam há anos.

Nesse esforço, tenho certeza de que até mesmo os judeus e as grandes potencias teriam a maior disposição em arregaçar as mangas e ajudar, com vistas a terminar com esse holocausto, tanto de árabes quanto de judeus pelo mundo todo.

Principais razões:
(1) Primeiro porque as terras da Palestina são praticamente um semi-árido que pouco produz, de forma que daria uma vida mais digna aos palestinos;
(2) Segundo porque é melhor mudar de casa do que perder a vida, principalmente no caso das crianças, mulheres e idosos, que são as maiores vitimas do horror da guerra;
(3) Terceiro porque os sauditas também são muçulmanos, como a grande maioria dos palestinos, de forma que seria uma ação entre "irmãos da mesma fé";
(4) Quarto, que os judeus já sinalizaram que não desistirão do seu intento, custe o que custar, ou seja, são tão fanáticos quanto os muçulmanos.

Todavia, me parece que essas nações árabes (apoiados pelos grandes empresários que lucram com essa barbárie) preferem usar o povo palestino como uma BANDEIRA POLITICA contra Israel.

Tomados pela ganancia pelo poder e riqueza (misturado com fanatismo religioso), essa gente se pôs à disposição do diabo, o qual veio exatamente pra matar, roubar e destruir a criação de Deus.

Jorge Santos disse...

Se eles construíssem oásis tipo Dubai na Arábia para os palestinos, eles não iriam: 1) não tem judeu pra matar; 2) não é a terra santa; 3) a Bíblia seria mentirosa e não se cumpriria.