11 de fevereiro de 2017

Por que atirar os evangélicos dos EUA no conflito provocado por Soros na Ucrânia?


Por que atirar os evangélicos dos EUA no conflito provocado por Soros na Ucrânia?

Julio Severo
“Os ucranianos estão de novo enfrentando agressão da Rússia, iniciada pelo presidente russo Vladimir Putin. O blogueiro cristão Warren Throckmorton pergunta se os evangélicos dos EUA intervirão para ajudar,” disse Veronica Neffinger, editora do site ChristianHeadlines.com, em seu artigo “Putin is Again Bombing Ukraine: Will Evangelicals Call on Trump to Take Action?” (Putin Está Bombardeando de Novo a Ucrânia: Os Evangélicos Pressionarão Trump para Adotar Ação?).
Ela acrescentou:
Numa postagem intitulada “Os Líderes Evangélicos Ainda se Importam com a Ucrânia?” Throckmorton recorda um curto tempo atrás em que os evangélicos denunciavam as ações de Putin para com a Ucrânia e pressionavam o presidente Obama por ter uma indisposição aparente de confrontar a agressão de Putin para com o vizinho da Rússia.
No entanto, agora os evangélicos parecem permanecer em silêncio enquanto o presidente Trump também permite que Putin bombardeie a Ucrânia.
Trump tem sido acusado por algum tempo de ser amistoso demais com a Rússia, embora ele alegue que ter um relacionamento diplomático com Putin é vantagem para os EUA.
Ainda que Neffinger apresente Obama como de certa forma indiferente a uma alegada agressão russa, Obama impôs várias sanções pesadas contra a Rússia. O que Neffinger queria a mais? Intervenção militar direta dos EUA?
É um mistério que Neffinger tenha usado Throckmorton como fonte confiável. De acordo com uma reportagem de 2010 de LifeSiteNews, ele criou “confusão ao apoiar projetos de lei de união civil de mesmo sexo, e ao afirmar que os homossexuais podem viver vidas ‘normais, naturais e saudáveis.’”
Throckmorton não teve postura sólida para travar a guerra cultural contra a agenda homossexual, e agora ele quer os evangélicos dos EUA envolvidos no conflito ucraniano?
Throckmorton se encaixa muito bem no perfil de belicista cristão, conforme descrito pelo Rev. Chuck Baldwin em seu artigo revelador intitulado “O amor dos cristãos americanos pelo Estado amante de guerras está matando outros cristãos.” Mas é uma pena que ele não seja “belicista” contra a agenda gay.
Antes da invasão americana no Iraque, diziam a nós conservadores que a invasão era necessária para ajudar Israel e os cristãos. Li (e divulguei) artigos de proeminentes evangélicos americanos e suas opiniões em apoio da invasão. Mas a consequência foi destruição, principalmente para os cristãos. Os cristãos iraquianos, que eram mais de 2 milhões, agora são menos de 400.000.
Apoio a medida de Trump de barrar a imigração islâmica. Mas se os EUA não querem ser invadidos, não deveriam invadir outras nações. O Iraque foi invadido e sua população cristã foi assolada. Durante sua campanha, Trump denunciou Bush e sua invasão do Iraque.
Por que agora Trump deveria ceder aos neocons e aceitar seu desejo de guerra contra a Rússia na Ucrânia? A Ucrânia, que sofreu um golpe orquestrado por Obama, seu Departamento de Estado e Soros e os neocons, está muito longe dos EUA.
A Ucrânia é mais do que outro Iraque. É uma vitrine das ambições neocons. Enquanto Barack Obama, Hillary Clinton e George Soros estavam chamando a revolução ucraniana de revolução do povo, numa reportagem do WND Michael Savage disse:
“A situação na Ucrânia tem sido pintada como um conflito entre a Rússia de Vladimir Putin, os supostos caras maus, e os rebeldes ucranianos, os supostos caras bons que buscam expulsar a Rússia de uma posição de influência na Ucrânia e instalar um novo governo que dará atenção ao povo ucraniano. Não acredite numa única palavra disso. Os nacionalistas ucranianos são fascistas. O propósito original do governo dos EUA ao encenar um golpe na Ucrânia era afastar a Ucrânia da Rússia e levar a Ucrânia à União Europeia. Em outras palavras, os neocons e os ‘moderados’ comprados do governo de Obama queriam tirar, à força, o controle da Ucrânia das mãos de Putin e ganhar controle econômico e energético sobre o país. Como o Dr. Stephen F. Cohen apontou, os países ocidentais, com os EUA liderando o caminho, estão há décadas provocando Putin. O Ocidente expandiu a OTAN para incluir ex-estados soviéticos — a Ucrânia parece ser o próximo alvo — e atacou aliados da Rússia, inclusive Líbia e Iraque. Os EUA — junto com outros países ocidentais — por meio de suas incursões na política, economia e segurança nacional da Rússia e vários de seus aliados, efetivamente provocaram a situação que agora está se revelando na Ucrânia. Cohen está certo.”
Savage apontou que Obama e seus neocons, não conservadores, criaram uma revolução na Ucrânia para afastá-la da Rússia e colocá-la, eventualmente, na órbita da OTAN.
Portanto, a agressão não veio de Putin, conforme acusa Neffinger. Veio diretamente dos neocons.
Enquanto em sua campanha eleitoral, o Presidente Donald Trump elogiava a Rússia e os assessores de Trump estavam apoiando forças pró-Rússia na Ucrânia, os neocons têm abertamente louvado a revolução ucraniana como o melhor exemplo democrático contra uma ditadura. A revolução ucraniana foi a maior revolução de Soros, tendo sido financiada em massa por ele.
O WorldNetDaily confirmou que “George Soros investiu pesadamente na crise da Ucrânia.”
“Soros já forneceu mais de 100 milhões de dólares para sustentar grupos ucranianos,” de acordo com o WorldNetDaily. A revolução ucraniana foi mais que uma revolução do povo. Foi a revolução de Soros, e seu troféu especial. Foi sua coroa revolucionária.
Contudo, Soros não financiou apenas grupos esquerdistas para apoiar sua revolução ucraniana. Proeminentes membros do Partido Republicano que atacaram Trump por sua posição pró-Rússia em suas campanhas também foram financiados por Soros, de acordo com o Breitbart:
De acordo com registros compilados pelo Centro de Política Reagente, e disponíveis em OpenSecrets.org, funcionários da Gerência de Financiamento de Soros doaram 40 mil dólares para Paul Ryan, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA; para o senador Marco Rubio; para o senador John McCain; para o senador Lindsey Graham, para o governador de Ohio John Kasich e para o ex-governador de Flórida Jeb Bush.
Qual é a posição desses republicanos supostamente conservadores sobre a Ucrânia? Em 10 de julho de 2016 Paul Ryan disse: “Os Estados Unidos estão firmes com a Ucrânia… e para confrontar a agressão russa.”
Uma manchete de 8 de setembro de 2016 do jornal Los Angeles Times disse: “Paul Ryan discorda de Trump, chama Putin de ‘inimigo.’”
Sobre Marco Rubio, uma manchete de 2 de outubro de 2015 do DailyMail disse: “Rubio promete novas sanções contra o ‘gângster e assassino’ Putin e ‘assistência militar letal’ para a Ucrânia se ele for eleito presidente.”
Sobre John McCain e Lindsey Graham, o site noticioso NewsMax teve esta manchete de 10 de fevereiro de 2017: “McCain, Lindsey Graham visitam posto militar avançado na Ucrânia.”
A Reuters teve esta manchete em 1 de janeiro de 2017: “Senador McCain diz que os EUA ‘precisam enfrentar Vladimir Putin.’”
O jornal USA Today teve esta manchete de 31 de dezembro de 2016: “McCain visita tropas ucranianas de linha de frente em gesto anti-Putin.”
Sobre John Kasich, o jornal DailySignal teve esta manchete de 12 de agosto de 2015: “John Kasich: Os EUA Precisam Dar Assistência à Ucrânia.”
Sobre Jeb Bush, quando perguntado “Os EUA deveriam dar assistência militar para defender a Ucrânia da Rússia?” ele respondeu: “Sim, a invasão russa da Ucrânia ameaça o equilíbrio de poder na região.”
Todos esses republicanos apoiam a guerra neocon que Soros criou na Ucrânia. Todos eles querem guerra contra a Rússia. Todos eles foram financiados por Soros, cujas organizações esquerdistas foram expulsas da Rússia por Putin.
Todos eles criticaram Trump por seu não envolvimento, pelo menos em sua campanha, na crise que Soros criou na Ucrânia.
Em seu artigo que incita os evangélicos dos EUA a se envolverem na crise ucraniana, Veronica Neffinger fala sobre “Putin bombardeando a Ucrânia” e sobre “confrontar a agressão de Putin.”
Entretanto, Putin não criou a crise. Ele só está respondendo à agressão de Soros. Uma manchete de 27 de maio de 2014 do Infowars disse: “Soros Confessa que É Responsável por Golpe e Assassinatos em Massa na Ucrânia.”
Sobre o artigo de Neffinger, o Rev. Scott Lively disse em resposta a uma pergunta de Julio Severo: “Penso que a desordem na Ucrânia é o resultado previsível da determinação de Obama reiniciar a Guerra Fria devido à hostilidade da Rússia para com a agenda LGBT, ao encenar o golpe para forçar mudança de governo na Ucrânia pró-Rússia. A guerra civil que ainda assola precisará ser resolvida por Trump e Putin, provavelmente com a divisão da Ucrânia.”
Leitores do artigo de Neffinger disseram:
Betty Gray: “Obama e Soros derrubaram o presidente eleito da Ucrânia para colocar o homem deles. Digo que a Ucrânia está perto de Putin, é problema dele; principalmente para as regiões que querem se separar.”
John Xanthopoulos (professor da Universidade de Montana Ocidental): “Absurdo total! A Rússia não está bombardeando a Ucrânia! Será que os evangélicos não conseguem achar algo produtivo para fazer e cuidar de seu próprio nariz?”
Deanna Miling Swarvar (Universidade Estadual Ferris): “Não deveríamos de forma alguma nos envolver em outro conflito, principalmente com a Rússia. É hora de cuidarmos de nossas próprias questões e deixar os outros países cuidarem de seus próprios problemas.”
Num artigo de 2014 no site American Thinker, meu amigo judeu, Don Feder, que é escritor, disse:
Putin é um estrategista militar que se importa mais com os interesses nacionais da Rússia, e com as minorias russas nos países vizinhos, do que com a força mítica conhecida como opinião mundial. Tomara que os Estados Unidos tivessem um presidente que se importasse mais com seus interesses do que em promover o globalismo e a agenda social da esquerda.
A população da Crimeia é 60% russos étnicos. Pela maior parte dos 800 anos passados, a Ucrânia sempre foi russa.
Uma Ucrânia independente desapareceu no século XII. Reapareceu brevemente depois da Revolução Bolchevique, só para ser esmagada pelo Exército Vermelho e não emergir de novo até a queda da União Soviética. Então, por que é que estão fazendo tanto rebuliço sobre a “integridade territorial” de um Estado que nasceu ontem?
O governo apoiado pela Rússia em Kiev veio ao poder de forma democrática, mas foi expulso [pelo golpe de Soros]. A informação que temos é que o governo interino é pró-Ocidente e pró-UE.
Quando Reagan era presidente, a expressão “pró-Ocidente” tinha significado claro. Significava ser a favor do governo representativo, a favor dos direitos humanos e a favor dos valores ocidentais (judaico-cristãos).
Hoje, significa uma disposição de aceitar o “casamento” homossexual, o aborto legal, uma ética cultural anti-judaico-cristã — a agenda dos comissários culturais da UE — e as ordens econômicas da burocracia de Bruxelas.
Putin não quer ver a UE — e possivelmente a OTAN — bem na fronteira da Rússia [através da Ucrânia]. Dá para culpá-lo? Se alguém derrubasse um governo pró-EUA democraticamente eleito no Canadá e o substituísse por um governo interino hostil aos interesses americanos, um governo que tivesse elementos neonazistas e que imediatamente adotasse medidas contra os canadenses que falam inglês, os EUA também ficariam irritados…
Mas os conservadores que ainda estão lutando a Guerra Fria me perguntam: Você não se importa com uma possível anexação russa da Crimeia e da Ucrânia Oriental (com sua população ortodoxa de orientação russa)? Não mesmo.
Obama e os neocons iniciaram a crise ucraniana mediante marionetes do Partido Democrático e do Partido Republicano financiadas por Soros para provocar a Rússia e Putin.
E agora Neffinger quer que os evangélicos confrontem a Rússia e Putin usando como referência Warren Throckmorton, um psicólogo cristão confuso sobre a sodomia, um evangélico que não quer combater a agenda gay, mas quer incitar os evangélicos em guerras neocons?
Então Neffinger citou Paul Kengor, que disse: “A atitude de Trump de achar que Putin gosta dele é um conceito fatal… É também o polo oposto das declarações e atitude de Ronald Reagan para com a Rússia.”
Um ativista anticomunista furioso jamais quereria conversar com os líderes vermelhos. Ele retribuiria ódio com ódio, como Hitler fazia. Mas Reagan realmente se sentou com eles. Aliás, ele levou Mikhail Gorbachev, o líder soviético, para seu rancho, para sentir sua vida de família e sua recepção calorosa.
Reagan trabalhou para extinguir o ódio soviético com consideração conservadora cristã.
Margaret Thatcher disse: “Reagan venceu a Guerra Fria sem dar um tiro.” O tiro dele foi seu rancho!
Reagan levou Gorbachev para seu rancho porque ele queria cultivar amizade, não ódio. A União Soviética sabia cultivar ódio. Reagan sabia cultivar amizade.
Não há União Soviética hoje, e nenhum Reagan. Mas há um clima neocon hostil pesado de que se Trump continuar a tentar cultivar amizade com Putin ou levá-lo para seu rancho, republicanos financiados por Soros e evangélicos incitados por Throckmorton acusarão Trump de apaziguamento covarde.
Contudo, a realidade de hoje não é o que Kengor parece ter tentado retratar: capitalismo cristão dos EUA versus comunismo ateísta soviético. O conflito hoje é os EUA e principalmente seus evangélicos cedendo aos neocons e suas guerras.
Na Rússia hoje, não existe comunismo ateísta controlando sua sociedade, de acordo com William Murray numa entrevista a Julio Severo. Putin está apenas defendendo seu próprio país e os cristãos ortodoxos de fala russa no leste da Ucrânia. Ele só está reagindo a um golpe de Soros e dos neocons.
O conflito não é neocons versus Putin ou Putin versus neocons. Qual lado Trump escolherá? Qual lado os evangélicos dos EUA escolherão?
A Ucrânia e sua crise não são problemas para os EUA e sua política externa desastrosa, que causou a crise.
Agora, o mínimo que os EUA podem fazer é deixar Putin tentar limpar a bagunça que Obama, os neocons e Soros fizeram na Ucrânia contra a Rússia.
Os evangélicos não deveriam se envolver nas guerras neocons. Mas eles podem orar para que a vontade de Deus prevaleça sobre Soros e os neocons.
Eles também podem incentivar Trump a cumprir seu discurso de campanha, o qual foi essencialmente contra os neocons. Só com a ajuda de Deus Trump conseguirá resistir aos neocons.
E com a ajuda de Deus, os evangélicos deveriam expor os neocons e outros evangélicos que os ajudam.
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Um comentário :

Marcelo Victor disse...

Se eu fosse Trump, eu diria a todos esses idiotas úteis (que devem lucrar muito com essas polemicas) que os problemas que os países enfrentam com seus vizinhos devem ser resolvidos por eles próprios e não pelos EUA.
Pelo que parece, Donald Trump (por causa desses mesmos idiotas úteis) não consegue resolver nem mesmo o problema da invasão dos muçulmanos em seu próprio pais.
Com que justificativa ele teria que se meter com os problemas dos russos e de suas fronteiras? Só há uma justificativa: se houver outros interesses envolvidos, como, por exemplo, a sodomia.
Isso funciona, mais ou menos, como o caso dos idiotas que governam o Brasil quererem se intrometer nas questão entre judeus e árabes na Palestina (doando dinheiro, por exemplo), enquanto, no Brasil, anualmente, morrem mais pessoas do que naquela região fruto da violência e da miséria.