23 de fevereiro de 2017

Milo e a “Síndrome de Estocolmo” de Sodoma


Milo e a “Síndrome de Estocolmo” de Sodoma

Scott Lively
Em meados da década de 1970, os Estados Unidos ficaram conhecendo a “Síndrome de Estocolmo” quando Patty Hearst, herdeira e estudante de 19 anos da Universidade de Berkeley, foi transformada de vítima para terrorista doméstica ao se identificar com seus sequestradores. A Síndrome de Estocolmo é uma escravidão mental induzida por trauma ao indivíduo ou grupo que causou o trauma, e Patty desde então simboliza essa síndrome. Com a identidade sequestrada, ela se uniu aos sequestradores do Exército Simbionês de Libertação e acabou indo para a prisão por crimes que ela cometeu voluntariamente nessa identidade falsa.
Scott Lively
No espetáculo que se revelou do escândalo de pederastia de Milo Yiannopoulos, os EUA estão passando a conhecer uma forma muito mais potente e comum desse fenômeno: a Síndrome de Sodoma. Como milhões de meninos durante os séculos, o Milo de 14 anos foi recrutado na homossexualidade por um predador homossexual adulto. Ele então justificou seu molestador, “Padre Michael,” em sua própria mente e recentemente em comentários imprudentes, mas francos, nos meios de comunicação. Muito tipicamente de homens homossexuais adultos que tiveram experiências semelhantes de recrutamento, Milo retratou o Padre Michael como uma espécie de mentor que o levou ao amadurecimento, e a si mesmo como um adolescente novo numa parceria consensual, plenamente competente para fazer suas próprias decisões. (Historicamente, a maioria dos líderes do sexo masculino do movimento gay tem esse perfil.)
Em resposta ao escândalo, Milo se remodelou como uma vítima indefesa. Embora isso pareça cínico, ele realmente é vítima numa extensão muito maior do que a maioria das pessoas, inclusive ele mesmo, percebe. Acredito que a experiência que Milo teve aos 14 anos foi a Síndrome de Sodoma, e como Patty Hearst no Exército Simbionês de Libertação, a identidade dele foi absorvida na cultura LGBT através do trauma psico/sexual, reforçado ao associar o clímax sexual com a orientação de seu predador. É tudo química cerebral e mecanismo subconsciente de superação, não livre escolha — pelo menos não no início.
Como Milo tive um relacionamento ruim com meu pai, e me aventurei no mundo bem novo. Desde os 12 anos eu era alcoólatra e viciado em drogas e maconha. Desde os 14 anos, eu vivia uma vida sem rumo, apenas pegando carona. Essa vida durou mais de uma década e me levou de ponta a ponta dos EUA. Eu era o alvo perfeito para o recrutamento de predadores e fui aliciado por recrutadores gays inúmeras vezes. Para ser justo, só raramente esses homens tentaram o uso de força e felizmente nenhuma deles teve êxito. Para ser claro, nunca tive experiência homossexual e não sucumbi ao recrutamento gay, embora eu não creia que alguém seja imune à Síndrome de Sodoma.
Quando eu tinha 14 ou 15 anos, passei uma tarde fumando maconha com um cara gay que estava na faixa dos 20 anos que explicou que jovens durante a puberdade têm uma identidade sexual muito fluída e como tinha sido fácil para ele transformar adolescentes novos em parceiros sexuais. Eu era bem tolerante naquele tempo, e não pensei duas vezes sobre isso, nem tive conversas semelhantes com outros homossexuais (embora alguns tivessem essa mesma franqueza). Um estudo posterior, que confirmou isso, revelou que 25% dos adolescentes novos sofrem confusão homossexual, mas a maioria deles sai dessa confusão de forma natural no final da adolescência.
Depois que entreguei minha vida a Cristo, fui liberto dos meus vícios e comecei minha própria família, vi o mundo de uma forma totalmente diferente. Um rapaz de 19 anos, que havia se assumido publicamente como gay depois de ser molestado sete ou oito anos antes, abusou sexualmente de um menino de 4 anos. Eu era próximo de ambas as famílias e observei o menino mudar de meigo e simpático para hiperativo e revoltado. Ele nunca se tornou homossexual até onde sei, mas também nunca se recuperou e agora, com seus 40 anos, vive uma vida triste de vícios e crimes.
Posteriormente, quando minha compaixão pelos homossexuais aumentou, acolhemos um rapaz que se arrependeu da homossexualidade. Ele estava morrendo de AIDS. Sonny viveu conosco no último ano de sua vida e eu estava com ele quando ele morreu. Ele atribuiu sua homossexualidade ao estupro que ele sofreu, de um amigo de seu pai, num dormitório da Associação Cristã de Moços. A forma de Síndrome de Sodoma de Sonny o levou a buscar sexo gay em ambientes com o forte cheiro de urina. Ele nunca escolheu ser desse jeito e expressava profunda vergonha disso, mas até mesmo em seus últimos dias em Cristo, o padrão imprimido no cérebro dele pelo trauma na juventude permaneceu a identidade de sua carne enquanto sua mente e espírito estavam livres só por meio da abstinência sexual.
Nos primeiros dias do meu ministério, tive o prazer de fazer amizade com Anthony Falzerano, um dos líderes do movimento de ex-gays. Ele disse que o denominador mais comum em meninos que são recrutados é um tipo de “fome de um pai” devido a relacionamentos familiares problemáticos, e que os predadores que estão à espreita reconhecem isso facilmente porque eles mesmos sofreram isso. Ele e outros líderes ex-gays me mostraram pelo seu exemplo que a cura para a anormalidade homossexual é a restauração da normalidade masculina por meio de relacionamentos saudáveis de longa duração com mentores paternos.
Meu amigo ex-gay Richard de Portland, Oregon, buscou minha ajuda desse jeito depois que o predador que o transformou em empregado doméstico aos 12 anos (seu professor de piano) lhe deu um chute e o substituiu quando ele ficou “velho” demais. Minha ajuda paterna abençoou Richard em tempos difíceis e me deu a experiência pessoal de mentorar ex-gays. Ele nunca voltou à homossexualidade e está indo bem hoje.
Frequentemente sou acusado pelos esquerdistas pró-LGBT de ser um homossexual reprimido porque o trabalho da minha vida tem sido fazer oposição à agenda deles. Isso não é verdade no meu caso, mas não me sinto insultado com essa sugestão porque não desprezo homossexuais como eles presumem. Faço esse trabalho porque sou um cristão salvo pela graça, treinado e incumbido para esse trabalho por meu Salvador. Faço isso porque reconheço que o pecado de Sodoma é a força mais destrutiva na civilização humana, totalmente diferente na forma como é condenado na Bíblia. Faço isso porque não quero ver mais jovens perderem sua identidade heterossexual inata para a Síndrome de Sodoma. Não se engane — o problema está crescendo como um câncer descontrolado porque o deixamos ser normalizado na sociedade.
Apesar de minhas críticas anteriores, meu coração sofre por Milo Yiannopoulos, pois vejo o que eu mesmo poderia ter me tornado sob circunstâncias diferentes e é difícil observar alguém cair e se queimar de forma tão impressionante. O que Milo realmente precisa é de seu Pai no Céu, é claro, mas ele também precisa de um pai para conduzi-lo para fora da escuridão da perversão e levá-lo à luz da normalidade. Oro para que essa crise abra a vida e o coração dele para ambos. Pessoalmente, estou disposto a ajudá-lo nisso, se ele não tiver ninguém mais. Oro também para que o sofrimento de Milo não seja em vão, mas abra realmente os olhos dos Estados Unidos para a Síndrome de Sodoma e seu próprio pecado em fingir — como um jeito de evitar confrontar verdades difíceis e oposição cruéis — que eles “nasceram assim” e não podem ser curados.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Milo and the “Stockholm Syndrome” of Sodom
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