3 de fevereiro de 2017

Governo Trump critica severamente a Rússia e dá aviso para Israel


Governo Trump critica severamente a Rússia e dá aviso para Israel

Julio Severo
Em sua primeira apresentação como embaixadora dos EUA na ONU na quinta-feira, Nikki Haley culpou a Rússia pela recente explosão de violência no leste da Ucrânia e avisou que as sanções contra a Rússia não serão retiradas até que o governo russo devolva a Crimeia para o governo ucraniano.
Nikki Haley
Os comentários dela vieram em meio à especulação de que o presidente americano Donald Trump está mudando suas intenções para com a Rússia. Em toda a sua campanha, Trump havia louvado o presidente russo Vladimir Putin e expressado um desejo de relações melhoradas entre os dois países.
Na quinta-feira Putin acusou a Ucrânia de iniciar o agravamento mais recente para obter do governo de Trump o mesmo apoio que recebia do governo de Obama.
A Ucrânia está preocupada que Trump poderia revogar as sanções que Obama havia imposto na Rússia. Alegadamente, as sanções foram por causa da Crimeia, mas o Dr. Scott Lively expôs que a razão real de Obama foi a lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças.
A ação russa de anexar a Crimeia foi uma resposta direta ao golpe neocon na Ucrânia financiado pelo bilionário esquerdista George Soros.
“Os líderes ucranianos precisam de dinheiro, e o melhor jeito de fazer a UE, os EUA e as organizações internacionais pagarem é posando de vítima de agressão,” disse Putin.
Entretanto, a Rússia não foi a única nação que recebeu aviso do governo de Trump. Na quinta-feira, enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estava reiterando seu apoio aos assentamentos, o governo de Trump os estava condenando. De acordo com o jornal israelense Jerusalem Post,
“A Casa Branca deu aviso para Israel na quinta-feira — numa declaração surpreendente — para cessar todos os anúncios de assentamentos que sejam ‘unilaterais’ e ‘que minem’ o esforço do presidente Donald Trump de forjar a paz no Oriente Médio.”
O Jerusalem Post explicou que a declaração de quinta-feira é uma mudança de recentes ações de Trump, dizendo:
“Sob a liderança de Trump, referência a uma solução de dois estados foi removida da plataforma do Partido Republicano no verão passado, e o enviado do presidente apoiou publicamente o empreendimento de assentamentos.”
Agora, pela primeira vez, o governo de Trump declarou que sua intenção é um Estado israelense e um Estado palestina na terra de Israel. A Casa Branca disse:
“Os Estados Unidos permanecem firmes no compromisso de avançar um acordo final abrangente entre Israel e os palestinos que resulte em dois estados vivendo lado a lado em paz e segurança.”
A única explicação para tais mudanças dramáticas nas ações e palavras de Trump é a pressão dos neocons. Ainda que Trump tenha falado contra os neocons em toda a sua campanha, sua mudança em assuntos externos é um sinal de que ele está sob pressão para seguir a mesma agenda neocon de Obama e Bush.
Suas políticas nacionais estão obtendo apoio fabuloso entre conservadores dentro dos Estados Unidos, especialmente em questões pró-vida, ainda que Trump dissesse que ele manterá em vigor as leis homossexuais de Obama.
Talvez sua política externa possa prevalecer contra os neocons e ser diferente de Obama e Bush, se ele der atenção a seus assessores neopentecostais.
Trump orando com evangélicos, inclusive neopentecostais
Enquanto seu governo estava criticando a Rússia e Israel, Trump estava participando do Café-da-Manhã Nacional de Oração, com a televangelista Paula White à sua direita.
Trump e White são amigos há 15 anos.
Trump ajudando a televangelista neopentecostal Paula White a sentar do lado dele
O evangelista muito aclamado Rick Warren deu palestra no Café-da-Manhã Nacional.
Trump postou uma foto de si mesmo e seu círculo interno orando e ele escreveu junto da imagem: “Momento de oração na noite passada depois de eu nomear o juiz Neil Gorsuch.”
Trump recebeu aproximadamente 80 por cento dos votos dos evangélicos. Ele foi muito apoiado pelos televangelistas, e ele se comprometeu a cortar as verbas americanas da Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de clínicas de aborto do mundo.
O Rev. Jerry Falwell Jr., apoiador de Trump que é o presidente da Universidade Liberty com sede na Virginia, disse ao jornal Washington Post: “Vejo Trump como mais um de nós. Ele não é elitista. Ele não despreza os evangélicos, cristãos e conservadores. Estou muito chocado com o modo como ele é acessível a muitos. Ele responde ao seu celular a qualquer hora do dia e da noite.”
A única esperança agora é que os evangélicos que são próximos de Trump usem suas oportunidades para incentivá-lo a seguir seu próprio discurso sobre os neocons e evitem as mesmas armadilhas na política externa nas quais Obama e Bush caíram.
O governo de Trump não deveria dar aviso para Israel por ocupar a terra que Deus deu aos judeus, não aos palestinos. Essa é uma questão da conta dos israelenses, não dos americanos.
E ele não deveria manter a intromissão desnecessária que Obama fez no relacionamento que a Rússia tem com a Crimeia. Essa é uma questão da conta dos russos, não dos americanos.
Se os evangélicos não conseguirem ajudar Trump, os neocons o manterão na órbita desastrosa da política externa de Obama e Bush.
Com informações da FoxNews, Jerusalem Post, Reuters, DailyMail e CBN.
Versão em inglês deste artigo: Trump Administration Slams Russia and Warns Israel
Leitura recomendada:

3 comentários :

Jorge Santos disse...

Trump é divorciado, casado com uma mulher que não se sabe secé cristã, dono de casinos, com ligações suspeitas em países islâmicos, faz acepção de pessoas etc. Não se pode esperar que ele governe como um cristão praticante, mas como um cristão nominal, que hoje é a maioria nos EUA.

Paulo Vitor Lima Bonifácio disse...

Deus deu aquela terra aos judeus, mas sempre que os judeus desobedeciam a Deus, Ele os entregava nas mãos do seus inimigos, os judeus de hoje não aceitam Jesus Cristo como Messias, portanto desobedecem a Deus e portanto Deus não precisa garantir a posse total dos territórios da Terra Santa aos judeus. E outra, você sabia que a maioria dos cristãos da Terra Santa são palestinos? Quer dizer que os judeus tem mais direito sobre a Terra Santa que os cristãos?

Jorge Santos disse...

Biblicamente sim. A terra santa é dos judeus. O fato de eles rejeitarem o Senhor ocorreu para que o zambujeiro (nós cristãos) fôssemos exertados na oliveira (Israel).