16 de fevereiro de 2017

A linha direta da equipe de Trump para a Rússia: Registros telefônicos explosivos e ligações interceptadas mostram que “assistentes e equipe de campanha de Trump fizeram contato com autoridades da inteligência russa no ano antes da eleição”… e que o candidato sabia de tudo


A linha direta da equipe de Trump para a Rússia: Registros telefônicos explosivos e ligações interceptadas mostram que “assistentes e equipe de campanha de Trump fizeram contato com autoridades da inteligência russa no ano antes da eleição”… e que o candidato sabia de tudo

Comentário de Julio Severo: A reportagem do DailyMail, que traduzi e disponibilizo abaixo, revela o bombardeio de vazamento de informações sobre ligações de Trump e sua equipe com a Rússia, de um jeito que faz parecer que Trump está se aliando à maior ameaça do universo — visão típica dos neocons. A Rússia é hoje a maior potência cristã ortodoxa do mundo, mas não chega nem aos pés dos EUA, que são uma superpotência majoritariamente protestante. A Rússia é apenas uma potência regional, enquanto os EUA são a única superpotência global. O único rival absoluto dos EUA é o islamismo. Bom seria que, em vez de parceria com a Arábia Saudita, que é o país mais islâmico do mundo e também o maior patrocinador do terrorismo islâmico mundial, os EUA tivessem parceria com países cristãos, como a Rússia, e também com o Brasil, que é o maior país católico do mundo. Mas o Brasil não chega nem aos pés dos EUA, em Cristianismo e poderio econômico e militar. O fato é que os neocons, que querem continuar a eterna parceria dos EUA com a Arábia Saudita, estão muito descontentes que Trump queira fazer parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico. Afinal, uma guerra real contra o terrorismo islâmico afetaria fatalmente a Arábia Saudita, a aliada preferida dos neocons. A pressão sobre Trump está enorme, e ele começou a ceder aos neocons, inclusive com a renúncia do seu melhor militar apto para enfrentar os neocons, o tenente-general Michael Flynn e repreendendo oficialmente a Rússia, numa mudança de comportamento. A mudança é perceptível: enquanto o candidato Trump evitava qualquer comentário sobre Ucrânia e Crimeia com relação à Rússia, o atual presidente exige oficialmente que a Rússia devolva a Crimeia à Ucrânia, apenas para agradar aos neocons, que fazem as mesmas exigências. Talvez a Rússia deveria exigir oficialmente aos neocons que os EUA devolvam a Califórnia, o Texas e o Arizona ao seu dono original, o México. Juntamente com o islamismo, o neoconservadorismo (neocon) é a maior ameaça aos EUA e ao mundo. Leia a reportagem a seguir do DailyMail:
Uma nova reportagem alega que membros da equipe de Donald Trump estavam em contato com autoridades da inteligência russa durante o ano inteiro antes da eleição presidencial.
O jornal New York Times afirma que registros de ligações telefônicas e conversas interceptadas mostram: “Membros da campanha presidencial de 2016 de Donald J. Trump e outros associados a Trump tiveram contatos frequentes com autoridades elevadas da inteligência russa no ano antes da eleição.”
O New York Times disse que suas alegações são baseadas em entrevistas não gravadas que teve com quatro “autoridades americanas atuais e passadas.”
A reportagem afirma que a inteligência dos EUA estava preocupada porque o contato alegado estava ocorrendo enquanto o então candidato Trump continuava a louvar o presidente russo Vladimir Putin durante suas campanhas.
Contudo, o governo russo disse na quarta-feira que a reportagem não foi baseada em fato nenhum.
O alegado contato foi descoberto pelos órgãos de inteligência dos EUA que estavam trabalhando na época para entender se a equipe de campanha do presidente estava trabalhando com a Rússia com relação ao hackeamento do Comitê Nacional Democrático ou outras tentativas para influenciar a eleição.
O jornal apontou que as autoridades dos EUA que falaram do contato entre a equipe de Trump e a Rússia disseram que não há atualmente nenhuma evidência de tal cooperação.
“Não vamos acreditar em informações anônimas,” Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, disse numa coletiva à imprensa sobre a reportagem, notando que as fontes do jornal não foram mencionadas.
“É uma reportagem de jornal que não tem base em nenhum fato.”
Peskov, respondendo a uma declaração da Casa Branca dizendo que Trump esperava que a Rússia devolvesse a Crimeia à Ucrânia, também disse que o governo russo não tinha nenhuma intenção de discutir sua integridade territorial com parceiros estrangeiros.  
A CNN informa que autoridades elevadas da inteligência dos EUA disseram que o presidente Barack Obama e o então presidente eleito Trump: “ambos receberam resumos oficiais sobre os detalhes das comunicações extensas entre agentes russos e pessoas ligadas à campanha de Trump e às empresas de Trump.”
O canal de notícias informou que comunicações interceptadas entre autoridades russas revelaram que eles estavam discutindo a convicção de que eles tinham “acesso especial a Trump,” de acordo com fontes policiais.
Autoridades que falaram com o New York Times na condição de anônimos, devido ao fato de que a investigação está em andamento, disseram que Paul Manafort, ex-diretor da campanha de Trump, foi uma das pessoas que estavam em contato com a inteligência russa.
No entanto, Manafort — que trabalhava como consultor político na Rússia e na Ucrânia no passado — negou as alegações feitas contra ele pelo New York Times.
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Um comentário :

Jorge Santos disse...

Um impeachment poderia ser uma boa porque Pence talvez seja um pouco conservador.