31 de dezembro de 2016

Obama abusa da Rússia, que não retribui na mesma moeda


Obama abusa da Rússia, que não retribui na mesma moeda

Julio Severo
Como um inquilino que vandaliza tudo quando é despejado, o presidente americano Barack Obama adotou várias ações ofensivas contra Israel e a Rússia recentemente, aparentemente buscando atingir o novo inquilino da Casa Branca, o presidente eleito Donald Trump, especialmente porque para Obama, Trump não teria vencido a eleição sem a assistência da Rússia.
Afligida por novos castigos do governo de Obama — o fechamento de duas grandes propriedades russas e a expulsão de 35 diplomatas russos dos EUA —, a Rússia não reagiu na mesma moeda e não expulsou 35 diplomatas americanos. Pelo contrário, o presidente russo Vladimir Putin convidou os filhos de todos os diplomatas americanos para as festas de Ano Novo e Natal do Kremlin. Na Rússia, o Natal acontece em janeiro.
O Rev. Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham e escolhido para orar oficialmente por Trump em sua posse, disse: “O presidente russo Vladimir Putin está lendo a Bíblia? Ele está dando a outra face? Não sei, mas acho interessante que ele não vai retaliar contra o presidente Obama cujo governo acabou de ordenar que 35 diplomatas russos deixem os EUA e que duas grandes propriedades russas nos EUA sejam fechadas.”
A resposta de Putin foi de fato elogiosa, reconhecida até por Trump, que disse: “Grande lance… Sempre soube que ele era muito inteligente!”
A ação de Trump de ficar do lado de Putin e não de Obama tem sido ofensiva para o bilionário esquerdista George Soros e outros socialistas.
Soros, que apoiou a candidatura de Hillary Clinton e outras causas esquerdistas no mundo inteiro, diz que a ascensão de Trump e sua afinidade com Putin ameaçam o modelo “democrático” defendido pela União Europeia.
Ele comentou que Putin ajudou Trump a ganhar a eleição nos EUA utilizando a mídia social para disseminar notícias falsas, e ele está agindo contra isso.
Ele disse que o líder russo está agora usando a mesma tática para avançar grupos direitistas europeus e minar governos esquerdistas em toda a UE.
Ainda que Trump pareça estar do lado de Putin, há incertezas acerca de como ele realmente agirá com a Rússia ao tomar posse em 20 de janeiro. Embora ele tenha louvado Putin como um líder forte e disse que seria ideal que os EUA e a Rússia juntassem forças contra o ISIS, republicanos belicistas, que não apoiaram Trump antes da eleição, há anos argumentam que Obama não era duro o suficiente contra a Rússia e que os EUA precisam de um presidente para aumentar a pressão sobre a Rússia.
“Nossa intenção é liderar a campanha no novo Congresso para impor sanções mais pesadas sobre a Rússia,” disseram os senadores republicanos neocons John McCain do Arizona e Lindsey Graham da Carolina do Sul.
Enfurecendo esses republicanos neocons, Trump tem louvado Putin e escolheu Rex Tillerson como secretário de Estado e o tenente-general Michael Flynn como assessor de segurança nacional. Ambos são vistos como amigos da Rússia.
Durante toda a sua campanha, Trump denunciou os neocons e prometeu combatê-los. Se ele prevalecerá ou não sobre eles será um de seus grandes testes.
Com informações do DailyMail e Associated Press.
Versão em inglês deste artigo: Obama Abuses Russia, Which Does Not Repay in Kind
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30 de dezembro de 2016

Pastor Todd Fisher: Minha mãe, Debbie Reynolds, queria estar com Carrie Fisher


Pastor Todd Fisher: Minha mãe, Debbie Reynolds, queria estar com Carrie Fisher

Jessilyn Justice
Todd Fisher, filho de Debbie Reynolds e irmão de Carrie Fisher, diz que sua mãe só queria estar com sua filha.
Todd Fisher com sua mãe, Debbie Reynolds, e sua irmã, Carrie Fisher. (REUTERS/File Photo)
Debbie morreu na quarta-feira, apenas um dia depois de sua filha. Debbie tinha 84 anos.
“Ela foi ficar com Carrie. Aliás, essas foram as últimas palavras que ela falou nessa manhã,” ele disse ao jornal E! News. “Mais especificamente, ela disse que ela realmente estava sob muito estresse… Ela aguentou de modo belo, obviamente, nos últimos dois dias, mas ela estava sob muita emoção e estresse com a perda [de Carrie] e muito disso provocou essa eventualidade.”
A revista People informa que Debbie, estrela dos filmes “Singin’ in the Rain ” (Cantando na Chuva) e “Tammy and the Bachelor” (A Flor do Pântano), frequentava uma igreja presbiteriana de Hollywood.
A caminhada de Todd para seu despertamento espiritual foi cheia de mudanças repentinas bizarras. A mãe dele frequentava uma igreja presbiteriana em Beverly Hills, e seu pai era judeu. (Seus pais se divorciaram quando Todd tinha 3 anos, e Debbie casou com o magnata de lojas de calçados Harry Karl um ano depois.) Como crianças, Carrie e Todd eram incentivados a experimentar tanto o Cristianismo quanto o Judaísmo e a escolher entre os dois. “Mas no que se referia a mim,” Todd recorda, “ambos eram de entediar.”
Todd se tornou líder de uma igreja neopentecostal logo depois que Carrie foi catapultada à fama com o filme Guerra nas Estrelas. Ele iniciou sua própria igreja no estúdio de sua mãe na década de 1980, mas a congregação rapidamente cresceu mais do que o espaço.
“Pregamos a verdade, e se isso significa ridicularizar algumas tradições — olha, isso faz parte. Jesus passou sua carreira desmascarando fariseus e saduceus porque eles não estavam adorando a Deus, eles estavam adorando tradições. Essa gente ainda está conosco hoje,” ele disse à revista People em 1984.
Todd parece ser o mais desembaraçado sobre sua fé no trio da família.
Carrie descreveu sua fé: “Amo a ideia de Deus, mas essa ideia não está estilisticamente de acordo com o jeito que vivo. Eu me descreveria como uma agnóstica entusiástica que ficaria feliz se me mostrassem que existe um Deus.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Pastor Todd Fisher: My Mom, Debbie Reynolds, Wanted To Be With Carrie Fisher
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29 de dezembro de 2016

O Suicídio da Alemanha


O Suicídio da Alemanha

Guy Millière
O ataque em Berlim de 19 de dezembro de 2016 era uma tragédia anunciada. A chanceler alemã Angela Merkel criou as condições que o tornaram factível. Cabe a ela uma enorme responsabilidade. Geert Wilders, membro do Parlamento da Holanda e um dos únicos líderes políticos com clara visão da Europa, a acusou de estar com as mãos sujas de sangue. Ele está certo.
Quando Merkel decidiu abrir as portas da Alemanha para centenas de milhares de muçulmanos do Oriente Médio e de países mais distantes ainda, ela deveria estar ciente que havia jihadistas escondidos nas multidões que inundaram o país. Ela também deveria saber que a polícia alemã não tinha condições de controlar o turbilhão de pessoas que entraram no país e que seria rapidamente sobrecarregada pelo número de pessoas que teria que controlar. Mesmo assim ela abriu as portas.
Quando ocorreram centenas de estupros e ataques sexuais em Colônia e outras cidades da Alemanha na véspera de Ano Novo do ano passado, ela assinalou que os responsáveis devem ser punidos", independentemente da sua origem", mas ela não mudou sua política. Quando os ataques ocorreram em Hanover, Essen, Wurzburg e Munique, ela demorou a verbalizar alguma coisa e na sequência pronunciou frases com palavras cuidadosamente calculadas no tocante à "necessidade" de combater o crime e o terror. Ainda assim ela não mudou a política.
Ela só mudou seu posicionamento recentemente, ao que tudo indica, porque quer se candidatar novamente em 2017 e viu sua popularidade em declínio.
Os comentários que ela fez imediatamente após os ataques de 19 de dezembro foram entorpecedores. Ela realçou que "se o criminoso for um refugiado" será "muito difícil de suportar" e será "particularmente repugnante para todos os alemães que ajudam os refugiados diariamente".
Comentários dessa natureza poderiam simplesmente ser considerados ingênuos se tivessem sido proferidos por alguém não informado, mas Angela Merkel não tem essa justificativa. Ela não podia ignorar os alertas dos serviços secretos alemães e norte-americanos dizendo que terroristas do Estado Islâmico estavam escondidos entre os refugiados e que estavam planejando usar caminhões em ataques relacionados ao Natal. A situação que os alemães estão suportando por mais de um ano tem sido extremamente complicada. A criminalidade "disparou", doenças extintas há décadas foram trazidas ao país e não há vacinas — por terem sido descontinuadas há tanto tempo — segundas moradias estão sendo desapropriadas pelo governo para abrigar migrantes sem nenhum tipo de compensação e assim por diante. Não demorou muito para se descobrir que o principal suspeito do ataque em Berlim era um requerente a asilo que morava em um abrigo para refugiados.
Em outro país Merkel estaria envergonhada e inclinada a renunciar, na Alemanha ela está concorrendo à reeleição.
A população alemã envelheceu e a taxa de natalidade é perigosamente baixa: 1,38 filhos por mulher. Os imigrantes estão substituindo a população alemã que está desaparecendo pouco a pouco. Os alemães que estão morrendo são cristãos ou mais frequentemente secularistas não religiosos. Como acontece em toda a Europa o cristianismo está desaparecendo, os imigrantes que estão substituindo os alemães são muçulmanos.
A economia alemã ainda é forte, mas está perdendo força. Retornos sobre o capital investido estão em declínio. Justamente numa época em que o capital humano é a principal fonte de lucros, o capital humano alemão está em colapso: indivíduos de países subdesenvolvidos não têm condições de substituir com facilidade os alemães altamente qualificados. A maioria não tem qualificação para ingressar no mercado de trabalho, recém-chegados permanecem por muito tempo desempregados e dependentes do Estado. Dos 1,2 milhões de migrantes que chegaram à Alemanha em 2014 e 2015 apenas 34.000 encontraram trabalho. A taxa de desemprego é baixa porque há uma crescente falta de emprego: hoje 61% dos alemães estão na faixa entre 20 e 64 anos de idade. Estima-se que em meados deste século esse número cairá para 41%.
Discursos de propaganda politicamente correta, que são inesgotavelmente transmitidos na Alemanha - assim como no resto da Europa — nunca falam da demografia. Em vez disso, eles refutam qualquer evidência de que a economia alemã não está indo bem. Eles também dizem que o Islã e o cristianismo são equivalentes, eles estão obstinadamente cegos diante do fato do Islã ser mais do que uma religião: é um sistema político, econômico e moral que engloba todos os aspectos da vida e nunca coexistiu por um período razoável ou de maneira pacífica em uma cultura diferente da sua. Esses discursos ignoram quase por completo a ascensão do Islã radical e do terrorismo jihadista. Em seu lugar argumentam que o Islã radical é uma seita marginal e que o terrorismo jihadista recruta unicamente lobos solitários ou doentes mentais. Acima de tudo, repetem constantemente que qualquer crítica à migração ou ao Islã é humilhante e racista.
A população alemã está intimidada pelo medo, tanto pelo comportamento antissocial de muitos migrantes como pelo patrulhamento ideológico policial de seu próprio governo. Muitos alemães sequer se atrevem a falar. Aqueles que usam o transporte público resignam-se aos insultos. Eles abaixam a cabeça e fogem para o refúgio de suas casas. Idas a restaurantes e teatros despencaram drasticamente. As mulheres se resignaram a usar roupas "discretas" e têm o cuidado de não saírem sozinhas. Protestos organizados pelo PEGIDA (Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente) nunca atraíram um grande número de indivíduos depois que uma fotografia de seu fundador foi divulgada na qual ele aparecia estilizado como Hitler.
O partido Alternativa para a Alemanha (AFD), que exige a suspensão da imigração muçulmana para a Alemanha e continua angariando votos, no entanto, segue sendo um partido minoritário. A lei que condena o incitamento ao ódio (Volksverhetzung), que supostamente se destina a impedir o retorno às ideias nazistas, é usada como uma espada contra qualquer um que se manifeste de forma mais dura em relação à crescente islamização do país.
Em 20 de dezembro Angela Merkel foi depositar rosas brancas na cena do ataque ao mercado de Natal. Milhares de alemães fizeram o mesmo. Muitos trouxeram velas e choraram. Mas a raiva e a vontade de combater a ameaça continua praticamente ausente. Depois de algumas semanas, a página será virada - até que aconteça de novo.
Nada melhor descreve o estado atual da Alemanha do que o triste destino de Maria Landenburger, uma adolescente de dezenove anos de idade, assassinada no início de dezembro. Maria Landenburger, membro de uma organização de ajuda aos refugiados, estava entre aqueles que acolheram migrantes em 2015. Ela foi estuprada e assassinada por um dos indivíduos que estava ajudando. A família dela pediu a qualquer um que quisesse prestar uma homenagem à sua filha que doasse dinheiro para as associações de refugiados, para que mais refugiados pudessem vir para a Alemanha.
A grande maioria dos alemães não quer enxergar que a Alemanha está em guerra porque um inimigo implacável declarou guerra contra eles. Eles não querem enxergar que foi declarada guerra contra a civilização ocidental.
Eles aceitam a derrota e docilmente fazem o que os jihadistas lhes dizem para fazer, eles se curvam.
Ao analisar o ataque de 19 de dezembro na feira natalina, o jornalista alemão Josef Joffe, editor do Die Zeit, explicou a decisão de Angela Merkel de acolher os refugiados como "um ato de expiação" e uma maneira de acolher uma população ameaçada sete décadas depois do Holocausto. Ele também explicou a passividade de muitos alemães movidos por um sentimento de culpa coletiva.
Se Joffe estiver certo, se Angela Merkel não vê a diferença entre judeus sendo exterminados pelos nazistas e muçulmanos que ameaçam exterminar cristãos, judeus e outros muçulmanos, ela é ainda mais ignorante do que parece.
Se muitos alemães estão repletos de culpa coletiva a ponto de quererem compensar o que a Alemanha fez aos judeus acolhendo centenas de milhares de muçulmanos, muitos dos quais declaram abertamente que desejam substituir a cultura judaico-cristã da Alemanha pela do Islã e que estão substituindo a população cristã pela muçulmana — que incluirá assassinos cruéis em suas fileiras — mostra que os alemães de hoje se odeiam tanto que desejam a sua própria destruição ou então que simplesmente perderam a determinação de defender o lhes é precioso — ato este conhecido como rendição.
Dr. Guy Millière, professor da Universidade de Paris, é autor de 27 livros sobre a França e a Europa.
Traduzido por Joseph Skilnik do original em inglês: The Suicide of Germany
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28 de dezembro de 2016

Dra. Jean Garton, um modelo pró-vida luterano


Dra. Jean Garton, um modelo pró-vida luterano

Julio Severo
A Dra. Jean Garton, que foi instrumental na formação da entidade pró-vida Luteranos pela Vida (Lutherans for Life) nos EUA em 1978 e foi sua primeira presidente, morreu em 23 de dezembro de 2016 com a idade de 87 anos.
Jean Garton
Depois da decisão Roe versus Wade do Supremo Tribunal dos EUA que legalizou o aborto nos Estados Unidos em 1973, ela se tornou uma líder na defesa do respeito e proteção para todos os seres humanos.
Deus a usou como uma especialista renomada em questões pró-vida. Ele lhe deu oportunidades de testificar no Congresso dos EUA e em assembleias legislativas com relação a questões pró-vida. Os escritos dela incluem livros como “Who Broke the Baby?” (“Quem Despedaçou o Bebê?” publicado pela Editora Betânia dos EUA), roteiros de documentários e comentários diários de programas de rádio por cinco anos, mais inúmeros artigos em muitos assuntos. Ela viajou o mundo dando palestras diante de membros da realeza e líderes governamentais assim como em reuniões pequenas de três ou quatro pessoas para dar a mensagem que Deus entregou a ela.
Ela fez uma apresentação energética na Conferência Nacional de Luteranos pela Vida em outubro passado com base no tema “Mantenho-Me Nesta Posição” e ali recebeu o prêmio “Dominus Vitae” em honra de seus esforços a vida inteira motivados pelo Evangelho de defender o dom da vida que Deus deu.
Ela serviu como presidente de Luteranos pela Vida durante 17 anos. Ela era convidada frequente e popular no programa “Focus on the Family” do Dr. James Dobson e presidiu o Comitê de Declaração do Congresso Mundial de Famílias quando foi realizado em Praga (República Checa), Genebra (Suíça) e Cidade do México (México).
Mesmo com todas as realizações de Jean, no final, o que importava mais para ela era saber que a eternidade estava assegurada não por causa de tudo o que ela havia feito, mas por causa do sangue de seu Salvador, Jesus Cristo. Nele todos os pecados dela foram perdoados. Por meio dEle, ela, sua família e muito amigos e todos os outros que colocam sua confiança nEle ressuscitarão dos mortos quando Ele voltar. É então que ela ouvirá seu Senhor dizer: “Muito bem, serva fiel.”
Meu primeiro contato com Jean foi duas décadas atrás, e recebi dela e de Luteranos pela Vida muitos livros e materiais para equipar pastores e outros líderes no Brasil.
Ela e seu marido de 62 anos de casamento, o falecido Rev. Horace “Chic” Garton, foram abençoados com quatro filhos, sete netos e sete bisnetos.
Versão em inglês deste artigo: Dra. Jean Garton, a Lutheran Pro-Life Model

27 de dezembro de 2016

George Müller, exemplo de dependência em Deus


George Müller, exemplo de dependência em Deus

O gigante da fé, George Müller (1805-1898), nasceu na Alemanha, e converteu-se com idade de 20 anos numa missão morávia. Foi para a Inglaterra em 1829, onde trabalhou para o Senhor até o final de sua vida.
George Müller
Em 1830, três semanas depois de seu casamento, Müller e sua esposa decidiram abrir mão de seu salário como pastor de uma pequena congregação, e depender exclusivamente de Deus para suas necessidades. Já desde o início, ele tomou a posição que manteria durante todo o seu ministério, de nunca revelar suas necessidades às pessoas, e de nunca pedir dinheiro de ninguém, somente de Deus. Ao mesmo tempo, decidiu que também nunca entraria em dívida por motivo algum, e que não faria reservas, nem guardaria dinheiro para o futuro.
Durante mais de sessenta anos de ministério, Müller iniciou 117 escolas que educaram mais de 120.000 jovens e órfãos; distribuiu 275.000 Bíblias completas em diferentes idiomas além de grande quantidade de porções menores; sustentou 189 missionários em outros países; e sua equipe de assistentes chegou a contar com 112 pessoas.
Seu maior trabalho foi dos orfanatos em Bristol, na Inglaterra. Começando com duas crianças, o trabalho foi crescendo com o passar dos anos, e chegou a incluir cinco prédios construídos por ele mesmo, com nada menos que 2000 órfãos sendo alimentados, vestidos, educados e treinados para o trabalho. Ao todo, pelo menos dez mil órfãos passaram pelos orfanatos durante sua vida. Só a manutenção destes órfãos custava 26 mil libras por ano. Nunca ficaram sem uma refeição, mas muitas vezes a resposta chegava na última hora. Às vezes sentavam para comer com pratos vazios, mas a resposta de Deus nunca falhava.
No decorrer da sua vida, Müller recebeu o equivalente a sete milhões e meio de dólares, como resposta de Deus. Além de nunca divulgar suas necessidades, ele tinha um critério muito rigoroso para receber ofertas. Por mais que estivesse precisando (pois em milhares de ocasiões não havia recursos para a próxima refeição), se o doador tivesse outras dívidas, se tivesse evidência de que havia alguma atitude errada, ou alguma condição imprópria, a oferta não era aceita.
E mesmo quando tinha certeza de que Deus estava dirigindo para ampliar o trabalho, começar uma outra casa, ou aceitar mais órfãos, ele nunca incorria em dívidas. Aquilo que Deus confirmava como sua vontade certamente receberia os recursos necessários, e por isto nunca emprestava nem contraía obrigações sem ter o necessário para pagar.
A seguir, um trecho da sua autobiografia, onde ele define sua posição com relação a dívidas:
Minha esposa e eu nunca entramos em dívidas porque acreditávamos que era contrário às Escrituras (Rm 13.8). Por isto, nunca tivemos contas para o futuro com alfaiate, açougue, padaria ou mercado. Pagamos por tudo em dinheiro. Preferimos passar necessidade do que contrair dívidas. Desta forma, sempre sabemos quanto temos, e quanto podemos dar aos outros. Muitas provações vêm sobre os filhos de Deus por não agirem de acordo com Romanos 13.8.
Alguns podem perguntar: Por que você não compra o pão, ou os alimentos do mercado, para pagar depois? Que diferença faz se paga em dinheiro no ato, ou somente no fim do mês? Já que os orfanatos são obra do Senhor, você não pode confiar que ele supra o dinheiro para pagar as contas da padaria, do açougue, e do mercado? Afinal, todas estas coisas são necessárias para a continuidade da obra.
Minha resposta é a seguinte: Se esta obra é de Deus, certamente ele tanto quer como é capaz de suprir todo o necessário. Ele não vai necessariamente prover na hora que nós achamos que deve. Mas quando há necessidade, ele nunca falha. Podemos e devemos confiar no Senhor para suprir-nos com o que precisamos no momento, de forma que nunca tenhamos que entrar em dívida.
Eu poderia comprar um bom estoque de mantimentos no crediário, mas da próxima vez que estivéssemos em necessidade, eu usaria o crediário novamente, ao invés de buscar o Senhor. A fé, que somente se mantém e se fortalece através de exercitar, ficaria mais e mais fraca. No fim, provavelmente acabaria atolado em grandes dívidas, sem perspectiva de sair delas.
A fé se apóia na Palavra Escrita de Deus, mas não temos nenhuma promessa de que ele pagará nossas dívidas. A Palavra diz: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8), e: "Quem nele crer não será de modo algum envergonhado" (1 Pe 2.6). Não temos nenhuma base bíblica para entrar em dívidas.
Nosso alvo é mostrar ao mundo e à igreja que mesmo nestes dias maus do tempo do fim, Deus está pronto para ajudar, consolar, e responder às orações daqueles que confiam nele. Não precisamos recorrer a outras pessoas, nem seguir os caminhos do mundo. Deus tanto é poderoso, como desejoso, de suprir todas nossas necessidades no seu serviço.
Consideramos um precioso privilégio continuar a esperar no Senhor somente, ao invés de comprar mantimentos no crediário, ou de emprestar de bondosos amigos. Enquanto Deus nos der graça, olharemos somente para ele, mesmo que de uma refeição para a próxima tivermos que depender do seu suprimento. Já faz dez anos que trabalhamos com estes órfãos, e ele nunca permitiu que passassem fome. Ele continuará a cuidar deles no futuro também.
Estou profundamente consciente da minha própria incapacidade e dependência no Senhor. Pela graça de Deus, minha alma está em paz, embora dia após dia tenhamos que esperar a provisão milagrosa do Senhor para nosso pão diário.
Extraído da Revista Impacto (www.revistaimpacto.com.br), nº 25.
Divulgação: www.juliosevero.com
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25 de dezembro de 2016

Por que julgar Silas Malafaia?


Por que julgar Silas Malafaia?

Julio Severo
O nome de Silas Malafaia, famoso pastor que é o fundador e presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi envolvido dias atrás num suposto escândalo de “lavagem de dinheiro,” como se ele tivesse negócios com indivíduos corruptos com a intenção de obter deliberadamente dinheiro sujo.
Silas Malafaia
O escândalo chegou a ser “noticiado” na Charisma, a maior revista pentecostal do mundo. Infelizmente, a famosa revista americana ficou com a versão da mídia secular, que está convicta de que Malafaia está envolvido em corrupção.
Malafaia, que é tão conhecido que já foi entrevistado em 2011 pelo New York Times, um dos maiores jornais dos EUA, explicou que não houve nenhuma lavagem de dinheiro. O próprio jornalista Reinaldo Azevedo, de quem discordo fortemente em questões homossexuais, escreveu que o que a Polícia Federal fez com Malafaia foi ilegal ao incluir o nome dele só porque ele recebeu uma oferta de um indivíduo envolvido na investigação federal.
Mesmo assim, muitos evangélicos não querem dar o benefício da dúvida a Malafaia. Outros já o consideram culpado e condenado, porque ele recebeu uma oferta voluntária de uma fonte envolvida em corrupção.
Ora, isso significa que se eu receber uma grande oferta de um bruxo ou mafioso, que tenho culpabilidade em todos os seus crimes? Claro que não. O bruxo e o mafioso são livres para vir até mim, ouvir o Evangelho e dar uma oferta, e eu sou livre para aceitar ou não tal oferta.
Os pais de Jesus, José e Maria, eram pobres e aceitaram uma grande oferta de um grupo de bruxos e astrólogos que vieram porque estavam tentando entender os sinais de Deus. José e Maria eram livres para aceitar ou não tal oferta. Mas eles aceitaram, e essa grande oferta foi exatamente o que eles precisavam para cobrir elevadas despesas de uma viagem internacional para fugir para o Egito e permanecer ali algum tempo.
Deus poderia ter enviado ouro diretamente do céu para José e Maria. Mas Ele escolheu usar bruxos. Em vez de deixar que José e Maria tivessem o trabalho de fugir para o Egito com um bebê para escapar do rei Herodes, Deus poderia ter eliminado o rei sanguinário, que estava determinado a matar o bebê Jesus. Mas Deus não eliminou o rei assassino de bebês.
Ou, em vez de enviar bruxos, Ele poderia ter enviado profetas e sacerdotes judeus. Mas já não havia profetas em Israel e os sacerdotes eram corruptos. Eles eram corruptos conhecendo a Palavra de Deus. Os bruxos que ofertaram para Jesus demonstram uma abertura de coração que Deus usou. Eles não eram judeus. Eles eram corruptos, mas não conheciam a Palavra de Deus do jeito que os sacerdotes judeus conheciam.
O Dicionário Bíblico Ilustrado Zondervan, de J. D. Douglas, diz: “Os MAGOS do Oriente mencionados em Mateus 2:1 (magos G3407) eram sacerdotes persas de elevada categoria especialistas em ASTROLOGIA e outras práticas de ocultismo.”
O Dicionário Bíblico Ilustrado Holman, de Chad Brand, diz no verbete “magos,” em referência a Mateus 2:1: “Sábios orientais, sacerdotes e astrólogos especialistas na interpretação de sonhos e outras práticas ocultistas.”
Ganhar dinheiro à custa de práticas de astrologia e ocultismo é, na Bíblia, corrupção pura. No caso dos magos da Bíblia, eles ganharam muito dinheiro. Eles tinham ouro.
Não é comum ver bruxos ricos ofertando ouro e joias para uma família pobre que adora a Deus. Mas Deus faz maravilhas!
Os teólogos judeus não souberam reconhecer Deus enviando o bebê Jesus. Portanto, eles não poderiam ajudar seus pais necessitados. Deus precisou trazer bruxos e astrólogos de longe para prover os recursos necessários. Não é à toa que Ele se chame de Deus do impossível. De fato, Ele faz coisas impossíveis. O que os olhos não viram e o que as mentes humanas nunca imaginaram, é isso o que Deus faz.
Deus usou aqueles bruxos naquele determinado tempo, e depois nunca mais se ouviu deles.
Alguns teólogos hoje, que seguem uma heresia chamada cessacionismo, duvidariam dos sonhos e revelações de José e Maria, com suas visitações de anjos. E se José e Maria dissessem, “Deus confirmou os sonhos e revelações trazendo satanistas para nos ofertar ouro!” os teólogos cessacionistas diriam: “Está confirmado! Isso tudo é do diabo! Tudo: seus sonhos, revelações e visitações de anjos.”
Deus não tem parceria com o diabo, mas quando Deus manda, até o diabo obedece. Quando Deus instrui, até os servos do diabo obedecem.
Só Deus sabe como é que os bruxos ricos obtiveram seu ouro, mas uma coisa é certa: bruxaria e honestidade não andam de mãos dadas! Em contraste, bruxaria e corrupção sempre são parceiros.
Uma coisa é você, como homem ou mulher de Deus, se envolver nos negócios dos bruxos e participar de suas riquezas moralmente ilícitas. Outra é eles voluntariamente darem seu ouro como oferta para você.
Dá então para se acusar José e Maria de envolvimento com bruxaria, ocultismo, astrologia e satanismo só porque eles receberam ouro de bruxos?
Se ninguém, durante dois mil anos, nunca julgou José e Maria por receberem uma grande oferta de ouro de astrólogos e bruxos, por que julgar Silas Malafaia por receber uma grande oferta de um homem envolvido em corrupção?
José e Maria eram pobres e não eram corruptos. Não se pode dizer a mesma coisa dos bruxos e astrólogos que lhes deram a grande oferta.
Malafaia cometeu grandes erros no passado: ele apoiou a eleição e reeleição de Lula, apesar de todas as evidências inconfundíveis de que Lula era abortista e homossexualista. Mas hoje Malafaia tem sido uma voz extremamente importante contra a agenda homossexualista, esquerdista e abortista no Brasil.
Ninguém no meio cristão brasileiro tem sido tão forte e claro, em programas de TV, rádio e até sessões do Congresso Nacional, na defesa da vida e da família quanto ele. Ele se tornou um ícone do contra-ataque pró-família. Toda a Esquerda brasileira o odeia. Não é correto, pois, julgá-lo nem condená-lo precipitadamente, movido por inveja ou ódio religioso.
Não é prudente também julgar um casal cristão pobre que, como José e Maria, precisa receber uma oferta de ouro de bruxos e astrólogos para escapar da perseguição de um abortista Herodes e fugir para um Egito.
Ninguém nunca deu ouro para o casal pobre José e Maria. Os satanistas foram os únicos que Deus usou para tal assistência.
Deus é que sabe se é certo ou errado aceitar uma oferta de bruxos, astrólogos, satanistas e corruptos.
Só Ele é Juiz.
José e Maria aceitaram uma oferta de corruptos, e Deus não os julgou por isso. Jesus e seus apóstolos nunca disseram que os pais de Jesus estavam envolvidos em satanismo e astrologia só por aceitarem ouro de corruptos.
A diferença entre os pais de Jesus e Malafaia é que José e Maria eram pobres, e Malafaia é rico.
Mas quem somos nós para julgá-lo por causa de uma oferta?
Versão em inglês deste artigo: Why Judge Silas Malafaia?
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24 de dezembro de 2016

Revolução Política em Efervescência na Europa


Revolução Política em Efervescência na Europa

Geert Wilders
O Estado Islâmico reivindicou o ataque terrorista de segunda-feira,19 de dezembro, em Berlim, no qual doze pessoas morreram atropeladas por um caminhão em uma feira natalina.
Geert Wilders
O assassino conseguiu escapar. No entanto, no caminhão a polícia encontrou documentos de identidade pertencentes a Anis A., um tunisiano que chegou à Alemanha como candidato a asilo em 2015.
No ano passado, ao abrir as fronteiras da Alemanha a quase um milhão de refugiados e candidatos a asilo, a chanceler alemã Angela Merkel convidou o Cavalo de Troia do Islã ao seu país. Entre os assim chamados refugiados se encontravam muitos rapazes de origem islâmica, cheios de ódio ao Ocidente e a sua civilização. Um deles era Anis A.
Levou quase um ano para que as autoridades alemãs rejeitassem seu pedido de asilo, enquanto isso o homem já tinha desaparecido. A polícia está agora em seu encalço como principal suspeito do ataque de segunda-feira em Berlim.
As autoridades alemãs estão perigosamente subestimando a ameaça do Islã. Suas marcas estão aí para que todos possam ver. Em outubro um requerente a asilo afegão estuprou e assassinou uma alemã de 19 anos de idade em Freiburg. Um menino iraquiano de 12 anos foi pego antes que pudesse explodir uma bomba repleta de pregos em um mercado de Natal em Ludwigshafen.
No verão passado, um afegão armado com um machado atacou passageiros em um trem em Heidingsfeld, um sírio assassinou uma mulher grávida com um facão em Reutlingen, outro sírio detonou uma bomba atada ao corpo em um festival de música em Ansbach, um palestino tentou decapitar um cirurgião em Troisdorf. E quem pode esquecer o que aconteceu na última Passagem do Ano Novo, quando turbas de migrantes estupradores atacaram centenas de mulheres em Colônia?
No ano em curso, 1.500 policiais estarão patrulhando as ruas de Colônia na véspera do Réveillon. Dez vezes mais do que no ano passado. Quantos policiais serão necessários no próximo ano? E no ano seguinte? E o que vai acontecer quando eles estiverem em desvantagem? O necessário não são apenas mais policiais, o imprescindível é que haja uma revolução política democrática.

Os Políticos São os Culpados

Não deixem que ninguém lhes diga que somente os autores destes crimes é que são os culpados. Os políticos que acolheram o Islã em seus países também são culpados. E não é somente Frau (Senhora) Merkel na Alemanha, é toda a elite política da Europa Ocidental.
Devido à correção política, eles deliberadamente fizeram vista grossa em relação ao Islã. Eles se recusaram a se informar sobre a sua verdadeira natureza. Eles se recusam a reconhecer que tudo isso está no Alcorão: permissão de matar judeus e cristãos (Surata 9:29), aterrorizar os não muçulmanos (8:12), estuprar meninas jovens (65:4), escravizar as pessoas para o sexo (4:3), mentir acerca de seus verdadeiros objetivos (3:54) o comando de fazer a guerra contra os infiéis (9:123) e subjugar o mundo inteiro a Alá (09:33).
Em vez de se informarem, eles abriram as fronteiras de seu país à imigração em massa e incentivaram a vinda de candidatos a asilo, apesar do fato do Estado Islâmico ter anunciado que iria enviar terroristas ao Ocidente disfarçados de requerentes a asilo.
Eles até permitiram que combatentes que viajaram para a Síria voltassem para a Europa, em vez de cassar sua cidadania e impedir a sua reentrada. Eles sequer os prenderam. Em suma, eles são culpados de negligência gravíssima. Eles traíram seus próprios cidadãos.
O tsunami dos requerentes a asilo de 2015 só exacerbou uma situação que já era terrível. Há quase uma década, em 2008, um estudo realizado pela Universidade de Amsterdã (muito de esquerda) revelou que 11% de todos os muçulmanos que estão na Holanda concordam que há situações em que eles acham que é aceitável usar a violência em nome da sua religião.
Isto significa que somente no meu país, a Holanda, há 100.000 muçulmanos que estão pessoalmente dispostos a fazer uso da violência. O exército holandês, no entanto, conta com menos de 50.000 soldados. Assim sendo, mesmo se posicionarmos o exército inteiro para proteger as feiras natalinas, teatros, casas noturnas, festivais, shoppings centers, igrejas e sinagogas, não teremos condições de garantir a segurança de todos os nossos cidadãos.
É por isso que não há a menor sombra de dúvida que 2017 trará à Alemanha e a todo o Ocidente mais violência, mais ataques contra nossas mulheres e filhas, mais derramamento de sangue, mais lágrimas, mais tristeza. A terrível verdade é que não temos a menor ideia do que vem por aí.

Mas isso não significa que não há esperança.

Assim como a presente situação de perigo foi criada por políticos que se recusam a ver a horrível realidade do Islã e que se recusam a fazer o seu dever, a solução para o gigantesco problema autoinfligido que o Ocidente está sofrendo atualmente também precisa de uma decisão política.

Consertando uma Europa fragmentada

Teremos que desislamizar nossas sociedades. Com efeito, cada medida que tomarmos para atingir esse objetivo: acabar com toda a imigração de países islâmicos, a prisão preventiva de muçulmanos radicais, a promoção da remigração voluntária, a desnaturalização e expulsão de criminosos com dupla nacionalidade, será um passo na direção de uma sociedade mais segura para nós e para nossos filhos. Mas tudo isso terá que começar com os políticos que tenham coragem de enfrentar e dizer a verdade.
Mais e mais cidadãos estão cientes disso. É por isso que uma revolução política está efervescendo na Europa. Partidos patrióticos estão crescendo açodadamente em todos os lugares. Eles são a única esperança da Europa de um futuro melhor.
Temos que tirar do poder políticos como Angela Merkel, meu fraco primeiro-ministro holandês Mark Rutte e seus colegas com a mesma mentalidade em outros países. Temos o dever de libertar nossos países.
E acreditem, meus amigos, é exatamente isso que vamos fazer. Os terroristas que esperam quebrar a nossa determinação com atrocidades sangrentas não terão sucesso. Escolheremos líderes novos e corajosos, vamos desislamizar, vamos vencer!
Geert Wilders é membro do Partido Holandês e líder do Partido da Liberdade (PVV).
Traduzido por Joseph Skilnik do Original em inglês: Political Revolution Is Brewing in Europe
Divulgação: www.juliosevero.com
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