30 de novembro de 2016

Rabino mais importante de Jerusalém diz que “homossexualismo é punível com a morte” e enfrenta repercussão negativa violenta


Rabino mais importante de Jerusalém diz que “homossexualismo é punível com a morte” e enfrenta repercussão negativa violenta

Políticos israelenses e ativistas LGBT estão pedindo a renúncia do rabino chefe sefardita Shlomo Amar depois que o clérigo de posição elevada disse que a homossexualidade é punível com a morte.
Shlomo Amar, rabino chefe sefardita de Jerusalém
“Isso é um ritual de abominação, isso é evidente,” Amar disse quando lhe perguntaram sobre sua atitude para com a homossexualidade numa entrevista ao jornal israelense Yisrael Hayom, citada por outro jornal israelense, o Times of Israel.
“Isso é abominação. A Torá diz que é punível com a morte. Está na primeira ordem de crimes graves,” ele disse.
Amar acrescentou que ele não cria em algumas pessoas tendo uma orientação homossexual, chamando tais alegações “besteiras.”
“Há desejos e uma pessoa pode vencê-los se quiser, como todos os outros desejos,” disse o rabino mais importante de Jerusalém.
Depois da divulgação de resumos da entrevista de Amar na quinta-feira, um ativista LGBT, Shirley Kleinman, fez um boletim de ocorrência na polícia, culpando o rabino por incitação ao assassinato.
“Vamos buscar garantir que este homem não permaneça em seu importante cargo público,” Kleinman escreveu em sua página de Facebook, conforme citado pelo jornal israelense Jerusalém Post.
“Essa não é uma questão antirreligiosa, não tenho nada contra a religião, todas as pessoas devem viver de acordo com sua fé. Mas tenho um interesse em proteger meus direitos e seus direitos de viver, de viver com dignidade,” disse ela.
O pedido para que Amar renuncie foi apoiado pelos parlamentares Yael German e Meirav Michaeli, que escreveram ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro de cultos religiosos David Azoulay sobre a questão.
Os parlamentares dos partidos Yesh Atid e União Sionista declararam que o rabino chefe estava “tirando vantagem de sua posição” como autoridade religiosa “para fazer campanha de incitação perigosa contra um grande grupo público em Israel.”
“Uma figura pública que coloca em risco a segurança dos cidadãos israelenses mediante discriminação e incitação tem de ser demitida de sua posição imediatamente,” German e Michaeli disseram numa carta.
Laura Wharton, vereadora de Jerusalém, se dirigiu a Amar diretamente, pedindo-lhe que se retratasse de suas declarações anti-LGBT.
“Seus comentários são incitação grosseira, e só um ano depois do assassinato de Shira Banki [na Parada do Orgulho Gay de Jerusalém em 2015], eu teria esperado que você saberia que esses comentários destroem nossa sociedade,” o Jerusalém Post citou Wharton como dizendo.
Não é a primeira vez que o maior rabino de Jerusalém se acha numa enrascada depois de seus comentários polêmicos sobre os LGBTs.
No ano passado, Amar foi criticado por sugerir que a maioria das pessoas “sente nojo” do homossexualismo e rotulando a parada do orgulho gay de Jerusalém de “fenômeno que dá vergonha.”
Contudo, ele condenou o assassinato de um adolescente na parada de 2015, dizendo que não dava para se justificar esse ato.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do jornal russo Russia Today mediante recomendação do WND (WorldNetDaily): Jerusalem’s top rabbi says ‘homosexuality punishable by death,’ faces backlash
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28 de novembro de 2016

Caio Fábio xinga eleitores evangélicos de Trump de “burros”: O esquerdismo de Caio afagado pelo “antimarxismo” de Olavo de Carvalho


Caio Fábio xinga eleitores evangélicos de Trump de “burros”: O esquerdismo de Caio afagado pelo “antimarxismo” de Olavo de Carvalho

Julio Severo
Num de seus programinhas recentes, a ex-sedução evangélica Caio Fábio xingou os eleitores do presidente dos EUA Donald Trump, dizendo que eles são “filhos de uma ignorância absurda.” Confira neste vídeo: https://youtu.be/9B-5yZHN-3s
Sendo que 81 por cento dos evangélicos americanos votaram em Trump, o maior grupo eleitor dele, Caio simplesmente xingou a maior parte dos evangélicos americanos de “absurdamente ignorantes.”
No vídeo, o verdadeiro absurdo é ver Caio dizer que Obama recuperou a economia americana que, segundo ele, o presidente pró-vida George W. Bush havia supostamente destruído. Outro absurdo foi Caio garantir que Obama nunca teve um governo de esquerda, em total contraste com a percepção de Don Feder, meu amigo judeu americano que é um grande líder conservador nos EUA, que disse que Obama é esquerdista.

Em 2014, por causa de uma entrevista entre Caio, Olavo de Carvalho e Danilo Gentili, houve uma sensação ilusória entre alguns evangélicos de que Caio havia, ao adotar o antipetismo, se tornado antimarxista. Mas ao xingar os eleitores Trump e dizer que Obama não é esquerdista e salvou os EUA economicamente, Caio mostra que o antigo esquerdismo dele continua intacto e bem envernizado.
Em 2014, ele também garantiu que Marina Silva não é esquerdista.
Na entrevista de 2014, Olavo, conhecido por atacar a Esquerda e a Direita com palavrões, não emitiu nenhum palavrão contra a ideia de Caio pintar Marina como não-esquerdista. E quando Caio atacou Silas Malafaia, cuja postura então estava contra a Esquerda, Olavo manteve o mesmo silêncio amistoso, que reforçou a sensação ilusória de que o esquerdismo antipetista pró-Marina de Caio não era uma ameaça.
E se Caio xingasse diante de Olavo os eleitores evangélicos de Trump, Olavo se importaria? Só se o Olavo suspeitasse que eles são contra a Inquisição, e essa suspeita tem base, pois o próprio Olavo reconhece, para imenso desgosto dele, que os evangélicos americanos são os maiores críticos da Inquisição no mundo. Ao tratar do tema da Inquisição semanas atrás, Olavo publicamente opinou que os opositores da Inquisição, a quem ele chamou de “paladinos da fé,” são muito piores do que comunistas. Ele disse:
“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”
Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que Olavo está fazendo vivendo como imigrante no maior país evangélico do mundo? Mas se perguntassem o que ele estava fazendo junto com Caio, a resposta parece ser muito simples: ambos adoram zombar dos evangélicos.
A única coisa que explica a amizade de Caio com Olavo é o ódio e desprezo mútuo que ambos nutrem pelos evangélicos. Um, despreza os evangélicos porque foi enxotado de seu trono no universo evangélico. O outro, porque não aceita o fato dos evangélicos rejeitarem sua militância em prol do revisionismo da Inquisição. Nessa amizade baseada em ódio comum, ambos se afagam, enquanto uma minoria de evangélicos masoquistas e realmente ignorantes quer estabelecer um trono para ambos.
Na entrevista de 2014, Caio afagou o ego do Olavo e vice-versa, e todos focaram em antipetismo sem necessariamente se preocupar com o marxismo de Caio. Olavo não mostrou a mínima preocupação com os afagos de Caio à Marina, talvez porque Caio tenha primeiro tido o cuidado de afagar o ego do Olavo.
A lição importante que Caio passou na entrevista é que o esquerdista mais astuto e venenoso fica isento de críticas e palavrões do Olavo se fizer tais afagos. Se não os fizer, ele pode ser o maior conservador do Brasil que sofrerá uma torrente de fezes bucais. E se todos os esquerdistas, direitistas e evangélicos afagarem o Olavo? Assim como ocorreu no caso do Caio, toda hostilidade terminará, e ele não terá escolha a não ser encerrar suas militâncias antiesquerdista, antidireitista e antievangélica e voltar a dedicar-se em tempo integral à astrologia, restaurando o título original de seu “Curso de Filosofia” para “Curso de Astrologia.”
Essa é a realidade do universo olaviano que Caio descobriu: Os que não afagam o Olavo são piores do que os comunistas e todo comunista será perdoado se fizer afagos. Caio já está automaticamente perdoado. Mas todo evangélico anti-Inquisição (que não é o caso de Caio) será condenado ao lago de enxofre e fezes do Olavo. Aos afagadores, tudo. Aos não afagadores, todos os rótulos negativos e palavrões!
No caso do desprezo de Caio pelos eleitores evangélicos de Trump, parece que ele preferiria como presidente dos EUA a abortista e homossexualista Hillary Clinton, a empregada do complexo industrial-militar dos EUA que não cessava de demonizar a Rússia, que agora está mais conservadora, inclusive tendo aprovado anos atrás uma pioneira lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes.
Caio não atraiu nenhum tipo de reprovação do maior autoproclamado antimarxista Olavo de Carvalho, que tem sobre a Rússia os mesmos sentimentos de Hillary.
Perto de Caio, Reinaldo Azevedo é um direitista fanático. Mesmo assim, Olavo poupa todas as críticas a Caio e lança todas em Reinaldo.
Alguns estão condenando Reinaldo por ter prognosticado a vitória da Hillary. Mas qual a diferença? Trump condenou publicamente a Hillary por demonizar a Rússia e por querer guerra com a Rússia. Se Trump estivesse no Brasil, ele com certeza teria condenado o Olavo, que é um grande demonizador da Rússia. Trump só não condena o Olavo nos EUA porque ele nem sabe que existe nos EUA um imigrante brasileiro cuja ocupação é demonizar a Rússia, não o islamismo.
Reinaldo sempre criticou a esquerdista Marina, e mesmo assim Olavo o critica. Mas no caso do Caio, que elogiou abertamente a esquerdista Marina, Olavo ficou calado. A diferença é simples e óbvia: um afaga o imenso ego olaviano e o outro não.
Danilo Gentili, que participou da entrevista, não demonstrou ter conhecimento suficiente para refutar o esquerdismo de Caio. Seu antipetismo se deve muito mais à onda anti-PT, onde as pessoas fizeram oposição mais por revolta contra a política econômica do que por uma visão conservadora. Se perguntassem ao Gentili o que é esquerdismo, ele saberia responder?
Por isso, dá para entender Gentili sem palavras e argumentos contra o esquerdismo de alto nível de Caio Fábio.
Provavelmente, ele deixou a bola para Olavo de Carvalho, que mesmo aparentando ter um antimarxismo de alto nível, falou muito, mas foi incapaz de denunciar o esquerdismo de Caio, levando a entrevista como mero papo entre amigos — ou porque na verdade todos ali eram amigos direitistas ou amigos esquerdistas. Ou porque tinham um forte ódio em comum. Ou porque os afagos falam mais alto do que qualquer hostilidade e ideologia.
Da parte do Olavo, não houve nenhuma tentativa de lidar com os argumentos esquerdistas sofisticados de Caio. Na verdade, um bajulou o outro.
Ninguém teve tanto sucesso em embarcar os evangélicos na onda do PT 20 anos atrás do que Caio. Se um suposto ativista antimarxista, que proclama alto conhecimento sobre o marxismo, não consegue superar o alto conhecimento esquerdista do Caio, então seu antimarxismo é uma farsa.
O fato é que diante do Caio ficou evidente a enorme incapacidade intelectual do Olavo de debater com um esquerdista sofisticado.
O antimarxismo do Olavo não parece ser muito diferente do raso antimarxismo de Gentili, que parece se limitar simplesmente a um antipetismo estridente enquanto Olavo sempre se limitou a um estridente anti-russismo. Mas, diferente do Gentili, Olavo precisará se reinventar, pois com um Trump pró-Rússia na presidência do EUA só sobraram duas opções para o Olavo: dizer (como vários neocons ligados a ele já disseram) que Trump é agente russo ou mudar o disco e discurso que, no mesmo espírito de Hillary Clinton, demonizam a Rússia.
O que pensar então da entrevista de cafezinho entre amigos de Caio Fábio e Olavo de Carvalho? Olavo a) perdeu uma oportunidade de expor de uma vez por todas o esquerdismo de Caio, b) não teve capacidade intelectual de confrontar um intelecto apto a refutá-lo amplamente, c) só devolveu os afagos de Caio, d) mantém um esquerdismo ocultista que só um intelecto caiofabiono consegue entender, ou e) quis fazer companhia para um amigo de ódio em comum?
O mais provável é que o antievangelicalismo de ambos os tenha unido numa fraternidade de desprezo aos evangélicos. Essa unidade é óbvia pelo fato de que adeptos de Caio e Olavo estão hoje juntos atacando Julio Severo igualmente aos palavrões.
Mais de uma década atrás, me uni ao Olavo de Carvalho em três bases principais: Luta pró-vida, luta contra a agenda gay e luta a favor do homeschooling. Claro, esperava também alguma ajuda para derrotar o marxismo entre os evangélicos, embora eu nunca suspeitasse que ele viria a se tornar o maior defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição.
O ápice dessa contribuição poderia ser exatamente a entrevista com Caio, usando-a para um confronto direita versus esquerda, pois Caio foi o principal responsável pela esquerdização evangélica fora da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Dentro da IPB, como bem sabia Caio, essa esquerdização já era irreversível havia décadas.
É impossível um homem verdadeiramente antimarxista ficar calado diante de um homem que teve papel vital e notório na expansão do PT entre evangélicos.
Mas o confronto nunca aconteceu. O que aconteceu foi o silêncio. A entrevista de Caio com Olavo foi um show de sorrisos e afagos amistosos, onde Olavo não precisou de forma alguma denunciar e atacar o esquerdismo pró-Marina do Caio, e em troca Caio não precisou de forma alguma denunciar e atacar o suposto conservadorismo anti-Marina do Olavo.
De fato, Caio elogiou à vontade Marina e criticou à vontade Malafaia, sem que Olavo demonstrasse a mínima preocupação.
Esse foi o “confronto” entre o esquerdismo antipetista de Caio e o alegado antimarxismo de Olavo. Começou em afagos e terminou em afagos.
No passado, Caio Fábio foi uma grande sedução entre os evangélicos, que adoravam sua filosofia “grandiosa.” Ele era considerado o maior filósofo evangélico do Brasil. Hoje, a grande sedução, em termos igualmente filosóficos, é Olavo.
Contudo, em ambos os casos, o Reino de Deus não é filosofia sedutora, mas poder e vida transformada com foco total em Jesus.
O que não entendo é: Como pode Caio Fábio, que xinga os evangélicos eleitores de Trump de absurdamente ignorantes, exercer atração sobre evangélicos?
Como pode Olavo de Carvalho, que xinga os evangélicos anti-Inquisição de piores do que comunistas, exercer atração sobre evangélicos?
A unidade entre o esquerdismo antipetista e antievangélico de Caio com o antimarxismo pró-Inquisição do Olavo produziu afagos mútuos — e seguidores evangélicos!
Talvez Caio tenha razão em debochar dos evangélicos como “burros,” pois alguns evangélicos são masoquistas. Eles são de fato absurdamente ignorantes — não por terem apoiado posturas conservadoras de Trump. Mas por se deixarem seduzir pela filosofia de dois homens que se afagam por amor a um trono entre os ignorantes.
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27 de novembro de 2016

Igreja Luterana da Noruega denuncia escritos antijudaicos de Lutero


Igreja Luterana da Noruega denuncia escritos antijudaicos de Lutero

ESTOCOLMO, Suécia (Associated Press) — A Igreja Luterana da Noruega, que é uma igreja estatal, condenou o legado antijudaico de Martinho Lutero, o teólogo alemão do século XVI que começou a Reforma protestante.
Numa declaração divulgada na sexta-feira antes do aniversário no próximo ano de 500 anos da Reforma, o Sínodo Geral da Igreja Luterana da Noruega disse que alguns dos escritos de Lutero foram mais tarde usados em propaganda antissemita, inclusive na Alemanha nazista.
Comentando que tal propaganda foi também espalhada na Noruega ocupada pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, o sínodo disse que “no aniversário da Reforma no ano de 2017, nós como igreja devemos claramente nos distanciar do antijudaísmo que Lutero deixou atrás de si.”
A revolta de Lutero contra os abusos da Igreja Católica Romana começou em 1517. Com o passar do tempo ele ficou cada vez mais hostil aos judeus e pediu a perseguição deles.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associated Press: Norwegian church denounces Luther’s anti-Jewish writings
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26 de novembro de 2016

A morte do ditador comunista Fidel Castro é a verdadeira esperança de libertação de Cuba?


A morte do ditador comunista Fidel Castro é a verdadeira esperança de libertação de Cuba?

Julio Severo
Fidel Castro (1926-2016) morreu ontem com a idade de 90 anos.
Segundo o site conservador judaico americano Breitbart, com a ajuda do governo dos EUA Fidel derrubou uma ditadura direitista e acabou implantando uma ditadura esquerdista. Por mais de meio século, ele desafiou o poder de 10 presidentes dos EUA.
O comunismo que Fidel implantou assassinou dezenas de milhares de cubanos, restringiu a maior religião cubana, o catolicismo, e estabeleceu oficialmente o ateísmo, embora Fidel e os líderes comunistas cubanos praticassem a Santeria. O jornalista J. Lee Grady, em reportagem da revista Charisma em 2006, disse: “O tipo de comunismo de Fidel é uma estranha mistura de ideologia marxista e feitiçaria caribenha. Em Cuba muitos sabem que ele consulta bruxos da Santeria — uma religião que os escravos africanos importaram para Cuba e se misturou com práticas católicas. Fidel ergueu estátuas e santuários honrando Santeria na entrada de muitas vilas na nação de 11 milhões de pessoas.”
A Santeria é semelhante ao candomblé, que mistura bruxaria africana com práticas católicas.
Com a morte de Fidel, o povo cubano vai finalmente se ver livre do que muitos julgam a pior ditadura de Cuba?
E se Cuba voltar ao seu estado de, digamos, uns 150 anos atrás, onde o ateísmo não dominava e o que dominava era o catolicismo?
Às vezes vemos um movimento conservador que quer um retorno moral e religioso a um passado de uns 150 anos atrás.
Uns 150 anos atrás Cuba pertencia à Espanha e ambos países não eram ateus nem comunistas. Eram oficialmente católicos. Cuba e Espanha eram totalmente contra a agenda gay. Eram, pelos padrões atuais, rigidamente conservadores, no aspecto moral.
Cuba nunca foi uma ditatura ateísta ou comunista enquanto pertencia à Espanha, mas seu relacionamento não deixava de ser ditatorial.
O contexto social, religioso e político de Cuba era totalmente dependente da Espanha em todo o século XIX. Aliás, embora o catolicismo já predominasse na Espanha, em 1851 foi assinada a Concordata entre o governo da Espanha e o Vaticano. Pela Concordata, o catolicismo se tornou a religião estatal oficial.
De acordo com o historiador católico Paul Johnson, em seu livro “A History Of Christianity” (“Uma História do Cristianismo,” publicado no Reino Unido em 1976), a Inquisição operou brutalmente na Espanha até o século XIX. Ele disse: “A última execução oficial por heresia na Espanha foi em 1826, quando um diretor de escola foi enforcado por tirar o ‘Ave Maria’ e colocar no lugar ‘Louvado Seja Deus’ nas orações escolares.”
Embora a Inquisição tivesse sido abolida, deixando teoricamente evangélicos e judeus livres de perseguição, na prática a liberdade religiosa era negada na Espanha e, por extensão, em Cuba.
Contudo, a supremacia católica, que nada tinha a ver com ateísmo e comunismo, em nada ajudou Cuba no final do século XIX. O espírito da Inquisição estava solto.
De acordo com o historiador americano Bill Federer, “A escravidão durou em Cuba mais do que em qualquer outro país do hemisfério ocidental, com exceção do Brasil.”
As informações de Federer revelam que em apenas três anos, entre 1896 e 1897, o governo ultracatólico da Espanha deteve mais de um terço da população de Cuba em campos de concentração. Mais de 225.000 cubanos morreram de fome, febre amarela e exposição constante ao frio, sol, chuvas, sereno, etc., sem abrigos. Por incrível que pareça, essa Espanha radical, outrora campeã absoluta da Inquisição católica, conseguiu ser pior do que o comunismo de Fidel Castro.
Federer também disse que o governo espanhol “ ajuntou como gado centenas de milhares de civis cubanos de suas fazendas rurais e os fez marchar até campos de concentração lotados de gente — um exemplo que Hitler e Stálin imitaram.”
Isto é, os horríveis campos de concentração usados na Alemanha nazista e na União Soviética foram inspirados diretamente não na cabeça de Karl Marx, mas no tratamento que uma Espanha rigidamente católica e direitista dava ao povo cubano.
A morte de Fidel é um alívio para muitos. Para os que valorizam a cultura cristã, Fidel foi para o inferno, supostamente porque ele merecia mais que os outros seres humanos. Mas uma verdadeira visão cristã da realidade entende que o inferno não é um lugar eterno apenas para Fidel, Hitler, Stálin e outros ditadores.
A Bíblia ensina que o inferno é para todos os que não aceitam a salvação e transformação de Jesus.
Os ateus não se preocupam com um inferno para Fidel e para si, pois eles não acreditam em destino eterno. Mas o ateísmo deles não é nada inocente e é diretamente responsável pelo comunismo em Cuba.
E quanto à ditadura pior que o comunismo que Cuba sofreu durante o século XIX de uma Espanha rigidamente católica direitista? Essa triste realidade mostra que Cristianismo (catolicismo, protestantismo e ortodoxos) sem obediência à Bíblia e a vitalidade do Espírito Santo produz prisão e morte. Por isso, Cuba sofreu durante séculos muito mais do que sofreu durante o comunismo.
Sem a libertação espiritual de Jesus Cristo, um coração iludido sai de uma ditadura e cai em outra. Essa foi a realidade que Cuba sempre viveu muito antes de existir comunismo.
A morte de Fidel pouca solução real traz para Cuba. Mas a morte e ressurreição de Jesus trazem esperança, solução e salvação para todos os cubanos em todas as épocas.
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Fumar gera mutações genéticas, diz estudo


Fumar gera mutações genéticas, diz estudo

Pesquisadores demonstram como cigarro altera o DNA e que não apenas órgãos diretamente atingidos pela fumaça são afetados. Marcas do tabagismo podem ser detectadas até 30 anos depois.

Que fumar aumenta os riscos de pelo menos 17 tipos de câncer – sobretudo na garganta, na boca e no pulmão – já foi provado por vários estudos. Mas agora cientistas conseguiram demonstrar, pela primeira vez, que o cigarro gera mudanças celulares nos tecidos dos órgãos – estejam eles expostos direta ou indiretamente à fumaça.
Cientistas do Instituto Britânico Wellcome Trust Sanger e do Laboratório Los Alamos, nos Estados Unidos, analisaram cinco mil tumores, comparando o câncer de fumantes com o de não fumantes. A análise ofereceu informações relevantes a partir dos traços genéticos encontrados nos tumores dos pacientes fumantes.
O estudo, publicado pela revista Science, verificou que o dano genético poderia ser causado por diferentes mecanismos. Os pesquisadores descobriram que determinadas "impressões digitais” moleculares, também conhecidas como "assinaturas”, eram predominantes no DNA dos fumantes.
"Os resultados são uma mistura do esperado e inesperado, e revelam uma imagem de efeitos diretos e indiretos", diz o coautor Dave Phillips, professor de Carcinogênese no King's College, em Londres.
Segundo a análise dos pesquisadores, as células que entram em contato direto com a fumaça inalada foram as mais prejudicadas pelas substâncias cancerígenas que diretamente causam a alteração no DNA da célula. Isso se verificou não apenas nos pulmões, mas também na cavidade oral, faringe e esôfago.
As marcas genéticas observadas nesses órgãos não estavam presentes em tumores de outras partes do corpo, como o estômago ou o ovário, no caso das mulheres. Contudo, outros órgãos foram afetados.
"Outras células do corpo sofreram apenas danos indiretos. O tabagismo parece afetar mecanismos-chave nessas células, que por sua vez alteram o DNA”, diz Phillips.
O estudo também revelou que há pelo menos cinco processos diferentes de danos ao DNA devido ao tabagismo. O mais verificado foi um processo que pareceu acelerar o relógio celular, envelhecendo e alterando de forma prematura o material genético.

Histórico genético

De acordo com os pesquisadores, os tumores contêm pistas genéticas sobre os caminhos que os levam a se tornar canceroso. Os cientistas, agora, esperam se aprofundar ainda mais nesse campo.
"O genoma de cada câncer provê uma espécie de ‘registro arqueológico' no próprio código de DNA, das exposições que causaram as mutações que causaram o câncer”, explica o professor Mike Stratton, autor principal do estudo publicado na Science. "Nossa pesquisa indica que a forma como o tabagismo causa câncer é mais complexa do que pensávamos."
"Na verdade, não entendemos completamente as causas subjacentes de vários tipos de câncer e existem outras causas conhecidas, como a obesidade, sobre a qual entendemos pouco do mecanismo subjacente. Este estudo pode fornecer novas pistas provocantes sobre como os cânceres se desenvolvem e, portanto, como podem ser evitados”, diz Stratton.

Duração das sequelas

Os pesquisadores descobriram que quem fuma um maço por dia acumula 150 mutações adicionais por célula pulmonar a cada ano.
"Até então, tínhamos um grande número de evidências epidemiológicas que ligavam o tabagismo ao câncer, mas agora podemos realmente observar e quantificar as mudanças moleculares no DNA devido ao fumo”, afirma Ludmil Alexandrov, do Laboratório Nacional de Los Alamos, outro autor do estudo.
Embora os efeitos do tabagismo sobre os pulmões sejam particularmente acentuados, o alto risco de alterações em outros órgãos é considerado evidente a partir deste estudo.
Houve uma média estimada de 97 mutações em cada célula da laringe, 39 mutações para a faringe, 23 mutações para a boca, 18 para a bexiga e seis mutações em cada célula do fígado para cada ano em que o paciente fumou um maço de cigarros por dia.
Uma pesquisa publicada em setembro mostrou que as marcas do tabagismo podem ser detectadas até 30 anos depois que o indivíduo parou de fumar.
Divulgação: www.juliosevero.com
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25 de novembro de 2016

A esquerda e o seu demônio


A esquerda e o seu demônio

Por Eguinaldo Hélio Souza
Manipular palavras é parte essencial da guerra cultural esquerdista. Desmascarar essa manipulação é nosso dever, uma árdua tarefa para desintoxicar o pensamento da nação.
Essa estratégia, chamada de novilíngua, é descrita na obra 1984 de Orwell. Vemos essa manipulação no uso da palavra “burguesia”, feita pelo marxismo clássico. Ao contrapor “cultura proletária” a “cultura burguesa” não estava acontecendo nenhuma descrição da realidade, mas criava-se um antagonismo artificial para ser utilizado na destruição de seus oponentes. Vemos isso ao lidar com a família.
A esquerda é inimiga da família judaico-cristã. A imagem do Salmo 128 é para ela uma abominação que precisa ser extirpada. No entanto, ela não a define como família judaico-cristã. Define como “família burguesa”. Qualquer instituição, qualquer pensamento, qualquer ação que não pertença aos dogmas sacrossantos da esquerda, será chamada de “burguesa”. A imprensa é burguesa quando critica a esquerda. A cultura é burguesa porque não reflete os pensamentos de Marx e não os adota como seu credo. Seus oponentes ou discordantes serão chamados de burgueses, mesmo que trabalhem no chão da fábrica. E eles próprios serão os representantes do pensamento proletário, ainda que descendam há muitas gerações de grandes famílias capitalistas ou da classe média. Como em tudo que se envolvem, suas mentes não têm o mínimo compromisso com a verdade, mas apenas com o mundo fictício que criaram, onde eles são os mocinhos e seus opositores, independente da origem, são o seu “diabo”. O Grande Irmão se alimenta de seu Goldstein.
A burguesia é o seu demônio, seu opositor máximo. Ele não tem forma definida. Tudo o que se opõe a esquerda receberá esse nome. Isso não tem nada haver com a realidade, em como as coisas são. Isso é tática de guerra ideológica. Hitler, em seu Mein Kampf a definiu claramente:
“A arte de todos os grandes condutores de povos, em todas as épocas, consiste, em primeira linha, em não dispersar a atenção de um povo e sim concentrá-la contra um único adversário. (...) Faz parte da genialidade de um grande condutor fazer parecerem pertencer a uma só categoria, mesmo adversários dispersos, porquanto o reconhecimento de vários inimigos nos caracteres fracos e inseguros, muito facilmente conduz a um princípio de dúvida sobre o direito de sua própria causa”[1]
É bom frisar que não foi a esquerda que aprendeu com Hitler, mas Hitler aprendeu com os comunistas. “Esses ‘gêmeos heterozigotos’ (Pierre Chaunu), ainda que inimigos e originários de histórias diferentes, tem vários traços em comum”.[2]. Manipular palavras e unificar os inimigos é um deles.
A grande maioria dos esquerdistas é burguesa no sentido literal da palavra. Mas sua guerra cultural exige uma demonização dos adversários. E para isso é preciso que todos os seus inimigos sejam classificados como um grupo único. Roubando do cristianismo as essências que julgaram convenientes, eles são os salvadores do mundo em luta contra as hostes das trevas. E o nome dessas hostes é “burguesia”. Assim ficou fácil. O marxismo odeia tudo o que é cristão, inclusive a família cristã. Para não dar na vista, a chama de burguesa.
“De modo semelhante, respondendo à segunda crítica, ele [Marx] argumenta que a abolição da família significava a abolição da família burguesa...”[3]. Um excelente disfarce para reunir seus inimigos sob um único teto. Como testemunhou um senador americano, que conheceu Marx pessoalmente em seus trinta anos: “Eu me lembro claramente do cortante desdém com que ele pronunciava a palavra ‘burguês’; e de “burguês” — isto é, um exemplo detestável da mais profunda degeneração mental e moral — ele chamava qualquer um que ousasse opor-se a suas opiniões”[4]
Dessa forma o pensamento vai sendo distorcido e os discordantes vão sendo classificados, não como legítimos pensadores, formadores de opinião, críticos honestos ou portadores da verdade. As instituições vigentes, inclusive a família, não são elementos adequados para orientar a realidade. Tudo o que não é de esquerda precisa ser destruído.
Não se engane. A família burguesa que o marxismo se propôs destruir desde os seus primórdios é, na verdade, a família cristã. A cultura contra a qual luta, embora a chame de burguesa, é na verdade a cultura judaico-cristã. O marxismo luta para descristianizar nossa civilização, mas jamais assumirá isso. Da mesma forma que os nazistas chamavam seu genocídio de “limpeza étnica”, eles ocultarão as maiores maldades sob os nomes mais doces, e chamarão “demoníacas” as ações mais sublimes dos que deles discordam.
O que dizem que querem fazer, parece bom. O que realmente querem fazer é sempre mal. Palavras em seus lábios, não são descrições correspondentes à realidade. São armas cruéis que utilizam para destruir e recriar o mundo à imagem e semelhança de suas mentes deturpadas. E se não conseguirem reconstruir nada, a mera destruição já lhes basta.
Leitura recomendada:


[1] HITLER, Adolf. Mein Kmapf (Minha luta). São Paulo: Editora Moraes, 1983, p. 83
[2] BESANÇON, Alain. A infelicidade do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000, p. 9
[3] MCLELLAN, David. Karl Marx, vida e pensamento. Petrópolis: Vozes, 1990, p.199
[4] Op. Cit. p. 480