30 de abril de 2016

Manifesto comunista: manifesto contra a família


Manifesto comunista: manifesto contra a família

Eguinaldo Hélio Souza
Comentário de Julio Severo: Este artigo do Pr. Eguinaldo apresenta o marxismo em contraposição ao capitalismo e à propriedade privada. Duas considerações: 1. Na época em que Marx escreveu seu manifesto, as sociedades mais capitalistas eram as mais protestantes. 2. Propriedade privada é um conceito romano que é diferente do conceito judaico, que era muito mais pró-família. Enquanto no direito romano a propriedade privada era do indivíduo, na tradição judaica a propriedade era do clã. Então, o capitalismo da época de Marx era profundamente odiado por ele porque o capitalismo estava profundamente ligado ao protestantismo, que era pró-família. Mas hoje o capitalismo está totalmente desatrelado do protestantismo e sua ética. Aliás, o capitalismo moderno muitas vezes anda confortavelmente com o marxismo, até mesmo financiando-o generosamente. A China, por exemplo, é uma nação onde comunismo e capitalismo (de Estado) andam juntos. E mesmo a nação mais protestante e capitalista do mundo, os EUA, financia fartamente a China e seu maior comunismo do mundo, através da transferência em massa de empresas americanas que fornecem, através da produção em solo chinês, mão de obra baratíssima que possibilita uma comercialização de produtos americanos a preços confortáveis para consumidores americanos. É nessa transação do capitalismo oportunista que o comunismo oportunista se financia. Capitalismo sem Deus e sem valores cristãos é apenas oportunismo, convivendo muito bem com o marxismo. Embora o texto no trate disso, pode-se dizer que o capitalismo se divorciou do protestantismo e está agora amigado com o marxismo. Não sei o que Marx acharia dessa mudança drástica do capitalismo, mas sei que não é bom para a civilização cristã. Leia agora o artigo do Pr. Eguinaldo:       
Karl Marx
Sim! Também a instituição familiar foi vítima do famigerado Manifesto Comunista. Nem ela escapou! Basta ler. Como sempre, seu conteúdo é sintético, mas condensa toda a visão revolucionária contra a realidade e a tradição. O ódio à instituição familiar também foi expresso e justificado pelos mesmos falsos argumentos de sempre.
“Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual. A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública. A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento. E uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital.” [1]
Segundo o marxismo, qual o fundamento da família? O capital. Como acabar com ela? Acabando com o capitalismo e a propriedade privada. Enquanto a moral judaico-cristã compreende a importância da família e luta para que ela se mantenha coesa, o comunismo a despreza, a desvaloriza e desenvolveu ao longo do tempo inúmeros ataques contra ela. A Lei da Palmada nada mais do que afronta marxista contra a autoridade paterna. O feminismo nada mais do que a luta de classes transferida para a identidade sexual. A defesa da união entre pessoas do mesmo sexo, nada mais é do que uma tentativa maquiavélica de anular o sentido de família, pois se família é qualquer coisa que se denomine família, então nada é família. Na raiz desses movimentos está a raiz marxista.
Friedrich Engels, buldogue de Marx, escreveu o que seria um verdadeiro manifesto contra a família:
“A monogamia não aparece na história, portanto, como uma reconciliação entre o homem e a mulher e, menos ainda, como forma mais elevada de matrimônio. Pelo contrário, ela surge sob a forma de escravização de um sexo pelo outro, como a proclamação de um conflito entre os sexos, ignorado, até então, na pré-história. (...) Hoje posso acrescentar: o primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o antagonismo entre o homem e a mulher na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino”[2]
E ele continua:
“A família individual moderna baseia-se na escravidão doméstica, franca ou dissimulada, da mulher, e a sociedade moderna é uma massa de cujas moléculas são as famílias individuais”[3]
Ainda dúvida que o Manifesto Comunista é também entre outras coisas um libelo contra a família? Então basta ler mais um pouco da obra de Engels:
“Então é que se há de ver que a libertação da mulher exige, como primeira condição, a reincorporação de todo o sexo feminino à indústria social, o que, por sua vez, requer a supressão da família monogâmica como unidade econômica da sociedade”[4]
Bastaria ouvir minha esposa para desmascarar tamanha besteira. Entretanto, infelizmente, nem sempre as novas gerações são tão sábias quanto ela e inoculadas pelo veneno marxista, muitos só mais tarde compreendem as bênçãos de uma família estável em um mundo instável.
Isso não significa que o marxismo seja o único inimigo da família. A natureza humana com seu desamor e infidelidade, a vida moderna com suas pressões e aflições, a cultura sexualizada, a perda de valores. Tudo isso tem agredido e corroído a família. E para a mente socialista isso é muito bom. Não foram poucos os ataques socialistas contra essa instituição.
No entanto, o marxismo não é um simples inimigo da família. Ele é inimigo do simples conceito de família. Isso significa que no pensamento marxista o conceito de família não tem qualquer consistência em si. Não há “verdades eternas”, não há estruturas sociais permanentes. A família não é a celular matter da sociedade. É apenas uma instituição que desaparecerá com o capitalismo.
Não devemos ficar admirados se em uma cultura marxizada a família começar a sofrer todo tipo de ataques e distorções. A cultura judaico-cristã valoriza a família, como muitos já notaram. “Talvez nenhum outro povo do Oriente Próximo tivesse a vida de família em nível tão alto quanto os judeus”[5], escreveu o historiador e filósofo Will Durant. E Peter Kreeft, apologista cristão, justificou historicamente a importância do conceito de família. “As quatro civilizações mais estáveis, mais bem sucedidas, pacíficas em seu interior e duradouras da história foram a judaica (mosaica), a confuciana, a islâmica e a romana. Elas duraram cerca de 35, 21, 14 e 7 séculos, respectivamente, por um motivo dominante: todas eles respeitavam muitíssimo a família”.[6]  
As ideias marxistas sobre família faziam parte da Revolução Bolchevique: “Muitos bolcheviques acreditavam que a família, sendo uma instituição baseada na propriedade privada, seria abolida em uma sociedade comunista, com o Estado assumindo a responsabilidade de cuidar das crianças e do trabalho doméstico”[7]. E se os pais educassem seus filhos conforme seus valores e não conforme os valores da revolução marxista, então esses filhos podiam rebelar-se com o total apoio do Estado. “Se os pais persistem em transformar os filhos em pequenos senhores ou em místicos bitolados, então as crianças têm o direito ético de abandoná-los”[8]. E o mandamento de honrar pai e mãe é suplantado pela “verdade absoluta” do Marxismo.
Na década de 80 Marilena Chauí lançou seu livro “O que é ideologia?” E nele já estavam contidos ataques à família, bem como a defesa da união homossexual. O que temos hoje é apenas o resultado de décadas de semeadura marxista.
“Se a ideologia [capitalista] mostrasse todos os aspectos que constituem a realidade das famílias no sistema capitalista, se mostrasse como a repressão da sexualidade está ligada a essas estruturas familiares (condenação do adultério, do homossexualismo, do aborto, defesa da virgindade e do heterossexualismo, diminuição do prazer sexual para o trabalhador porque o sexo diminui a rentabilidade e produtividade do trabalho alienado), como, então, a ideologia manteria a idéia e o ideal da Família? Como faria, por exemplo, para justificar uma sexualidade que não estivesse legitimada pela procriação, pelo Pai e pela Mãe? Não pode fazer isto. Não pode dizer isto”[9]
Para eles a família não é uma necessidade da estrutura social. É apenas uma conveniência humana que se opõe aos seus propósitos.
Este é mais um dos pontos que torna o Manifesto Comunista o pior livro do Ocidente. Seu Estado monstro, seu anticristianismo, sua defesa da violência política, são motivos suficientes para que sua leitura seja, senão suprimida, pelo menos contra-indicada. Sua venda deveria ser feita sob um rótulo: “Cuidado, esta leitura é prejudicial à sua existência e à existência de toda a humanidade”. A história que o diga.
Para entender mais sobre marxismo, leia:


[1] MARX, K. e  ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 32
[2] ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2014, p. 79
[3] ENGELS, Friedrich. Op. Cit. p. 89
[4] Op. cit. p. 90
[5] DURANT, Will. Nossa Herança Oriental. Rio de Janeiro: Record, 1963, p. 227
[6] KREEFT, Peter. Jesus, o maior  filósofo que já existiu. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2009, p. 139
[7] SMITH S.A. Revolução Russa. Porto Alegre: L&PM, 2013, p. 160
[8] SMITH S.A. Op. Cit p.163
[9] CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 118

29 de abril de 2016

Discurso de política externa de Trump ganha louvor na Rússia


Discurso de política externa de Trump ganha louvor na Rússia

Putin “gosta de pessoas que são francas, abertas e que desprezam ideias politicamente corretas”

Trump e Putin
Moscou, Rússia (CNN) Donald Trump deu um discurso de política externa há muito antecipado na quarta-feira, e algumas das análises mais entusiasmadas que ele recebeu vieram de um lugar que muitas vezes não concorda com os políticos americanos.
O discurso de Trump foi mais que muito bem recebido na Rússia. Na Praça Vermelha em Moscou, transeuntes que falaram com a CNN louvaram o magnata de Nova Iorque. E políticos russos desde o presidente Vladimir Putin até outras autoridades foram mencionados dizendo coisas favoráveis sobre esse candidato do Partido Republicano que mais chances tem de ganhar.
Putin recentemente chamou Trump de “uma pessoa brilhante, talentosa sem dúvida.” Trump devolveu o cumprimento dizendo: “Gosto dele porque ele me chamou de gênio. Ele disse que Trump é o líder de verdade.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Trump’s foreign-policy speech earns praise in Russia
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28 de abril de 2016

Homem disfarçado de mulher gravou horas de vídeo em banheiro feminino


Homem disfarçado de mulher gravou horas de vídeo em banheiro feminino

Suspeito estava vestindo peruca, roupas femininas e sutiã quando foi pego pela polícia

John Cadiz Klemack e Jonathan Lloyd
Foi formalmente acusado na terça-feira um homem que estava usando peruca e roupas femininas para se disfarçar enquanto teria usado uma câmera escondida para gravar horas de vídeo de mulheres num banheiro feminino numa loja de departamentos da região de Los Angeles, Califórnia.
Jason Pomare
Jason Pomare, de 33 anos, da cidade de Palmdale, foi preso no sábado depois que clientes contataram seguranças numa loja Macy’s para denunciar um homem no banheiro feminino. Os seguranças contataram um policial, que estava fazendo ronda quando viu um homem que se encaixava na descrição do suspeito saindo da loja.
Quando o policial encontrou o homem, ele estava usando peruca, roupas femininas e um sutiã, de acordo com o Departamento de Polícia de Los Angeles.
“O policial notou que ele estava usando uma peruca e parecia ter seios,” disse o sargento Brian Hudson do Departamento de Polícia de Los Angeles.
Pomare foi formalmente acusado na terça-feira de seis acusações de uso ilegal de uma câmera escondida com o objetivo de se gratificar sexualmente. Depois da prisão dele, investigadores disseram que uma câmera de vídeo encontrada no bolso dele tinha horas de vídeos de mulheres usando o banheiro dentro da loja.
O suspeito apontava a câmera escondida debaixo dos boxes do banheiro, mas uma mulher reconheceu a luz vermelha de gravação da câmera e contatou os seguranças, disseram os investigadores. Pomare disse aos investigadores que ele tinha estado no banheiro por duas horas, disse Hudson.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da rede de televisão NBC de Los Angeles: Man Disguised as Woman Recorded Hours of Mall Restroom Video: Investigators
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27 de abril de 2016

Impeachment de Dilma mostra crescente poder evangélico no Brasil


Impeachment de Dilma mostra crescente poder evangélico no Brasil

CBN News
Comentário de Julio Severo: No ano passado, o mais importante documento de intenções do Partido dos Trabalhadores declarou que Eduardo Cunha, um líder pentecostal, é o homem mais perigoso no Congresso, pois Cunha vem avançando, como ninguém mais, uma agenda conservadora. Sob sua liderança, as agendas pró-aborto e homossexualista estão sendo enfraquecidas e interesses pró-família e pró-vida são prioridade. Acima de tudo, Cunha é o homem por trás do impeachment. Leia agora a reportagem da CBN:
O impeachment da presidente Dilma Rousseff do Brasil está sendo liderado por um cristão pentecostal e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Alguns dizem que o impeachment mostra que a influência evangélica está se levantando dentro do Brasil, que é um país tradicionalmente católico.
A historiadora brasileira Karina Bellotti disse ao jornal Christian Science Monitor que “durante a última votação, com voto nominal, para prosseguir o processo de impeachment na Câmara dos Deputados, vários políticos dedicaram seu voto ‘para Deus.’”
“Alguns deles eram católicos, mas a maioria era evangélica, de igrejas pentecostais,” ela acrescentou.
Estimativas colocam o número de pentecostais no Brasil em cerca de 45 milhões.
“O Brasil está na vanguarda da tendência mundial da pentecostalização do Cristianismo,” e também “no epicentro do Cristianismo mundial, com a maior população pentecostal do mundo,” Andrew Chesnut, autor do livro “Born Again in Brazil” (Nascido de Novo no Brasil), disse ao Christian Science Monitor
O processo de impeachment contra Dilma tem origem em alegações de que truques ilegais de contabilidade permitiram que o governo dela permanecesse gastando para escorar o apoio que estava fraco.
Os que a criticam argumentam que ela também escondeu déficits que contribuíram para a pior recessão do Brasil desde a década de 1930.
Dilma tem defendido tais manobras fiscais como prática comum no Brasil. Ela insiste em que as acusações são uma desculpa fraca da elite governante tradicional para tomar o poder de volta de seu PT socialista, que tem governado por 13 anos.
A Câmara dos Deputados não concordou. No domingo, a Câmara votou a favor do impeachment. A medida está agora no Senado, que decidirá em meados de maio se vai julgar a presidente.
Uma votação de maioria simples de senadores é necessária para aprovar um julgamento, e Dilma seria suspensa por até 180 dias enquanto o julgamento é conduzido.
Durante esse tempo, o vice-presidente Michel Temer, um cristão maronita de ascendência libanesa, assumiria.
Mas o líder do impeachment, Cunha, se tornou também suspeito depois que seu nome apareceu nos Panama Papers (Documentos do Panamá) recentemente descobertos. Uma pesquisa de opinião pública mostrou que 77 por cento das pessoas acreditam que ele também deveria sofrer impeachment.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Christian Broadcasting Network (Rede de Televisão Cristã): President’s Impeachment Shows Growing Evangelical Power in Brazil
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26 de abril de 2016

Se Deus está morto…


Se Deus está morto…

Patrick J. Buchanan
Numa coluna recente, Dennis Prager fez uma observação forte.
“A vasta maioria dos principais escritores conservadores… tem uma perspectiva secular sobre assuntos da vida… Eles não têm consciência do desastre que a falta de Deus no Ocidente tem causado.”
Esses conservadores seculares podem achar que “os Estados Unidos conseguirão sobreviver se Deus e o Cristianismo morrerem,” escreve Prager, mas eles estão errados.
E, aliás, os 50 anos passados parecem confirmar o que ele disse.
A religião de um povo, sua fé, cria sua cultura, e sua cultura cria sua civilização. E quando a fé morre, a cultura morre, a civilização morre, e o povo começa a morrer.
Isso não descreve a histórica recente do Ocidente?
Hoje, nenhuma grande nação ocidental tem um índice de natalidade que impedirá a extinção de sua população natural. No fim deste século, outros povos e outras culturas terão em grande parte repovoado a Europa.
Os europeus parecem destinados a terminar como as 10 tribos perdidas de Israel — invadidos, dominados, assimilados e extintos.
E enquanto os povos europeus — russos, alemães, britânicos, bálticos — diminuem em números, a ONU estima que a população da África dobrará em 34 anos para bem mais de 2 bilhões de pessoas.
O que aconteceu com o Ocidente?
Conforme G. K. Chesterton escreveu, quando os homens param de crer em Deus, eles não passam então a acreditar em nada, mas eles creem em qualquer coisa.
Quando pararam de crer no Cristianismo, as elites europeias começaram a se converter para ideologias, ao que o Dr. Russell Kirk chamava de “religiões seculares.”
Por um tempo, essas religiões seculares — marxismo-leninismo, fascismo e nazismo — capturaram o coração e a mente de milhões. Mas quase todas estavam entre os deuses que fracassaram no século XX.
Agora os povos ocidentais adotam religiões mais novas: igualitarismo, democratismo, capitalismo, feminismo, ambientalismo e uma Nova Ordem Mundial.
Essas religiões também dão sentido para a vida de milhões, mas são substitutos igualmente insuficientes para o Cristianismo que criou o Ocidente, pois essas religiões não têm o que o Cristianismo deu às pessoas — não só uma causa pela qual viver e morrer, mas também um código moral pelo qual viver, com a promessa de que, no final de uma vida assim vivida, viria a vida eterna. O islamismo também oferece essa promessa.
Contudo, o secularismo não tem nada para oferecer que esteja à altura dessa esperança.
Olhando para os séculos passados, vemos o que o Cristianismo tem significado.
Quando, depois da queda do Império Romano, o Ocidente adotou o Cristianismo como uma religião superior a todas as outras, já que seu fundador é o Filho de Deus, o Ocidente criou então a civilização moderna, e então saiu e conquistou a maior parte do mundo conhecido.
As verdades que os Estados Unidos ensinaram ao mundo, acerca de uma dignidade e valor humano herdados e direitos humanos invioláveis, têm origem num Cristianismo que ensina que toda pessoa foi criada por Deus.
No entanto, hoje com o Cristianismo praticamente morto na Europa e morrendo lentamente nos EUA, a cultura ocidental está cada vez mais corrompida e decadente, e a civilização ocidental está em declínio visível.
Rudyard Kipling profetizou tudo isso em seu poema “Recessional”:
“Nossos navios longínquos se foram; a glória afunda nas dunas de areia: Toda a nossa pompa do passado foi-se!”
Todos os impérios ocidentais desapareceram, e os filhos de povos outrora submetidos cruzam o Mar Mediterrâneo para repovoar os países europeus, cujos povos começaram a envelhecer, diminuir e morrer.
Desde 1975, só duas nações europeias, a Albânia muçulmana e a Islândia, têm sustentado taxas de natalidade suficientes para manter seus povos vivos.
Considerando as populações europeias que estão diminuindo e as enormes ondas de imigrantes que estão vindo da África, Oriente Médio e Oriente Próximo, parece que é certeza que a Europa será islâmica antes do final deste século.
Vladimir Putin, que foi testemunha próxima da morte do marxismo-leninismo, parece entender que o Cristianismo é crucial para a Mãe Rússia, e busca reviver a Igreja Ortodoxa e escrever o código moral dela de volta nas leis russas.
E quanto aos EUA, “o país de Deus”?
Com o Cristianismo excomungado de suas escolas e vida pública por duas gerações, e os ensinos do Antigo e Novo Testamentos rejeitados como base legal, vimos um declínio social assustadoramente profundo.
Desde a década de 1960, os EUA têm batido novos recordes de aborto, crimes violentos, prisões e consumo de drogas. Embora o HIV/AIDS só tenha aparecido na década de 1980, centenas de milhares pereceram dele, e milhões agora sofrem dele e doenças relacionadas.
Quarenta por cento dos nascimentos nos EUA são fora do casamento. Para os hispânicos, o índice de filhos ilegítimos está acima de 50 por cento; para os negros, está acima de 70 por cento.
A pontuação dos estudantes do ensino médio dos EUA cai anualmente e se aproxima de países do Terceiro Mundo.
O suicídio é uma causa crescente de morte entre brancos de meia idade.
O secularismo parece não ter resposta para a pergunta: “Por que não?”
“Como é pequena, de tudo o que o coração sofre, aquela parte que as leis ou os reis podem causar ou curar,” escreveu Samuel Johnson.
Os conservadores seculares podem ter remédios para algumas das doenças dos EUA. Mas, conforme observou Johnson, nenhuma política secular conseguirá curar a doença da alma do Ocidente — uma fé perdida que parece irrecuperável.
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): If God is dead…
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25 de abril de 2016

A utopia socialista da Venezuela termina na privada


A utopia socialista da Venezuela termina na privada

Paul Bremmer
A Venezuela caiu num abismo econômico.
Ar e água contaminados estão causando doenças generalizadas. Uma seca está levando a uma escassez geral de água e eletricidade. A economia da Venezuela encolheu e a inflação está galopante. Alimento, remédios e produtos comuns como papel higiênico estão cada vez mais escassos. Crimes violentos assolam as ruas.
Não há dúvida de que alguns desses problemas são consequência de desastres naturais. Mas o governo socialista da Venezuela também merece muito da culpa, de acordo com o Dr. William J. Murray, presidente da Coalizão de Liberdade Religiosa.
“O problema na Venezuela se originou com Hugo Chavez e o socialismo que ele trouxe,” disse Murray, cujo livro mais recente é intitulado “Utopian Road to Hell: Enslaving America and the World with Central Planning” (Estrada Utópica para o Inferno: Escravizando os EUA e o Mundo por meio do Planejamento Central). Vamos ser claros: A Venezuela era a nação mais avançada da América do Sul no que se refere à sua economia.
Era uma vez, conforme Murray recorda, uma Venezuela que tinha uma imensa classe média e elevada propriedade privada, onde uma grande parcela da população tinha cartões de crédito. Mas uma série de crises econômicas nas décadas de 1980 e 1990 convenceram muitos venezuelanos de que eles tinham de mudar a direção de seu país.
“Eles achavam que sua resposta era Chavez,” disse Murray. “Eles achavam que era o socialismo. Eles achavam que suas desgraças de crédito e outros problemas iriam ser curados pelo socialismo, e o resultado é o que vemos na Venezuela hoje, que é sempre o resultado de sistemas utópicos ou ideias utópicas, com falta de água limpa, eletricidade irresponsável, escassez de gasolina num dos maiores países produtores de petróleo do mundo, escassez de alimentos — dava para continuar mencionando outros problemas.”
O site Bloomberg noticiou que um denso nevoeiro repleto de cinzas e poluição levou a mais de 3.700 casos de doenças respiratórias em torno de Caracas desde março. Uma longa seca roubou dos venezuelanos acesso à água limpa numa base diária. Quando a água escorre da torneira, sai amarela e suja.
O governo envia caminhões-pipas para tentar aliviar o sofrimento, mas os caminhões são frequentemente roubados por gangues antes de alcançarem seus destinos planejados.
Os médicos em Caracas estão vendo um aumento de doenças estomacais e problemas de pele devido à falta de água limpa, mas eles não têm os remédios de que eles precisam para tratar todos os seus pacientes.
A seca também esgotou os níveis de água na represa Guri, que produz 40 por cento da eletricidade da Venezuela. O presidente Nicolas Maduro, o sucessor escolhido por Chavez, propôs um plano de 60 dias para conservar a eletricidade, proclamando todas as sextas-feiras de abril e maio feriado para funcionários públicos. Ele alongou os últimos cinco finais de semana e discutiu mudar o fuso horário do pais para reduzir ainda mais o consumo de eletricidade.
Murray, um colaborador ocasional do WND, disse que em parte dá para se atribuir a crise da Venezuela ao sistema socialista. O governo fixou o preço oficial da eletricidade em 3 centavos por quilowatt-hora, mas só as empresas pagam essa taxa. A taxa não oficial, ele disse, é cerca de meio centavo por quilowatt-hora. Em contraste, a eletricidade nos EUA custa em torno de 10 centavos por quilowatt-hora.
O problema, de acordo com Murray, é que não dá para se fornecer eletricidade por meio centavo por quilowatt-hora, de modo que o preço artificialmente baixo leva a uma demanda maior do que o fornecimento. Mas os planejadores centrais encarregados da Venezuela decidiram que a energia elétrica deveria ser barata, de modo que fixaram um preço mais baixo do que o preço de mercado.
“Esse é o problema das ideias utópicas, pois a base dessas ideias é suprir as necessidades das pessoas e os planejadores centrais decidem quais são essas necessidades,” Murray explicou. “De novo, o que está em foco não é a vontade das pessoas, mas as necessidades. Eles não se importam com o que as pessoas querem. Eles decidem a necessidade, e a necessidade poderia ser totalmente diferente do que as pessoas querem, mas eles não se importam porque eles chegaram à conclusão de que eles sabem o que as pessoas precisam, e então determinam as metas muitas vezes de suprir essa necessidade a preços incompatíveis com a fonte de suprimento.”
Murray acha que os planos de Maduro de conservar a eletricidade são inadequados. Em vez de liberar o preço da eletricidade para o mercado livre, o presidente venezuelano está tentando assegurar uso reduzido de luzes e ar condicionado em prédios públicos de modo que ele possa continuar suprindo eletricidade a “um custo tão baixo que está quase ficando de graça,” de acordo com Murray.
“Tenha em mente que o índice de inflação na Venezuela está em 200 por cento ao ano e o custo da eletricidade não mudou, mas o custo na Venezuela de suprir essa eletricidade vem subindo 200 por cento ao ano,” comentou Murray.
Bloomberg informa que a inflação logo subirá para quase 500 por cento. Ao mesmo tempo, a economia da Venezuela encolheu em 5,7 por cento em 2015 e estima-se que encolherá mais 8 por cento neste ano.
Todos esses problemas têm deixado Maduro impopular, e seus oponentes ganharam um grande vitória nas eleições legislativas de dezembro passado.
Traduzido e resumido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Venezuela’s socialist utopia ends up in the toilet
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24 de abril de 2016

Líder judeu agradece Putin por combater o antissemitismo


Líder judeu agradece Putin por combater o antissemitismo

MOSCOU, Rússia (Associated Press) — O presidente do Congresso Judaico Mundial agradeceu o presidente russo Vladimir Putin por seus esforços para combater o antissemitismo na Rússia.
Ronald Lauder disse a Putin durante a reunião de terça-feira que o líder russo está cumprindo a promessa que fez durante sua última reunião, em 2003, de combater o antissemitismo. Lauder comentou que na época as sinagogas na Rússia estavam sendo atacadas.
O empresário americano, falando por meio de um intérprete, disse que o antissemitismo havia se reduzido a um “nível mínimo” na Rússia, enquanto na Europa continua “levantando a cabeça.”
Putin disse que “as organizações judaicas fazem uma contribuição importante para a estabilidade política na Rússia, pela qual somos muito gratos.”
Em janeiro, Putin provocou comoção ao propor que os judeus que se sentem ameaçados na Europa deveriam ir para a Rússia, onde seriam aceitos.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associated Press: Jewish leader thanks Putin for fighting anti-Semitism
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23 de abril de 2016

Associação homossexual vai denunciar Eduardo Cunha à OEA


Associação homossexual vai denunciar Eduardo Cunha à OEA

Mônica Bergamo
Comentário de Julio Severo: A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) tem apenas uma missão: pressionar o governo brasileiro e órgãos estrangeiros para que façam calar as vozes evangélicas conservadoras que “atrapalham” o avanço da agenda gay. Por isso, a ABGLT está mirando em Cunha neste momento. Em 2011, a ABGLT apresentou ao Ministério Público Federal queixa contra o Pr. Silas Malafaia, pedindo providências contra ele. Em 2007, a ABGLT apresentou a mesma queixa contra Julio Severo. Ambas as reclamações do ativista gay podem ser acessadas neste link: http://bit.ly/1JAkU0R
A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que congrega 308 organizações, vai denunciar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).
OLHO VIVO
A advogada Ana Raggio, uma das autoras do documento, diz que a entidade apontará mais de 50 iniciativas de Cunha que violam os direitos humanos, como o apoio à proposta de redução da maioridade penal e à mudança na lei que permite o aborto legal, além da criação do Dia do Orgulho Heterossexual. "Vamos pedir o envio de um observador internacional ao Brasil", diz Toni Reis, presidente da ABGLT.
ME AJUDA
O grupo estava na terça (19) no Senado para falar com parlamentares como Romero Jucá (PMDB-RR) e Marta Suplicy (PMDB-SP), que são do mesmo partido de Cunha. Eles estão preocupados com a influência que o deputado e a bancada religiosa da Câmara terão num eventual governo de Michel Temer. "Estamos pedindo que eles ajudem a barrar o avanço de pautas conservadoras", diz Reis.
Divulgação: www.juliosevero.com
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