12 de dezembro de 2016

Ativista gay radical defende a Universidade Presbiteriana Mackenzie


Ativista gay radical defende a Universidade Presbiteriana Mackenzie

Julio Severo
Em 2012, o ativista gay Márcio Retamero ficou famoso ao defender a violência armada contra os cristãos que se opõem ao “casamento” gay.
Agora ele está defendendo a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em São Paulo, pois eu disse que como instituição evangélica, essa universidade presbiteriana deveria honrar seu compromisso evangélico. Retamero defende que, pelo fato de que a UPM está ligada ao Ministério da Educação, ela deveria honrar compromissos “laicos.”
Isso a UPM está fazendo muito bem. Os professores da UPM têm estado defendendo o aborto, a homossexualidade e o marxismo.
Numa audiência do Senado Federal em 6 de agosto de 2015, a professora da UPM Márcia Tiburi disse: “Vociferar contra o aborto é apenas um modo biopolítico de controlar a vida das mulheres. A legalização do aborto é parte fundamental de um processo democrático socialmente responsável.”
O professor da UPM Osvaldo Coggiola tem vários livros defendendo o marxismo, inclusive a revolução cubana.
O professor da UPM Marcelo Moreira Neumann, autor da pesquisa “Bullying Homofóbico e Desempenho Escolar,” defende a neutralidade automática de gênero nos registros de nascimento.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie é a mais proeminente instituição educacional calvinista ou presbiteriana do Brasil.
O que é fascinante é que o Mackenzie, com toda a sua confessionalidade calvinista, e líderes calvinistas que têm poderes de decisão para parar toda essa bagunça, são muito rápidos e afiados para atacar o crescimento conservador produzido pelos neopentecostais no Brasil, conforme mostrado recentemente pelo site noticioso islâmico Al Jazeera, onde um professor do Mackenzie criticou o crescimento neopentecostal que está levando a política brasileira para a Direita.
Se a dona da UPM (a Igreja Presbiteriana do Brasil) é de fato evangélica, por que deixa isso acontecer? Falta de visão?
Falta de visão, para quem não acredita em visão, é normal. A UPM já foi comandada por muitos anos pelo Rev. Augustus Nicodemus, que tinha autoridade na questão de contratação de professores contra o marxismo e o aborto, mas preferia ocupar-se com sua teologia cessacionista, que nega que o Espírito Santo dá hoje dons como visão e profecia. Nicodemus é o maior teólogo cessacionista do Brasil.
Márcio Retamero está muito satisfeito com o estado secularizado atual da UPM. Mas ele não está feliz com meus comentários. Dias atrás, eu disse no meu Facebook:
“Que Evangelho é esse? Certos calvinistas falam grosso e duro de Silas Malafaia e dos neopentecostais. Com língua leve e solta, chamam tudo deles de “heresia.” Mas quando falam da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), que tem professores marxistas, abortistas e homossexualistas, esses mesmos calvinistas usam termos respeitosos e suaves. A apostasia só está santificada e aprovada quando vem com o selo de Calvino? Se Malafaia e os neopentecostais tivessem o espírito belicoso e briguento desses calvinistas, eles chamariam semana após semana a UPM de poço de apostasia — classificação que está dentro da realidade bíblica, pois nenhuma instituição educacional evangélica pode ter professores marxistas, abortistas e homossexualistas.”
Retamero respondeu:
“Peraê, devagar com o andor! Uma coisa é um SEMINÁRIO denominacional, confessional etc. OUTRA MUITO DIFERENTE é uma faculdade, que embora seja uma autarquia ou que for de uma denominação, tem caráter secular, é ligada ao MEC e as diretrizes das leis e da Constituição. No seminário vale as regras de fé das igrejas, geralmente esses não são ligados ao MEC (na IPB é assim, depois é que fazem uma prova pra ter a validação do curso que se fez no seminário). Severinho como sempre falando besteirinhas... Tem gente que não aprende.”
Eu disse:
“Não importa o padrão do MEC. O que importa é que tendo professores marxistas, abortistas e homossexualistas, a Universidade Presbiteriana Mackenzie atenta contra o padrão de Deus, vendendo-se e prostituindo-se por um prato de lentilha. Para os que não são fiéis à Bíblia, isso não é nada. Mas para quem é fiel, isso é apostasia.”
Retamero respondeu:
“[Julio] sugere o que? Que se desvincule do MEC e abrir falência do Mackenzie?! Avisa pra esse doido fundamentalista fanático talebã que a Bíblia não é — graças a Deus — a Constituição desse país, pois neste país, ainda, o Estado é Laico. Eu hein! Esse sujeito me irrita num grau!”
Um Estado laico é útil para manter a mais proeminente instituição calvinista do Brasil na órbita de professores marxistas, abortistas e homossexualistas, de acordo com a opinião de Retamero. E ele defende suas ideias “laicas” com a típica violência dos marxistas.
Numa audiência na Câmara dos Deputados em 2012, Retamero disse que ele está disposto a pegar em armas contra os cristãos que defendem a família natural. Você pode vê-lo dizendo isso neste vídeo: http://youtu.be/8MbJgw6OaEw
Retamero, que usa o título de “reverendo” e afirma ser pastor da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo e da Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro (Comunidade Betel), louva o estado secularizado da Universidade Presbiteriana Mackenzie, mas debocha de cristãos reais. Em 2009, ele publicou um artigo intitulado “Carta Aberta a Júlio Severo - Homofóbico e Fundamentalista Religioso,” onde, ao acusar meu blog de disseminar ódio aos homossexuais, ele disse “peço ao Ministério Público que não diminua os esforços de te achar, de te trazer de volta, ainda que extraditado.”
Nicodemus, o mais proeminente teólogo presbiteriano do Brasil e que tem criticado por nome C. Peter Wagner e outros neopentecostais, nunca criticou por nome Retamero, o mais proeminente ativista gay presbiteriano do Brasil.
Leitura recomendada:

3 comentários :

Ivan Simões disse...

Isto mesmo Julio continue denunciando esta obra de demônios!

Anderson disse...

Já fui membro da Igreja Presbiteriana por quase 10 anos. Inclusive me converti lá, no final da década de 90. Aprendei muito naqueles primeiros anos, e saí de lá quando estagnei na minha fé, por ela não me proporcionar mais o crescimento necessário, a expansão da visão do Reino e não estimular o trabalho ministerial. De fato, a denominação, apesar de querida minha, perdia muito seu tempo enfatizando essa guerrinha de vaidade contra o pentecostalismo, contra questões arminianas, superespiritualização da doutrina da Soberania Divina, o que a impedia de inculcar na consciência de seus membros a necessidade e obrigação de se envolverem no trabalho evangelístico, dentre outras coisas.
Eu cheguei a conhecer homens de Deus como Augustus Nicodemus na época, bem como outros grandes evangelistas e pregadores calvinistas. Me entristece muito saber do nível a que chegou a denominação e seus líderes, a ponto de permitir o desfiguramento de instituições tão prestigiadas e históricas como a Universidade MAckenzie , cujo ingresso que era um sonho para mim. De fato, foi-se a glória daquela época.
Uma grande pena mesmo.

Marcelo Victor disse...

As filhas da grande meretriz irão, aos poucos, se entregar aos seus caprichos e descansar em seus braços...