22 de novembro de 2016

Trump, a Igreja Presbiteriana e o Espírito Santo


Trump, a Igreja Presbiteriana e o Espírito Santo

Julio Severo
O presidente-eleito dos Estados Unidos Donald Trump foi ao culto de uma igreja presbiteriana domingo passado.
Trump na Igreja Presbiteriana de Lamington
Embora presbiterianos brasileiros tivessem demonstrado euforia, não há muito o que celebrar. O nome da igreja que ele escolheu é Lamington Presbyterian Church, ou Igreja Presbiteriana de Lamington, construída em 1740. Essa igreja é membro da PCUSA, também conhecida como Igreja Presbiteriana dos EUA (IPEUA).
A IPEUA, que é a maior denominação presbiteriana do mundo, é conhecida por posturas liberais com relação ao aborto, ao homossexualismo e a Israel. A IPEUA defende boicotes contra Israel.
Joseph Farah, o diretor do WND (WorldNetDaily), saiu de sua denominação presbiteriana americana porque ele estava cansado de tanto esquerdismo no púlpito. O WND é um dos maiores sites conservadores do mundo.
Trump não sabia que a IPEUA é ultraliberal? Provavelmente, não. Ele pouco entende de igreja. E mesmo que ele entendesse, que diferença faria? Como é tradição entre muitos presbiterianos, Trump foi sempre um raro frequentador de sua denominação.
Mas que diferença faria se ele frequentasse mais? Embora alguns pudessem atribuir a vida desregrada e a devassidão do histórico de Trump à sua infrequência aos cultos, a frequência mais assídua não garante libertação da devassidão. Tempos atrás um jovem presbiteriano esteve em minha casa. Ele visitou nossa igreja e foi batizado no Espírito Santo em poucos dias. Ele estava sentindo uma alegria que nunca conheceu antes.
Minha esposa preparou um almoço brasileiro para nós e ele nos contou que agora ele queria, com a nova experiência, viver uma vida mais comprometida com Jesus. Ele nos revelou que, apesar de trabalhar muito com um famoso pastor presbiteriano do Rio, ele e outros jovens da igreja bebiam e iam a boates. Ele queria agora parar com tudo isso.
Em resumo, ele vivia uma vida devassa a la Trump, embora frequentasse a igreja muito mais que o presidente americano.
Esse jovem presbiteriano não foi o único que me contou experiências de devassidão a la Trump. Mas encontrei também jovens presbiterianos que, ao terem um encontro com o Espírito Santo, não se sentiam bem com essa vida dupla secreta que é incompatível com o Evangelho, mas nem sempre incompatível com uma vida religiosa sem a presença de Deus.
Trump e apóstolos neopentecostais
Apesar de tudo, Trump tem se aberto muito a visitas, conselhos e orações de apóstolos carismáticos, que no Brasil seriam como apóstolos neopentecostais. Ele já chegou a receber orações e conselhos de Kenneth Copeland, a versão americana do R. R. Soares, com a diferença de que enquanto Copeland crê e tem dons de revelação e profecia Soares prefere o cessacionismo, no que se refere a revelações e profecias.
Se Trump chegar a ter um encontro com o Espírito Santo, a mudança vai ser forte, e a devassidão vai ser passado na vida dele. Enquanto os presbiterianos cheios do Espírito Santo, inclusive o jovem que conheci, diriam um sonoro “Amém,” alguns presbiterianos incrédulos brasileiros, eternamente ranzinzas contra o neopentecostalismo e dons sobrenaturais do Espírito Santo, poderiam argumentar que a falta de frequência aos cultos presbiterianos tornou Trump vulnerável aos neopentecostais americanos.
Eles poderiam arriscar então usar o exemplo de um presidente americano que frequentava a Igreja Presbiteriana muito mais que Trump. Que tal Ronald Reagan? Sim, Reagan era muito mais fiel aos cultos presbiterianos do que Trump. Mas ele não estava fechado às experiências carismáticas.
Aliás, Reagan ganhou a presidência dos EUA porque ele estava aberto à visitação sobrenatural do Espírito Santo. Em 1970, George Otis e o cantor e artista Pat Boone visitaram Reagan em seu rancho na Califórnia.
Eles começaram a orar e Otis tomou a mão de Reagan. As mãos de Otis e Reagan começaram a tremer e dos lábios de Otis vieram palavras que não eram dele. A voz sobrenatural disse para Reagan: “Meu filho, se você caminhar diante de Mim em justiça, você vai residir na Casa Branca.”
Esse poderoso evento profético está registrado na biografia “God and Ronald Reagan” (Deus e Ronald Reagan), escrita por Paul Kengor e publicada por HarperCollins.
Anos atrás me encontrei com o filho de George Otis, e ele me confirmou esse encontro entre o pai dele e Reagan.
Quando Deus visitou Reagan, ele estava aberto e recebeu a bênção. Se ele fosse cessacionista, ele se fecharia para o Espírito Santo e seus dons e teria perdido a presidência dos EUA. Cessacionismo é a heresia que diz que os dons sobrenaturais do Espírito Santo cessaram dois mil anos atrás. Se essa heresia estivesse certa e tivesse uma mínima base bíblica, então o homem usado por Deus para entregar uma profecia para Reagan foi, na opinião dos heréticos cessacionistas, usado pelo diabo e quem deu a presidência dos EUA a Reagan não foi Deus, mas o próprio capeta.
Teólogos da Universidade Presbiteriana Mackenzie também afirmam que Deus não fala hoje por meio de profecia.
O pregador calvinista Justin Peter ensina a mesma heresia.
A heresia cessacionista nada fez por Trump e Reagan. Mas se o Espírito Santo pôde agir poderosamente na vida e presidência de Reagan, pode fazer a mesma coisa e até mais se Trump se abrir — para o Espírito Santo, não para tradições mortas que nunca fizeram nada para libertá-lo de sua vida de devassidão.
Oremos para que Deus aproxime de Trump homens como George Otis, cheios do Espírito Santo, que o ajudem a ter um encontro com o Espírito Santo e suas manifestações.
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3 comentários :

Savio Luan disse...

Irmão Júlio, Qual seria a diferença mais notável entre os Neopentecostais brasileiros com os Carismáticos americanos?

Flávio Da Vitória disse...

Não muita, todos eles crêem em confissão positiva, teologia da prosperidade, apóstolos modernos, dons, cair no espírito etc..

Leonardo Melanino disse...

Dois mil e dezesseis, o ano presente, está terminando. Vinte e sete dias e poucas horas faltam para o Natal e 34 dias e poucas horas para o Basílio do ano posterior. Nós entramos no Advento, um período de 28 dias que antecedem o Natal, que vai de 27 de novembro a 24 de dezembro. Já a Epifania é um período de 28 dias que vai de 8 de janeiro a 4 de fevereiro. O Natal deste ano cairá num domingo e o Basílio do posterior também. O do posterior cairá numa segunda-feira e o de 2018 também. E assim vai. O Silvestre (31 de dezembro) é um dia em que ocorre a CISS (Corrida Internacional de São Silvestre). Ela ocorrerá no Silvestre do ano presente, que cairá num sábado.