18 de novembro de 2016

Rússia mostra o que acontece quando as famílias dos terroristas são visadas


Rússia mostra o que acontece quando as famílias dos terroristas são visadas

Andrew E. Kramer
Comentário de Julio Severo: O famoso jornal esquerdista americano New York Times se opõe a todo tipo de tortura contra terroristas muçulmanos. Nesta reportagem, o jornal ataca a Rússia por usar torturas contra os terroristas islâmicos e, por inferência, Donald Trump por apoiar tais táticas. Contudo, há partes aproveitáveis do artigo. Foram essas partes que traduzi e disponibilizo agora em português. O jornal também não menciona que Israel tem a prática de castigar severamente os parentes dos terroristas, inclusive com a demolição total das casas em que eles vivem. Eis a reportagem editada do New York Times:
MOSCOU, Rússia — Donald J. Trump foi amplamente condenado quando ele pediu que os Estados Unidos “neutralizassem as famílias” dos terroristas.
O método dele — mesmo depois que ele esclareceu que ele não estava falando de matar os parentes — foi rejeitado por muitos como imoral e ilegal. Contudo, é a própria tática que a Rússia usa há décadas.
É a política característica, embora não reconhecida oficialmente, por trás das estratégias de luta do governo russo contra revoluções e terrorismo, e as ações da Rússia esmagando uma rebelião separatista muçulmana no Cáucaso fornecem um laboratório para testar as ideias de Trump.
Os laços de família que formam uniões em grupos terroristas se tornaram foco meses atrás depois que a polícia em Bruxelas revelou que dois dos três homens-bombas nos atentados ali eram irmãos, Ibrahim e Khalid el-Bakraoui. No final das contas, os analistas estimam que um terço dos que participam de atos terroristas tenham parentesco com outro agressor.
Por lei, os serviços russos de segurança não têm autoridade de visar especificamente parentes. Mas as forças de espionagem raramente deixam um detalhe como a falta de base legal interferir em suas atividades.
[Nas regiões islâmicas] da Chechênia e o vizinho Daguestão, elas rotineiramente queimam ou demolem as casas de pessoas suspeitas de serem revolucionárias ou terroristas. O que é mais surpreendente é que os parentes todos são reunidos em casos notórios, e são muitas vezes mantidos sob guarda até que o militante se entregue ou seja morto.
O método russo, suficiente para assustar os que apoiam o afogamento simulado, tem de acordo com a opinião de alguns sido horrivelmente eficaz.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do New York Times: Russia Shows What Happens When Terrorists’ Families Are Targeted
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3 comentários :

marcelodellapoor disse...

O engraçado e que ironia deste jornal que deixou para trás milhões de cristões mortos pelos mesmos que corta a cabeça de crianças e ainda penduram de em troncos até morte, e ainda não comentarão que a OTAN e principalmente EUA armou estes grupos, mas porque fala nisso, já que EUA tem só justos e bonzinhos enquanto Rússia só feras animais monstruosos...

Unknown disse...

Bom dia. Excelente Julio. Fico muito feliz de poder vir aqui diariamente ler os artigos. Você é a unica pessoa do Brasil que consegue até coletar dados de jornal esquerdista e fazê-los valiosos. É muito bom ter alguém aqui com a atualização diária do mundo para entendermos todo processo geo-politico que estamos sofrendo.

Marcelo Victor disse...


Violência, a meu ver, é a primeira agressão injusta. O que vier depois, não passa de resposta à agressão sofrida (não tem nada a ver com violência).
Não podemos entrar no mérito nem mesmo da proporcionalidade entre elas, pois, se alguém usasse de violência contra uma filha minha, por exemplo, não sei se eu avaliaria com perfeição a proporcionalidade da agressão, estando disposto a ir até às ultimas consequências para defender sua integridade.
Duvido que qualquer pai pense diferente de mim, pois isso faz parte do instinto humano e independe de critérios como cultura, raça, etnia, classe social, etc.
Classificar a justa defesa como violência é uma estratégia diabólica pra amarrar as mãos dos pais na defesa dos filhos, na defesa da família, na defesa da propriedade, na defesa da honra e até mesmo da própria vida.