8 de outubro de 2016

Vladimir Putin publicamente acusado pelo governo dos EUA de conspiração para interferir na eleição presidencial contra Hillary Clinton e seu partido


Vladimir Putin publicamente acusado pelo governo dos EUA de conspiração para interferir na eleição presidencial contra Hillary Clinton e seu partido

Julio Severo
O governo dos EUA pela primeira vez na sexta-feira formalmente acusou a Rússia de uma campanha de ataques cibernéticos contra o Partido Democrático socialista e organizações políticas ligadas à candidata presidencial socialista Hillary Clinton antes da eleição presidencial de 8 de novembro.
Hillary Clinton
Numa extraordinária declaração conjunta, o Ministério de Segurança Nacional (MSN) e o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional disseram que estão certos de que “autoridades elevadas” da Rússia ordenaram os ataques. (Para mais informações sobre o MSN, veja: “Ministério de Segurança Nacional dos EUA: Mais insegurança para os cristãos?” Veja também: “Ministério de Segurança Nacional dos EUA monitorando site de Julio Severo?”)
A declaração equivale a uma acusação de que Vladimir Putin ordenou interferência no sistema político americano.
A decisão do governo de Obama culpar a Rússia pelos ataques é a virada mais recente na queda das relações entre governo americano e governo russo, que estão passando por dificuldades por causa das ações da Rússia que estão transtornando a interferência dos EUA na Síria e na Ucrânia.
“Esse é um problema muito grande,” disse Michael Morell, ex-diretor da Agência Central de Inteligência (conhecida pela sigla inglesa CIA). “Não consigo pensar em nenhum outro tempo de nossa história em que culpamos outro governo por tentar interferir nas nossas eleições… Isso é totalmente inédito.”
Morell publicamente apoiou Hillary e muçulmanos na CIA. Ele caracterizou Trump de agente de Putin.
No entanto, contrário ao que Morell disse, não é “inédito.” Algumas semanas atrás o DCLeaks, um grupo de hackers, expôs a imensidão da campanha da Esquerda financiada por Soros que incluía planos de Soros para “atacar a política externa russa e subverter os valores russos tradicionais.” Soros é um apoiador de Hillary.
O governo de Obama e suas agências não têm tido nenhum interesse em denunciar Soros, um cidadão americano, e suas campanhas para minar as políticas e valores russos.
Como sempre, o governo dos EUA é muito rápido e à vontade para apontar dedos, culpar, acusar e zombar da Rússia. Pelo quê? Por expor a Hillary, que é pró-aborto e pró-sodomia e é a única candidata formalmente apoiada pelo Partido Comunista dos EUA. Contudo, 15 anos depois que mais de 3 mil americanos foram mortos no atentado terrorista islâmico saudita no World Trade Center, os EUA não conseguem apontar nenhum dedo para o islamismo ou para a Arábia Saudita. Pelo contrário, Bush, Obama e Hillary disseram que o “islamismo é uma religião de paz” — talvez porque eles gostem de tratar o islamismo pacificamente. Esse sentimento não é recíproco.
Eles nunca ousaram provocar o islamismo e a Arábia Saudita do jeito que provocam a Rússia, embora o islamismo e a Arábia Saudita tenham mostrado muito claramente que estão contra os EUA cristãos. A Rússia? Os russos têm mostrado muito claramente que estão contra Hillary e estão com Trump, que tem hostilizado os muçulmanos e a Arábia Saudita. Isso é ruim?
Autoridades dos serviços secretos dos EUA concluíram semanas atrás que o governo russo estava conduzindo ou orquestrando ataques cibernéticos contra o Comitê Nacional Democrático e o Comitê da Campanha Congressional Democrática, para desorganizar ou desacreditar Hillary e sua campanha.
Autoridades de elevado nível do partido de Hillary aplaudiram a decisão de Obama formalmente acusar hackers russos de ataques cibernéticos políticos contra as organizações de Hillary.
A senadora democrática Dianne Feinstein disse numa declaração que “o fato de que o governo de Obama reconhece que agências secretas russas estão tentando influenciar a eleição americana e minar a confiança pública transmite a seriedade da ameaça.”
O deputado federal democrático Adam Schiff disse numa declaração na sexta-feira que “eu aplaudo a decisão do governo de Obama de citar publicamente a Rússia como a fonte dos hackeamentos em instituições políticas americanas.”
Se tivessem sido avisados de que o país por trás dos ataques cibernéticos era a Arábia Saudita, todos eles, inclusive Obama e Hillary, pediriam desculpas por provocar ressentimentos nos sauditas. A discrepância de atitude dos EUA para com os sauditas e os russos é descaradamente chocante. A Arábia Saudita mata cristãos e homossexuais. A Rússia não mata homossexuais, mas proíbe a propaganda homossexual para crianças e regulamenta a atividade religiosa fora de sua oficial Igreja Cristã Ortodoxa —exatamente como Israel regulamenta a atividade religiosa fora de seu judaísmo oficial. A quem o governo e a imprensa dos EUA sistematicamente criticam e condenam? A Arábia Saudita? Não. A Rússia.
O Comitê Nacional Democrático publicamente revelou intrusões em seus sistemas em junho, culpando a Rússia pelos ataques.
Só organizações ligadas a Hillary foram atacadas. Nenhuma organização ligada a Donald Trump foi atacada.
Autoridades do governo dos EUA frisaram que seria difícil hackers russos alterarem os resultados da eleição de 8 de novembro porque cada estado americano administra seu próprio sistema eleitoral. Mesmo assim, uma autoridade elevada disse que o governo de Obama está considerando medidas retaliatórias contra a Rússia.
Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, repudiou a declaração do governo americano, mas não negou o envolvimento da Rússia.
“Todos os dias há dezenas de milhares de ataques contra o site de Putin. Muitos dos ataques são originários dos EUA,” Peskov foi citado como dizendo à agência noticiosa Interfax. “Não estamos culpando a Casa Branca e Langley a cada vez,” ele acrescentou, se referindo à cidade da Virgínia onde fica a sede da CIA.
A acusação oficial de sexta-feira de envolvimento russo coloca mais lenha na fogueira provocada em julho passado por Donald Trump, que incentivou a Rússia a encontrar — e tornar públicos — os emails perdidos supostamente deletados pela oponente democrática Hillary Clinton.
“Rússia, se você está ouvindo, espero que você possa encontrar os 30 mil e-mails perdidos,” Trump disse em julho. Ele se referia aos e-mails no servidor particular de Hillary que ela disse que deletou. Essas mensagens envolviam os assuntos do Departamento de Estado e seu uso num servidor particular constitui crime. Mas Hillary tem sido poupada de instauração de processo judicial.
Afinal, quem é o criminoso? Hillary, que tem mentido sobre seu abuso criminal de mensagens governamentais oficiais? Ou a Rússia, que está expondo os escândalos secretos dela, inclusive escândalos de suas organizações políticas?
Será que as acusações contra a Rússia não são uma cortina de fumaça para desviar a atenção dos crimes de Hillary?
Com informações do DailyMail, Reuters e Associated Press.
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