30 de setembro de 2016

Família Bush: falsos conservadores


Família Bush: falsos conservadores

Joseph Farah
Um dos piores erros que Ronald Reagan fez foi nomear George H.W. Bush como seu vice em 1980.
Os EUA ainda estão pagando o preço por isso hoje — 36 anos depois.
Para os que são jovens demais para recordar, Bush pai fez campanha contra Reagan na indicação presidencial daquele ano. Não foi uma competição amistosa.
Foi Bush pai quem apelidou o plano de economia de oferta de Reagan de “economia de vodu.” Ele errou feito. Reagan não estava simplesmente oferecendo uma teoria. Ele estava astutamente oferecendo a mesma prescrição para a economia estagnada dos EUA que foi empregada com grande efeito pelo presidente John F. Kennedy no início da década de 1960: Reduza impostos para ter crescimento econômico.
O que funcionou para Kennedy funcionou profundamente bem para Reagan, dando aos EUA a mais longa expansão econômica sustentada da história.
Mas depois dos dois mandatos de Reagan como presidente, Bush se tornou o indicado presumido. Ele se enrolou no manto de sucesso de Reagan e ganhou a presidência em 1988.
Enquanto Reagan havia conquistado vastos números de democratas em 1980 e até mais em 1984, Bush desperdiçou a mudança de paradigma político que Reagan havia criado com suas políticas econômicas e ideias de bom senso de “paz por meio da força.”
Na campanha de 1988, Bush prometeu famosamente: “Leia meus lábios: Não vou aumentar impostos.” Mas logo que foi eleito, ele rapidamente voltou atrás, levando à derrota inevitável em 1992 — para Bill e Hillary Clinton. O resto, como dizem, é história.
Entretanto, os ganhos que Reagan havia dado para o Partido Republicano, embora sem efeito nas eleições presidenciais de 1992 e 1996, ainda impulsionaram um realinhamento estupendo do Partido Republicano no Congresso em 1994, liderado por Newt Gingrich, que se tornou presidente da Câmara dos Deputados. Se isso não tivesse ocorrido, os oito anos do [esquerdista pró-aborto e pró-sodomia] Bill Clinton teriam sido desastrosos para os EUA.
Mas em 2000, não havia nenhum herdeiro de Reagan esperando sua oportunidade. Então os EUA ganharam George W. Bush. Podia ter sido pior. Podia ter sido Al Gore, que na verdade ganhou o voto do povo americano por um triz. Bush venceu de novo em 2004 por dois motivos — John Kerry e o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001. Mesmo assim, foi uma vitória apertada.
Em 2008, não havia ainda nenhum herdeiro de Reagan em vista. John McCain ganhou a indicação. Com a economia em frangalhos absolutos graças ao resgate financeiro que Bush fez para Wall Street naquele ano, um joão-ninguém desconhecido, sem nenhuma realização para seu crédito, apareceu do nada e ganhou a presidência — com a intenção de criar “a transformação fundamental dos EUA.”
E foi exatamente isso que Barack Obama fez — com déficits que impediriam o crescimento, déficits jamais vistos na história dos EUA, e a guerra cultural travada a partir de sua posição de mandão ajudada em todos os crimes por uma mídia apaixonada e adoradora de Obama — não só a imprensa, mas também os conspiradores da mídia de entretenimento.
Em 2010, parecia que os EUA já estavam fartos. O surgimento de um movimento de eleitores comuns conhecidos como movimento Tea Party reanimou o apoio popular e deu ao indigno Partido Republicano o controle da Câmara dos Deputados em 2010. Eles desperdiçaram tudo, cuspindo na cara dos que haviam lhes dado uma vitória impressionante e inesperada que eles não mereciam.
Em vez de apresentarem uma alternativa à visão radical que Obama tinha para os EUA, os republicanos no Congresso capitularam diante dele.
Quem a elite republicana escolheu para se opor a Obama em 2012? Mitt Romney. O Partido Republicano parecia à beira da irrelevância quando Obama o derrotou completamente.
Os americanos não tinham para onde correr. Não havia nenhuma oposição a Obama e nenhuma visão alternativa. Em frustração, mais uma vez, eles deram mais apoio indesejado e imerecido ao Partido Republicano em 2014, lhes dando controle não só da Câmara dos Deputados, mas também do Senado.
E, mais uma vez, o Partido Republicano não fez nada com essa oportunidade.
Quem foi escolhido para resgatar o Partido Republicano em 2016? Jeb Bush. Um ano atrás, ele era considerado uma força de natureza política que ninguém conseguiria impedir. Ele tinha os meios financeiros para comprar a eleição. Nenhum especialista no assunto sonhava que outra pessoa chegaria a conseguir a nomeação — preparando o que para muitos americanos seria impensável: outra eleição presidencial entre um Bush e um Clinton.
Mas o destino final não foi esse.
O destino quis Donald Trump. Ele fez a corrida primária mais conservadora desde Ronald Reagan em 1984 — e ganhou.
Agora, onde estão os chorões pró-Bush?
Eles estão todos esperando o final de forma neutra ou, no caso de George H.W. Bush, apoiando Hillary Clinton.
Hillary se linha muito mais à visão de Nova Ordem Mundial de Bush do que Trump.
Nunca houve muita diferença entre os Bushes e os Clintons — talvez nem haja muita diferença entre os Bushes e Obama. Olhe como eles são amistosos uns com os outros. Os Bushes chegaram a se juntar no golpe da Fundação Clinton. Os Bushes e os Clintons ganham vantagens financeiras da Arábia Saudita. Ambos clãs são alimentados por Wall Street (o centro financeiro dos EUA) e fazem o que Wall Street manda.
E a eleição presidencial americana de 2016 gira exatamente em torno de todos esses interesses.
O que os americanos farão? Seguirão a mesma rota velha que eles tiveram com presidentes desde 1989, ou finalmente mudarão para uma nova direção — fazendo politicamente o melhor para Tornar os EUA Grandes de Novo?
Joseph Farah é fundador e presidente do WND (WorldNetDaily).
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): The phonies that are the Bushes
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