27 de setembro de 2016

Charles Finney: O homem que redefiniu o caráter dos Estados Unidos


Charles Finney: O homem que redefiniu o caráter dos Estados Unidos

Richard Klein
Dos muitos pregadores corajosos, mas muitas vezes esquecidos, que cruzaram as regiões selvagens dos EUA, nenhum deles teve um impacto mais profundo do que o poderoso reavivalista Charles Grandison Finney. Numa época de grandes líderes, tanto seculares quanto religiosos, Charles Finney criou um legado que redefiniu o próprio caráter dos Estados Unidos.
Um jovem brilhante e talentoso, Charles Finney demonstrava muito cedo o potencial para grandes realizações em qualquer esfera. Ele escolheu a advocacia e logo se estabeleceu no pequeno vilarejo de Adams, em Nova Iorque. Finney era do tipo que gostava de atividade física, e adorava passear na região de mata imediatamente fora do vilarejo. Muitas vezes ele passava tempo ponderando nas muitas citações da Bíblia que ele havia achado enquanto examinava julgamentos e códigos legais de sua época. Ele havia recentemente começado a ler a Bíblia diariamente para aumentar seu estudo de direito. Para sua surpresa, Finney descobriu que a leitura da Bíblia havia provocado perguntas sérias sobre seu próprio destino eterno. Essa luta sobre seu destino chegou a um ponto crucial em certa manhã de outubro quando um versículo da Bíblia ficava se repetindo na mente de Finney:
“Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração.” (Jeremias 29:12-13 King James Atualizada)

A Presença de Deus

De repente, parecia como se Charles Finney estivesse na própria presença de Deus. Preste atenção às suas palavras: “Parecia como se eu tivesse me encontrado com o Senhor Jesus face a face… Prostrei-me a Seus pés e derramei minha alma a Ele… Sem nenhuma recordação de que eu já tivesse ouvido sobre isso mencionado por alguém no mundo, o Espírito Santo desceu sobre mim de uma maneira que parecia atravessar-me, corpo e alma… É impossível expressar com palavras o amor maravilhoso que foi derramado amplamente no meu coração.” Charles Finney abandonou a advocacia para entrar no ministério pastoral e logo recebeu licença oficial para pregar. Mas em vez de assumir residência numa igreja local, ele se sentiu atraído para o evangelismo itinerante, entre famílias pioneiras que estavam se mudando para o Oeste.
Finney era também pioneiro no que se referia à pregação. Em vez de ler a partir de um texto preparado, ele falava de modo improvisado, a partir de seu coração. Ele permitia que as mulheres dirigissem as orações e chamava publicamente os pecadores ao arrependimento — por nome, do púlpito! Suas muitas inovações eram chamadas de “Novas Medidas” e pareciam apavorar os pastores apegados às tradições. Mas seus métodos funcionavam!

Nove Anos de Poder

Uma série de reavivamentos começou a varrer o Nordeste dos EUA no que veio a ser conhecido como “Os Nove Anos de Poder” de evangelismo de Finney. Como um incêndio florestal, se espalhou pelas cidades de Evans Mill, Antwerp, Rome, Utica, Auburn, Troy, Wilmington, Filadéfia, Boston e Nova Iorque. Mas o reavivamento que eclipsou todos os outros ocorreu na cidade de Rochester no ano de 1830. E tudo começou com um simples encontro. A esposa de um proeminente jurista de Rochester havia convidado Finney para seu lar, esperando aprender mais sobre esse pregador que estava se tornando muito famoso. Secretamente, ela se preocupava que esse reavivamento, que parecia seguir o rastro de Finney por toda parte onde ele ia, arruinaria os bailes sociais da cidade. Ao falar com a mulher, Finney observou que o orgulho era a característica mais marcante do caráter dela. Ele sentiu um estímulo do Espírito Santo para repartir com ela um versículo específico da Bíblia: “Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” (Mateus 18:3 King James Atualizada)

Conversão da Alta Sociedade

A mulher da alta sociedade se sentiu cativada com o versículo, repetindo-o para si mesma quando Finney a convidou a orar. Silenciosamente, ele pediu que Deus desse a ela uma impressão da necessidade de se tornar filha de Deus e aceitar a salvação. Não demorou muito e ficou claro que a oração de Finney estava sendo respondida, pois a mulher dobrou os joelhos e ficou aos soluços. Quando abriu os olhos, ele viu a face dela cheia de lágrimas voltada para o céu. Finney soube instantaneamente que a Bíblia tinha se tornado viva: ela agora era filha de Deus! O que ele não sabia era o efeito dramático que essa conversão específica acabaria tendo. Em suas memórias, Finney escreveu:
“Deu para ver logo que o Senhor estava querendo a conversão das classes mais elevadas da sociedade. Minhas reuniões logo se encheram de multidões dessa classe… Enquanto o reavivamento ia varrendo a cidade, e convertendo a grande massa das pessoas mais influentes, tanto de homens quanto de mulheres, a mudança na ordem, sobriedade e moralidade da cidade era maravilhosa.”

Cristianismo em todos os lugares

Charles P. Bush, natural da cidade de Rochester, se converteu durante o reavivamento. Mais tarde ele comentou: “A comunidade inteira ficou emocionada. O Cristianismo era o tema das conversas nas casas, nas lojas, nos escritórios e nas ruas… Os bares foram fechados, o domingo era honrado como Dia do Senhor, as igrejas se enchiam de pessoas que louvavam e adoravam com alegria… Houve uma redução maravilhosa nos crimes. Os tribunais tinham pouco trabalho, e a cadeia ficou praticamente vazia por vários anos depois.”
Os historiadores dizem acerca do reavivamento de Rochester que “os alicerces do lugar foram abalados.” Mais de 40 dos novos convertidos entraram no ministério pastoral e pelo menos 1.500 reavivamentos ocorreram em outras cidades como resultado de Rochester. Para seu crédito, Charles Finney deu toda glória a Deus:
“Este é um trabalho grande e glorioso — suficiente para encher os corações do povo de Deus com humildade e gratidão, e suas bocas com ações de graças!”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da CBN: Charles Finney: A Nation’s Character Redefined
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6 comentários :

Elmo Marinho disse...

A palavra de Deus é a mensagem que transforma o coração do homem, enquanto os homem buscarem somente as coisas matérias a terra vai de mal a pior.
Precisamos urgentemente nos voltarmos para Deus de todo o nosso coração e ele nos ouvira e nos responderá.

josedtrindade disse...

Júlio, esse artigo para mim serviu como uma confirmação do Senhor, pois estou justamente estudando sobre o grande pregador Charles Finney. E já percebo como a Teologia Calvinista tenta desqualificar este que é considerado o maior evangelista de todos os tempos, que é inspiração até para Billy Graham. O acusam de Pelagianismo, e de que seu legado foram conversões supérfluas e emocionais,originando movimentos pentecostais e das igrejas à gosto do freguês! Estou lendo a Teologia Sistemática de Finney e vejo que muito das acusações ao Pregador não procedem! Enfim, o Calvinismo gera uma militância, que como toda militância está disposta a massacrar seus adversários, vide o Sínodo de Dort, onde os calvinistas usaram de desonestidades na fomentação e nos debates do Sínodo e ainda perseguiram seus adversários ao ponto de chegar ao massacre de milhares de arminianos!

Finney era realmente pelagiano, mas qual igreja hoje em dia não traz traços do pelagianismo que está ligado ao livre-arbítrio? A própria igreja católica que condenou o pelagianismo como heresia no passado é hoje semi-pelagiana! Até mesmo igrejas calvinistas quando proíbem à prática do batismo infantil, estão agindo de maneira pelagiana!

Se acusam o pentecostalismo, o neopentecostalismo como um fruto mal da Teologia de Finney, qual seria então os frutos do Calvinismo? - Uma igreja fria, em que quase não há conversões, que fecha as portas na Europa, que adere à Maçonaria, ao feminismo, à ordenação de pastores homossexuais, e ao esquerdismo marxista!

Flávio Da Vitória disse...

Como assim proibir batismo infantil é pelagianismo?

Aprendiz disse...

Quem disse que Finney era pelagiano? De onde você tirou isso?

Crer no livre arbítrio não é ser pelagiano. Supostamente Pelágio cria que um ser humano pode responder favoravelmente ao chamado da graça sem o auxílio de Espirito Santo. Ora, Finney, até onde eu saiba, não cria nisso. Se tem evidências contrárias, mostre.

Julio Severo disse...

Conforme pude averiguar, a acusação de “pelagiano” contra Finney está partindo de fontes calvinistas, que sempre detestaram Finney.

josedtrindade disse...

Se você crer que o ser humano herda o pecado original, nascendo num estado de depravação total, sendo que nesse estado ele não têm força nenhuma para buscar a Deus como creem os calvinistas e o batismo teologicamente serve para a regeneração da raça humana independente da idade como fazem os católicos, então a proibição do batismo infantil é mais uma incoerência das igrejas calvinistas que fazem assim! Obs: Não sou a favor do batismo infantil (tenho um estudo histórico sobre o batismo infantil no meu blog) e sei que a Teologia das Igrejas brasileiras são muito misturadas, no próprio arminianismo assembleiano, existe muito traço de Calvinismo, costumo ver muito pastor assembleiano dizendo: "Não se preocupem com quem faltou o culto, quem está aqui são os que Deus quis que estivessem"! Ora bolas, será que o Espírito Santo também não tentou convencer muitos dos que faltaram? e estes mesmos que faltaram na verdade não fizeram foi resistir o Espírito de Deus?