17 de agosto de 2016

Daniel Mastral: Amor, islamismo e homossexualismo


Daniel Mastral: Amor, islamismo e homossexualismo

Julio Severo
Se Daniel Mastral fosse um papa evangélico, ele certamente rivalizaria e ameaçaria a posição confortável e populista do Papa Francisco, que goza de admiração internacional por frases como “É errado igualar islamismo com violência.”
Daniel Mastral
Não muito longe dessa declaração papal, Mastral, que ganhou notoriedade imensa entre os evangélicos anos atrás por boatos ao ser interpretado como dizendo polemicamente que Michel Temer era satanista e que ele seria filho de Temer, disse (conforme documentado por mim): “Os ensinamentos de Maomé estão fundamentados na paz, na unidade e no diálogo.”
Se alguém apontar que o Estado Islâmico é prova de que os ensinamentos de Maomé não estão fundamentados na paz, a resposta categórica de Mastral é: “O Estado Islâmico é condenado por 99% dos muçulmanos.”
Não sei qual é a base dele para essa afirmação mirabolante, mas tudo o que ele consegue provar é que é um sósia ideológico perfeito do Papa Francisco!
Ele então explica como os muçulmanos são vítimas usadas como bodes expiatórios de atos de terrorismo. Tudo isso e muito mais está registrado no vídeo “Daniel Mastral: Estado Islâmico,” produzido por ele mesmo em fevereiro de 2015.
Os três principais destaques no vídeo são as palavras “amor,” muçulmanos como pacíficos e ataques sistemáticos à liderança cristã, como se Mastral tivesse sofrido algum ataque terrorista de pastores, mas de muçulmanos só tivesse recebido carinho e amor. Ele fala dos pastores com a mesma amargura de Caio Fábio.
Contudo, os comentários polêmicos de Mastral não se restringem a tratar o islamismo como um movimento pacífico. Ele vai mais longe e, numa entrevista no Portal Guiame intitulada “Não vejo nenhum relato de Jesus ofendendo homossexuais,” ele afirma: “O Movimento LGBT está buscando seus direitos civis, previstos em nossa constituição.”
Ou Mastral ou Julio Severo é totalmente ignorante nessas questões, pois eu nunca vi a Constituição brasileira defendendo doutrinação homossexual para crianças nas escolas. Esse é apenas um dos itens reivindicados pela militância gay. A doutrinação de crianças nas escolas é uma meta tão importante para o movimento gay internacional que quando a Rússia aprovou uma lei banindo propaganda homossexual para crianças, os EUA, a Europa e a ONU esbravejaram seus protestos não em defesa das inocentes crianças russas, mas em defesa dos militantes gays nada inocentes que exigem acesso às crianças.
Estou aqui com a Constituição nas mãos. Ou eu sou ignorante ou sou cego, pois não estou conseguindo encontrar absolutamente nada sobre doutrinação homossexual de crianças como direito civil previsto na Constituição.
Em seguida, Mastral diz no Guiame: “A Bíblia nos ensina a não julgar… O amor não aponta o dedo; estende a mão… quem fala demais, acaba falando do que não sabe.”
Será então que, ao falar demais sobre islamismo e homossexualismo, Mastral não está falando do que não sabe?
O Guiame perguntou a ele: “Muito se fala na disputa Homofobia X Cristofobia, você acredita que alguma dessas partes esteja sofrendo certo tipo de perseguição (seja ela religiosa ou ideológica)?”
Resposta de Mastral: “Não vejo esta linha dualista extremista. Vejo algumas exceções pontuais em cada lado, que acabam, às vezes, sendo referência para muitos. Seria o mesmo que afirmar que todo muçulmano é terrorista. Apenas uma minoria do seguimento é extremista. Há cristãos extremistas também dentro de seu legalismo e tradições. E há também, às vezes, exagero em algumas manifestações do grupo LGBT. Porém, a maioria das partes é equilibrada, a meu ver.”
A maioria dos membros dos grupos homossexuais é equilibrada, na opinião de Mastral. Isso é novidade para mim. Já que eles estão assim tão ajustados e equilibrados, para quê eles precisariam do Evangelho?
Outro ponto polêmico na sua entrevista foi quando ele tratou a relação homossexual como “amor.” Ele disse: “Eu, particularmente, tenho amigos homossexuais e isso não é impedimento para o convívio. Há respeito mútuo entre nós. São monogâmicos, não promíscuos e leais um ao outro. E quem sou eu para julgar este amor? Não vejo nenhum relato de Jesus ofendendo homossexuais de seu tempo.”
Quem costuma rotular a relação homossexual como “amor” são esquerdistas e militantes gays. A Bíblia não chama isso de “amor.” Chama de abominação. Qual será o próximo degrau da degradação? Mastral dizer: Quem é a Bíblia para julgar esse “amor” como abominação?
Baseando-se então em pesquisas de DNA, Mastral afirma sobre o homossexualismo: “existem pessoas que nascem assim. Nascem ‘diferentes’!” Essa é uma ideia comum entre evangélicos progressistas (esquerdistas). O Bispo Hermes C. Fernandes, por exemplo, diz que “ser gay não é uma opção.”
Mastral então não está sozinho nessas ideias claramente esquerdistas.
Açucarando seu bolo esquerdista e homossexualista, ele afirma: “Nossa missão não é ‘ide e aponte o dedo e todos’! Mas ide e pregai o evangelho a toda criatura. E este evangelho é amor.” Apesar da declaração doce, no vídeo sobre o islamismo ele aponta bastante o dedo — contra os evangélicos.
Tanto no vídeo sobre islamismo quanto na entrevista sobre homossexualismo, ele frisa muito a palavra “amor” — um recurso frequentemente usado por esquerdistas ateus, católicos e evangélicos. Numa campanha homossexual na ONU, a cantora lésbica Daniel Mercury, que não é evangélica, apresentou às nações seu vídeo intitulado “Celebrando o Amor,” que coloca em pé de igualdade uma família normal de pai e mãe e filhos com uma aberração formada por dois marmanjos. “Não sou a Cinderella nem a Bela Adormecida,” ela disse. “Sou uma rainha má. A rainha má da macumba.”
Outros esquerdistas não pensam diferente. A palavra “amor” só está aberta, na visão deles, para englobar abominações. Se é para englobar o padrão de Deus, eles acham melhor castrar essa palavra. O evangélico progressista Ronilso Pacheco disse:
“A Bíblia diz que DEUS É AMOR. Mas é como se ela tivesse dito que DEUS É SEXO. Porque é violentamente apavorante a vigilância e o controle exercidos por pastores líderes evangélicos e teólogos que se mantêm engajados em padronizar, (hetero)normatizar e moralizar a sexualidade dos outros, como se falassem em nome da sexualidade de Deus. Neles, o amor não desperta tara alguma.”
Por amor à ideologia esquerdista, ele castrou a palavra amor. Ele a castrou da Bíblia e seus valores.
O que encontramos na Bíblia é um Deus de amor condenando o pecado homossexual e outros tipos de pecados. O que não encontramos na Bíblia? Não encontramos um discurso que condena “padronizar, (hetero)normatizar e moralizar a sexualidade dos outros,” como se ensinar que o padrão de sexo masculino e feminino fosse uma violência contra Deus.
Onde é que encontramos o discurso de ódio usando o termo heteronormatização? Exclusivamente na cartilha ideológica da Esquerda. Exclusivamente na cartilha ideológica homossexual.
O que isso nos mostra então? Que Ronilso anda lendo tanto a cartilha da Esquerda que a confundiu com a Bíblia. Mas o deus de amor da Esquerda não tem nada a ver com o Deus de amor da Bíblia. O Deus verdadeiro realmente padronizou, heteronormatizou e moralizou a sexualidade, e isso está amplamente registrado na Bíblia, e isso é amplamente condenado pela Esquerda.
Não é de admirar então que Ronilso estreou numa matéria do jornal “O Globo” respostada no meu blog com o título de “Esquerda evangélica pró-aborto e pró-homossexualismo ganha mais visibilidade na grande mídia.” Para esse tipo de evangélico, que lê muito mais a cartilha da Esquerda e do movimento homossexual, Deus É Homossexual e Deus É Aborto.
Para agradar à Esquerda, evangélicos progressistas estupram a Bíblia — apagando de Sua boca palavras que Ele falou e colocando na boca dEle coisas que Ele nunca disse —, mas nunca estupram a ideologia homossexualista.
As posturas de cristãos conservadores sobre questões sexuais têm como base a Bíblia. Claro que não existe nenhuma passagem especifica orientando-nos a combater a propaganda homossexual para crianças, assim como não existe nenhuma passagem da Bíblia nos orientando a combater o sistema da escravidão, que era comum e amplo nos tempos da Bíblia, nas sociedades bíblicas e pagãs, embora nas sociedades bíblicas o tratamento dos escravos fosse muito melhor do que nas sociedades pagãs. Mas a abolição da escravidão não começou com ateus, comunistas, muçulmanos, pagãos e secularistas. Começou com cristãos da Inglaterra e depois dos EUA.
Ao pregarem que só devemos amar, não condenar, os evangélicos progressistas acabam insinuando que a Bíblia não é um livro de amor, mas de condenação. Se o amor é mais importante e condenar é condenável, para quê pregar a Bíblia? Eles deveriam reescrever a Bíblia ou buscar a Bíblia do Amor, que só manda amar os pecadores e nunca condenar seus pecados.
Os evangélicos esquerdistas condenam os que pregam contra a ideologia homossexual como se a Bíblia tivesse inventado que homossexualismo é condenado.
Condenam os que pregam contra a ideologia homossexual como se não existisse na Bíblia uma única condenação ao pecado homossexual.
Ao pregar uma mensagem simplista e trivialista de “Deus é Amor,” querendo ou não Daniel Mastral se alinha com evangélicos progressistas como Ronilso.
Não é de admirar então que no final de sua entrevista ao Guiame, Mastral declarasse: “Aproveito o ensejo, para pedir perdão, em nome da Igreja, ao movimento LGBT.”
Por que ele não aproveitou também para pedir perdão aos adeptos do islamismo “pacífico”? Se o islamismo, que é responsável pela perseguição de 150 milhões de cristãos, é merecedor do adjetivo de “pacífico,” o que o diabo merece então? O título de príncipe da paz?
Mastral pode pedir perdão a Deus pelos seus pecados, inclusive por ignorância e por ensinamentos errados típicos de um falso mestre. Mas ele definitivamente não está falando em nome da Igreja. Ele fala e age em nome de um falso evangelho inspirado na ideologia homossexual e esquerdista.
Leitura recomendada:

9 comentários :

Paulo Carvalho disse...

Querer dar uma de bonzinho é mal sinal. É perda de identidade, o evangelho pleno é de combate as ideologias contrárias a são doutrina. Querer suavizar na base do amor é ignorar que ira faz parte deste mesmo. Daniel esta pisando em terreno escorregadio, enquanto faz apologia a moda illuninati, sendo que o verdadeiro inimigo é o islamismo. A partir de 9-11 o mundo nunca mais foi o mesmo, e a tendencia é cada vez mais aparecer as garras da Terion.

Jorge Santos disse...

Entrei no site dele. Apresenta-se como amoroso e piedoso. Lembrei daquela igreja de Maceió, da cbb, que tem pastora, apóia o socialismo e aderiu ao homossexualismo.

g.vianna disse...

Tem passagens no livro dele que ele praticamente 'adora' satanas...
esse está desaprovado por sua conduta errônea, para dizer o mínimo.

Jabesmar disse...

Não se deve estranhar o ataque de Mastral (nome fictício) a liderança evangélica. No seu FANTASIOSO livro "Filho do Fogo" ele nos faz achar que os líderes cristãos são uns tolos sem discernimento, pois, segunda dá a entender, as igrejas estão cheias de satanistas e os líderes não têm nenhum discernimento espiritual para perceber tal invasão. Ou seja, os satanistas são mais espertos do que uma miríade de cristãos das igrejas locais, nos quais habita, não o espírito desse mundo, mas o Santo Espírito de Deus. Tanto líderes quanto liderados são totalmente cegos e sem discernimento espiritual? Creio que não? Além disso ele lançou dúvidas sobre o ministério de pessoas sérias insinuando serem elas satanistas.
Quando chamei o livro de Mastral de FANTASIOSO o fiz intencionalmente, pois é isso que eu acho dele. Durante a leitura do livro dá pra perceber uma série de incoerências. Só para citar uma delas, na página 337 (primeira edição) ele fala de um enorme castelo que existiria em São Paulo e que aos 17 anos teria ido lá (pg. 351). Vejam só as medidas do suposto castelo: Teria um porão de 120.000 metros quadrados, com 600 metros de largura, 200 de comprimento e muito alto. Além disso, haveria ao lado um salão. Na ocasião da narrativa dele estariam lá no mínimo 35.000 pessoas! Senhores, não sou bom em contas e, por isso pergunto: Qual seria o tamanho do estacionamento do tal castelo para que coubesse os carros que levaram estas 35.000 pessoas até ele? Mesmo se em cada carro tivessem ido cinco pessoas?
Pergunto: Alguém sabe da existência de uma construção tal que, segundo entendi, não fica muito longe da cidade de São Paulo? Na verdade, sua descrição da ida para o castelo me fez lembrar o caminho de São Paulo para Atibaia onde, em certa altura se descortina, num alto monte à direita, um castelo construído com granito. Uma visão que me encantou na primeira vez que vi o castelo! Mas depois disso já vi reportagens feitas sobre o castelo e percebi que ele não é muito grande.
Quanto a questão de querer agradar aos gays e muçulmanos não me surpreendeu muito, pois ele sempre jogou para a torcida. Se minhas suposições estiverem certas, o que esperar de uma pessoa que mentiu num assunto tão sério envolvendo a Igreja de Cristo e seus ministros? Mas é muito fácil mostrar que estou errado: Basta me mostrar onde fica o tal castelo.
E não me venha com aquela conversa de que se fizer isso os tais satanistas vão pegá-lo que foi a desculpa usada para usar um pseudônimo e não o nome verdadeiro no livro em questão. A desculpa que me foi dada por alguém próximo dele e de mim foi a de que se ele dissesse o nome os satanistas o pegariam. Ora, bolas retruquei, se eu que sou um zé mané sei onde ele estará pregando daqui a meses, porque os tais satanistas não vão lá pegá-lo? Ou estes satanistas que ele diz conhecer são muito tontos ou não existem.
É obvio que não ignoro a existência de satanistas. Referi-me aos da suposta irmandade citada no livro.

Enéas Oliveira disse...

Isto é apenas aperitivo... Até que um dia tudo vira ecumênico.Aquele que não aderir será perseguido até a morte!

Leonardo Melanino disse...

Sobre a Maçonaria, existe na Inter-Rede (ou Internáutica) uma lista de 110 maçons brasileiros ilustres, dentre eles os religiosos Edir Macedo e Silas Malafaia. Os Alckmins, Antônio Ermírio de Moraes, os Bolsonaros, os Constantinos de Oliveira Júnior e Sênior, Enéas Carneiro, Fábio Júnior, Gilberto Kassab, José Serra, José Wilker, os Lulas, os Marinhos, Michel Temer, os Sarneis, os Suplicis, Vicente Cascione, Vinicius de Moraes e muitos outros famosos são maçons.

Enéas Oliveira disse...

Procedente em parte Sr Leonardo.

Marcelo Victor disse...

Se estivermos atentos, nos dias de hoje, não é tão difícil distinguir entre a moeda verdadeira e a falsa, pois as falsas religiões, através de líderes falaciosos, tem resolvido abraçar o capeta, sem dó nem piedade das ovelhas.
Assim sendo, o que notamos é que, ao nos aproximamos do fim dos tempos, a doutrina verdadeira tende a se tornar uma cidade edificada sobre um monte (todos a enxergarão), por conta dos falsos crentes que estão povoando as falsas igrejas, os quais são irreconciliáveis com a Palavra de Deus (começando pelos próprios líderes).
Um exemplo bem simples é a vestimenta, principalmente das mulheres. A Bíblia diz que Deus quer que as suas servas não vistam vestes masculinas (e vice-versa) e usem trajes honestos, com pudor e modéstia.
Ocorre que há bem pouco tempo, na sociedade ocidental, as pessoas sabiam diferenciar tranquilamente as vestes dos homens e das mulheres e que tipo de veste preservava o pudor, sem que houvesse drama de consciência, pois as mulheres, de uma forma geral, eram mais recatadas.
Já nos dias de hoje, os padrões morais da sociedade despencaram ladeira abaixo, de tal sorte que até mesmo as igrejas fajutas, que se dizem cristãs, mesmo conhecendo a Bíblia, taxam de fanáticas aquelas que atentam para a Palavra de Deus e procuram andar conforme os padrões bíblicos.

Mylena disse...

E há quem acredite em Daniel Mastral? Gente, vamos estudar mais a Bíblia para reconhecer quem é trigo e quem é joio.