1 de agosto de 2016

A prioridade da política exterior do último ano de Obama: Direitos homossexuais


A prioridade da política exterior do último ano de Obama: Direitos homossexuais

Paul Bremmer
Num mundo sitiado pelo terrorismo islâmico, a perseguição aos cristãos, um Oriente Médio desestabilizado, um dilúvio de refugiados e uma União Europeia se desintegrando, o governo de Obama, apesar disso, tem tempo para colocar direitos LGBT como prioridade de política externa.
A assessoria de imprensa da Casa Branca divulgou um comunicado de imprensa nesta semana detalhando os esforços de Obama para “Promover e Proteger os Direitos Humanos de Indivíduos LGBT.”
“Em todo o governo de Obama, a promoção e a proteção dos direitos humanos de indivíduos lésbicos, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) têm sido um foco específico de nosso engajamento no mundo inteiro,” começou o comunicado de imprensa. “A diplomacia, a assistência exterior e outras atividades dos EUA no exterior estão buscando avançar essa meta, garantindo que os esforços para promover e proteger os direitos humanos LGBT sejam totalmente integrados nos esforços mais amplos para avançar a liberdade e a dignidade para todas as pessoas.”
Paul Kengor, professor universitário e autor do livro “Takedown: From Communists to Progressives, How the Left Has Sabotaged Family and Marriage” (Demolição: Desde Comunistas Até Progressistas, Como a Esquerda Sabota a Família e o Casamento), achou importante que a Casa Branca divulgasse o comunicado de imprensa nos meses finais da presidência de Obama, um período que os historiadores presidenciais veem como o período de “legado” de um presidente.
“Este é o período em que Obama e sua equipe de formadores de legado, redefinidores da natureza e transformadores de questões fundamentais estão olhando para modelar o legado dele para a eternidade,” Kengor disse ao WND. “E o legado que eles parecem mais gostar é o legado dele de transformação fundamental na frente de gênero sexual cultural.”
O professor também, de modo irônico, ralhou com o governo por sua escolha de terminologia.
“A Casa Branca de Obama devia ter vergonha por não usar a descrição mais nova e inclusiva da esquerda: ‘LGBTQIA,’” Kengor disse. “A Casa Branca de Obama não gosta de indivíduos ‘queers’ e ‘intersexuais’ e ‘assexuais’?”
O comunicado de imprensa também bajulou mudanças para as vagas e práticas dos ministérios e agências governamentais. Por exemplo, vários ministérios e agências dos EUA, inclusive o Departamento de Estado e o Ministério Segurança Nacional, estão “fornecendo novo treinamento para funcionários e parceiros implementadores para entenderem melhor as questões de identidade de gênero e orientação sexual e os papéis das agências governamentais no avanço dos direitos humanos dos indivíduos LGBT.”
O comunicado frisou que em 2015 o secretário de Estado John Kerry nomeou o primeiro embaixador especial dos direitos humanos de indivíduos LGBT e que em 2014 a USAID nomeou um coordenador LGBT de elevada patente. O comunicado se gabou de que sete embaixadores americanos assumidamente homossexuais estão trabalhando em embaixadas no mundo inteiro.
O comunicado de imprensa se gabou de ativismo LGBT na arena internacional, inclusive campanhas para avançar interesses LGBT na ONU, Organização Mundial de Saúde e bancos de desenvolvimento. Na prática, essas organizações forçam nações ou regiões a adotar uma agenda pró-homossexualismo a fim de se beneficiarem de um projeto internacional.
O comunicado se gabou do apoio que o governo de Obama dá aos ativistas e organizações LGBT no mundo inteiro. Por exemplo, o comunicado disse que o Fundo de Igualdade Global do Departamento de Estado alocou mais de 30 milhões de dólares para organizações e ativistas LGBT em 80 países no mundo inteiro. A Casa Branca disse que o Departamento de Estado em 2014 patrocinou um treinamento contra crimes de ódio para agentes policiais importantes em sete países da América Latina.
O comunicado chegou a comentar que o governo dos EUA lutou contra o que considera leis anti-LGBT em países estrangeiros, inclusive Uganda e Gâmbia.
Michael Brown, apresentador de programa nacional de rádio, colunista do WND e autor do livro “Outlasting the Gay Revolution” (Sobrevivendo à Revolução Gay), reagiu com indignação à agenda LGBT imperial do governo de Obama.
“Os Estados Unidos estão hoje intimidando outras nações para aceitar a versão americana de moralidade,” Brown disse. “Isso me faz sentir vergonha de ser americano. Como os EUA ousam dizer aos outros países como definir a família? Como os EUA ousam colocar pressão em outros países para adotarem o ativismo gay nas escolas de seus filhos? Como os EUA ousam ameaçar nações soberanas com consequências graves se elas não adotarem relacionamentos de mesmo sexo e o ativismo transgênero?
“Já é ruim que que o governo de Obama esteja intimidando outros americanos; é muito pior quando esse governo tenta intimidar outras nações.”
Kengor comentou que o comunicado de imprensa incluía alguns pontos importantes do ativismo LGBT de Hillary Clinton como secretária de Estado, tais como um discurso que ela deu em Genebra em 2011.
“Claramente, o presidente Obama está esperando passar o bastão homossexual para uma presidente Hillary Clinton de modo que ela possa continuar a batalha pela transformação cultural,” Kengor concluiu. “Para frente!”
David Kupelian, editor geral do WND e autor do livro “The Snapping of the American Mind” (A Crise da Mente Americana), reconheceu o mistério em torno das ações do presidente Obama.
“Por oito anos todos tentaram entender Obama: Por que ele tirou as tropas americanas do Iraque, criando o ISIS, e por que ele solta terroristas principais de Guantanamo em época de guerra?” Kupelian perguntou. “Por que, com nossa economia em frangalhos e o terrorismo em solo americano cada vez mais uma realidade horrível, Obama ignora a realidade e se preocupa obsessivamente com ameaças fantasmas como aquecimento global e discriminação transgênera?
“E agora — com o mundo em chamas, em grande parte causadas por sua presidência desastrosa — por que ele está fazendo dos direitos gays a prioridade de política externa de seu última ano?”
Alguns denunciam a ideologia esquerdista radical de Obama enquanto outros dizem que ele simpatiza com o islamismo radical. Alguns psiquiatras, de acordo com Kupelian, chegam a sugerir que o presidente sofre de uma doença mental como Desordem de Personalidade Narcisista.
 “Mas, enquanto essas e outras explicações não são de modo alguma mutuamente exclusivas, não captam o sentido exato,” Kupelian disse. “Obama, cujos valores foram moldados durante seus anos de formação por comunistas, muçulmanos, racistas antiamericanos e criminosos, tem um problema espiritual: Ele secretamente se sente atraído a tudo o que é errado, e sente repulsa pela bondade genuína.”
Eis de que modo Kupelian explica o fenômeno em “The Snapping of the American Mind”:
Infelizmente, logo que arrancaram violentamente nossa inocência e integridade e nos escoamos misteriosamente numa versão mais tenebrosa e confusa de nossa identidade anterior, agora quando alguém aparece que simplesmente irradia as qualidades saudáveis que deixamos atrás, nos sentimos incomodados em sua presença. Aliás, nos sentimos absolutamente ameaçados, como se houvesse algo maligno acerca dessa pessoa. Ao mesmo tempo, nos sentimos atraídos, e à vontade, a pessoas que (como nós) foram seduzidas pelo “lado tenebroso.”
Barack Obama não é exceção. Ele tem um caso grave dessa síndrome, simpatizando e se identificando com caracteres subversivos enquanto misteriosamente sente repulsa pelo caráter virtuoso genuíno. Visto em eventos públicos com radicais esquerdistas, grupos LGBT ou turmas pró-aborto como a Federação de Planejamento Familiar [a maior rede de clínicas de aborto dos EUA], o sorriso de Obama é largo e animado; ele obviamente se sente à vontade ali. Contudo, ele exibe uma aversão palpável a tudo o que simboliza o sucesso da civilização judaico-cristã ocidental.
Kengor disse que ele acha engraçado que Obama prefira se cobrir com a bandeira do arco-íris em seu ano final na presidência. Em contraste, o professor comentou, Bill Clinton tentou se apresentar em 2000 como o presidente que equilibrou o orçamento e presidiu sobre o crescimento econômico, e Ronald Reagan em 1988 buscou se apresentar como o homem que derrotou o comunismo e fez a economia crescer. O professor comenta que isso diz muito sobre as prioridades de Obama.
“Os historiadores vão olhar para o passado, para o símbolo que distinguiu os anos de Obama, e verão aquela Casa Branca iluminada em cores do arco-íris no dia da decisão Obergefell [que legalizou nacionalmente o casamento homossexual] que redefiniu o casamento nos EUA,” Kengor disse. “Esse é o quadro que melhor representa Barack Obama e seu legado, e é o quadro que Obama e seus moldadores de legado querem.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Obama’s final-year foreign-policy priority: ‘Gay’ rights
Leitura recomendada:

3 comentários :

Helio Bandeira disse...

Peçam a esse tal embaixador LGBT, pra ele dá uma passadinha pelas "arábias". Kkkkk

Helio Bandeira disse...

Esse Obama deve ser uma bichona enrustida. Com tanta coisa pra se preocupar... ele só se preocupa com gayzismo. Eu heim!

Jorge Santos disse...

Não necessariamente. Devido ao pecado há muitos heterossexuais que defendem o movimento lgbt por outros motivos: liberalismo, socialismo, ateísmo, feminismo, pós-modernismo etc.