29 de julho de 2016

O mito do conservador gay


O mito do conservador gay

Scott Lively
Comentário de Julio Severo: O Dr. Scott Lively, autoridade em questões da agenda gay nos EUA, mostra neste artigo que não é possível ser conservador e homossexual ao mesmo tempo. Eu tenho certeza de que isso não é possível. Na recente convenção do Partido Republicano nos EUA, um discurso de destaque foi dado por Peter Thiel, bilionário assumidamente homossexual que é dono do PayPal. Ele é membro oficial do Partido Republicano. De modo geral, um republicano nos EUA é considerado conservador. E só um “conservador” importante teria espaço na convenção republicana. Ali, Thiel declarou: “Tenho orgulho de ser republicano gay,” fazendo com que os republicanos presentes se levantassem e lhe dessem uma salva de palmas. Que tipo de “conservador” homossexual Thiel exemplifica que está sendo aplaudido por republicanos americanos? Sob a liderança de Thiel, o PayPal eliminou minha conta depois de uma campanha internacional orquestrada pela organização homossexual esquerdista AllOut. Em vez de ficar do lado da vítima conservadora, o PayPal ficou do lado do opressor esquerdista. Meu caso foi tratado em manchete pelo WND (WorldNetDaily) na reportagem “PayPal coloca Julio Severo na lista negra.” Meu caso foi noticiado na época por uma TV católica nos EUA (neste link: https://youtu.be/fSSjmMwQNn4) O ChristianPost, uma das maiores mídias evangélicas dos EUA, também fez cobertura televisiva do meu caso (neste link: https://youtu.be/oZ8fzSkiB5A) Então, sei por experiência o que o maior dos homossexuais “conservadores” pode fazer com um conservador cristão. Por isso, o texto a seguir do Dr. Scott é importantíssimo:
Foi com desapontamento, mas não surpresa, que li a notícia acerca de republicanos aplaudindo de pé Peter Thiel, que é assumidamente homossexual e um bilionário no Vale do Silício, na convenção republicana nacional. Alguns conservadores estão contando o caso como mero apreço por Thiel romper com os críticos de Trump no Vale do Silício, mas na realidade há um problema grave de concessão moral na questão homossexual no Partido Republicano e precisamos confrontar isso pelo que é.
Ronald Reagan não era um homem perfeito, mas ele era um grande homem e um líder extraordinário cuja presidência marcou o ápice do conservadorismo na última metade do século XX. Em 1983 o presidente Reagan fez duas coisas que exemplificam a batalha das ideologias de esquerda e direita que ainda definem a guerra cultural: Em 3 de fevereiro daquele ano, numa mensagem no Café-da-Manhã Nacional de Oração, ele declarou 1983 como “Ano da Bíblia,” e um mês mais tarde num discurso na Associação Nacional de Evangélicos, ele declarou que a União Soviética comunista era um “Império do Mal.” Nesse último discurso, ele contrastou a herança judaico-cristã dos EUA com o ateísmo dos soviéticos, explicando que esse contraste estava no centro do conflito entre EUA e URSS.
Em 1980 uma onda de conservadorismo populista levou o candidato Reagan à Casa Branca, desafiando a elite do Partido Republicano, a qual foi forçada a aceitar deixar seu candidato favorito George Herbert Walker Bush ficar com a vaga de vice. Eles aguardaram sua oportunidade e logo que Reagan terminou seu mandato eles voltaram a comandar o Estado americano em direção à Nova Ordem Mundial com o sr. Bush, que era chefe de espiões na CIA, colocando-o na presidência.
Mas o presidente Reagan havia sido tão eficiente na articulação de valores conservadores, e tão corajoso em lutar contra seus inimigos marxistas culturais na mídia, nas instituições acadêmicas e no governo, que os EUA experimentaram um enorme reavivamento espiritual, cultural e patriótico durante a década de 1980, cuja influência persiste até hoje.
Tão poderoso foi o impacto de Reagan no Partido Republicano, que as mãos dos elitistas Bush, Dole, Bush, McCain e Romney foram publicamente amarradas na questão homossexual, embora os manda-chuvas do Partido Republicano continuassem avançando a causa gay nos bastidores. E tão poderoso foi o reavivamento de valores morais da Revolução Reagan na cultura em geral que levou mais de 25 anos, milhões de horas de propaganda de cultura pop, a tomada total do sistema de educação pública nos EUA e o sequestro descarado do judiciário federal para os marxistas culturais a desfazerem.
O poder de Reagan não veio do Partido Republicano. Veio dos valores da Bíblia. E o conservadorismo dele não era um conservadorismo que ficava só pouco atrás do esquerdismo na rota para o globalismo. O que ele lutou para “conservar” foi a cosmovisão cristã autêntica dos fundadores dos EUA conforme está personificada na Declaração de Independência e na Constituição dos EUA. Ele não aceitou a mentira marxista de “Vento da História,” mas com ousadia lutou na direção contrária, avançando o Reino de Deus nos assuntos mundiais e recuperando território perdido na guerra cultural dentro dos EUA. Sob Reagan, o “Excepcionalismo Americano” era real, e não só um eufemismo neocon para intimidar o mundo.
Ronald Reagan nunca teria permitido que Peter Thiel usasse a plataforma do Partido Republicano para legitimar a homossexualidade, e os conservadores populistas da Revolução Reagan nunca teriam aplaudido isso.
Reagan sabia que o conservadorismo verdadeiro é absolutamente incompatível com a agenda gay. Os dois são contraditórios em princípio e prática como fidelidade conjugal e adultério. Todos os pontos do conservadorismo verdadeiro têm como base a Bíblia, desde a propriedade privada, identidade e segurança nacional até a liberdade pessoal, direito e ordem: O conservadorismo defende a verdade de Deus ou não tem o que defender. E a verdade de Deus é mais clara sobre o perigo de legitimar a perversão sexual, principalmente a homossexualidade, do que sobre qualquer outra política social. Foi o Supremo Tribunal da época de Reagan que confirmou o direito de os estados criminalizarem a sodomia homossexual na decisão Bowers versus Hardwick (1986), uma decisão vigorosamente defendida por Antonin Scalia, que havia sido nomeado por Reagan e era seu aliado ideológico mais chegado no tribunal.
Ronald Reagan fez os EUA recordarem que o inimigo dos EUA é o marxismo, que a raiz de seu mal é o ateísmo e que sua meta é a eliminação total da civilização judaico-cristã. Para citar o Manifesto Comunista de Marx e Engels diretamente: “Comunistas em todas as partes apoiam todo movimento revolucionário contra a ordem social e política existente das coisas.”
A principal tática dos marxistas é o sincretismo, significando a mistura de duas opiniões opostas transformando-as numa opinião afetada por concessões que está sempre um passo mais perto das metas marxistas. Chama-se Dialética Marxista, e era ensinada para crianças nas escolas soviéticas com uma pequena dança: “Dois Passos para Frente, Um para Trás — Ganho Líquido: Um Passo.” Em outras palavras: Exija uma mudança esquerdista radical de política e então faça concessões com os conservadores de modo você consiga só parte do que você exigiu, mas ainda assim continue avançando até sua meta. Essa estratégia é detalhada em termos espantosamente claros no Manifesto LGBT (de leitura obrigatória) intitulado “The Overhauling of Straight America” (O Recondicionamento da América Heterossexual).
Lamentavelmente, republicanos pós-Reagan têm se mostrado constantemente ingênuos e suscetíveis a essa estratégia.
O exemplo mais óbvio disso é a Rede de Televisão Fox News de Rupert Murdoch. Em 1996 a Fox se designava como guardiã do galinheiro conservador [contra as raposas] e herdeira do legado de Reagan, lançando o que começou como uma rede noticiosa genuinamente conservadora. Com o tempo, porém, a Fox se tornou meramente um braço do Partido Republicano. À medida que as elites republicanas cada vez mais capitulavam para o “Vento da História” marxista, principalmente nas questões LGBT, a Fox continuamente ajustou seus funcionários e programação para refletir as concessões e torná-las palatáveis para as massas.
No nome da elite do Partido Republicano, a Fox vem liderando o caminho para normalizar o mito do “conservador gay,” e outros canais de mídia “conservadora” estão imitando, tais como o Breitbart com seu representante “Milo,” que é assumidamente homossexual e faminto por holofotes. Mas como a verdade da Bíblia, o conservadorismo verdadeiro não “muda com os tempos.” Se abandonar suas pressuposições lógicas, tais como a determinação de proteger a civilização contra o câncer da degeneração sexual, então perderá toda a sua autoridade moral. O conservadorismo verdadeiro tem de concordar com Deus que disse “Não te deitarás com um homem como se deita com uma mulher. Isso é abominável!” (Levítico 18:22 King James Atualizada)
O presidente Reagan certa vez disse num discurso para seus apoiadores conservadores “Sem Deus, não existe virtude, pois não existe lembretes na consciência. Sem Deus, ficamos atolados nas coisas materiais, esse mundo vazio que nos diz só o que os sentidos percebem. Sem Deus, há um embrutecimento da sociedade. E sem Deus, a democracia não poderá durar muito. Se um dia nos esquecermos de que somos uma nação sob Deus, então seremos uma nação que deixará de existir.”
Pelo padrão de Reagan, os EUA estão deixando de existir. É hora de os conservadores rejeitarem o mito inventado pelos marxistas do “conservador gay” e voltarem à verdade da Bíblia.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site do Dr. Scott Lively: The Myth of the ‘Gay Conservative’
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9 comentários :

Jorge Santos disse...

Discordo que o legado de Reagan tenha sido tão grande assim. Infelizmente não foi. Se fosse Bush não seria o indicado. De todo modo conservador e gay é o mesmo que socialista cristão, uma contradição em termos. Ou parafraseando Quevedo: isso non ecziste.

marcelo victor disse...

Para os católicos modernos isso parece ser plenamente possível...

Jobson Coutinho disse...

Gay conservador é uma quimera! É mais fácil existir um ateu conservador do que um gay conservador. Já fui ateu, no sentido clássico e prático (não-neoateu) e permaneci com os meus valores conservadores, defendendo a ordem moral. Porque o ateísmo em si é falta de fé em Deus, mas não na ordem moral. Já homossexualismo é uma prática, um comportamento contrário aos valores conservadores.

Fico triste quando vejo pessoas como Bolsonaro mal assessorado, publicando em sua página vídeos de uma lésbica que se diz conservadora. Como se o estilo de vida homossexual fosse santificado automaticamente quando se muda de lado no espectro político! Até deixei de seguir a sua página porque meu filho vê as minhas coisas no Facebook e não é nenhum exemplo de vida, ele ver uma lésbica como se isso não fosse natural.

Até já evito o rótulo de "direitista", prefiro uma posição metapolítica: "reacionário".

Julio Severo disse...

Jobson, Bolsonaro está em necessidade de bons assessores.

Unknown disse...

O Coração do Homem ( Ser humano) é "DESESPERADAMENTE CORRUPTO". A bíblia não faz exceções.

Helio Bandeira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Helio Bandeira disse...

"Eu não tenho orgulho de ser gay". Clodovil, homossexual e ex senador já falecido. Se essas fossem as palavras de Thiel, ele seria vaiado e hostilizado.

Marcus Alexandre disse...

Acho relativo esse lance de gay conservador, existem homosexuais que são discretos e não são adeptos da agenda gay.
Mas esse Theil claramente faz parte dessa agenda.
O Bolsonaro é um político amador com poucos recursos financeiros comprado aos seus oponentes, por isso é mau acessorado.
Ele deveria se inspirar mais em Reagan e menos nos generais do período militar!

Helio Bandeira disse...

Bolsonaro tem que se conter mais, é ai que faz falta uma boa assessoria. Se ele se candidatar para presidente tem meu voto.