24 de junho de 2016

A votação Brexit


A votação Brexit

Paul Craig Roberts
Comentário de Julio Severo: Paul Craig Roberts é um ex-alto funcionário do governo de Ronald Reagan, o presidente mais conservador dos EUA nos últimos 50 anos. Não concordo com tudo o que Roberts diz, mas ele tem muita coisa aproveitável de sua oposição aos socialistas e aos neocons. Ele é um dos maiores denunciadores do domínio neocon no governo dos EUA. O artigo dele sobre a saída da Grã-Bretanha da União Europeia é muito importante, especialmente seu alerta de que a votação não tem caráter legalmente obrigatório e que para ter validade depende da aprovação do Parlamento Britânico. Isso significa que a luta do povo inglês ainda não terminou. A boa notícia é que, de acordo com o DailyMail, o maior jornal da Inglaterra, os dois únicos líderes mundiais que apoiaram o BREXIT foram Donald Trump e Vladimir Putin. Leia agora o artigo de Roberts:
O que significa a votação Brexit?
Esperamos que seja um rompimento com a União Europeia (UE) e a OTAN e, assim, um modo de evitar a 3ª Guerra Mundial.
A UE e a OTAN são instituições malignas. Essas duas instituições são mecanismos criados pelo governo dos EUA a fim de destruir a soberania dos povos europeus. Essas duas instituições dão ao governo dos EUA controle sobre o mundo ocidental e servem tanto como acobertamento como facilitadoras das agressões do governo dos EUA. Sem a UE e a OTAN, o governo americano não poderia forçar a Europa e o Reino Unido a um conflito com a Rússia.
Claramente, a imprensa prostituta mentiu sobre as pesquisas de opinião pública a fim de desanimar o voto da saída da UE. Mas não funcionou. O povo britânico sempre foi fonte de liberdade. Foram as realizações históricas dos britânicos que transformaram a lei num escudo do povo contra uma arma nas mãos do Estado e deu ao mundo um governo que presta contas. Os britânicos, ou a maioria deles, compreenderam que a UE é um mecanismo governamental ditatorial no qual o poder está nas mãos de indivíduos que não prestam contas a ninguém e no qual a lei pode ser facilmente usada como uma arma nas mãos de um governo que não presta contas a ninguém.
O governo americano, num esforço para salvar seu domínio sobre a Europa, lançou uma campanha, com o apoio voluntário da imprensa prostituta e da esquerda, que lotaram a campanha One Percent. Essa campanha apresentava o esforço para preservar a liberdade e soberania britânica como racismo. Essa campanha desonesta mostra além de qualquer dúvida que o governo dos EUA e sua imprensa prostituta não têm a mínima consideração pela liberdade e a soberania dos povos. O governo dos EUA considera toda declaração de governo democrático como barreira à sua hegemonia e demoniza todo impulso democrático. O governo dos EUA afirma que só o governo americano e seus aliados terroristas têm o direito de escolher o governo da Síria, exatamente como o governo dos EUA escolheu o governo da Ucrânia.
O povo britânico, ou a maioria deles, mostrou desprezo pelo governo dos EUA. Mas a luta não terminou. Talvez ainda nem tenha começado. Eis o que os britânicos podem provavelmente esperar: o Banco Central dos EUA, o Banco Central da Europa e George Soros conspirarão para atacar a moeda britânica, fazendo-a cair e aterrorizando a economia britânica. Veremos quem é o mais forte: a vontade do povo britânico ou a vontade da CIA, do One Percent e da UE e dos nazistas neocons.
O ataque que está para ocorrer à economia britânica é a razão por que os apoiadores da votação para a saída UE, como Boris Johnson, estão enganados em sua crença de que “não há necessidade de pressa” para deixar a UE. Quanto mais os britânicos demorarem para escapar da UE autoritária, mais o governo dos EUA e a UE podem infligir castigo no povo britânico por votarem para deixar, e mais tempo a imprensa prostituta terá para convencer o povo britânico de que seu voto foi um erro. Pelo fato de que a votação não tem valor legalmente obrigatório, um Parlamento Britânico covarde e acuado pode rejeitar a votação.
O governo britânico deveria imediatamente anunciar o fim de sua participação nas sanções do governo americano contra a Rússia. Com apoio russo, os britânicos conseguirão sobreviver ao ataque que o governo dos EUA está conduzindo contra a economia britânica.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do site de Paul Craig Roberts: The Brexit Vote
Leitura recomendada:
Outro artigo de Paul Craig Roberts:
Sobre a OTAN:
Sobre neocons:

2 comentários :

Antonio disse...

O desgoverno do anticristo será "sucia'lista. Qualquer pessoa medianamente antenada com profecias bíblicas sentiria o "fedor' nesse negocio de União Europeia, e entenderia a recusa dos britânicos em continuar no engano, pois perceberia o cumprimento de profecia de 450 anos antes de Cristo: "Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. " - Daniel 2:43. Mas, alem do pouco conhecimento bíblico, no geral, os evangélicos também são matreiramente cadeados por artigos lupinos como "O cristão e a esquerda marxista" (link https://viafidei.wordpress.com/2016/06/24/o-cristao-e-a-esquerda-marxista/ ) Nesse enredo construído com a maestria de satanás, ao fim vem a bibliografia, na qual todo o inferno colaborou. Não se vê, entretanto, referencia ao documento que importa ao cristão, que é a Bíblia Sagrada, sendo até coerente tal fato, pois, "que comunhão ha entre Luz e trevas?!".

Antonio

Arnaldo Krogdahl disse...

Estou preocupado com a Alemanha...