6 de junho de 2016

A luta de Muhammad Ali em favor do islamismo


A luta de Muhammad Ali em favor do islamismo

Julio Severo
Em seus meses finais, Muhammad Ali, que morreu na sexta-feira aos 74 anos, estava promovendo o islamismo, a religião que ele adotou na década de 1960.
Em dezembro, a lenda do boxe divulgou uma declaração criticando a proposta do candidato presidencial republicano Donald Trump de banir os muçulmanos de entrar nos Estados Unidos. Ali convocou correligionários muçulmanos a “enfrentarem os que usam o islamismo para avançar sua própria agenda pessoal.”
“Os muçulmanos fariam muito bem em considerar os desafios que muçulmanos como Malcolm X e Muhammad Ali tiveram de lidar,” disse Dawud Walid, diretor-executivo da filial no Michigan do Conselho de Relações Americano-Islâmicas.
Walid, que conduziu rezas por Ali no domingo numa mesquita de Detroit que Ali costumava visitar, recorda como criança na década de 1970 que ele recebeu um boneco de Ali, que levou à sua eventual conversão ao islamismo.
Ali, que era de origem batista, renunciou ao Cristianismo aos 22 anos para se tornar o mais famoso convertido ao islamismo na história dos EUA quando ele anunciou que havia se juntado ao movimento islâmico negro sob a orientação de Malcolm X logo depois que ele se tornou campeão pela primeira vez. Ele acabou rejeitando seu nome “branco,” Cassius Clay, que ele considerava um “nome de escravo,” e usou em vez disso o nome “Muhammad Ali,” conferido a ele por Elijah Muhammad, fundador da Nação do Islã.
Sua rejeição do Cristianismo como religião de escravidão e sua adoção do islamismo como religião de libertação foi absurdo total. De acordo com Mike Konrad, o islamismo é historicamente campeão de escravidão, especialmente de africanos. O que poderia explicar o absurdo de Ali abraçar uma religião de escravidão e terrorismo? De acordo com a Reuters, o Exército dos EUA rejeitou Ali duas vezes para o serviço militar depois de medir seu QI em apenas 78. Esses testes enfureceram Ali, que por sua vez enfureceu muitos americanos patriotas quando por amor a suas crenças islâmicas ele recusou lutar contra o comunismo no Vietnã. Mesmo com sua conduta islâmica antipatriótica, em 2005 ele foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente americano conservador George W. Bush.
O surgimento de Ali coincidiu com o movimento de direitos civis nos EUA e a imagem pessoal dele ofereceu aos jovens negros uma paixão radical islâmica que eles não obtinham do pastor evangélico Martin Luther King.
Ali com um cartaz na década de 1960 dizendo: Alá é o maior
Como muitos negros americanos, a primeira experiência de Ali com o islamismo foi por meio da Nação do Islã, o movimento nacionalista negro extremista, iniciado em Detroit, que defendia uma espécie de violenta Teologia Islâmica da Libertação Negra.
“Eu sou os EUA. Eu sou a parte que vocês não reconhecerão,” Ali disse. “Mas se acostumem comigo… com minha religião, não a de vocês.”
Decisivo para sua propaganda islâmica foi a hegemonia cultural americana, que torna qualquer fama e propaganda mundial. Sem ela, ele mal teria sido, equivocadamente, o maior atleta do século — a serviço do islamismo. Essa hegemonia tem sido uma plataforma eficaz para a expansão islâmica.
No passado, essa hegemonia funcionava de modo positivo para a expansão do Cristianismo — os EUA eram o maior campeão de missões protestantes do mundo. Mas com a crescente decadência moral dos EUA e uma redução dramática do evangelicalismo conservador (os EUA passaram de uma população 98% protestantes no final do século XVIII para menos de 50% hoje), funciona agora para qualquer ideologia, inclusive o islamismo.
Uma das mensagens finais de Ali foi defendendo o islamismo. Os comentários de Trump, disse Ali, “alienam muitos de aprender sobre o islamismo.”
Ele morreu com a idade de 74 anos depois de sofrer por mais de três décadas com a doença de Parkinson, que está ligada a traumas na cabeça por causa da carreira de boxe dele. Essa doença roubou a força física dele e matou sua loquacidade.
Com informações da Associated Press, revista Charisma e Reuters.
Versão em inglês deste artigo: Muhammad Ali’s Fight for Islam
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6 comentários :

Leonardo Melanino disse...

Ele foi uma lenda do boxe citada até numa música chamada "UM ÍNDIO", de Caetano Veloso, que é um mi maior: "Virá impávido que nem Muhammad Ali".

Eduardo Pydd disse...

Muhammad Ali não foi exemplo nem sequer como atleta. Não tinha respeito algum pelos adversários. Nas semanas que antecediam suas lutas, ele zombava dos oponentes, ridicularizava sua história e, quando os derrubava, começava a dançar debochadamente na frente deles.

George Foreman pode ter sido nocauteado por ele em 1974, mas Ali estava longe de ter a grandeza dele, que se recuperou da derrota e tornou-se o mais velho campeão da história dos pesos-pesados, com 47 anos, e atribuía tudo a sua fé em Cristo. Foreman nunca foi um fanfarrão arrogante como Ali. Tanto que, quando perdeu uma luta para Evander Holyfield, fez questão de abraçá-lo e reconhecer que seu adversário merecera a vitória.

marcelo victor disse...

Pelo que entendi, não se trata de uma questão de fé, mas de racismo contra os brancos.

Eduardo Pydd disse...

Também é muito estranho que um sujeito que tanto exaltava o Islã jamais tenha querido viver em um país islâmico. Sempre morou no país mais cristão do mundo, o país que historicamente mais propagou a fé que ele renegou.

Acima de tudo, Ali era incoerente. Como, aliás, praticamente todos os islâmicos que se queixam do cristianismo dos países onde vivem. Muçulmanos sempre tiveram a liberdade de exercer suas crenças em países de maioria cristã. E os cristãos, desde quando tiveram liberdade religiosa em países islâmicos? E os judeus, tiveram alguma vez essa liberdade entre muçulmanos?

Alguns falam de tolerância, outros a praticam.

Antonio disse...

Cassius "Clay" (barro) decidiu permanecer na lama e recusou a Rocha - Jesus Cristo -. Hj, tenho certeza, ele jah estah vendo "com quantos paus se faz uma canoa".

Antonio.

Cicero disse...

Belo exemplo a não ser seguido...