5 de maio de 2016

Donald Trump, o presidente da ética de tabloide sensacionalista


Donald Trump, o presidente da ética de tabloide sensacionalista

Dr. Michael Brown
É totalmente adequado que Donald Trump tenha se tornado o candidato presidencial quase que certo do Partido Republicano no mesmo dia em que ele citou as alegações ridículas do tabloide sensacionalista National Enquirer de que Rafael Cruz, o pai de Ted Cruz, teve envolvimento no assassinado do presidente John F. Kennedy.
Donald Trump
Isso depõe mais contra o povo americano do que contra Trump. Deus podia bem estar dando aos americanos exatamente o que eles merecem.
Afinal, esta geração de americanos foi criada numa dieta constante de programas imorais tipo BBB, e regurgitando as besteiras que ouvem na TV como se fossem palavras de sabedoria.
Não é de admirar então que Donald J. Trump apele para tantos americanos. Ele é o candidato do tabloide de fofocas National Enquirer para uma geração criada assistindo programas de baixarias na TV. Que par perfeito!
É claro que há pessoas admiráveis que também acreditam na candidatura de Trump, pessoas de consciência, pessoas espirituais, pessoas patrióticas.
Certamente não condeno todas as opiniões dessas pessoas, nem é meu lugar fazer isso.
Tenho também dado atenção cuidadosa aos prognosticadores que têm há meses predito que Trump seria o próximo presidente dos EUA — alguns chegando a afirmar ter inspiração profética para essas predições — e que ele seria uma ferramenta nas mãos de Deus para destruir a elite política corrupta e fazer bem aos EUA.
De modo fervoroso, espero que essas profecias se comprovarão verdadeiras e que terei de comer toda palavra que escrevi — e estou escrevendo.
Não tenho o desejo de estar certo; tenho um desejo intenso de ver os EUA abençoados; e eu preferiria dizer “eu estava errado sobre Donald Trump” a dizer “eu avisei!”
Contudo, parece hoje nos EUA que Deus entregou os americanos a um espírito de ilusão, um fenômeno mencionado várias vezes na Bíblia quando Deus remove a consciência moral e espiritual de um povo como juízo sobre seu pecado.
Em outras palavras, pelo fato de que as pessoas rejeitam a Ele e Seus padrões, Ele diz: “Vão em frente então. Façam o que quiserem,” empurrando-nos ainda mais em nossa tolice.
Esse parece ser o único jeito de explicar como os EUA estão de repente num ponto em que as pessoas estão dizendo que não há nada de errado com homens adultos usando banheiros femininos e onde estados como a Califórnia decidiram que rapazes que se identificam como moças podem jogar nos times esportivos femininos e usar os chuveiros e vestiários femininos.
Isso é insanidade cultural, mas muitos estão cegos demais para ver.
De que maneira então explicamos a estudantes universitários que dizem que se um homem branco se identifica como mulher, ele é mulher; que se ele se identifica como chinês, ele é chinês; que se ele se identifica como uma criança de 7 anos, ele é tal criança — mas se ele se identifica como alguém de 2 metros, ele não é — de que outra maneira explicar isso, a menos que tenhamos sido entregues a um espírito de ilusão?
Vejo a candidatura de Trump da mesma forma.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com as mentiras descaradas e bem documentadas dele.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com a prática constante dele de difamar as pessoas de modo repulsivo com o propósito de obter ganho político.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com suas vulgaridades e palavrões.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com o fato de que ele ignora questões críticas e de modo súbito muda de postura em posições importantes.
E entre essas dezenas de milhões de americanos está uma percentagem significativa de evangélicos declarados, apesar de que Trump já disse que nunca pediu perdão a Deus por nada, apesar de que ele não renunciou a seus adultérios passados nem reconheceu a imoralidade de ganhar dinheiro com cassinos e clubes de strip-tease, apesar de que ele ficou ofendido com a distribuição de uma foto de sua esposa Melania quase nua — não porque ele achava que era uma foto ruim, mas porque foi feita para ser ruim.
E os evangélicos continuam a ir até ele às multidões.
Como explicar esse fenômeno?
Trump é obviamente um vendedor e propagandista brilhante, um mestre dos meios de comunicação.
E como um mestre ele está apelando para os medos e indignações dos americanos — medo do terrorismo, medo do colapso econômico, indignação com o sistema político, indignação com a fraqueza americana — ao ponto em que seus apoiadores estão olhando para ele como uma figura quase que de salvador. Só ele consegue fazer as coisas!
Mas em quase qualquer outra época da história dos EUA, os pontos negativos de Trump teriam de tal maneira pesado mais que seus pontos positivos que com rapidez ele teria se desqualificado como candidato.
Não hoje.
Em vez disso, os americanos se veem com a possibilidade cada vez maior de que Donald Trump ou Hillary Clinton será o próximo presidente dos EUA, e para mim, existe só uma explicação satisfatória para isso: Deus está dando aos americanos o que eles merecem e os entregando ao juízo.
Então deveríamos estar com a face no chão, nos arrependendo de nossos próprios pecados.
Então deveríamos estar nos perguntando: “Até que ponto Donald Trump é um reflexo de cada um de nós?”
Então deveríamos nós que dizemos que conhecemos o Senhor estar perguntando a Ele: “Como foi que falhamos com teu povo? Como foi que falhamos em nosso chamado de ser sal e luz? Como as coisas afundaram tão baixo bem debaixo do nosso nariz?”
Então deveríamos estar orando por Donald Trump e Hillary Clinton.
Só a misericordiosa intervenção divina pode ajudar agora: os EUA já estão à beira de sofrer uma grande e horrenda sacudida.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do BarbWire: Donald Trump the National Enquirer President
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Um comentário :

Anônimo disse...

O que dizer, então, do muçulmano Obama?
Se Trump é deplorável, Obama não tem qualificação...e, no entanto, foi eleito pelos norte-americanos.