14 de março de 2016

Os neocons versus Donald Trump


Os neocons versus Donald Trump

Jacob Heilbrunnmarch
Comentário de Julio Severo: Por falta de credenciais pró-vida e pró-família, não penso que o Sr. Donald Trump é o melhor candidato presidencial dos EUA. Mas, por falta de credenciais contra os neocons, penso que o Sr. Ted Cruz deveria aprender com o Sr. Trump e suas posturas teóricas contra as insanidades neocons. Diferente de Cruz, que se importa com valores pró-família, os neocons sob Obama têm podido expandir a hegemonia americana com o imperialismo homossexual. Contudo, Bush também se importava com questões pró-vida, mas ele foi incapaz de se opor às ambições dos neocons e intrusões em países estrangeiros, grandemente beneficiando muçulmanos radicais e seus crimes e grandemente prejudicando minorias cristãos em países muçulmanos. O que Cruz faria? Gosto da atitude de Trump de confrontar os neocons, mas essa atitude só seria útil, e esplêndida, se ele se opusesse ao atual imperialismo de aborto e homossexualismo dos EUA no mundo inteiro. Só Cruz poderia fazer isso. Mas ele precisa ser muito mais “Trump” em política externa — muito mais anti-neocon e mais como um republicano original, não se intrometendo nos assuntos de outros países, especialmente para beneficiar opressores islâmicos e prejudicar suas vítimas cristãs. Só tal republicano, com princípios cristãos, poderá dar aos EUA, que se tornaram a maior potência de promoção mundial do aborto e homossexualidade, inclusive de propaganda islâmica, um curso melhor.
Aí vão eles de novo. Os neocons que conduziram o governo de George W. Bush na invasão do Iraque agora estão preparando uma nova cruzada para salvar a democracia americana — e o Partido Republicano — de um inimigo autoritário: Donald J. Trump.
A campanha deles começou com um artigo veemente no site The American Interest no mês passado escrito por Eliot A. Cohen, ex-funcionário do Departamento de Estado do governo Bush, que retratou o Sr. Trump como sintoma da vasta “podridão moral” dos EUA. Então, numa carta aberta, mais de 100 especialistas republicanos de política externa, inclusive neocons como o Sr. Cohen e Robert Kagan, assim como figuras republicanas tradicionais de política externa como Robert B. Zoellick, ex-presidente do Banco Mundial, anunciaram que estão “unidos em nossa oposição a uma presidência de Donald Trump.”
Agora, num esforço desesperado de último minuto, importantes pensadores neocons fundaram o que eles chamam de Conselho Consultivo de Segurança Nacional para apoiar o senador Marco Rubio. E muitos estão anunciando que se essa situação ficar pior, eles apoiarão Hillary Clinton acima do Sr. Trump. Aliás, na revista Commentary, o historiador neoconservador Max Boot escreveu, um tanto quanto exagerado, que o Sr. Trump é “a ameaça número 1 para a segurança dos EUA” — maior do que o Estado Islâmico ou a China.
Os neocons estão certos de que uma presidência Trump provavelmente seria um desastre de política externa, principalmente por causa de sua personalidade imprevisível e propensão para antagonizar líderes e públicos estrangeiros. Mas eles estão errados em afirmar que ele é de certo modo um perigo para os princípios tradicionais do Partido Republicano. Pelo contrário, o Sr. Trump representa uma volta às raízes desse partido. São os neocons que são os intrusos.
Os neocons e suas cruzadas wilsonianas dominaram a elite republicana de política externa de forma tão praticamente total, começando na década de 1970, que pode ser difícil lembrar que uma consciência muito diferente havia governado o Partido Republicano no passado. Essa consciência faz lembrar as próprias posições do Sr. Trump: cansaço com as intervenções em outros países, defesa de políticas comerciais protecionistas, crença no exercício de poder militar unilateral e desconfiança das elites e instituições mundiais.
Considere o debate da Liga das Nações em 1919, o teste supremo em que a maior parte da política externa republicana foi forjada. Ao liderar o ataque contra os que queriam que os Estados Unidos se tornassem membro dessa liga, o senador republicano Henry Cabot Lodge argumentou que intervir em outros países minaria a segurança americana. Ele disse: “Se vocês envolverem os EUA nas intrigas da Europa, vocês destruirão o poder dos EUA para o bem e colocarão em perigo a própria existência dos EUA.”
Na década de 1920, os republicanos avançaram a lógica de Lodge. Os tão chamados republicanos ultraconservadores apoiaram a punitiva Lei de Imigração de 1924, que incluía cláusulas proibindo imigrantes asiáticos e restringindo imigrantes africanos. O Partido Republicano também apoiou o protecionismo: Em junho de 1930 Herbert Hoover sancionou a taxa alfandegária Smoot-Hawley, que piorou a Grande Depressão e atiçou o nacionalismo no mundo inteiro.
O fato de que o Partido Republicano adotou o isolacionismo total culminou na oposição à ajuda à Inglaterra quando começou a 2ª Guerra Mundial em 1939. Republicanos liberais como Henry Stimson e Frank Knox foram expulsos do partido na convenção de 1940 por se juntarem ao governo Roosevelt, o primeiro como ministro da guerra e o segundo como ministro da marinha. Ao mesmo tempo, a página editorial do Wall Street Journal defendeu a doutrina política do “realismo” para com Hitler, que, garantiu aos seus leitores, havia “já determinado os amplos cursos de nossa vida nacional por menos outra geração.”
Depois da 2ª Guerra Mundial, a Direita permaneceu desconfiada do militarismo. A Direita denunciou as vastas alianças do presidente democrata Harry S. Truman na Europa. Em 1950, Herbert Hoover provocou indignação nacional quando declarou que os EUA tinham de reconhecer limites ao seu poder. Enquanto isso, o senador John W. Bricker de Ohio propôs emendas constitucionais visando destruir a capacidade do presidente de concluir tratados estrangeiros. E em 1951, outro senador de Ohio, Robert A. Taft, anunciou: “O propósito principal da política externa dos Estados Unidos é manter a liberdade de nosso povo.”
Dá para ouvirmos ecos desse passado republicano nas próprias posições do Sr. Trump. Sua doutrina estimulante de política externa parece ser deixar os esforços pesados para outros países sempre que possível. Falando no programa de TV “The Hugh Hewitt Show” no sábado passado, ele deixou claro que tem aversão a intervenções em outros países: “Em algum momento, não dará para os EUA serem a polícia do mundo. Temos de reconstruir nosso próprio país.” Desde então, para o choque da elite do Partido Republicano, ele vem também denunciando, de forma explícita, a guerra do Iraque, declarando que o argumento do governo Bush para essa guerra foi baseado numa “mentira.”
A doutrina de Trump, se dá para se empregar esse termo, faz lembrar as doutrinas básicas dos realistas de política externa. Aliás, como Thomas Wright do Instituto Brookings primeiramente apontou, no site Politico, o Sr. Trump tem uma “cosmovisão estupendamente coerente.” O Sr. Trump, dava para você até dizer, é um tipo de cara das esferas de influência: Para ele, a Europa deveria cuidar sozinha da questão da Ucrânia, a Rússia deveria lidar com a Síria. “Quando vejo a política de algumas dessas pessoas em nosso governo,” ele disse no canal de TV MSNBC neste mês, “os americanos estarão no Oriente Médio outros 15 anos se eles não acabarem perdendo pelo fato de que os EUA estão se desintegrando.”
Ao mesmo tempo, ele tem rejeitado a ideia de repudiar o acordo do governo de Obama com o Irã, e diz que é importante permanecer “neutro” no conflito entre Israel e os palestinos — dois pontos que atingem bem no coração da ortodoxia neocon republicana. E ele parece ter pouca necessidade de alianças: Ele exige que países como Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita paguem mais para os Estados Unidos os defenderem. Ao mesmo tempo, ele está pronto para impor elevadas tarifas alfandegárias sobre o Japão e a China — algo que poderia provocar uma recessão econômica no mundo inteiro.
A posição do Sr. Trump pode se assemelhar ao realismo em esteroide. No fundo, ele não quer que os Estados Unidos liderem o mundo; ele quer que o mundo saía de seu caminho. Até mesmo muitos realistas teimosos estão indispostos a segui-lo: Na sexta-feira passada sua sinistra defesa da tortura, que desde então ele repudiou, levou não só neocons, mas também realistas proeminentes como Andrew J. Bacevich e Richard Betts a assinarem uma carta chamada “Defendendo a Honra das Forças Armadas dos Estados Unidos contra Donald Trump na Política Externa.”
Nada disso parece antagonizar a base republicana, que parece menos ideológica em impostos e política externa do que a elite republicana. Considerando o fato de que George W. Bush e os neocons conduziram os EUA a invadir o Iraque, era provavelmente só uma questão de tempo antes que os neocons fossem chamados a prestar contas. Talvez o que é surpreendente não é que o Partido Republicano esteja começando a se transformar de novo em sua encarnação original, mas que levou muito tempo para acontecer isso.
Jacob Heilbrunn é editor do The National Interest e autor do livro “They Knew They Were Right: The Rise of the Neocons” (Eles Sabiam que Estavam Certos: O Surgimento dos Neocons).
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do The New York Times: The Neocons vs. Donald Trump
Você pode acessar este artigo, com o comentário de Julio Severo em inglês, aqui: The Neocons vs. Donald Trump
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10 comentários :

marcelo victor disse...

Vejo o mundo todo se levantando contra o Mr Trump, e, por causa disso, creio que ele seja, provavelmente, o unico capaz de exercer uma real oposiçao a alguns planos mundiais, principalmente a criminalizaçao da moral judaico-crista.

O comportamento de Trump sinaliza que ele nao se sujeitaria a qualquer vento de ideologia ou às ordens de um governo mundial. De sorte que sua personalidade tem representado um perigo para as tendencias mundiais, e, por isso, ele vem sofrendo esse ataque maciço de toda parte (de dentro e de fora dos EUA).

Creio que os EUA já estao com seus alicerces abalados e se uma pessoa como Trump nao assumir a presidencia (a unica boca dissidente em alguns aspectos) o grande imperio virá a ruir totalmente (e com ele Israel).

Anônimo disse...

ALERTA: OCORRE O PRIMEIRO ATAQUE JIHADISTA NA AMÉRICA DO SUL
http://exateus.com/2016/03/14/alerta-ocorre-o-primeiro-ataque-jihadista-na-america-do-sul/

E TEM GENTE QUE AINDA ACHA QUE O MISTER TRUMP FICOU LOUCO QUANDO FALOU EM CONSTRUIR MURO NA FRONTEIRA DO PAIS, EM MANDAR EMBORA IMIGRANTE ILEGAL, EM IMPEDIR A ESTRADA DE MUÇULMANO NOS EUA, ETC.

AQUI NO BRASIL, AS AUTORIDADES, DE UMA FORMA GERAL, ESTÃO FAZENDO VISTAS GROSSAS PARA O VERDADEIRO IMPÉRIO DAS DROGAS QUE SE INSTALOU EM NOSSOS PAIS, RESPONSÁVEL POR CENTENAS DE MORTES BÁRBARA A CAD SEMANA

DAQUI UM TEMPO, QUANDO ENTENDEREM QUE VACA REALMENTE FOI PRO BREJO, SERÁ TARDE DEMAIS E NÃO HAVERÁ JEITO DE CONSERTAR, A NÃO SER ATRAVÉS DE UMA GUERRA CIVIL.

OU OS NORTE-AMERICANOS ACORDAM E PÕEM TRUMP PRA COMBATER ESSA ONDA DE FANÁTICOS RELIGIOSOS, OU IRÃO DORMIR PARA SEMPRE PELAS BOMBAS DOS DISCÍPULOS DE MAOMÉ.

Anônimo disse...

A liderança oculta das nações quer demonizar Trump, pois, com seu discurso patriótico, ele representa uma ameaça para os interesses globalistas. Possivelmente ele seja um dos últimos norte-americanos que tem coragem de ir a publico e manifestar sentimentos patrióticos, semelhantemente ao primeiro ministro de Israel.

Há muito que o mundo vem sendo convencido de que pessoas da qualidade de Trump representam um terrível mal e uma verdadeira ameaça para a ordem mundial (veja que até os republicanos pensam assim).

Já pessoas como Obama são ovacionadas, pois se alinham com o pensamento reinante e com a nova ordem mundial. Pelo jeito, os norte-americanos estão caindo nessa armadilha e, se isso ocorrer, adeus império!!!

Em terras brasileiras, isso ocorreu no passado recente com o Dr Enéas Carneiro e com Levy Fidelix e poderá vir a ocorrer com Jair Bolsonaro e com qualquer pessoa que se puser à frente dos planos da elite mundial.

Anônimo disse...

Pessoas patritotas como Trump, Bolsonaro e Benjamin Netanyahu sao uma ameaça aos lideres da nova ordem mundial, por isso a tendencia é que eles sejam execrados.

Anônimo disse...

Quando vejo FHC e o Sapo Barbudo na midia me dá verdadeiro nojo, pois sao pessoas gananciosas que, pelo poder, venderam o pais à elite mundial (nossos recursos, nossa cultura, nossos valores, nossa gente, nossa patria).

Sao os verdadeiros traidores do povo brasileiro, tendo destruido tudo que os militares conseguiram construir às duras penas em decadas de muita luta e sofrimento.

Sao verdadeiros demonios da imoralidade, envolvidos com corrupçoes e mentiras, dentro e fora do pais, com açoes quase sempre ligado às trevas.

Produziram centenas de discipulos, os quais reproduzem em seus niveis o modus operandi dessa dupla satanica do inferno: Sao pessoas que se colocaram a serviço do mal, vide os fatos comprovados pela midia.

Um dos piores legados dessa dupla talvez seja a criminalizaçao do patriotismo, como estao querendo fazer com Trump, algo que podera levar o EUA ao caos social que vivemos no Brasil, com numeros assustadores de violencia e corrupçao.

Ass. Rodrigues

Anônimo disse...

Como dizia Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar".
Todos contra Trump...há algo errado!!!

Anônimo disse...

Perceberam como estamos sendo condicionados a pensar que os patriotas sao criminosos? Até mesmo os que convivem conosco nos acusam de intolerantes quando emitimos uma opiniao contraria ao novo "senso comum" (libertario, imoral e anticristao).

Isso é somente o começo, logo logo os religiosos fieis à Palavra de Deus tambem serao perseguidos oficialmente. Ou seja, o que esta sendo feito com Trump é somente um prenuncio, uma profecia.

Seria ele o diabo que estao pintando?

Anônimo disse...

Favor, Julio, divulgue: http://thyselfolord.blogspot.com.br/2016/03/sintese-de-bergoglio-o-pensamento-do.html

Anônimo disse...

Ou Trump ou o fim do Imperio Norte-Americano!!!

Anônimo disse...

Trump na cabeça pra desbancar o muçulmano comunista Obama...