22 de janeiro de 2016

O pior cego é o que quer cegar os outros


O pior cego é o que quer cegar os outros

Eguinaldo Hélio Souza
Se há algo que nos cansa na argumentação marxista é a desgastada ladainha afirmando que a ditadura, o terror e a carnificina que cercam a história do comunismo foi um desvio das ideias de Marx. Por mais que se mostre aos seus defensores os textos marxistas, as fontes teóricas primárias a partir das quais os estados totalitários foram construídos, eles se recusam a enxergar o óbvio. Para tiranos como Lênin, Stálin, Mao e Pol-Pot, os escritos da dupla Marx-Engels equivaliam ao Antigo e ao Novo Testamento para os cristãos. Eram escritos sagrados, norma de fé e prática.
Mesmo cientes da cegueira auto imposta, insistiremos em apresentar três textos que até poderiam ajudar os cegos a enxergar, embora seja mais provável que o amor à cegueira e à escuridão os impeça.
Abaixo, em itálico, trechos do Manifesto Comunista:
O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado...
Todavia, nos países mais adiantados, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas: Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado; Imposto fortemente progressivo; Abolição do direito de herança; Confiscação da propriedade de todos os emigrados e dos contrarrevolucionários. (Isto é, quem não concordasse com as ideias de Marx – comentário meu); centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo; centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte. Adequação do sistema educativo ao processo de produção material (isto é, doutrinação comunista e oposição o que não for marxista – comentário meu), etc. 
Resumindo, Marx e Engels idealizaram uma tomada violenta do poder, com a implantação de um governo onde o Estado se apoderaria à força da economia, dos meios de comunicação, da educação, destruindo “as verdades eternas, a religião e a moral”. E ai dos contrarrevolucionários (chamados de rebeldes em algumas traduções)! Esse foi o plano exposto no Manifesto.
Agora, dentre as muitas descrições possíveis, vamos usar um trecho da biografia mundial do comunismo do livro Camarada, de Robert Service:
Os novos estados comunistas na Europa oriental e no leste da Ásia – de Tirana a Pyongyang e de Tallin a Xangai – tinham coisas em comum. Normalmente, governava um único partido. Às vezes, havia outros grupos políticos, quando eram de esquerda e submissos, que eram incorporados no partido comunista ou aos quais era dada uma semi-autonimia. A ditadura era imposta. Os tribunais e a imprensa estavam subordinados ao comando político. O estado expropriava grandes setores da economia e foi introduzido o planejamento industrial central. A religião era perseguida. As associações da sociedade civil eram obrigadas à submissão ou simplesmente aniquiladas. O marxismo-leninismo era disseminado na sua variante estalinista e as ideologias rivais eram perseguidas. A administração era centralizada. O controle das instituições do estado era reforçado por meio do sistema da “nomenklatura” e eram mantidas interligações estreitas entre o partido, o governo, a polícia e o exército.  
Centralização política, centralização econômica, monopólio ideológico, perseguição religiosa, censura da imprensa, perseguição aos opositores. A cartilha do Manifesto na prática, ponto por ponto. Para não ver isto, basta virar o rosto para o outro lado, ou fechar os olhos, ou furá-los. É o que tem feito os defensores do pensamento marxista. A verdade, porém, é que quanto mais Marx, mais morte.
O último texto é do Nobel em economia, Georg Monbiat:
Os comunistas contemporâneos costumam ceder à vaidade de achar que sua receita não falhou; dizem que o que aconteceu foi que ela sequer chegou a ser experimentada. Alegam que a emancipação dos trabalhadores, sempre que veio a ser praticada em escala continental, foi frustrada por tiranos, que corromperam a ideologia de Marx em benefício de seus objetivos. Durante alguns anos eu mesmo acreditei nisso. Mas nada é mais revelador dos riscos do programa político de Marx do que o Manifesto Comunista. Penso que este tratado, sob a forma de teoria, contém todo o potencial de opressão que mais tarde se abateu sobre os povos das nações comunistas. O problema das recomendações que faz não é que tenham sido aplicadas com rigor. As políticas de Stalin e Mao foram mais marxistas do que, por exemplo, as dos governos mais transigentes – e portanto mais ameno – do que Cuba e do estado indiano de Kerala.
Aqui estão evidentes a causa e o efeito, a semente e o fruto, a teoria e a prática. O que existe de destrutivo, de enganoso, de mortífero e anticristão nos governos marxistas do passado e de presente são resultados direto da pena de Marx e Engels. Só não vê quem não quer. E infelizmente, há muitos.
E esses deficientes visuais ideológicos, não veem e não desejam que outros vejam. Sem dúvida algum o pior cego é o que deseja cegar os outros.
Leitura recomendada:
O antimarxismo estridente de Hitler

5 comentários :

Anônimo disse...

Neste bloco de "deficientes visuais ideológicos" estão incluídos os devotos da
Teologia da Libertação, ancorados na paleozóica CNBB, e os pastores vigaristas e idiotas, bovinizados pela Teologia da Missão Integral

Apóstolo Ezequiel disse...

O principal argumento do marxismo (e de seus simpatizantes) é realizar uma suposta justiça social, e (teoricamente) tornar a sociedade igualitária (como eles mesmos fazem questão de dizer com todas as letras, "sem oprimidos nem opressores"). Só que o marxismo, para realizar a tão propagada "justiça social", precisa do poder absoluto nas mãos.

Por que é necessário ter este mesmo poder? Por uma razão muito simples: para tirar de quem tem mais e dar a quem tem menos, é necessário ter um regime que dê sustentação a esta ideologia. Do contrário, o objetivo proposto (a suposta "justiça social") se torna algo impossível de ser realizado apenas por mera teoria. Logo, o único regime mais adequado para tais pretensões é o totalitarismo.

No totalitarismo, os interesses do Estado se sobrepõem aos dos cidadãos. É como dizia uma filosofia totalitarista dos tempos de Hitler e Mussolini: "Nada acima do Estado, nada fora do Estado, e nada contra o Estado!" Por isso é que o marxismo defende o poder total (totalitarismo) nas mãos dos representantes do Estado.

O verdadeiro objetivo do marxismo é somente a tomada do poder. Após isso, vem a escravidão e o empobrecimento da sociedade. Isso tudo é feito sob o comando de um governo ditatorial (e contando com um aparato policial a serviço deste mesmo governo). Pra que melhor exemplo disso do que os atuais governos de Cuba e da Venezuela?

O humanismo (ideologia que inspirou o marxismo) apregoa que "o ser humano é bom, mas o meio social é quem o corrompe". Em contraste, a Palavra de Deus diz que "não há um justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). O ser humano já nasce com a natureza pecaminosa (e esta mesma natureza, por si só, é má em sua essência). Em virtude disso, muitos ainda são ingênuos a ponto de acreditar que as boas intenções são válidas em todo o mundo.

Em outras palavras: muitos ainda acreditam que podemos confiar em determinadas pessoas (principalmente os representantes do Estado) que afirmem estar se preocupando com o bem de todos (ainda que as atitudes dessas mesmas pessoas provem ou mostrem exatamente o contrário). A simples demonstração (ou propagação) de boas intenções não garante que elas serão necessariamente postas em prática. São apenas uma forma de dissimular o mal. Ou será que muitos estão esquecidos de que "o diabo insiste em se transformar em um anjo de luz" (2 Coríntios 11:14)?

A verdade nua e crua é que o mal nunca teve, não tem, e nunca terá nenhum compromisso com o bem. O mal só tem compromisso única e exclusivamente com si mesmo. Assim como a Palavra de Deus diz que "não pode vir nenhuma mentira da verdade" (1 João 2:21), a recíproca também é verdadeira (ou seja, nenhuma verdade jamais poderá surgir da mentira). Afinal, o diabo é o pai da mentira (João 8:44). Por que os seguidores do diabo (no caso, os marxistas) agiriam diferente?

Gostaria que os simpatizantes do marxismo e dos partidos esquerdistas respondessem a esta pergunta!

Vic disse...

O asqueroso e satanista barra-pesada Marx é o vampiro-mor fundador da seita comunista do martelo de foice, a da cobiça e da inveja dos bens alheios - tomar dos outros, doar para si e Estado e enriquecer sem fazer força!
Daí, administrar tudo que for apresado em "nome do povo", como propagandeiam os mafiosos do PT; enquanto isso, fica o povo escravizado como faz o ditador sanguinario F Castro, Kim Jong Un etc.!

Cicero disse...

Sim Vic,
Marx era um satanista.
Está no livro muito bom: "Era Karl Marx um satanista?"

Prsj disse...

Recebi este texto por e–mail, e achei oportuno repassar para todos daqui:

ALERTAS IGNORADOS

(*) Thor

Nos dias de hoje, ainda existem pessoas que se negam a aceitar a existência do mal (principalmente quando este mesmo mal se apresenta grande demais). Muitos acham que devemos esperar sempre o melhor do nosso inimigo (já que pensar no pior é assustador). É como supor que um leão adormecido nunca seria capaz de, de repente, despertar e atacar de surpresa quem cruzasse o seu caminho...

Pior do que ser enganado por outras pessoas é ser enganado por si mesmo. Quase sempre fazemos aproximação, aliança, ou amizade com o nosso inimigo, na provável (ou ingênua) esperança de não sermos suas próximas vítimas. Só que isso nunca deu certo (e jamais dará). Seria como imaginar que o diabo nunca iria nos fazer nenhum mal (ainda que ele esteja cometendo as piores perversidades diante dos nossos próprios olhos) ...

Por mais que tenham sido dados inúmeros e incansáveis alertas sobre o perigo de se colocar a esquerda (leia-se PT) no governo, muitos não acreditavam (e ainda não acreditam) no que perigo que esse mesmo governo representa. Os alertas propagados sobre a esquerda eram (e ainda são) tidos como exagero, teoria da conspiração, fanatismo, ou seja, vinham (e ainda continuam) sendo deliberadamente ignorados.

Só que o tempo provou (e está provando) que os alertas dados não foram sem razão. O que antes era (e ainda é) visto como exagero agora se tornou um risco iminente (como diz o título de um filme, passou a ser um PERIGO REAL E IMEDIATO). Os que antes duvidavam (e ainda duvidam) do poder do mal (no caso, a esquerda) agora estão vendo que o mesmo mal (que antes ignoravam) já está mostrando a sua verdadeira face!

Infelizmente, muitas pessoas costumam reagir contra a ação do mal somente quando são vítimas dele. Aí sim, é que elas finalmente passam a acreditar nos "exageros" dos alertas. Só que a reação contra o mesmo mal num caso desses pode já ser muito tarde, ou melhor, só vai ocorrer somente quando já não houver mais nenhuma possibilidade de reverter (ou combater) o mesmo mal.

Muitos ainda acreditam que podemos confiar em determinadas pessoas (principalmente os esquerdistas) que afirmam estar se preocupando com o bem de todos (ainda que as atitudes dessas mesmas pessoas provem ou mostrem exatamente o contrário). A simples demonstração (ou propagação) de boas intenções não garante que elas serão necessariamente postas em prática. São apenas uma forma de dissimular (ou disfarçar) o mal. Ou será que muitos estão esquecidos de que "o diabo insiste em se transformar em anjo de luz" (2 Coríntios 11:14)?

A verdade nua e crua é que o mal nunca teve, não tem, e nunca terá nenhum compromisso com o bem. O mal só tem compromisso única e exclusivamente com si mesmo. Assim como a Palavra de Deus diz que "não pode vir nenhuma mentira da verdade" (1 João 2:21), a recíproca também é verdadeira (ou seja, nenhuma verdade jamais poderá surgir da mentira). Afinal, se o diabo é o pai da mentira (João 8:44), por que os seguidores do diabo (no caso, os esquerdistas) agiriam diferente?

Decididamente, não podemos (e nem devemos) mais ser vítimas do nosso próprio auto–engano diante da manifestação sutil e silenciosa do mal!


(*) Pseudônimo de um anti–esquerdista que prefere não se identificar por questões de segurança.

Alguém ainda tem alguma dúvida em relação a tudo que este texto diz?

Aguardo as opiniões de todos.

P.S: Se alguém daqui quiser se manifestar, esteja à vontade.