31 de outubro de 2015

Putin: Aquecimento global é “uma fraude”


Putin: Aquecimento global é “uma fraude”

“A mudança climática realmente existe, é cíclica, e o papel antropogênico é muito limitado”

(Daily Caller) O presidente russo Vladimir Putin crê que o aquecimento global é uma “fraude” — uma conspiração para impedir a Rússia de usar suas vastas reservas de petróleo e gás natural.
Putin acredita que “não existe nenhum aquecimento global, que isso é uma fraude para impedir o desenvolvimento industrial de vários países, inclusive a Rússia,” Stanislav Belkovsky, um analista político que frequentemente critica Putin, disse ao jornal New York Times.
“É por isso que esse assunto não é popular para a maioria dos meios de comunicação de massa e a sociedade da Rússia em geral,” Belkovsky disse.
Traduzido por Julio Severo do original do WND: Putin: Global warming ‘a fraud’
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30 de outubro de 2015

Olavo de Carvalho nem sempre tem razão


Olavo de Carvalho nem sempre tem razão

Julio Severo
“Olavo tem razão” gritam seus adeptos para tudo e para todos. Mas é preciso agora levantar outro grito: “Olavo não é Deus.” Isso é auto-evidente. Mas ele e seus adeptos, também chamados de olavetes, não permitem nenhum questionamento. No Facebook, qualquer questionamento respeitoso às postagens desrespeitosas e chulas de Olavo é bloqueado e o questionador é sumariamente queimado na fogueira dos palavrões. A ausência ou banimento de questionamento é característica típica das ditaduras, dos deuses e das seitas.
A seita age assim: tudo o que o líder supremo diz é verdade absoluta e inquestionável. Quem questiona comete pecado imperdoável e vira inimigo mortal.
Olavo tem promovido uma direita com espírito e caráter de seita (o comportamento extremista das olavetes é prova mais que suficiente disso) e tudo pode descambar em seita, como já é bem evidente pela forma como tratam Olavo: “mestre.”
Olavo defende e desculpa a Inquisição (que torturava e matava judeus e evangélicos) do jeito que um comunista ou nazista defende e desculpa seus próprios crimes. Ele xingou Lutero e Calvino de dois “filhos da ****,” trata a Reforma protestante como o primeiro movimento revolucionário (de linha marxista) da história, e mesmo assim existe evangélico masoquista para lhe lamber os pés em tudo e dizer para tudo e para todos: “Olavo tem razão.” Isso não é ser inteligente. Isso é perfil de adepto de seita.
A questão não é apenas que ele xingou Lutero e Calvino. A questão essencial é que xingar é errado. O hábito de xingar é sempre desrespeito. Qualquer mau-caráter faz isso.
Xingar de longe, se valendo da distância como proteção e simulando uma valentia que o xingador não tem frente a frente, é a atitude em que o mau-caráter apimenta o desrespeito com a covardia. De longe, dá para xingar qualquer um no Brasil e na China.
A atitude nobre e corajosa é prevalecer sobre a tentação do desrespeito, mau-caratismo e covardia. É possível e correto criticar publicamente opiniões e comportamentos públicos errados sem apelar para baixarias.
Contudo, alguns jovens evangélicos, por causa da influência filosófica de Olavo, não estão evitando essa tentação. Estão agora vendo e usando a boca suja como virtude, não como comportamento próprio de banheiro de boteco, não como comportamento a ser evitado. Boca suja, entre evangélicos imaturos que alegam ser conservadores, está virando sinônimo de distinção. Eles esqueceram que a boca suja é a marca registrada do mau-caráter.
Pensam que cultivando o hábito das palavras chulas ficarão semelhantes ao Olavo, quando na verdade esse vício os torna conforme a imagem e semelhança dos frequentadores de prostíbulos de periferia.
Esses jovens deveriam parar para pensar: Como é que pode alguém que minimiza os horrores da Inquisição e xinga Lutero e Calvino estar certo e honesto em outras questões?
Olavo disse acerca da Inquisição:
“Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados,’ entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”
Olavo também disse:
“Esclareço: O mito da Inquisição foi A MAIS VASTA E DURADOURA CAMPANHA DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS, DURA ATÉ HOJE, COM FINANCIAMENTO MILIONÁRIO, E PARECE QUE NÃO VAI ACABAR NUNCA. QUEM A INVENTOU NÃO FORAM ILUMINISTAS NEM COMUNISTAS. FORAM PROTESTANTES, QUE CONTINUAM A PROMOVÊ-LA ATÉ AGORA, TENDO COMO CENTRO IRRADIANTE AS IGREJAS DOS EUA. Isso é um fato histórico que nenhum historiador profissional hoje em dia desconhece, e não tem nada a ver com ‘debates teológicos.’”
Então, será que um “mito” torturou e matou milhares de judeus e protestantes? Geralmente, Olavo acredita que os russos criam mitos destrutivos. Mas no caso da Inquisição, ele alega que foi criado pelos americanos.
Ben-Zion Netanyahu, um historiador conceituado que trabalhava na Universidade Hebraica de Jerusalém e na Universidade Cornell nos EUA, escreveu um livro enorme sobre a Inquisição, louvado pela A Revista Judaica (Jewish Journal), que disse que “’As Origens da Inquisição na Espanha do Século Quinze,’ uma obra-prima acadêmica e um tomo minucioso sobre a Inquisição da Espanha, descreve como a Igreja Católica perseguia, e muitas vezes executava, multidões de judeus que, sob pressão, haviam se convertido ao catolicismo e que eram acusados de praticar secretamente o judaísmo.” Ben-Zion Netanyahu é pai do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O Dr. D. James Kennedy, um renomado líder conservador pró-vida, disse sobre a Inquisição, principalmente a Inquisição espanhola: “Foi deplorável no grau mais elevado — uma supermáquina monstruosa de brutalidade e crueldade. Sua natureza era diabólica.”
Mesmo assim para Olavo, a Inquisição não era tão diabólica. Não diferente de comunistas, que fazem revisionismo da história para acobertar e minimizar seus podres, Olavo promove um revisionismo insistente da Inquisição e seus horrores.
Se faz sentido defender a Inquisição, por que não também defender as clínicas de aborto, que igualmente torturam e matam inocentes? Qual é a diferença? Como não enxergar a hipocrisia disso?
Um problema comum nos brasileiros é a hipocrisia. Durante o governo militar no Brasil, ativistas esquerdistas, que se queixavam do capitalismo, escolheram exílio na Inglaterra, Suécia e até nos Estados Unidos, a nação mais capitalista do mundo. Por que anticapitalistas escolheram viver nas nações mais capitalistas do mundo?
Olavo frequentemente se queixa do protestantismo (não o protestantismo liberal, mas todo o protestantismo), mas escolheu exílio na nação mais protestante do mundo. Por que um homem que se queixa do protestantismo escolhe viver na nação mais protestante do mundo?
Olavo tem razão em algumas questões (aborto, educação em casa, vacinação de crianças, etc.). Na questão homossexual, ele acerta ao denunciar a ameaça da agenda gay, porém erra ao tratar o comportamento homossexual como natural. Em matéria de coerência moral e espiritual, protestantismo, Bíblia, Evangelho e Inquisição, OLAVO NÃO TEM RAZÃO.
Até mesmo em questões de geopolítica, Olavo comete erros. Embora ele ostente catolicismo, os grandes sites católicos conservadores dos EUA não publicam seus artigos. O maior site conservador americano a publicar um artigo dele foi o WND, que pertence a um evangélico. O artigo dele publicado pelo WND foi traduzido para o inglês pelo evangélico americano Don Hank, a quem o Mídia Sem Máscara atacou dias atrás com o artigo infame “Desinformação: os mentirosos pagos e os não pagos de Vladimir Putin”. Em defesa de Hank, publiquei internacionalmente este artigo: “Neocons, a Inquisição, russofobia e mentiras.”
Meu desafio público foi: “Hank não é um mentiroso. Ele é um americano conservador que ajuda cristãos em situações muito difíceis, desmascarando seus opressores. Se Kincaid — e também Olavo de Carvalho, que honrou o artigo difamatório de Kincaid publicando-o em português — acha que Hank é um agente pago (ou explicitamente: um mentiroso pago), meu desafio é que uma comissão de investigadores internacionais examine nossas contas bancárias (minha, do Hank, do Kincaid e do Olavo) para revelar ao mundo nossas fontes financeiras. Vamos abrir nossos registros financeiros. Vamos deixar que tal comissão nos investigue. Só desse jeito todos saberão quem está realmente sendo pago para mentir.”
Embora um evangélico seja seu dono, o WND tem colunistas católicos, especialmente o Pat Buchanan, que já foi candidato presidencial pelo Partido Republicano. Buchanan, que era assessor do presidente conservador Ronald Reagan, é um destacado líder católico pró-vida e pró-família, muito mais conhecido do que Olavo. Buchanan tem sustentado uma linha de denúncia aos neocons, que demonizam a Rússia em tudo.
Enquanto Olavo segue uma linha geopolítica neocon, Buchanan segue uma linha de combate aos neocons.
As colunas de Buchanan são publicadas na maioria dos grandes sites católicos conservadores dos EUA. Os artigos de Olavo não são publicados nesses grandes sites. E se fossem, receberiam contestação e questionamento dos leitores americanos, conduta que nem católicos nem evangélicos do Brasil parecem estar dispostos a mostrar diante do “mestre” Olavo. E se tivessem coragem de mostrar, seriam sujeitos à Inquisição de bloqueios e uma rajada de palavrões.
Se Olavo tivesse razão em tudo, todos os seus artigos seriam publicados em todos os grandes sites conservadores dos EUA e até do Vaticano. Se ele tivesse razão em tudo, ele seria um deus.
Mas com uma boca que ostenta com orgulho palavras chulas, xingando a seu bel-prazer Lutero, Calvino e até Julio Severo, como ele espera ser visto e respeitado como católico ou mesmo filósofo? Por que ele não xinga a Inquisição e seus horrores? Por que não xinga os papas que criaram a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos?
Por que ele não xinga o bruxo René Guénon? No Google, uma pesquisa conjunta dos nomes “Olavo de Carvalho” e “René Guénon” traz mais de 5 mil resultados. Confira: “Olavo de Carvalho e a premonição ‘magistral’ do bruxo islâmico René Guénon.” Olavo tem sido o maior propagandista do bruxo Guénon que o Brasil já viu.
Um ativismo antimarxista estridente não deveria ser desculpa para fazer vista grossa à Inquisição, aos xingamentos contra Lutero e ao favoritismo pelo bruxo Guénon. Embora alguns evangélicos estejam vendo o antimarxismo (que tem seu papel legítimo quando está no seu devido lugar) quase como fruto indispensável do Espírito, a estridência na luta antimarxista nem sempre é sinal de que esse tipo de ativismo tem uma motivação genuinamente cristã por trás.
Portanto, os evangélicos que em busca de conservadorismo se tornaram idolatras de Olavo (mais comumente chamados de olavetes) e estão colocando assuntos políticos acima de assuntos espirituais deveriam lembrar: OLAVO NÃO É DEUS. Ele é mortal. Finito. Imperfeito. Humano. Em necessidade da redenção que só Jesus Cristo pode dar. Em necessidade de libertação e salvação. Em necessidade de oração.
O Olavo já me ajudou muito no passado, me defendendo. Minha humilde contribuição foi atrair o público evangélico a ele e ao Mídia Sem Máscara, onde fui o primeiro colunista evangélico. Isso foi um sucesso além do esperado. Mas as posturas públicas dele precisam ser questionadas. O apoio público dele à Inquisição e aos seus horrores precisa ser questionado. Os xingamentos dele contra Lutero, Calvino e a Reforma precisam ser questionados. Suas visões geopolíticas neocons precisam ser questionadas.
O público evangélico precisa parar de idolatrá-lo e começar a orar por ele.
Ele e suas ideias e escritos podem ser questionados? Sim! Podem ser questionados, rejeitados ou aproveitados, desde que devidamente analisados em busca de real fundamento e veracidade. Mas se você não tem conhecimento, não diga bovinamente que quem tem mais conhecimento está automaticamente certo. Mais conhecimento não é sinônimo de conhecimento certo e não é evidência de que quem o tem sabe usá-lo.
Se até as profecias proferidas nas igrejas devem ser examinadas, conforme ensinou o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 14, por que a opinião de um homem mortal deveria ser dispensada de exame e avaliação?
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29 de outubro de 2015

Agência da ONU Inclui Meninos de Dez Anos em Definição de Conduta Gay


Agência da ONU Inclui Meninos de Dez Anos em Definição de Conduta Gay

Dra. Rebecca Oas
NOVA IORQUE, EUA, outubro (C-Fam) A agência de planejamento familiar da ONU (FNUAP) está vagueando mais e mais em território polêmico com um novo relatório sobre o HIV e infecções sexualmente transmissíveis entre homens que têm sexo com homens — e meninos.
O relatório do FNUAP sugere que a promiscuidade e práticas sexuais perigosas são uma parte generalizada da experiência homossexual masculina, uma acusação que o Centro Legal de Pobreza no Sul rotularia como “ódio” se viesse de uma organização cristã conservadora. Ao mesmo tempo, o relatório ignora o fato de que ter múltiplos parceiros sexuais, principalmente parceiros simultâneos, muito aumenta o risco de infecção. O conselho que ele oferece para mudar a conduta sexual limita-se a usar camisinhas e lubrificantes.
O FNUAP começa com uma definição de HSH como “homens que têm sexo com homens,” e “deveriam ser entendidos como incluindo rapazes, isto é, aqueles que estão na faixa etária entre 10 e 24 anos.” Embora o HSH seja geralmente considerado como conduta em vez de identidade, o FNUAP inclui aqueles “que experimentam atração sexual para com o mesmo sexo.”
Essa definição parece criar uma “comunidade” baseada numa conduta ou inclinação comum, apesar do fato de que alguns homens arrastados para esse agrupamento não se identificam como pertencentes a ele. O FNUAP frequentemente pede o fortalecimento de sistemas “comunitários” e concessão de direitos a grupos para promover a aceitação cultural da conduta homossexual.
O FNUAP foi coautor do relatório com vários grupos, inclusive a Organização Mundial de Saúde, e a USAID e o PEPFAR (sigla em inglês para programas de HIV/AIDS e assistência externa dos EUA). Embora o relatório tenha o objetivo pretenso de impedir a propagação de doenças, em vez disso tenta transformar condutas de risco elevado numa “comunidade” — abrangendo meninos de dez anos que foram estuprados ou vendidos para sexo e indivíduos que escolheram não agir conforme suas atrações.
O FNUAP e seus colaboradores contam com interpretações de ativistas de direitos sexuais do padrão de direitos humanos, citando um relatório do Programa de Desenvolvimento da ONU que pede a descriminalização da prostituição e conduta homossexual, e os Princípios de Yogyakarta, um documento produzido por organizações não governamentais.
O relatório observa a “prevalência significativa de violência de parceiros íntimos entre homens que têm sexo com homens,” e admite que eles “têm mais probabilidade de usar álcool e drogas [ilegais] do que outros adultos na população geral.” Eles usam drogas e álcool, o relatório afirma, para “vencer as inibições sociais e aumentar a confiança enquanto eles buscam parceiros sexuais,” bem como “fornecer aprimoramento psicológico das experiências sexuais, [alcançar] a capacidade de se engajar em sexo por períodos prolongados de tempos e reduzir as inibições sexuais.” As drogas “poderão ajudá-los a lidar com um diagnóstico de HIV e escapar do medo de rejeição devido à sua condição de HIV positivo.”
Com relação às condutas associadas com os HSH, o FNUAP recomenda, “são necessárias mais pesquisas no uso de enemas e na prática de enfiar o braço no ânus, principalmente criar normas.” O FNUAP evita chamar essas práticas de “práticas culturais nocivas,” um conceito frequentemente denunciado em documentos da ONU.
Boa parte do relatório é dedicado à prevenção e controle do HIV por meio de drogas antirretrovirais, profilaxia pré-exposição (PrEP), que são muito caros, bem como disseminação generalizada de camisinhas e lubrificantes.
O FNUAP menciona a terapia reparativa apenas para rejeitá-la conforme “mostrado para pacientes do sexo masculino que têm sexo com homens além do trauma emocional e psicológico.”
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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ONU quer criminalizar “homofobia”

28 de outubro de 2015

Dados da ONU Apoiam Papa sobre Aborto e Contracepção, Alarmistas do Clima Desapontados


Ativistas Pró-Aborto Contam com Resolução do Conselho de Segurança

Dra. Susan Yoshihara
NOVA IORQUE, EUA, outubro (C-Fam) O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução nesta semana que os ativistas usarão para mirar leis que protegem crianças em gestação contra o aborto e revogar leis americanas que proíbem o financiamento de abortos no exterior.
A resolução foi aprovada no começo de uma série longa de dois dias de discursos em que o Conselho de Segurança da ONU e países membros da ONU comemoraram o aniversário de 15 anos da agenda Mulheres, Paz e Segurança. O propósito da agenda, e sua resolução inicial, a UNSCR 1325, é identificar como a guerra afeta desproporcionalmente mulheres, e engajar mais mulheres em prevenção de conflitos, construção da paz e manutenção da paz.
Com o passar dos anos os ativistas pró-aborto têm buscado ligar sua agenda às resoluções consecutivas, buscando a aprovação oficial do conselho prestigioso, mudanças de políticas e o financiamento substancial que vem colado às iniciativas do Conselho de Segurança. Apesar de terem apoio da Inglaterra e França, que são membros do grupo permanente de cinco nações no Conselho, o esforço até o momento falhou. Em 2013 a França foi repelida quando tentou introduzir uma referência ao aborto na resolução daquele ano.
Neste ano, os ativistas adotaram um diferente curso de ação e introduziram na resolução referências a três documentos que fizeram sua reivindicação no lugar deles — um relatório do secretário-geral da ONU, um estudo conduzido pela ONU Mulheres, e uma recomendação geral feita pelo comitê que monitora a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres.
Esses funcionários da ONU afirmam que a gravidez é um ferimento de guerra que precisa de aborto para curar e portanto está sujeito à exigência da Convenção de Genebra de fornecer assistência médica não discriminatória para não combatentes independente das leis nacionais. Eles afirmam que as leis que protegem os bebês em gestação representam tratamento “cruel e desumano” para a mãe da criança e violam as leis de direitos humanos.
A resolução mencionou, mas não endossou esses documentos, e não se sabe se as nações estão cientes de seu conteúdo polêmico. Vários países, como os Estados Unidos, mencionaram a análise do estudo sobre a participação das mulheres em iniciativas de paz. Muitos congratularam os autores do estudo e prometeram considerar seu conteúdo. Só a Santa Sé lidou com o aborto diretamente, dizendo que objetava fortemente à sugestão de que era um meio de recuperação e reabilitação.
O Egito fez referência indireta ao problema de politizar as leis humanitárias bem como “negligência com respeito às prioridades da soberania nacional e o respeito às leis nacionais” e a “questão de estudos e dados não oficiais” que não refletem as metas relativas à agenda de Mulheres, Paz e Segurança.
O fato de que a ONU Mulheres introduziu o aborto no estudo parece casual. As notas de rodapé não são compatíveis com o texto, afirmações são introduzidas sem nenhuma referência e em alguns lugares os editores não encontraram as referências principais e em vez disso se apoiaram em fontes secundárias.
A afirmação principal vem fundamentada apenas por documentos de uma organização de defesa do aborto, o Centro de Justiça Global, com uma coleção de artigos e com opiniões pessoais que apareceram em jornais. A falta de conexão do resto do estudo dá a aparência de que foi aceito sem avaliação por parte de autoridades legais.
Nem o estudo nem o relatório do secretário-geral fornecem base legal para a reivindicação, exceto referências aos comentários não obrigatórios dos órgãos de monitoração de tratados da ONU e outros funcionários da ONU. Embora o comitê que monitora a CEDAW faça referência à sua própria autoridade ao fazer a afirmação, o comitê não tem nenhuma autoridade para interpretar o tratado de uma forma que crie novas obrigações nos países.
Os ativistas pró-aborto provavelmente usarão a nova resolução para pressionar seu caso contra as leis americanas que restringem o financiamento do aborto no exterior. A equipe de ONU Mulheres continua a afirmar que a resolução de 2013 apoia sua reivindicação, muito embora o aborto seja explicitamente rejeitado. Nesta semana os funcionários do Parlamento Europeu apresentaram uma resolução ao parlamento fazendo o mesmo argumento. A resolução vai para uma votação na próxima semana.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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Desmascarando a agenda de controle populacional global

27 de outubro de 2015

Porte de armas: o que a Bíblia realmente diz?


Porte de armas: o que a Bíblia realmente diz?

Shane Idleman
O Rev. Gary Hall certa vez telefonou para os legisladores em Washington para pararem de ter medo dos grupos de pressão pró-armas e cumprir seu “dever moral” de restringir as armas: “Todos nesta cidade parecem estar vivendo com pavor dos grupos de pressão pró-armas,” disse Hall. “Mas creio que os grupos de pressão pró-armas não são páreos para os grupos de pressão da cruz.” Os comentários de Hall são desanimadores.
O que estamos vendo hoje não é um problema de armas. É um problema moral chamado pecado. Estamos testemunhando a deterioração rápida dos Estados Unidos. Os EUA perderam sua bússola moral… perderam o temor do Senhor. Quando o temor do Senhor diminui, o mal aumenta. “Um povo que valoriza seus privilégios acima de seus princípios logo perde ambos” (Dwight D. Eisenhower).
Um dos versículos da Bíblia muitas vezes usado para apoiar a proibição de armas se acha em Provérbios 20:22: “Não murmures: Eu te farei pagar pelo mal que me fizeste!” Entrega a tua vindicação ao SENHOR, e Ele te dará a vitória!” (KJA) Esse versículo está lidando com vingança e fazer justiça com as próprias mãos, não defesa pessoal.
De acordo com Romanos 13:4 um dos propósitos das autoridades é “punir quem pratica o mal.” Eles são os vingadores de Deus: “Os homens, em resumo, devem necessariamente ser controlados, ou por meio de uma força dentro deles, ou por meio de uma força fora deles; ou pela Palavra de Deus, ou pelo braço forte do homem; ou pela Bíblia, ou pela baioneta” (Robert Winthrop 1809 – 1894).
Mas não me interprete mal… como cristãos, creio que devemos buscar a paz em todos os momentos e não misturar fanaticamente patriotismo americano com o Cristianismo. Mas e quanto à defesa pessoal como último recurso e autorizações bíblicas de se proteger? O Antigo Testamento oferece uma superabundância de exemplos, mas e quanto ao Novo Testamento? Em Mateus 26:52 (NVI) Jesus diz para Pedro: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.” Jesus não denunciou a espada, mas esclareceu qual é o seu lugar. Quando adotamos ação prematura e emocionalmente carregada, pode nos custar a vida.
Mais tarde Jesus acrescenta: “Vocês vêm com espadas e porretes para me prender como se eu fosse um bandido?” (NVI) Se Ele fosse um ladrão e bandido, os porretes e as espadas teriam sido justificados. Em minha opinião, essas passagens da Bíblia indicam que as armas têm de fato um lugar na sociedade, embora tenhamos de ter cuidado.
Além disso, em Lucas 22:36 Jesus diz: “Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma.” (NVI) O que se deve fazer com essa passagem bíblica? Primeiro, prefiro errar do lado da paz, mas nem sempre essa é uma opção. Uma coisa é certa: uma espada é para defesa. Jesus inicialmente os enviou numa viagem missionária pacífica em que eles não precisavam desses itens, mas agora Jesus pode estar dizendo: “Fui a provisão e proteção de vocês, e ainda sou, mas também quero que vocês estejam preparados… para usar a sabedoria.”
Mas alguns poderão argumentar: “Jesus não disse que devemos amar nossos inimigos e abençoar os que nos amaldiçoam, e fazer bem aos que nos odeiam, e orar pelos que nos tratam com desprezo e nos perseguem?” (cf. Mateus 5:43-48.) Sim. No entanto, essas referências se referem a agressões pessoais, ofensas e assassinatos de caráter. É dar um salto gigantesco acreditar que Jesus está dizendo: “Faça bem aos que estão tentando aleijar ou destruir você e sua família.”
Paulo diz a Timóteo que se “alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” (1 Tim. 5:8 NVI). Mas os que buscam proteger sua família, que é muitas vezes uma responsabilidade maior (ou até mesmo igual), são muitas vezes rotulados de belicistas e acusados de fazer mau uso da Bíblia.
Precisamos ler a Bíblia em sua totalidade. Por exemplo, quando Jesus levou um tabefe, Ele não virou a outra face. Ele disse: “Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu?” (João 18:23 NVI). Embora devamos errar do lado da graça e paz, há uma ocasião e lugar para confronto e proteção.
Compreenda de forma clara que não estou defendendo a violência ou a agressão. Estou defendendo coerência e coesão bíblica. O contexto é o fator principal aqui. Perdoar não significa ser passivo, e conceder graça não significa ser ingênuo.
Temos o chamado de proteger nossas famílias de forma espiritual, emocional e financeira, mas não de forma física? Isso não faz sentido. Contudo, minha preocupação com o debate sobre armas é que estamos absorvendo o frenesi do medo. Uma minimização da soberania tem relação direta com o aumento da preocupação. “A maioria dos cristãos saúda a soberania de Deus, mas acreditam na soberania do homem” (R.C. Sproul).
Muitos estão preparados militarmente, mas não espiritualmente; instilando medo doentio em suas famílias. Estamos colocando o temor do homem neles em vez do temor de Deus. Ouço muitos cristãos falando sobre marcas de armas, mas pouco sobre quebrantamento, entrega a Deus e humildade. Nossas armas estão carregadas de balas, mas o quarto da oração está vazio. Esse é o problema real — precisamos gastar menos tempo assistindo programas conservadores seculares de TV (O’Reilly, Hannity, Beck e Coulter), e mais tempos lendo Mateus, Marcos, Lucas e João.
Toda vez que o povo de Deus confiou em suas armas e exércitos, Ele os chamou ao arrependimento. Nossa proteção está em nossa atitude de nos submetermos diariamente a Ele. O Salmo 121:2 (KJA) acrescenta: “De onde me virá o socorro? O socorro virá do meu SENHOR, o Criador dos céus e da terra! Ele não deixará que teus pés vacilem; não pestaneja Aquele que te guarda.”
A tendência atual nos chama a tomar muito cuidado com quem, ou o que, “adoramos,” ou em quem, ou no que, colocamos nossa confiança.
Shane Idleman é o fundador e o pastor principal da Comunidade Cristã Westside em Lancaster, na Califórnia.
Traduzido por Julio Severo do original da revista Charisma (a maior revista pentecostal do mundo): Guns—What Does the Bible Really Say?
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26 de outubro de 2015

O conservadorismo de Vladimir Putin é falso?


O conservadorismo de Vladimir Putin é falso?

Julio Severo
O conservadorismo da Rússia, sob influência da Igreja Ortodoxa, tem se destacado pelas fortes posturas cristãs contra a agenda gay e o aborto, especialmente na ONU. Essa receita conservadora deu certo para o presidente conservador evangélico americano Ronald Reagan e para o Vaticano. Poderia dar certo para os russos?
Se você acha que o conservadorismo promovido pelo presidente Vladimir Putin na Rússia é verdadeiro, um apologeta brasileiro quer ajudar você a mudar de opinião.
Em seu recente artigo “O falso conservadorismo de Vladimir Putin,” publicado no GospelMais, o apologeta brasileiro diz:
“Natural da cidade de São Petersburgo, Putin vem desenvolvendo uma estratégia de ação diferente da época em que atuava como tenente-coronel da KGB (antiga agência de espionagem), que é a de recorrer ao conservadorismo da Igreja Ortodoxa Russa como uma contraposição ao liberalismo dos EUA. Em outras palavras: Putin adotou o conservadorismo com o objetivo de criar uma nova imagem para a mãe Rússia, de uma nação que preza pelos princípios fundamentais da família cristã — algo claramente louvável, apesar de que o objetivo por trás é outro… Pela maneira como o ex-agente da KGB vem atuando nos bastidores da política nacional e internacional sugere que o conservadorismo não passa mesmo de uma temporária peça de publicidade russa.”
Como evidência de que Putin não é conservador, o apologeta brasileiro diz: “Como conciliar o conservadorismo de Vladimir Putin com a política de extermínio de opositores no território sírio? Putin não é conservador.”
Como conciliar a opinião do apologeta brasileiro com a realidade? Quem são esses opositores?
Em seu artigo “Rússia declara ‘guerra santa’ ao Estado Islâmico,” Raymond Ibrahim, um líder cristão americano descendente de cristãos do Oriente Médio, explica sobre os tais opositores:
“Até mesmo a resposta do Rev. Franklin Graham à intervenção militar russa na Síria parece inusitadamente positiva, vindo do próprio presidente da Associação Evangelística Billy Graham: ‘O que a Rússia está fazendo poderá salvar a vida de cristãos no Oriente Médio… Entendam que o governo sírio… tem protegido os cristãos, eles têm protegido as minorias contra os islamistas.’ Se os islâmicos de guerra santa (‘rebeldes’) apoiados pelos EUA conseguirem derrubar o governo da Síria, Graham prediz corretamente que haverá ‘um banho de sangue de cristãos’: ‘Haveria dezenas de milhares de cristãos assassinados e massacrados e, além disso, haveria centenas de milhares de mais refugiados fugindo para a Europa. Portanto, em relação à Rússia de agora, eu vejo sua presença como ajudando a salvar a vida dos cristãos.’ Evidentemente, é um fato comprovado que os ‘rebeldes bons’ — chamados de moderados — estão perseguindo os cristãos tanto quanto o Estado Islâmico persegue os cristãos.”
Ibrahim é autor do livro best-seller “Crucified Again” (Crucificados de Novo), que relata como os cristãos do Oriente Médio estão sendo trucidados pelos muçulmanos.
A pergunta importante então é: Por que o apologeta brasileiro escolheu ficar do lado desses rebeldes ou opositores islâmicos que assassinam cristãos? A resposta é que ele, cujo nome é Johnny Torralbo Bernardo, segue a ideologia socialista. Johnny Bernardo, que é colunista do site evangélico progressista GospelMais, tem um histórico de anos como membro oficial do Partido Comunista do Brasil.
Infelizmente, muitos apologetas brasileiros, que deveriam defender o Evangelho, defendem o socialismo e odeiam influências cristãs conservadoras na política.
Como colunista do GospelMais, Johnny já fez algumas declarações compatíveis com a ideologia comunista. Em seu artigo “Júlio Severo e temas relacionados,” em que ele me ataca, ele diz:
“A Revolução Cubana foi necessária porque os cubanos eram explorados financeira e fisicamente pelos estadunidenses.”
Nesse mesmo artigo, ele se queixa de que denuncio protestantes socialistas e apoio neopentecostais, que são o segmento evangélico mais antissocialista do Brasil.
Deve haver algo de muito estranho quando um comunista que louva a sanguinária revolução cubana e ataca Julio Severo é considerado, pelo GospelMais, como boa fonte de referência para os evangélicos rejeitarem o “falso conservadorismo” do presidente russo.
Em outro artigo do GospelMais, intitulado “O Brasil e o Estado Laico; uma entrevista,” Johnny explica que uma união entre Estado e religião cristã é um perigo. Como exemplo desse perigo, ele usa a Arábia Saudita, que é uma ditadura islâmica. Nesse sentido, ele diz das preocupações que ele tem: “O Brasil, assim como os Estados Unidos, ainda é pautado [governado] pela religião, pela influência de líderes religiosos.”
A questão de Johnny com Putin então é que o presidente russo, ao dar mais espaço político para a Igreja Cristã Ortodoxa na Rússia, está indo diretamente contra o Estado laico, ferrenhamente defendido por comunistas do mundo inteiro.
Como todo comunista, Johnny acredita na separação da Igreja e do Estado. Mas há uma exceção: cristãos anticapitalistas e ambientalistas precisam ter espaço no governo e suas políticas. Em seu artigo “Pastores devem tomar o Papa Francisco como um modelo de liderança,” Johnny diz:
“Primeiro Papa latino-americano, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio (Papa Francisco) até o momento tem dado sinais de que será também o mais importante líder católico da História. Acima de tudo, o Papa Francisco retomou o discurso social da Igreja, de aproximação com os pobres e oprimidos pelo sistema capitalista.”
Então, na visão comunista de Johnny, o Papa Francisco é um exemplo excelente de envolvimento cristão na política. Johnny é enfático: Francisco é um exemplo que todos os pastores evangélicos deveriam seguir. Em contraste, Putin é o mau exemplo.
Ele concorda com Francisco, mas discorda de Putin.
Indo mais adiante em seu artigo “O falso conservadorismo de Vladimir Putin,” Johnny diz:
“Tudo não passa de uma estratégia compassadamente desenvolvida para contrapor-se as políticas liberais dos EUA. Com a união civil homossexual reconhecida pela mais alta corte dos EUA, a regulamentação do uso recreativo da maconha em Estados como o Colorado e Washington, a agenda conservadora de Putin ganha cada vez mais adeptos no mundo ocidental. Olavo de Carvalho foi assertivo ao publicar, em setembro de 2013, uma pequena nota sobre o líder russo. ‘Vladimir Putin parece que descobriu a fórmula do sucesso: a esquerda internacional o aplaude porque é anti-americano, a direita porque vê nele a esperança de um renascimento espiritual do mundo. Ele me parece muito mais inteligente do que seu mestre Duguin…’ Carvalho finaliza com uma dúvida: ‘Aonde isso vai dar, ninguém sabe.’ Pela primeira vez tenho de concordar com ele.”
Além de apoiar os opositores sírios (que são muçulmanos radicais que matam cristãos) e apoiar o papa em suas posturas anticapitalistas e ambientalistas, agora Johnny também apoia Olavo de Carvalho.
Apenas para dissipar essa demasiada fé comunista de Johnny em Olavo, é preciso esclarecer que o entendimento do Olavo está equivocado. Totalmente diferente do que Olavo disse, quando os líderes cristãos ortodoxos da Rússia realizaram um encontro pró-vida e pró-família internacional em Moscou, inclusive no Kremlin, a esquerda internacional não aplaudiu Putin. Organizações esquerdistas e homossexuais conseguiram pressionar o governo dos EUA a proibir grupos cristãos e conservadores americanos de participarem. A esquerda não aplaudiu. A esquerda atacou.
Esses mesmos grupos esquerdistas e homossexuais pediram ao Departamento de Estado dos EUA que investigasse todos os americanos que participaram desse encontro pró-família em Moscou.
Não só a esquerda internacional ficou descontente com esse encontro, mas os neocons americanos — que são erroneamente considerados como conservadores — também atacaram o evento.
Como o próprio comunista Johnny demonstra, a esquerda internacional está descontente com Putin. Esse descontentamento esquerdista vem crescendo desde que Putin aprovou uma lei que proíbe propaganda homossexual para crianças em 2013. Desde então, a mídia esquerdista internacional começou a tratar essa proibição russa como se fosse um genocídio contra os homossexuais.
Quem não está descontente com Putin são líderes evangélicos que enxergam além da ideologia. Franklin Graham, filho do famoso evangelista Billy Graham, aplaudiu e louvou não só a atitude de Putin de proteger as crianças russas contra a propaganda homossexual, mas também de apoiar o presidente sírio que tem protegido os cristãos. Graham escreveu uma matéria de capa na revista Decision, intitulada “A controvérsia olímpica de Putin.”
Se Graham é esquerdista, então Olavo e Johnny têm uma razão legítima para acusar: a esquerda aplaudiu Putin. Mas o fato é outro: a verdadeira esquerda internacional não aplaudiu Putin.
Quando ativistas homossexualistas notam que um líder internacional tem uma inclinação esquerdista ou homossexualista, eles o encorajam. Por isso, não é nenhuma surpresa que The Advocate, a mais antiga revista homossexual dos EUA, nomeou o Papa Francisco como sua “Personalidade do Ano” para 2014, retratando-o como um exemplo muito bom. 
Mas quando não existe tal inclinação esquerdista ou homossexualista, eles atacam. Por isso, não é de admirar que Vladimir Putin foi nomeado como “Personalidade do Ano” em 2014 pela mesma revista homossexual, que retratou o presidente russo como exemplo muito ruim.
Quem quer que essa revista retrate como bom é aplaudido pela Esquerda internacional.
Quem quer que essa revista retrate como mau é rejeitado pela Esquerda internacional.
De acordo com os exageros de Olavo, Alexander Dugin é o maior conservador ou líder na Rússia. Contudo, Dugin não estava no maior encontro pró-vida e pró-família internacional em Moscou no ano passado. Eu estava nessa reunião e não vi nenhum palestrante ou participante com o nome de Dugin.
Eu estava no encontro conservador mais importante da Rússia, com muitos conservadores católicos, protestantes e judeus internacionais, e não havia ali nenhum Dugin, que é um admirador de René Guénon, um católico francês que se convertera ao islamismo esotérico. Outro admirador de Guénon é o próprio Olavo, que traduziu para o português um dos livros de Guénon. Olavo fundou no Brasil a primeira tariqa, um centro islâmico esotérico. Ainda que Olavo pareça hoje rejeitar tais experiências das trevas, muitos de seus artigos atuais louvam e recomendam Guénon.
Em minha opinião cristã, louvar e recomendar o bruxo Guénon é perigoso. A escritora conservadora Nancy Pearcey rotula Guénon como um promotor da Nova Era.
Mesmo assim, na internet brasileira, Olavo tem sido simultaneamente o maior propagandista de Dugin e Guenon.
Olavo parece estar confuso com suas questões sobre Dugin e Guénon. E Johnny, como pastor evangélico comunista, parece mais confuso ainda ao atacar Putin e louvar o Papa Francisco, a revolução cubana e o Olavo.
Apesar dessas confusões, Johnny e outros protestantes socialistas brasileiros são entrevistados pela mídia evangélica americana, que parece evitar os evangélicos conservadores do Brasil. Até mesmo o ChristianPost já entrevistou o Johnny como se esse comunista brasileiro fosse uma referência melhor do que evangélicos conservadores do Brasil.
Na opinião de Johnny, os pastores evangélicos podem seguir o Papa Francisco, Cuba e até Olavo. Mas o que eles não podem fazer é dar atenção ao Putin.
É uma salada tão confusa que poderíamos pensar que Johnny anda usando maconha. Se ele usa, não sei. Mas como todo socialista ocidental, Johnny já deu sua opinião sobre o assunto. No mesmo artigo do GospelMais em que ele me ataca, ele declarou categoricamente: “Sou a favor da legalização da maconha.”
Na minha opinião, o que Franklin Graham diz tem muito mais importância do que o que Johnny, o Papa Francisco, a Revolução Cubana e o Olavo dizem.
O que vai dar se seguirmos apenas os modelos aprovados por Johnny e não o “falso conservadorismo” de Putin?
Versão em inglês deste artigo: Is Vladimir Putin’s Conservatism False?
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