30 de abril de 2015

Igrejas na Turquia à Beira da Extinção


Igrejas na Turquia à Beira da Extinção

Uzay Bulut
Enquanto cristãos ortodoxos orientais comemoravam recentemente a Semana Santa, uma igreja de valor histórico inestimável em Istambul, a outrora magnífica cidade cristã de Constantinopla, está testemunhando mais um abuso nas mãos das autoridades ora no poder.
Hagia Sophia, outrora a maior catedral cristã do mundo, vem sendo usada e abusada por muçulmanos na Turquia há cinco séculos
"A catedral e o museu da histórica Istambul, Hagia Sophia, presenciaram a primeira vez que o Alcorão foi recitado sob seu teto no sábado após 85 anos", segundo foi noticiado pela agência estatal de notícias Anatolian News Agency da Turquia. "O Departamento para Assuntos Religiosos inaugurou a exibição "Amor do Profeta", como parte das comemorações do nascimento do Profeta islâmico Maomé".
Muito embora os cristãos sejam uma pequena minoria na Turquia de hoje, o cristianismo tem uma longa história na Ásia Menor, terra natal de diversos apóstolos e santos cristãos, inclusive Paulo de Tarso, Timóteo, Nicolau de Mira (Lícia) e Policarpo de Esmirna.
Todos os sete primeiros Concílios Ecumênicos foram celebrados no que é a Turquia de hoje. Dois dos cinco centros (Patriarcados) da antiga Pentarquia, Constantinopla (Istambul) e Antioquia (Antakya), também estão localizados na Turquia. Antioquia foi o lugar em que pela primeira vez os seguidores de Jesus foram chamados de "cristãos".
A Turquia também é a terra natal das Sete Igrejas da Ásia, para onde foram enviadas as Revelações de João. Nos séculos seguintes inúmeras igrejas foram construídas naquela região.
Uma delas, a Hagia Sophia já foi a maior catedral do mundo cristão, até a queda de Constantinopla nas mãos dos otomanos em 29 de maio de 1453, seguida por três dias de saques desenfreados.[1]
Hagia Sophia não foi poupada. Os saqueadores invadiram a Hagia Sophia destruindo os portões. Sitiados dentro da igreja, congregados e refugiados se tornaram espólio a ser dividido entre os invasores otomanos.
O historiador Steven Runciman relata em The Fall of Constantinople (A Queda de Constantinopla), 1453:
"eles massacraram qualquer um que estivesse nas ruas, homens, mulheres e crianças sem distinção. O sangue jorrava como em rios ruas abaixo das alturas de Petra ao Chifre de Ouro. Rapidamente a ânsia pelo morticínio foi se acalmando. Os soldados logo perceberam que cativos e peças preciosas lhes trariam grande lucro".[2]
Após a queda da cidade, a Igreja Hagia Sophia foi transformada em mesquita.
Uma mesquita com o nome de Hagia Sophia (em grego γία Σοφία, "Sabedoria Sagrada") é permitido desde que a igreja esteja sob o controle de uma teocracia islâmica. É como se houvesse uma mesquita chamada "A Mesquita Armênia da Cruz Sagrada".
Nos anos 1930, o governo turco a transformou em um museu. Agora, transformá-la em um museu não denota um verdadeiro estado democrático. Uma das características em comum entre o Império Otomano e a Turquia moderna parece ser a intolerância às igrejas.
Em 2013 o vice-primeiro-ministro da Turquia Bulent Arinc, expressou seu desejo de ver o Museu Hagia Sophia ser usado como mesquita, até referindo-se a ele como "Mesquita Hagia Sophia".
"A Turquia não está transformando igrejas em mesquitas porque há uma carência de mesquitas ou porque a Turquia não dispõe de recursos para construí-las", segundo Constantine Tzanos. "A mensagem transmitida por aqueles na Turquia que materializaram a conversão de igrejas cristãs em mesquitas e que preconizam a conversão da Hagia Sofia é a de que a Turquia é um país islâmico e não é tolerada nenhuma outra religião".
Em novembro de 2014, o Papa Francisco foi o quarto Papa a visitar a Turquia. O porta-voz do ministério das relações exteriores da Turquia Tanju Bilgic disse aos repórteres que durante a visita, a questão de uma "aliança de civilizações, diálogo de culturas, xenofobia, a luta contra o racismo e desenvolvimento político na região" fazem parte de agenda do Papa.
A agenda do Papa Francisco devia na realidade incluir as igrejas da Turquia que foram destruídas, danificadas ou convertidas em muitas coisas, inclusive estábulos, como a histórica Igreja Armênia Gregoriana na província de Izmir (Esmirna). "Há cidadãos que colocam suas vacas e cavalos dentro da igreja, ao mesmo tempo que os vizinhos reclamam que a igreja se transformou em antro de viciados e alcoólatras", de acordo com o jornal Milliyet.
Outra vítima da intolerância de igrejas na Turquia, a Igreja Bizantina Agios Theodoros em Istambul, foi primeiro convertida em mesquita durante o governo do Sultão Otomano Mehmed II, recebeu o nome em homenagem a Mollah Gurani, o quarto Sheikh-ul-Islam (a autoridade que governava os assuntos religiosos dos muçulmanos no Império Otomano).
Foi reportado em março de 2014 que a entrada da ex-mesquita/igreja se transformou em uma "casa" e o andar superior em um "apartamento". Uma cabana foi construída em seu jardim. O quarto do padre é agora o banheiro.
Séculos depois, os hábitos dos turcos otomanos, ao que tudo indica, não mudaram.
Hoje a Turquia conta com uma percentagem menor de cristãos em relação a sua população do que a de qualquer um de seus vizinhos, menos que na Síria, Iraque ou Irã. A maior causa disso foram os massacres ou genocídios assírios, armênios e gregos ocorridos entre 1915 e 1923.
Pelo menos 2,5 milhões de cristãos nativos da Ásia Menor foram mortos, abertamente massacrados ou vítimas de deportações, trabalho escravo ou marchas da morte. Muitos deles morriam em campos de concentração, de doenças ou inanição.
Muitos gregos que sobreviveram ao massacre foram expulsos de suas casas na Ásia Menor em 1923, quando da troca forçada da população entre a Turquia e a Grécia.
A devastação física foi seguida pela devastação cultural. Do começo ao fim da história da república turca, inúmeras igrejas e escolas cristãs foram destruídas ou transformadas em mesquitas, depósitos e estábulos, entre outras coisas.
O colunista Raffi Bedrosyan relata no Armenian Weekly que
"sobraram somente 34 igrejas e 18 escolas hoje na Turquia, a maioria em Istambul, com menos de 3.000 estudantes nessas escolas".
"Estudos recentes estimam que havia cerca de 2.300 igrejas armênias na Turquia antes de 1915. O número de escolas antes de 1915 é estimado em aproximadamente 700 com 82.000 estudantes. Esses números valem apenas para igrejas e escolas sob jurisdição do Patriarcado Armênio de Istambul e da Igreja Apostólica e, portanto não incluem as inúmeras igrejas e escolas pertencentes às paróquias armênias católicas e protestantes".
Walter Flick, estudioso da International Society for Human Rights na Alemanha, afirma que a minoria cristã na Turquia não usufrui dos mesmos direitos que a maioria muçulmana.
"A Turquia tem aproximadamente 80 milhões de habitantes", segundo ele. "Há apenas cerca de 120.000 cristãos, ou seja, menos de um por cento da população. Os cristãos, sem a menor sombra de dúvida, são vistos como cidadãos de segunda classe. O cidadão de verdade é muçulmano e os que não são muçulmanos são vistos com suspeita".
De acordo com um levantamento de 2014, 89% da população turca disseram que o que define uma nação é fazer parte de uma determinada religião. Entre os 38 países que responderam à pergunta, se fazer parte de uma religião específica (Islã) é importante na definição do conceito de uma nação, a Turquia com 89% da população concordando, ficou em primeiro lugar no mundo. [3]
"De certa maneira a política de Ancara contra os cidadãos cristãos da Turquia acrescentou um viés moderno e uma crueldade sofisticada às normas e práticas otomanas", explica a cientista política Dra. Elizabeth H. Prodromou e o historiador Dr. Alexandros K. Kyrou. "Nas palavras de um hierarca anônimo da igreja na Turquia, temeroso pela vida de seu rebanho, os cristãos na Turquia são uma espécie ameaçada de extinção".
Em 4 abril de 1949, os signatários da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Washington D.C. anunciaram: "As Partes desse Tratado reafirmam sua fé nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e no desejo de viver em paz com todos os povos e todos os governos. Elas estão determinadas a salvaguardar a liberdade, civilização e herança comum de seus povos, fundamentados nos princípios da democracia, liberdade individual e estado de direito. Elas procuram promover estabilidade e bem-estar no âmbito do Atlântico Norte. Elas são resolutas quanto à união de seus esforços quanto à defesa coletiva e à preservação da paz e segurança".
Fazer parte da União Européia e da OTAN requer respeitar os valores humanistas, judaicos, cristãos, helenistas e seculares que caracterizam a civilização ocidental e vêm contribuindo para os direitos civis, democracia, filosofia e ciência, dos quais todos podem se beneficiar.
Lamentavelmente a Turquia, membro da OTAN desde 1952 e ao que consta, candidata a membro da União Européia, logrou, quase que por completo, destruir toda a herança cultural cristã da Ásia Menor.
Tudo isso lembra o que o EIIS e demais exércitos jihadistas vêm fazendo no Oriente Médio. Na Turquia a população cristã remanescente, netos dos sobreviventes do genocídio, ainda estão expostos à discriminação. Os velhos hábitos dos turcos otomanos parecem não morrer.
Uzay Bulut, muçulmana de nascença, é uma jornalista turca estabelecida em Ancara.
Notas:
[1] Runciman, Steven (1965). The Fall of Constantinople, 1453. Cambridge: Cambridge University Press.
[2] Ibid.
[3] Em 2014, o Professor Ersin Kalaycioglu da Universidade de Sabanci e o Professor Ali Carkoglu da Universidade de Koc conduziram a pesquisa "Nacionalismo na Turquia e no mundo", baseada nas entrevistas de cidadãos turcos com idade acima de 18 anos em 64 cidades por toda a Turquia. "De modo que de acordo com os cidadãos (turcos) nas ruas, turco é aquele que é muçulmano", segundo o Prof. Carkoglu.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

29 de abril de 2015

Militante gay ensina educação sexual em faculdade evangélica


Militante gay ensina educação sexual em faculdade evangélica

Julio Severo
“Fantástico! Brilhante visita e palestra hoje (25/04/15) às 09:00 hs, em nosso Curso de Pós-Graduação em Educação Sexual, na Faculdade Evangélica do Paraná, de nosso amigo Dr Toni Reis, figura tão proeminente na defesa da educação e da sexualidade no Paraná e no Brasil, sua competência ética e intelectual nos brindou de tal modo que além de ricamente informativo foi acima de tudo divertido, que ninguém arredou pé. Muito obrigado Toni, colegas e amigos!” declarou Ocir de P. Andreata, coordenador do curso de pós-graduação em educação sexual da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR).
Toni Reis na FEPAR, com professores e alunos evangélicos
O próprio Toni Reis se gabou do convite no Facebook de sua nova instituição de militância gay, o IBDSEX (Instituto Brasileiro de Diversidade Sexual), dizendo: “Hoje fui convidado para falar no curso de Especialização EDUCAÇÃO SEXUAL - Sexualidade Humana da Faculdade Evangélica do Paraná, sobre família, diversidade sexual e ética.”
A FEPAR é mantida pela Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (SEB), composta pelas seguintes denominações evangélicas:
                       Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Curitiba
                       Igrejas Batistas
                       Igrejas Batistas Independentes de Curitiba
                       Igreja Evangélica Congregacional
                       Igreja Metodista do Brasil
                       Igreja Evangélica Menonita
                       Igreja Presbiteriana do Brasil
                       Igreja Presbiteriana Conservadora
                   
   Comunidade Evangélica Luterana de Curitiba
                       Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
                       Igreja do Evangelho Quadrangular
Quem é Toni Reis? Ele é o fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), organização de militância homossexual extremista por trás das campanhas para impor o kit gay nas escolas a fim de doutrinar as crianças do Brasil e também por trás das iniciativas para avançar todos os projetos de lei que visam implantar uma ditadura gay no Brasil.
Quando o assunto é evangélicos que fazem resistência a essas campanhas, Toni Reis tem apenas uma atitude: pressionar o governo para que faça calar as vozes evangélicas que “atrapalham” os planos da ABGLT. Em 2011, a ABGLT apresentou ao Ministério Público Federal queixa contra o Pr. Silas Malafaia, pedindo providências contra ele. Em 2007, a ABGLT apresentou a mesma queixa contra Julio Severo. Ambas as reclamações do ativista gay podem ser acessadas neste link: http://bit.ly/1JAkU0R
Como então o coordenador Ocir de P. Andreata não se sente constrangido de dizer “Fantástico! Brilhante visita e palestra… de nosso amigo Dr Toni Reis”? Isso é ou não é apostasia?
Por que ele não convidou Silas Malafaia para dar essa aula? Ou então a Dra. Marisa Lobo, que é uma grande psicóloga cristã que vive no Paraná?
Desde que comecei a denunciar a penetração de ativistas homossexuais em instituições evangélicas, a situação vem piorando, de forma assustadora. Em 2006, Luiz Mott, patrono do movimento homossexual no Brasil, deu palestra sobre sexualidade na Escola Superior de Teologia (EST), o maior centro teológico luterano da América Latina.
Em 2013, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, sob o chanceler Augustus Nicodemus, convidou Jean Wyllys para um debate com um jurista evangélico em seu espaço. Wyllys foi aplaudido pelos estudantes da universidade evangélica e o jurista foi vaiado.
Agora, é a vez da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR) fazer os evangélicos passarem vergonha.
Por que a FEPAR quis um notório perseguidor de evangélicos num curso de sexualidade? As várias denominações que ajudam a sustentar a FEPAR foram informadas desse escândalo?
Toni Reis, o presidente do Instituto Brasileiro de Diversidade Sexual, crê na diversidade sexual: homossexualismo e todas as suas variações pervertidas.
Em que a FEPAR acredita? Que os pastores e outros líderes evangélicos precisam aprender a diversidade sexual?
Luiz Mott na EST, Jean Wyllys no Mackenzie, Toni Reis na FEPAR. O que virá em seguida?
No que depender da Deus, quem pratica atos homossexuais não vai herdar o Reino de Deus, conforme 1 Coríntios 6:9-10.
Mas no que depender da FEPAR, quem pratica, defende e impõe atos homossexuais e persegue cristãos que defendem a sexualidade bíblica vai dar aulas de sexualidade para líderes evangélicos na FEPAR?
Leitura recomendada:

28 de abril de 2015

Pastor presbiteriano: “Adoro a maior organização de aborto nos EUA.”


Pastor presbiteriano: “Adoro a maior organização de aborto nos EUA.”

Ele chamou de “ministério” trabalho de realizar aborto em clínicas

Carole Novielli
A presidente da maior rede de clínicas de aborto nos Estados Unidos está agradecendo líderes religiosos por dar apoio à Federação de Planejamento Familiar.
Rev. Andrew Kukla
Num tuíte, Cecile Richards, presidente da Federação de Planejamento Familiar (que é a maior rede de clínicas de aborto nos EUA), recentemente declarou: “Estou tão grata aos muitos líderes religiosos que apoiam a Federação de Planejamento Familiar e nossas pacientes. http://ppact.io/1IIU4QF Obrigada, @awkukla!”
@awkukla é Andrew Kukla, que se descreve como “pastor presbiteriano, adoro filosofia e principalmente Kierkegaard, pai de quatro filhos adultos, e vivo em Boise, ID,” em sua página de Twitter. O link leva você a uma página escrita pelo pastor presbiteriano que chama o que a Federação de Planejamento Familiar faz de “ministério.”
Ele colocou o título da postagem no blog de “Adoro a Federação de Planejamento Familiar.” Difícil de acreditar? Lei por si:
“Adoro a Federação de Planejamento Familiar. Adoro esse povo que não se importa com o que os outros os rotularão ou dirão sobre eles ou até dirão para eles. Eles se importam muito sobre pessoas e demais sobre vida para permitir que o ódio e a ignorância os detenham. Como cristão, sou chamado para a graça, perdão, misericórdia e edificação daqueles que a vida destruiu. E com tudo o que aprendi hoje, alguns dos maiores profissionais disso são as pessoas que trabalham na Federação de Planejamento Familiar. Por isso, digo com orgulho: adoro a Federação de Planejamento Familiar. Adoro as pessoas que estão na Federação de Planejamento Familiar. Adoro o ministério deles.”
A Federação de Planejamento Familiar com orgulho fez uma postagem sobre esse pastor num blog que intitularam de “Pastor adora a Federação de Planejamento Familiar.”
O blog deixa claro que o Rev. Andrew Kukla adora essa entidade que assassina crianças em gestação e algumas mulheres como Tonya Reaves, de 24 anos, que ficou abandonada numa hemorragia que durou 5 horas depois de seu aborto na clínica.
E, por que o iludido Rev. Kukla “adora” a Federação de Planejamento Familiar? Por “lutar pela vida.” É isso mesmo?
“O que eu amo é a equipe dedicada de pessoas que estão fazendo o ministério de cuidar de pessoas. Eles estão lutando por pessoas. Lutando pela vida,” escreve ele.
Ele então chama a Federação de Planejamento Familiar de “trabalhadores da ressurreição.”
“Vim de uma reunião hoje de manhã numa clínica e escritório da Federação de Planejamento Familiar e vi um manifestante solitário segurando um cartaz que dizia: ‘Eles matam bebês aqui.’ Tenho muitas opiniões sobre esse cartaz, mas me controlarei. Eis o que pensei que é mais relevante: Isso é trabalho de ressurreição. Não, não o trabalho do que estava levando o cartaz. Eu amo as pessoas na Federação de Planejamento Familiar. Eles são trabalhadores da ressurreição.”
O Rev. Andrew Kukla é o pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Boise, Idaho. A igreja está associada à Igreja Presbiteriana dos EUA.
Apesar de que a Palavra de Deus é cheia de passagens contra o assassinato de inocentes, esse pastor apoia a Federação de Planejamento Familiar. Ainda mais irônico é que uma recente postagem do blog dele tinha o título de “Pegando da Bíblia Só as Passagens que Adoramos.” Esse homem terá de dar contas a Deus pelo que ele está fazendo.
Nas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo em Mateus 18: “Entretanto, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.” 
Infelizmente, esse pastor herético e essa igreja herética não estão sozinhos.
Recentemente, escrevi sobre uma igreja presbiteriana em Louisiana que abriu suas portas para a Federação de Planejamento Familiar como gesto de apoio. Além disso, desmascarei as cartas de pastores, padres e rabinos da Federação de Planejamento Familiar incentivando o aborto. Vergonha!
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeNews:
Leitura recomendada:

27 de abril de 2015

Justin Peters no Brasil: Deus não fala com você hoje por meio de profecia e revelação


Justin Peters no Brasil: Deus não fala com você hoje por meio de profecia e revelação

Julio Severo
Houve muita confusão entre alguns especialistas de apologética cristã no Brasil no começo deste ano acerca de se Justin Peters pregou ou não cessacionismo quando, como palestrante convidado da VINACC, ele ensinou contra os pregadores da teologia da prosperidade chamando-os de “heréticos.”
Justin Peters
O fato é que ele queria também chamar os que acreditam em dons carismáticos sobrenaturais de “heréticos,” mas foi impedido de fazer isso em suas reuniões públicas da VINACC.
Ele não teve permissão de ensinar seu evangelho cessacionista na VINACC.
Como Peters se tornou um cessacionista intransigente?
Ao que tudo indica, depois de ir a várias reuniões de defensores da teologia da prosperidade e não receber nenhum milagre, Peters, que é deficiente físico, permitiu que sua experiência ruim criasse uma teologia ruim: Se ele não recebeu nenhum milagre nessas reuniões é porque Deus não dá nenhum dom sobrenatural em nossa época.
Hoje, ele é um inflamado cessacionista — um jargão teológico para designar os adeptos da teoria que diz que os dons sobrenaturais do Espírito Santo cessaram 2000 anos atrás e que eles não mais estão disponíveis hoje. Aliás, as experiências de não-cura dele têm sido usadas pelo teólogo calvinista John MacArthur para endossar suas conferências anti-pentecostais “Fogo Estranho,” onde Peters é um dos palestrantes.
Em Campina Grande, onde a reunião da VINACC foi realizada, Peters foi gravado dizendo:
“Toda vez que alguém disser que Deus falou comigo e me deu uma palavra, me deu uma nova revelação, me deu uma profecia, você automaticamente rejeita essa pessoa como falso mestre e falso profeta. E poderíamos falar por uma hora pelo menos sobre como Deus fala e não fala com as pessoas. Hebreus 1:1,2 é muito claro: Deus há muito tempo falou por meio dos pais nos profetas em muitas partes de muitos modos diferentes, mas nestes últimos dias tem falado conosco em Seu Filho Jesus que é a fala final de Deus. Temos o registro inerrante, infalível e suficiente disso. Por isso, Deus não está dando para certos indivíduos revelações especiais e discernimento especial nos planos futuros dEle. Ele não está mais fazendo isso. Tudo o que precisamos está bem aqui na Palavra de Deus. Somos a habitação do Espírito que ilumina o sentido dessa Palavra em nossos corações e mentes. Isso é tudo o que precisamos. A segunda coisa: rejeite imediatamente qualquer pessoa que afirme ser apóstolo ou profeta.”
Depois de ler as palavras de Peters, o Dr. Michael Brown, autor de “Authentic Fire” (Fogo Autêntico, um livro que desmascara as falácias de “Fogo Estranho,” um livro escrito por MacArthur), me disse:
“Que declaração bizarra dizendo que Deus não fala hoje. A Palavra diz claramente que Jesus, pelo Espírito, continua a falar. Se eu acredito na Palavra, então tenho de crer que o Espírito ainda está falando hoje. É preocupante ver como o sr. Peters, de forma horrível, faz uso impróprio da Bíblia para justificar suas afirmações e em vez de lidar com a evidência bíblica detalhada que eu forneci em meu livro ‘Authentic Fire,’ ele repudia tudo porque aceitei um convite do Benny Hinn para aparecer em seu programa de TV e pregar o evangelho para milhões de telespectadores.”
Com suas palavras, Peters mostrou que ele não tem um problema apenas com os pregadores da teologia da prosperidade. O problema dele é com todas as pessoas que professam o pentecostalismo ou experiências carismáticas. Aliás, o principal alicerce dele para atacar os líderes pentecostais parece ser sua oposição feroz aos dons sobrenaturais do Espírito Santo hoje.
A propósito, o Brasil foi um desafio imenso para ele, pois a maioria dos evangélicos brasileiros é pentecostal. O evangelicalismo brasileiro é basicamente pentecostal e neo-pentecostal.
Peters teria uma boa audiência entre os seguidores do Bispo Edir Macedo, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Macedo também acredita que Deus não dá profecias e revelações hoje. Ele disse: “Antigamente, Deus falava por meio de sonhos, visões ou profecias, porque não havia a Palavra dEle escrita. Hoje, Ele fala por meio da Sua Palavra, orientada pelo Espírito Santo.”
O que se deve fazer com pessoas hoje que dizem que tiveram uma profecia ou revelação? Macedo responde: “Se alguém souber que há um ‘profeta ou profetisa’ na Universal, por favor, denuncie imediatamente ao pastor e também ao líder regional, para que providências imediatas sejam tomadas.”
Isso parece perfeito para Peters, não? Afinal, essa é a teologia dele!
Macedo é implacável em sua postura anti-profecia. O que é incrível é que ele é um líder neo-pentecostal que prega a teologia da prosperidade. No entanto, quer ou não você traga para Macedo uma revelação profética ou a Palavra de Deus sobre o valor da vida, ele permanece feroz e igualmente implacável em sua defesa do aborto e controle da natalidade.
Se os ataques de Peters fossem dirigidos a esse real fogo estranho (aborto, controle da natalidade, cessacionismo parcial e Evangelho juntos), seria justo. Mas seus ataques são dirigidos a outras questões e contra todos os pentecostais. Para Peters, todos os dons de profecia e revelações hoje são “fogo estranho,” são demoníacos. É claro que Macedo diria: “Amém!”
Há evangelhos falsos e milagres falsos, mas jamais deveríamos usar os evangelhos falsos e os milagres falsos para desqualificar o Evangelho verdadeiro e os milagres verdadeiros.
Pelo fato de que sou um cristão com dons espirituais, eu deveria aceitar todas as manifestações de dons sobrenaturais vinda de cristãos? Não. Alguns anos atrás, um pregador americano disse que recebeu uma profecia sobre o Brasil ganhando a Copa do Mundo de 2014 e também sobre uma mulher evangélica sendo eleita como presidente do Brasil em 2014. Sua profecia foi interpretada como Deus apoiando Marina Silva, uma militante socialista que começou na Igreja Católica e hoje é membro da Assembleia de Deus.
O Brasil sofreu sua pior derrota na Copa do Mundo de 2014. Eu sabia que a profecia dele não estava correta, especialmente por sua interpretação favorecendo Marina, que tem sólidas posturas socialistas. Embora muitos líderes evangélicos estivessem apoiando-a por causa da profecia, eu estava, antes da eleição, desmascarando Marina e seu ávido socialismo. Ela acabou perdendo.
O Apóstolo Paulo, que tinha muitos dons carismáticos, nunca ensinou que temos de rejeitar profecias, mas que temos de ser livres para profetizar e livres para avaliar o que cada pessoa diz em profecia: “Tratando-se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem com zelo tudo o que foi dito.” (1 Coríntios 14:29 KJA)
Rejeitar todas as profecias não é o jeito da Bíblia. Aceitar todas as profecias não é o jeito da Bíblia. O jeito da Bíblia é liberdade para profetizar e liberdade para avaliar.
Em Campina Grande, Justin Peters criticou fortemente os pregadores da teologia da prosperidade. Ele também criticou fortemente os organizadores da VINACC porque ele queria ensinar o cessacionismo (a doutrina estranha que diz que Deus não mais concede dons sobrenaturais hoje), porém eles não lhe permitiram. Ainda que vários palestrantes da VINACC sejam calvinistas cessacionistas, seu público é em grande parte pentecostal. O cessacionismo de Peters teria sido extremamente ofensivo para esse público.
As declarações de Peters contra profecia e revelação foram gravadas numa entrevista com ele em Campina Grande e mostram como ele estava ansioso para ensinar o público da VINACC a rejeitar “heresias,” interpretadas erroneamente por ele como uma aceitação de profecia e revelação hoje.
Em suas declarações gravadas, Peters também atacou o Dr. Michael Brown, um líder pentecostal judeu que tem sido proeminente por sua defesa do Evangelho e de Israel. Ele disse:
“Muitos pastores convidarão pessoas questionáveis para vir a suas igrejas para pregar. Eles irão programas de televisão questionáveis (talvez eu devesse dizer questionáveis porque podem parecer loucos) associados com falsos profetas. Um bom exemplo é o Dr. Michael Brown, que é considerado um dos líderes intelectuais do movimento pentecostal. Ele detonou a Conferência Fogo Estranho que foi realizada na igreja de John MacArthur, porque ele afirmou que a Conferência Fogo Estranho nivelou todos os pentecostais e foi realmente como se a Conferência Fogo Estranho tivesse de falar sobre os extremistas de fogo estranho entre os pentecostais. Ele disse que os pentecostais não são o que essa conferência disse. Por isso, ele detonou a conferência e então três meses mais tarde ele vai ao programa de televisão do Benny Hinn e grava cinco programas com Benny Hinn que é um dos, ou até mesmo a mais infame má influência do mundo, isto é, uma má influência nos crentes. Se não dá para você dizer que Benny Hinn é um falso mestre, então algo está realmente errado. E assim associações falam volumes sobre quem somos e no que cremos.”
Em resposta, o Dr. Michael Brown esclareceu que, pelo fato de que Peters tentou apresentá-lo de forma enganosa no Brasil, ele está aberto a um debate público sobre essas questões. O debate poderia ocorrer no Brasil. Brown disse:
“1) Convidei o Pastor MacArthur para uma discussão privada ou debate público em numerosas ocasiões, mas ele recusou o debate privado ou público; 2) Eu debateria com Justin Peters num instante quanto ao que a Bíblia diz sobre cura divina; 3) Eu expus falsas acusações que Justin Peters fez contra Benny Hinn; 4) O fato de que participei do programa de TV do Benny Hinn não é um endosso à sua teologia, do mesmo modo que minha participação no programa secular do Piers Morgan não seria endosso. Em vez disso, pude alcançar a audiência dele com a mensagem de Jesus o Messias. Isso é errado? 5) Tenho exposto erros nas igrejas pentecostais há décadas, e continuo a fazer isso até hoje, mas sou pentecostal por causa do ensino claro e frequente da Bíblia. Com prazer eu debateria o que a Bíblia diz com qualquer líder qualificado que não é pentecostal.”
O Dr. Brown está disposto a debater com John MacArthur e Justin Peters, no Brasil ou nos EUA, acerca da postura deles contra profecia, revelação e outros dons sobrenaturais para hoje. Ele disse:
“Convido o sr. Peters a ter um debate formal e moderado comigo sobre o que a Bíblia diz — não o que as pessoas dizem — acerca dos dons do Espírito, inclusive cura e profecia, sendo prometidos por Deus em Sua Palavra para hoje. Não vamos nos engajar em retórica. Vamos ver o que está escrito na Palavra.”
Não sei se os pentecostais brasileiros estão preparados para tal debate.
A CPAD, a maior editora pentecostal do Brasil, publica vários livros do calvinista anti-pentecostal John MacArthur, mas não publicou “Fogo Autêntico,” do Dr. Brown. Em contraste, as editoras calvinistas cessacionista do Brasil nunca publicarão nenhum livro do Dr. Brown ou de qualquer outro pentecostal, ainda que não haja no Brasil nenhuma versão pentecostal anti-calvinista do John MacArthur.
A CPAD pertence à Assembleia de Deus, que tem mais de 12 milhões de membros no Brasil. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a primeira denominação calvinista no Brasil, tem 1 milhão de membros, mas nem todos eles são cessacionistas.
O “Fogo Estranho” de MacArthur foi publicado no Brasil pela editora Thomas Nelson. Tanto a Thomas Nelson quanto a Zondervan, as duas maiores editoras protestantes do mundo, pertencem à editora americana HarperCollins, que publica a Bíblia Satânica, escrita pelo satanista Anton LaVey.
Então o dono de quem publica e promove “Fogo Estranho” no Brasil é HarperCollins, que publica e promove livros satânicos. Isso é fogo satânico!
Entretanto, quem publica e promove outros livros de MacArthur no Brasil é a gigante pentecostal CPAD. Isso faz sentido?
Um contraste esquizofrênico. Pentecostais do Brasil promovem MacArthur. MacArthur não promove pentecostais brasileiros. MacArthur usa e abusa do Evangelho para atacar os pentecostais. Os pentecostais brasileiros não usam e abusam do Evangelho para atacar MacArthur. Será que os pentecostais brasileiros são masoquistas espirituais que adoram ser rotulados de “heréticos” por crerem em dons sobrenaturais para hoje?
Há um real fogo estranho quando “Fogo Estranho” e a Bíblia Satânica são publicados e promovidos pela mesma fonte.
Há um fogo mais estranho quando livros de um escritor calvinista anti-pentecostal são publicados e promovidos pela maior editora pentecostal do Brasil.
Leitura recomendada:
Artigos escritos por Michael Brown: