2 de novembro de 2015

Os pobres e os teólogos


Os pobres e os teólogos

Julio Severo
Os pobres, de periferia, buscam nas igrejas pentecostais e neopentecostais meios divinos para sair dos vícios, doenças e pobreza total. Quem não tem emprego, quer emprego. Quem está nas drogas e álcool, quer libertação.
Enquanto isso, os teólogos calvinistas, que se tornaram críticos implacáveis do pentecostalismo e neopentecostalismo, são geralmente da classe média e alta. Têm uma vida muitíssimo confortável em comparação com os pobres que buscam “riquezas” nas igrejas neopentecostais. E essas “riquezas” muitas vezes são uma casinha, um emprego e um carrinho.
Se o pobre vai a uma igreja pentecostal e neopentecostal, ele é incentivado a buscar a Deus por melhor vida.
Se ele vai a uma igreja calvinista — cheia da elite da classe média e alta da sociedade local, com seus casarões, carrões, viagens turísticas pelo exterior, mega-salários, conectados por uma rede maçônica que lhes garante a permanência em seu status quo de opulência —, ele é incentivado a abraçar a Teologia da Missão Integral.
Essa elite invejosa de hoje, que parece desconhecer que no passado muitas vezes teólogos calvinistas viam a prosperidade como sinal da eleição, condenam as igrejas que abraçam os dons do Espírito Santo e desafiam os pobres que em Deus eles podem obter cura, libertação e “prosperidade” (um emprego, uma casa, um carro).
Antes desses teólogos condenarem quem busca sair da total pobreza, deveriam repartir seus gordos salários, cujas cifras (símbolos de uma classe média e alta) eles não ousam revelar ao público.
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6 comentários :

Luciano Betim disse...

Caro Julio, graça e paz

De fato há teólogos no campo reformado que vivem apenas atraz de uma cadeira no gabinete. Como há também arminianos, luteranos e até pentecostais.

Mas não podemos generalizar. A IPB tem mais de 5 mil igrejas no Brasil. Igrejas em grandes áreas urbanas, igrejas em regiões carente, igrejas na área rural.

Um abraço.

Deus o abençoe.

Thiago RS disse...

Júlio, acho bastante equivocado você pintar esse dualismo dos pentecostais como pobres e dos tradicionais/calvinistas como ricos, simplesmente por não corresponder a realidade - como o comentário anterior já apontou, a IPB está presente nos rincões desse Brasil (em Minas, Bahia, Pernambuco, no meu Sergipe, missionários na Amazônia e por aí vai), está presente na periferia das grandes cidades (onde não é verdadeira essa imagem de crentes ricos financeiramente que você aponta), seus pastores não estão na obra por uma remuneração alta. Muitas igrejas presbiterianas de fato estão soterradas pela TMI e pelo liberalismo teológico - cito como exemplo a grande maioria das igrejas presbiterianas do RJ e do DF. Mas isso não é o quadro da totalidade das igrejas.
Já nas igrejas pentecostais ou neopentecostais, também há a ocorrência de fiéis ricos, que vão de BMW para os megatemplos para curtir um êxtase corporal e ouvir uma mensagem água-com-açúcar que em nada se parece com a proclamação do evangelho de algum pastor que possui um polpudo salário. Mas essa também não é o quadro da totalidade dessas igrejas. A questão é que não podemos ser injustos ao tratar a situação de forma dualista (estes são 100% bons, aqueles são 100% maus).

Anônimo disse...

Júlio,

Entendo que não há pecado o desejo de um pobre buscar melhor condição de vida com um bom emprego, casa própria, carro para ele e sua família. O pobre erra quando, ao invés de realizar seus objetivos com o estudo e trabalho, ele passa a observar a vida do pastor, regada a salário mensal, bônus por produtividade, comissões tantas, dízimos, ofertas, ofertas alçadas, e passa a desejar viver dessa maneira, caindo no mesmo erro espiritual. Difícil é convencer os novos discípulos de Balaão que não é essa a vontade de Deus.

Deus te abençoe.

Marlos.

Anônimo disse...

Concordo com a sua crítica! Vejo a mesma coisa acontecer na Igreja Católica em relação ao movimento carismático, que tem origem no pentecostalismo americano. Em algumas dioceses como a minha, o movimento carismático é fortemente reprimido. Os motivos podem ser os mais variados possíveis. Normalmente estão ligados à Teologia da Libertação, que tem uma visão materialista, a qual ignora as realidades espirituais. Em minha diocese, por exemplo, vejo que há uma grande incompreensão dos dons carismáticos e também, tristemente, um grande desprezo por parte de muitos padres pelo sofrimento dos pobres, que poderiam ser ajudados pelos dons do Espírito Santo, mas não o são porque a maioria dos padres não sabem ou não querem exercer seu ministério de forma carismática.

Anônimo disse...

Júlio, você viu a campanha abominável que estão fazendo? É uma campanha blasfema e pró-aborto. Veja!
Meu Corpo, Minhas Regras - Olmo e A Gaivota / My Body, My Rules - Olmo and The Seagull
https://youtu.be/CafzeA-9Qz8

MAS SAGRADA ESCRITURA DIZ:

“De Deus não se zomba! O que o homem semeia, isso mesmo colherá". (Gálatas 6,7)

Não se zomba de Deus, nem de Sua Santíssima Imaculada Mãe.

A PROFECIA DA SAGRADA ESCRITURA SE CUMPRE:

"Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências". (2Pedro 3,3)

Fonte da informação: Site Rainha Maria

Marcio Eugenio Silva disse...

A Paz do Senhor! Sou um pentecostal wesleyano,e desde os primeiros anos de caminhada cristã tenho presenciado o que o Senhor tem feito na vida de muitos brasileiros de origem humilde nos diversos lugares onde a pobreza e a criminalidade imperam ao qual por boa parte da minha vida estive inserido. Agradeço a Deus que por meio de sua graça levanta homens e mulheres cheios do Espírito Santo, que com amor e dedicação ao reino de Deus vão as partes menos favorecidas para proclamar que Jesus salva, cura,batiza com o Espírito Santo e que em breve virá! Deus abençoe!