27 de outubro de 2015

Porte de armas: o que a Bíblia realmente diz?


Porte de armas: o que a Bíblia realmente diz?

Shane Idleman
O Rev. Gary Hall certa vez telefonou para os legisladores em Washington para pararem de ter medo dos grupos de pressão pró-armas e cumprir seu “dever moral” de restringir as armas: “Todos nesta cidade parecem estar vivendo com pavor dos grupos de pressão pró-armas,” disse Hall. “Mas creio que os grupos de pressão pró-armas não são páreos para os grupos de pressão da cruz.” Os comentários de Hall são desanimadores.
O que estamos vendo hoje não é um problema de armas. É um problema moral chamado pecado. Estamos testemunhando a deterioração rápida dos Estados Unidos. Os EUA perderam sua bússola moral… perderam o temor do Senhor. Quando o temor do Senhor diminui, o mal aumenta. “Um povo que valoriza seus privilégios acima de seus princípios logo perde ambos” (Dwight D. Eisenhower).
Um dos versículos da Bíblia muitas vezes usado para apoiar a proibição de armas se acha em Provérbios 20:22: “Não murmures: Eu te farei pagar pelo mal que me fizeste!” Entrega a tua vindicação ao SENHOR, e Ele te dará a vitória!” (KJA) Esse versículo está lidando com vingança e fazer justiça com as próprias mãos, não defesa pessoal.
De acordo com Romanos 13:4 um dos propósitos das autoridades é “punir quem pratica o mal.” Eles são os vingadores de Deus: “Os homens, em resumo, devem necessariamente ser controlados, ou por meio de uma força dentro deles, ou por meio de uma força fora deles; ou pela Palavra de Deus, ou pelo braço forte do homem; ou pela Bíblia, ou pela baioneta” (Robert Winthrop 1809 – 1894).
Mas não me interprete mal… como cristãos, creio que devemos buscar a paz em todos os momentos e não misturar fanaticamente patriotismo americano com o Cristianismo. Mas e quanto à defesa pessoal como último recurso e autorizações bíblicas de se proteger? O Antigo Testamento oferece uma superabundância de exemplos, mas e quanto ao Novo Testamento? Em Mateus 26:52 (NVI) Jesus diz para Pedro: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.” Jesus não denunciou a espada, mas esclareceu qual é o seu lugar. Quando adotamos ação prematura e emocionalmente carregada, pode nos custar a vida.
Mais tarde Jesus acrescenta: “Vocês vêm com espadas e porretes para me prender como se eu fosse um bandido?” (NVI) Se Ele fosse um ladrão e bandido, os porretes e as espadas teriam sido justificados. Em minha opinião, essas passagens da Bíblia indicam que as armas têm de fato um lugar na sociedade, embora tenhamos de ter cuidado.
Além disso, em Lucas 22:36 Jesus diz: “Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma.” (NVI) O que se deve fazer com essa passagem bíblica? Primeiro, prefiro errar do lado da paz, mas nem sempre essa é uma opção. Uma coisa é certa: uma espada é para defesa. Jesus inicialmente os enviou numa viagem missionária pacífica em que eles não precisavam desses itens, mas agora Jesus pode estar dizendo: “Fui a provisão e proteção de vocês, e ainda sou, mas também quero que vocês estejam preparados… para usar a sabedoria.”
Mas alguns poderão argumentar: “Jesus não disse que devemos amar nossos inimigos e abençoar os que nos amaldiçoam, e fazer bem aos que nos odeiam, e orar pelos que nos tratam com desprezo e nos perseguem?” (cf. Mateus 5:43-48.) Sim. No entanto, essas referências se referem a agressões pessoais, ofensas e assassinatos de caráter. É dar um salto gigantesco acreditar que Jesus está dizendo: “Faça bem aos que estão tentando aleijar ou destruir você e sua família.”
Paulo diz a Timóteo que se “alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” (1 Tim. 5:8 NVI). Mas os que buscam proteger sua família, que é muitas vezes uma responsabilidade maior (ou até mesmo igual), são muitas vezes rotulados de belicistas e acusados de fazer mau uso da Bíblia.
Precisamos ler a Bíblia em sua totalidade. Por exemplo, quando Jesus levou um tabefe, Ele não virou a outra face. Ele disse: “Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu?” (João 18:23 NVI). Embora devamos errar do lado da graça e paz, há uma ocasião e lugar para confronto e proteção.
Compreenda de forma clara que não estou defendendo a violência ou a agressão. Estou defendendo coerência e coesão bíblica. O contexto é o fator principal aqui. Perdoar não significa ser passivo, e conceder graça não significa ser ingênuo.
Temos o chamado de proteger nossas famílias de forma espiritual, emocional e financeira, mas não de forma física? Isso não faz sentido. Contudo, minha preocupação com o debate sobre armas é que estamos absorvendo o frenesi do medo. Uma minimização da soberania tem relação direta com o aumento da preocupação. “A maioria dos cristãos saúda a soberania de Deus, mas acreditam na soberania do homem” (R.C. Sproul).
Muitos estão preparados militarmente, mas não espiritualmente; instilando medo doentio em suas famílias. Estamos colocando o temor do homem neles em vez do temor de Deus. Ouço muitos cristãos falando sobre marcas de armas, mas pouco sobre quebrantamento, entrega a Deus e humildade. Nossas armas estão carregadas de balas, mas o quarto da oração está vazio. Esse é o problema real — precisamos gastar menos tempo assistindo programas conservadores seculares de TV (O’Reilly, Hannity, Beck e Coulter), e mais tempos lendo Mateus, Marcos, Lucas e João.
Toda vez que o povo de Deus confiou em suas armas e exércitos, Ele os chamou ao arrependimento. Nossa proteção está em nossa atitude de nos submetermos diariamente a Ele. O Salmo 121:2 (KJA) acrescenta: “De onde me virá o socorro? O socorro virá do meu SENHOR, o Criador dos céus e da terra! Ele não deixará que teus pés vacilem; não pestaneja Aquele que te guarda.”
A tendência atual nos chama a tomar muito cuidado com quem, ou o que, “adoramos,” ou em quem, ou no que, colocamos nossa confiança.
Shane Idleman é o fundador e o pastor principal da Comunidade Cristã Westside em Lancaster, na Califórnia.
Traduzido por Julio Severo do original da revista Charisma (a maior revista pentecostal do mundo): Guns—What Does the Bible Really Say?
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8 comentários :

ÉLQUISSON disse...

Volto a repetir o que eu já disse em um artigo anterior semelhante a este: eu nunca usei uma arma em minha vida. Mas se algum criminoso tentar invadir a minha casa (ou tentar fazer algo contra alguém da minha família), eu não penso duas vezes: atiro para me defender (e até para matar em legítima defesa, se for necessário).

Muita gente, com certeza, iria me perguntar: "Mas você não é cristão? O verdadeiro cristão não tem medo de morrer. O verdadeiro cristão não usa armas. Você não confia no Deus em quem você crê?" Sim, eu realmente confio no Deus a quem eu sirvo. Porém, isso não significa que eu devo me expor deliberadamente ao perigo.

Em outras palavras: não é porque eu confio em Deus que eu vou deixar as portas da minha casa totalmente escancaradas para qualquer um (até mesmo um assassino) entrar. Eu tenho que confiar em Deus, mas eu também tenho que fazer a minha parte (ou seja, me proteger). A respeito disso, Jesus disse:

"Eis que Eu vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas" (Mateus 10:16)

Vejam como Jesus disse: "Sede prudentes". O verdadeiro cristão é prudente sempre. Se depender somente da polícia, eu sei que eu não vou ter segurança nenhuma (esta é que é a verdade)!

Alguém concorda comigo?

Anônimo disse...

O interesante é ver esses demonios ateu-comunistas desenvolvendo açoes para desarmar a populaçao, para favorecer a criminalidade e para desmoralizar as forças de segurança nacional e publica, mas eles mesmos nao obedecem à regra e andam com segurança fortemente armada.

Corja de HIPOCRITAS!!!

Nil disse...

Muitas pessoas como o pastor Silas Malafaia tem dito : somos contra o porte de armas pelo cidadão,mas a favor do aparelhamento da policia. A policia é que tem que ser bem equipada,preparada e bem paga. Muito bonito.
Agora veja essa noticia e me explica porque até hoje o Governo, principalmente de Lula e Dilma ,não fizeram isto.
http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/10/rombo-contas-publicas-pode-atingir-r-110-bilhoes-em-2015-diz-tesouro.html

Vejam bem ! O Governo admite que pode ter um rombo de 110 bilhões de reais . Isto não é o total da arrecadação federal,a arrecadação federal passa de 1 trilhão de reais neste ano. (Assim como foi em anos recentes). Além do total arrecadado,Governo vai ter 110 bilhões de reais de rombo no orçamento.
E o que isto tem haver com Segurança e a Policia.
È simples! Só com o dinheiro do rombo no orçamento,110 bilhões de reais dá para montar um exército formidável ou do zero. Criar uma estrutura de Policia incrível. Agora ! Não temos Segurança. Uma Policia mal equipada,treinada e um Exercito Nacional fraco e despreparado. Pergunta. Onde o Governo Dilma gastou ,o dinheiro deste rombo de 110 bilhões e mais de Um trilhão de reais da arrecadação federal ? Esse dinheiro é gasto em programas eleitoreiros,mas apelidados de programas sociais,tipo Bolsa Família. Na contratação de milhares de funcionários públicos,muito bem pagos,que se tornam militantes do PT. Vão se bilhões e bilhões para diversos grupos,empresários,fazendeiros,banqueiros. Todos os amigos do Rei tem seu quinhão. Gasta-se da pior maneira possível.
Não é atoa que no livro de Provérbios da Bíblia,diz : Quantos os ímpios governam,o povo geme.

Rafael Cursino disse...

Melhor explicação que encontrei de um adventista! parabéns!

curso disse...

Artigo para se meditar e entender o que realmente queremos como nação

natalia lucas disse...

Quem vinha atrás de Cristo não era a guarda? E mesmo que não fosse, este não estaria apoiando, mas testemunhando o proceder social da época que era de guerra constante. Quer dizer então que o Cristo concordava e apoiava a pena de morte também que era a punição vigente?. E as espadas que Cristo pediu para comprar não foram as mesmas que posteriormente ele pediu que permanecessem embainhadas? Em contraditório Pedro corta a orelha de um guarda e Jesus o repreende e o cura.
Quando ele intercedeu pela mulher adultera que seria apedrejada ele falou só em nome daquele delito?
Bem, eu não sou comunista e não concordo que armamento seja solução, muito pelo contrário devido a cultura do nosso pais entre outras coisas. Também não acredito que Cristo apoiava o armamento pois Ele não andava armado em uma época em que o porte era livre, e em todos os momentos buscou promover a paz.

Luciano Anastacio disse...

Como um comentário diz acima acabo concordando em deixar a espada embanhada sabemos que o Guarda de Israel não dorme mas estamos em um século mau e ter uma arma somente de proteção pra sua casa não acho que seja pecado ...

Welderlan Sales disse...

A promessa de Deus para o povo de Israel era para tomar posse de um território ainda aqui nesta terra, por isso vemos, no antigo testamento, Deus ordenar ao povo de Israel irem a guerra, para entrarem na terra e possuírem-na, literalmente. A “terra prometida” por Deus aos israelitas haviam outros povos e a ordem do Senhor era para que eles a possuíssem:

" 'Eu os trouxe para a terra dos amorreus que viviam a leste do Jordão. Eles lutaram contra vocês, mas eu os entreguei nas suas mãos. Eu os destruí diante de vocês, e vocês se apossaram da terra deles.” (Josué 24:8)

Não é assim com a igreja, na nova aliança. Agora, a promessa que recebemos do Senhor é espiritual, é de um reino celeste e não terreno. Lutamos, mas não com as armas desse mundo. Vejamos os versículos abaixo:

Vejamos aqui algumas palavras de Jesus Cristo sobre o assunto:

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.” (Mt. 5:9)

Fomos chamados para sermos pacificadores. O que há de pacífico em alguém usa armas, mesmo que seja para “defender-se”:

“Eu, porém, vos digo que NÃO RESISTAIS ao homem mau; mas qualquer que te bater a face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5:39)

Mesmo na maior situação de perigo, não devemos resistir!

“Ouviste que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. EU (Jesus), porém, VOS DIGO: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5:44)

Há quem diga: “Devemos usar armar apenas por legítima defesa.”
Aos que usam tal argumento, eu digo: Jesus repreendeu severamente Pedro, quando, para defender Jesus, cortou a orelha do soldado romano:

“Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; PORQUE TODOS QUE LANCAREM MÃO DA ESPADA, À ESPADA MORRERÃO. Ou pensas tu rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?” (Mt. 26:52,53)

Duas coisas devemos aprender com este versículo: 1. Em hipótese alguma devemos lançar mão de armas, mesmo que seja para defesa própria. 2. Devemos ter total confiança na providência de Deus na hora da adversidade.

Vejamos o que Paulo, o maior teólogo que a igreja já teve, fala sobre o assunto:

“Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” (II Co 10:3-5)

As armas de um cristão não são “humanas” e nem tão pouco lutamos como este mundo. Diga-me, se como cristão, luto com as armas desse mundo, em que me diferencio do mesmo?

A “armadura” da igreja é espiritual, pois nossa luta é contra os principados e potestades:

“Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Ef 6:11-12)

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro". (Rm 8:35,36)

“Eu já estou sendo derramado como oferta de bebida. Está próximo o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” (II Tm 4:6,7)

Eu faço uma pergunta: Qual seria a reação de Jesus Cristo em uma situação de perigo ou perseguição?

Diante do exposto, concluo que como Cristão, fomos chamados para sermos um povo pacífico, que muito embora perseguido e sofrido, não colocamos armas em nossa bainha, antes confiamos no Senhor que é poderoso para nos livrar no tempo oportuno.