14 de outubro de 2015

O Evangelho Social, os Conselhos de Igrejas e o Socialismo Fabiano


O Evangelho Social, os Conselhos de Igrejas e o Socialismo Fabiano

Berit Kjos
Chamado "Pai do Evangelho Social", Walter Rauschenbusch (1861-1918), foi criado em uma família de imigrantes alemães luteranos em Nova Iorque. Estudou teologia na Universidade de Rochester, uma das centenas de instituições educacionais "cristãs" financiadas por John D. Rockefeller. Depois de pastorear uma Igreja Batista entre os imigrantes pobres na cidade de Nova Iorque durante alguns anos, ele se tornou docente do Seminário Teológico Rochester – também financiado por Rockefeller. Em 1902, ele se tornou Professor Titular de História da Igreja dessa instituição de ensino.
A partir dessa proeminente plataforma, ele escreveu livros como "Christianizing the Social Order" [Cristianizando a Ordem Social] e "A Theology for the Social Gospel." [Uma Teologia Para o Evangelho Social].[4] Embebecido na "alta crítica" e na ideologia socialista, ele ensinava o que muitos consideravam um evangelho mais relevante e solidário. Como resultado disso, ele "mudou tanto a ênfase quanto a direção do Protestantismo Americano". [1]
Rauschenbusch apresentava Jesus "não como alguém que viria para salvar os pecadores de seus pecados, mas como alguém que tinha uma ‘paixão social’ pela sociedade." [2] Ele e seus companheiros estabeleceram a "Brotherhood of the Kingdom" [Fraternidade do Reino], que unificou líderes de igrejas que tinham as mesmas convicções que ele sobre uma busca socialista comum para um "Reino de Deus" terreno.
O plano deles teria se encaixado bem nos nossos tempos! Esse plano clamava por reforma, por unidade ecumênica, por "Justiça Social" e por paz global. Para justificar seu lugar na teologia "cristã", palavras como redenção e regeneração foram redefinidas para se encaixarem aos seus ideais socialistas.[3]
Parece familiar, não é mesmo? Os líderes populares das igrejas usam a mesma estratégia atualmente. The Secret Message of Jesus [A Mensagem Secreta de Jesus], o livro recente do pastor Brian McLaren, torce a Palavra de Deus, fazendo-a endossar um reino terreno e interreligioso.[4] Semelhantemente, a esperança de Tony Campolo por uma perfeição terrena zomba da promessa bíblica da vida eterna:
"O evangelho não tem nada a ver com (...) um prêmio para quando se morre (...). É imperativo que a geração que está vindo reconheça que o Jesus bíblico estava comprometido com a realização de uma nova ordem social neste mundo. (...) Tornar-se cristão, portanto, é ter um chamado à ação social". [5]
Em 1907, Rauschenbusch encontrou-se com os líderes do Socialismo Fabiano na Inglaterra, Sidney Webb e Beatrice Potter Webb.
Diferentemente dos impacientes revolucionários marxistas, os metódicos fabianos enfatizavam a transformação pacífica por meio da propaganda e da infiltração nas universidades, seminários e igrejas.
Ao longo dos anos, esse movimento socialista cresceu de formas a incluir Bertrand Russell, H. G. Wells (que escreveu "Open Conspiracy" [Conspiração Aberta]), o escritor de peças de teatro George Bernard Shaw, Sinclair Lewis, a líder da teosofia Annie Besant, e o líder comunista Harry Dexter White, que trabalhou com Alger Hiss para estabelecer as Nações Unidas.[6] O movimento se espalhou pelas nações ocidentais – graças em parte, às igrejas liberais que pregavam sua mensagem como se fosse apoiada pela autoridade de Deus.
Notas:
1. Dr. A.W. Beaven, ex-presidente do Conselho Federal de Igrejas (EUA). Citado por
Edgar C Bundy, página 99. Referências abaixo.
2. Edgar C Bundy, Collectivism in the Churches: A documented account of the political activities of the Federal, National, and World Councils of Churches [O Coletivismo nas Igrejas: Um relatório documentado das atividades políticas dos Conselhos Federal, Nacional e Mundial de Igrejas] (Wheaton, Illinois: Church League of America, 1957), p. 97.
3. Ibid.
5. Tony Campolo, "Reflections on Youth Ministry in a Global Context" [Reflecções Sobre o Ministério de Jovens em um Contexto Global], National Council of Churches, "Poverty March 2002". www.ncccusa.org/poverty/sermon-campolo.html
Traduzido pela Chamada da Meia-Noite do original em inglês: Treason in the Church: Trading Truth for a "Social Gospel"
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

6 comentários :

marcelo victor disse...

Como entender, entao, algumas afirmaçoes de Jesus Cristo, tais como:
1 - "Meu reino nao é deste mundo" (Jo 18:36);
2 - "Nao vim trazer a paz, mas a espada" (Mt 10:34);
3 - "Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra" (Mt 10:35);
4 - "O mundo vos odeia...se me perseguiram, também vos perseguirão. Contudo, o mundo vos tratará mal por causa do meu Nome, pois eles não conhecem Aquele que me enviou" (João 15: 19-21).

marcelo victor disse...

O Evangelho Social é uma falacia antibiblica, ou seja, foi formulada pelo espirito do anticristo (contraria à Palavra).

marcelo victor disse...

Segundo o calendario oficial brasileiro, hoje é o dia dos professores.

Como homenagem a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, transmitem seus conhecimentos aos seus semlhantes, vejam um verdadeiro mestre, patrocinador do evangelho social, ensinando aos seus alunos como devem fazer para se dar bem na vida:
https://www.facebook.com/1510625462536589/videos/1617848618480939/?pnref=story

Anônimo disse...

Boa noite, Julio Severo:

1. "É impossível levar a prosperidade aos pobres, legislando de forma a punir os ricos pela prosperidade deles. Para uma pessoa receber sem trabalhar, uma outra tem de trabalhar sem receber. Um governo não pode dar algo a quem quer que seja, que este mesmo governo não tenha tirado antes de outra pessoa. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar a riqueza dividindo-a." (Pastor Adrian Rogers, século XX)

2. De uma mesma fonte não pode "jorrar água limpa e água salobra". Historicamente, tudo que vem do COMUNISMO/SOCIALISMO resulta na expropriação, destruição e morte do cidadão, de alguma maneira.

3. A macroeconomia das nações é uma ciência. Possui leis, que os comunistas desprezam, desde os palanques. No caso, desde os púlpitos que os admitem. E, finalmente, depois que o povo descobre o quanto são incompetentes, para se manterem no poder, são capazes de fazer o diabo.

4. Assim sendo, o tal "evangelho social" (da TMI, ou da TL) é mais uma MENTIRA do Diabo para implantar está ideologia destruidora aqui no Brasil, entre os religiosos. Basta observar os estragos disso tudo na América Latina. Será como vivem os cristãos genuinamente bíblicos, sob a "foice e o martelo", nessas nações?

5. Não é sem motivo que JESUS não quis estabelecer o Seu Reino de Justiça e Paz, a partir das estruturas deste mundo tenebroso. "O meu Reino não é deste mundo", disse Ele.
Abraço fraterno, Paulo Ceroll

marcelo victor disse...

Artigo interessantissimo que trata dos comprovados reflexos nefastos do assistencialismo:
http://adireitabrasileira.blogspot.com.br/2015/10/a-verdadeira-miseria.html

Apóstolo Ezequiel disse...

Respondendo ao Marcelo Victor e ao Paulo Ceroll,

Volto a repetir, mais uma vez, o que eu já comentei em um artigo anterior semelhante a este: o principal argumento da esquerda e de seus simpatizantes (inclusive os marxistas) é realizar uma suposta "justiça social", e (teoricamente) tornar a sociedade igualitária (como eles mesmos fazem questão de dizer com todas as letras, "sem oprimidos nem opressores"). Só que a esquerda, para agir efetivamente nesse sentido, precisa do poder absoluto nas mãos.

Por que é necessário ter este mesmo poder? Porque para poder tirar de quem tem mais para dar a quem tem menos, é necessário contar com um sistema de governo que dê sustentação a esta ideologia. Do contrário, o objetivo proposto (a tão propagada "justiça social") se torna algo impossível de ser realizado apenas por mera teoria. Logo, o único regime mais adequado para tais pretensões é o totalitarismo.

No totalitarismo, os interesses do Estado se sobrepõem aos dos cidadãos. É como dizia uma filosofia dos tempos de Hitler e Mussolini: "Nada acima do Estado, nada fora do Estado, e nada contra o Estado!" Por isso é que a esquerda defende o poder total (totalitarismo) nas mãos dos representantes do Estado.

O verdadeiro objetivo da esquerda é somente a tomada do poder. Após isso, vem a escravidão e o empobrecimento da sociedade. Isso tudo é feito sob o comando de um governo ditatorial (e contando com um aparato policial a serviço deste mesmo governo). Pra que melhor exemplo disso do que os atuais governos de Cuba e da Venezuela?

O humanismo (filosofia que inspirou o marxismo e as demais correntes ideológicas esquerdistas) apregoa que "o ser humano é bom, mas o meio social é quem o corrompe". Em contrapartida, a Palavra de Deus diz que "não há um justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). O ser humano já nasce com a natureza pecaminosa (e esta mesma natureza, por si só, é má em sua essência). Em virtude disso, muitos ainda são ingênuos a ponto de acreditar que as boas intenções são válidas em todo o mundo.

Em outras palavras: muitos ainda acreditam que podemos confiar em determinadas pessoas (principalmente os representantes do Estado) que afirmam estar se preocupando com o bem de todos (ainda que as atitudes dessas mesmas pessoas provem ou mostrem exatamente o contrário). A simples demonstração (ou propagação) de boas intenções não garante que elas serão necessariamente postas em prática. São apenas uma forma de dissimular (ou disfarçar) o mal. Ou será que muitos estão esquecidos de que "o diabo insiste em se transformar em anjo de luz" (2 Coríntios 11:14)?

A verdade nua e crua é que o mal nunca teve, não tem, e nunca terá nenhum compromisso com o bem. O mal só tem compromisso única e exclusivamente com si mesmo. Assim como a Palavra de Deus diz que "não pode vir nenhuma mentira da verdade" (1 João 2:21), a recíproca também é verdadeira (ou seja, nenhuma verdade jamais poderá surgir da mentira). Afinal, se o diabo é o pai da mentira (João 8:44), por que os seguidores do diabo (no caso, os esquerdistas) agiriam diferente?

Gostaria que os simpatizantes da esquerda (e também os marxistas) respondessem a esta pergunta!