29 de outubro de 2015

Agência da ONU Inclui Meninos de Dez Anos em Definição de Conduta Gay


Agência da ONU Inclui Meninos de Dez Anos em Definição de Conduta Gay

Dra. Rebecca Oas
NOVA IORQUE, EUA, outubro (C-Fam) A agência de planejamento familiar da ONU (FNUAP) está vagueando mais e mais em território polêmico com um novo relatório sobre o HIV e infecções sexualmente transmissíveis entre homens que têm sexo com homens — e meninos.
O relatório do FNUAP sugere que a promiscuidade e práticas sexuais perigosas são uma parte generalizada da experiência homossexual masculina, uma acusação que o Centro Legal de Pobreza no Sul rotularia como “ódio” se viesse de uma organização cristã conservadora. Ao mesmo tempo, o relatório ignora o fato de que ter múltiplos parceiros sexuais, principalmente parceiros simultâneos, muito aumenta o risco de infecção. O conselho que ele oferece para mudar a conduta sexual limita-se a usar camisinhas e lubrificantes.
O FNUAP começa com uma definição de HSH como “homens que têm sexo com homens,” e “deveriam ser entendidos como incluindo rapazes, isto é, aqueles que estão na faixa etária entre 10 e 24 anos.” Embora o HSH seja geralmente considerado como conduta em vez de identidade, o FNUAP inclui aqueles “que experimentam atração sexual para com o mesmo sexo.”
Essa definição parece criar uma “comunidade” baseada numa conduta ou inclinação comum, apesar do fato de que alguns homens arrastados para esse agrupamento não se identificam como pertencentes a ele. O FNUAP frequentemente pede o fortalecimento de sistemas “comunitários” e concessão de direitos a grupos para promover a aceitação cultural da conduta homossexual.
O FNUAP foi coautor do relatório com vários grupos, inclusive a Organização Mundial de Saúde, e a USAID e o PEPFAR (sigla em inglês para programas de HIV/AIDS e assistência externa dos EUA). Embora o relatório tenha o objetivo pretenso de impedir a propagação de doenças, em vez disso tenta transformar condutas de risco elevado numa “comunidade” — abrangendo meninos de dez anos que foram estuprados ou vendidos para sexo e indivíduos que escolheram não agir conforme suas atrações.
O FNUAP e seus colaboradores contam com interpretações de ativistas de direitos sexuais do padrão de direitos humanos, citando um relatório do Programa de Desenvolvimento da ONU que pede a descriminalização da prostituição e conduta homossexual, e os Princípios de Yogyakarta, um documento produzido por organizações não governamentais.
O relatório observa a “prevalência significativa de violência de parceiros íntimos entre homens que têm sexo com homens,” e admite que eles “têm mais probabilidade de usar álcool e drogas [ilegais] do que outros adultos na população geral.” Eles usam drogas e álcool, o relatório afirma, para “vencer as inibições sociais e aumentar a confiança enquanto eles buscam parceiros sexuais,” bem como “fornecer aprimoramento psicológico das experiências sexuais, [alcançar] a capacidade de se engajar em sexo por períodos prolongados de tempos e reduzir as inibições sexuais.” As drogas “poderão ajudá-los a lidar com um diagnóstico de HIV e escapar do medo de rejeição devido à sua condição de HIV positivo.”
Com relação às condutas associadas com os HSH, o FNUAP recomenda, “são necessárias mais pesquisas no uso de enemas e na prática de enfiar o braço no ânus, principalmente criar normas.” O FNUAP evita chamar essas práticas de “práticas culturais nocivas,” um conceito frequentemente denunciado em documentos da ONU.
Boa parte do relatório é dedicado à prevenção e controle do HIV por meio de drogas antirretrovirais, profilaxia pré-exposição (PrEP), que são muito caros, bem como disseminação generalizada de camisinhas e lubrificantes.
O FNUAP menciona a terapia reparativa apenas para rejeitá-la conforme “mostrado para pacientes do sexo masculino que têm sexo com homens além do trauma emocional e psicológico.”
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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