28 de setembro de 2015

Papa Defende Bebês em Gestação, Família Natural em Discurso na ONU


Papa Defende Bebês em Gestação, Família Natural em Discurso na ONU

Susan Yoshihara
Comentário de Julio Severo: Com seu discurso na ONU, e todos os holofotes sobre ele, o papa conseguiu agradar a gregos e troianos. Ele agradou aos esquerdistas? Sem dúvida alguma! Ele agradou aos ativistas pró-vida? Sim! Estou feliz que ele tenha defendido uma postura pró-vida. Mas, como disse a organização católica C-FAM, o Papa Francisco, em todo o seu discurso, entrelaçou sua defesa da vida e do casamento com a defesa do meio-ambiente e outras questões esquerdistas. Com certeza, os esquerdistas vão aproveitar dele apenas o meio-ambiente e questões semelhantes. Nós, ativistas pró-vida, poderemos aproveitar as questões pró-vida. Como qualquer outro ser humano, o papa não é infalível. Se fosse, ele jamais entrelaçaria defesa da vida e família com a ideologia esquerdista.  
Papa Francisco fala na ONU
NOVA IORQUE, EUA, setembro (C-Fam) Líderes mundiais irromperam em aplauso 27 vezes durante o discurso do papa na Assembleia Geral da ONU hoje, inclusive quando ele pediu a defesa do “direito à vida,” e chamou a família a “principal célula de qualquer desenvolvimento social.”
Ativistas pró-vida e pró-família acolheram o discurso como uma melhoria nas referências mais sutis às suas causas durante o discurso do papa no Congresso dos EUA. Robert Royal, presidente da entidade Cultura da Vida, chamou o discurso na ONU de uma defesa forte e explícita da vida humana e do casamento natural, embora as palavras “aborto” e “homossexualidade” não tivessem sido usadas. Royal faz parte da diretoria do C-Fam, que publica o Friday Fax.
Na ONU, o Papa Francisco deu vários exemplos de como aplicar os quatro princípios do ensino social católico — o bem comum, a solidariedade, a subsidiariedade e a dignidade humana — que ele mencionou explicitamente durante sua fala ao Congresso. Com relação à subsidiariedade, ele argumentou em favor do “direito prioritário da família de educar seus filhos,” e uma rejeição à “elite todo-poderosa.”
Ele condenou a “colonização ideológica” como ele havia feito na encíclica Laudato Si, numa referência ao ato de estabelecer como base que a ajuda aos países pobres fique condicionada à aceitação deles do controle populacional e outros focos ofensivos ao seu povo e contra as leis nacionais como direitos homossexuais.
Em todo o seu discurso, o papa entrelaçou sua defesa característica do meio-ambiente com a necessidade de acabar com a exclusão social e construir solidariedade. Várias vezes em toda a fala de 40 minutos ele ligou a biologia dos seres humanos à da natureza. “Qualquer dano feito ao meio-ambiente, pois, é dano feito à humanidade,” o papa disse. Em Cuba na segunda-feira, ele chamou o aborto de bebês deficientes como um exemplo da “cultura do descarte,” o que ele chamou na ONU de “um desperdício crescente e silencioso da cultura.”
Em certa altura o papa indicou que a defesa da vida deve vir na frente da fala do meio-ambiente: “O lar comum de todos os homens e mulheres deve continuar a se levantar no alicerce de uma compreensão correta da fraternidade e respeito universal à sacralidade de toda vida humana,” inclusive “os bebês em gestação” e acrescentando que deveria “também ser construído em cima da compreensão de certa sacralidade da natureza criada.”
De modo semelhante, ele ligou a defesa do casamento natural à própria natureza. Embora elogiasse a codificação jurídica da ONU em documentos escritos como um das “realizações comuns mais importantes” da ONU, ele invocou a lei natural, o que ele chamou de “uma lei moral escrita na própria natureza humana, uma lei que inclui a diferença natural entre homens e mulheres,” como também exigindo “um respeito absoluto à vida em todas as suas fases e dimensões.”
De modo oposto, ele lamentou a promoção de “direitos falsos” e disse que “nenhum indivíduo humano ou grupo pode se considerar absoluto, ter permissão de ignorar a dignidade e direitos de outros indivíduos ou seus agrupamentos sociais.” Nisso ele ecoou seu predecessor, o Papa Bento 16, que fez menção, em seu discurso de 2008 na ONU, da tentativa de colocar os direitos humanos, tais como os direitos de uma mãe e criança, em rivalidade um contra o outro numa competição falsa que deixava as elites decidirem qual vence.
Embora o papa tivesse mencionado prescrições políticas explícitas tais como as Metas de Desenvolvimento Sustentável e as conversações de mudança climática que ocorrerão em Paris, ele não as endossou especificamente. Em vez disso ele as chamou de um sinal de “esperança.” Ele alertou contra a “tagarelice vazia” de estabelecer metas, mas não fazer diferença real na vida de “homens e mulheres reais que vivem, lutam e sofrem.”
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

3 comentários :

marcelo victor disse...

Para atrair a todos apos si e leva-los pro abismo interminavel, sua santidade vai participar, na Casa Branca, de cerimônia com transexuais e bispo gay, por certo com a justificativa de que Cristo veio pros fracos e oprimidos:
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/09/papa-participara-de-cerimonia-com-transexuais-e-bispo-gay-nos-eua.html

Ou seja, uma lama apos outra, exatamente a mesma situaçao dos governos populistas da AL (Sl 42:7).

Católico pró-vida disse...

Julio, *supondo* que Cristo tenha um vigário na Terra (um único homem com autoridade para ensinar a doutrina de Cristo, homem do qual deriva a autoridade de tantos outros também incubidos de ensinar essa doutrina) é completamente racional crer que esse escolhido tenha uma assistência espiritual mais que privilegiada.

Você não precisa crer nisso, mas é inevitável concordar que há coerência nessa *suposição* (que para mim é uma realidade).

E por causa dessa assistência divina - e nunca por mérito próprio, jamais! - esse homem ser infalível QUANDO ensina a doutrina. Veja bem: não é IMPECABILIDADE, é infalibilidade. É uma assistência para não ensinar o erro. Apenas isso.

A DIREITA AMERICANA ESTÁ ASSOMBRADA PORQUE ANTERIORMENTE OS PAPAS ESTAVAM MAIS CONCENTRADOS EM RESOLVER OS PROBLEMAS INTERNOS DA IGREJA E NÃO ERA COMUM FALAREM TANTO DA DOUTRINA SOCIAL, QUE INSPIROU A ESQUERDA, PORÉM FOI DETURPADA POR ELA. MAS ESSA DOUTRINA SOCIAL EXISTE, NÃO É CRIAÇÃO DE FRANCISCO. ELE TÃO SOMENTE ESTÁ DANDO *EXAGERADA* ATENÇÃO A ELA POR UMA QUESTÃO SIMPLES: FRANCISCO É JESUÍTA, JAMAIS FICARIA "NA SACRISTIA". OS JESUÍTAS SÃO ASSIM, SÃO DE GUERRA, SÃO DE COMBATE EXTERNO.

E nada mais estratégico em um combate do tipo que mover as pessoas a partir da realidade visível que mais interessa a elas.

No início eu confesso que também estranhei esse movimento do Papa. A imprensa me fazia crer que Pedro tinha virado uma espécie de líder fantoche como o Dalai Lama. Eu tive muito medo até deixar Francisco ser Papa e ver que ele nada fazia de contrário à doutrina social da Igreja Católica.

Alex disse...

Julio deveria pelo menos estudar a doutrina social da Igreja já que pretende analisar as pisadas do Papa.

Francisco é como São Francisco era.