3 de setembro de 2015

EUA Expandem Direitos LGBT; Ativista LGBT Chama Isso de Perigoso


EUA Expandem Direitos LGBT; Ativista LGBT Chama Isso de Perigoso

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA (C-Fam) Os EUA aumentaram suas apostas nos direitos LGBT internacionais levantando a questão num comunicado informal à imprensa na sede da ONU. Mas um ativista LGBT criticou isso como oportunismo que poderá custar vidas.
“É um bom negócio para [organizações] LGBT com sede em Nova Iorque ou Genebra. Elas recebem reconhecimento, e com isso financiamento e poder. Mas não é sempre bom para indivíduos LGBT nos locais que enfrentam perigo,” escreveu Scott Long, um arquiteto do movimento LGBT internacional. “E eles podem ser insultados, punidos, mortos em consequência.”
Países membros foram abordados com informações sobre a situação de indivíduos que se identificam como homossexuais em territórios controlados pelo ISIS. Um quadro macabro de 30 execuções públicas e perseguições da polícia e membros de família emergiu.
Samantha Power, embaixadora dos EUA, saiu da reunião de portas fechadas com Subhi Nahas, um homem que se identificou como gay da Síria que falou ao grupo de países. O Departamento de Estado dos EUA considerou a reunião como a “primeira reunião do Conselho de Segurança sobre direitos LGBT,” embora não fosse uma reunião formal do órgão mais poderoso da ONU. Nem foi realizada nas salas de audiência do Conselho de Segurança.
Power chamou a reunião de “comovente.” A ex-jornalista que defende intervenção militar para impedir abusos de direitos humanos pediu aos jornalistas que dessem mais cobertura para questões LGBT na ONU.
“A reunião de hoje é um sinal de que essa questão está sendo injetada na ONU. Nos setenta anos de história da ONU, os últimos cinco têm visto alguns dos eventos muito importantes,” ela começou.
Power prometeu “injetar” direitos LGBT no “DNA da ONU” e levar outros países a fazer isso — insinuando como nenhum documento de fundação da ONU ou tratado ou resolução inclui “orientação sexual e identidade de gênero” como categoria protegida nas leis de direitos humanos. Embora tentativas tenham sido feitas para incluir isso, elas têm sido completamente rejeitadas. Aliás, o termo só foi incluído em poucos documentos da ONU. Mesmo assim, Power disse que a reunião informal foi um “passo pequeno, mas histórico.”
Ainda que “orientação sexual e identidade de gênero” não sejam uma categoria especificamente protegida nas leis de direitos humanos, as pessoas mortas pelo ISIS estão cobertas pelas leis de direitos humanos porque elas são seres humanos. É evidente que o ISIS viola os direitos humanos delas ao matá-las como pessoas inocentes.
A reunião de portas fechadas realizada pelo Chile e pelos EUA ocorreu depois da “Arria-formula,” descrita como “reuniões confidenciais muito informais que dão condições aos membros do Conselho de Segurança para terem uma troca de ideias franca e privada” informada por relatórios e testemunhos.
Quando indagada sobre levantar as questões de modo informal, Power sugeriu que reuniões informais como o comunicado à imprensa de segunda-feira eram possíveis.
Power tentou reforçar a tese de que os direitos LGBT estão progredindo na ONU recordando uma resolução de 2010 que menciona “orientação sexual.” Essa resolução foi só adotada depois de uma votação, e a oposição à inclusão desse termo vem crescendo sem parar desde então. Ela também mencionou uma resolução do Conselho de Direitos Humanos, a qual meramente pediu um relatório da burocracia da ONU, e tem apenas apoio frágil entre países membros da ONU.
“Fazer publicidade desse relatório é muito importante,” ela disse, acrescentando que os jornalistas deveriam “levantá-lo e amplificá-lo.”
Direitos LGBT “não são uma questão de forma alguma confinada ao ISIS,” Power disse, lamentando que as sociedades “não são receptivas” ou “criminalizam a condição LGBT.”
Power se comprometeu a levantar direitos LGBT toda vez que o assunto do ISIS aparecer no Conselho de Segurança, e “examinar como os indivíduos LGBT estão sendo tratados em outras áreas de conflito.”
A abordagem do governo de Obama é uma má ideia de acordo com Scott Long.
O ISIS faz sucesso quando exerce poder, ele observa. Perpetrar “uma campanha assassina que tem sido publicamente deplorada por países poderosos na ONU confirma a própria reivindicação do ISIS ao poder.”
“As discussões não são ‘históricas.’ Mudança é,” ele escreveu. “É cruel para indivíduos LGBT cujas vidas estão em risco celebrarem tão efusivamente uma discussão que tem pouca chance de levar à mudança.”
O “governo de Obama não tem nenhum modo real de combater as matanças que o ISIS comete contra indivíduos LGBT, ou a maioria dos abusos de direitos humanos que esse grupo comete,” Long disse.
Tradução: Julio Severo          
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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5 comentários :

Anônimo disse...

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2015/09/paulistano-e-progressistas-em-direitos-individuais-mas-conservador-em-politicas-sociais-4384.html
Favoráveis a casamento gay e liberalização das drogas ? É isso mesmo produção ?
Só querem conservar suas contas bancárias?

Joseph Martinez disse...

Ola Julio!
Uma Crista Amaricana foi presa por nao apoiar o casamento gay: http://www.msn.com/en-us/news/us/judge-jails-defiant-kentucky-clerk/ar-AAdUq1U

Ajude ela, por favor.
Deus te abencoe muito!

Leandro disse...

Júlio, eu não classificaria essa agenda como "direitos LGBT", como o próprio movimento e a mídia classificam, como se fosse a mesma coisa da luta contra o racismo institucional nos anos 60.

Esse debate não é uma questão de direitos civis, e é muito importante que não utilizemos a terminologia criada pela própria mídia para tentar legitimar a agenda LGBT.

Leandro disse...

O que quero exemplificar é que os homossexuais, enquanto parte da sociedade já foram integrados há várias décadas, não existindo pressões públicas quanto ao seu comportamento.
Logo, não é uma questão de direitos civis.

No Ocidente, em que pese ter existido leis medievais contra a sodomia, essas se tornaram letra-morta há séculos — até porque tivemos sempre reis e artistas influentes que eram homossexuais, e mesmo que existisse alguma censura por parte da Igreja, eram aqueles primeiros que estavam mais próximos do poder político ou cultural, pelo menos desde o Renascimento.
Exemplo claro disso o conhecido pintor Sodoma, que teve até papas como clientes.
(já entre a classe popular, a situação sempre foi diferente, mas não precisamos imaginar algo muito diferente de hoje).
Portanto, a imagem de homossexuais sendo perseguidos ou escarnecidos (por serem homossexuais) nunca foi generalizada. Eventualmente, indivíduos homossexuais foram injuriados (por outros motivos) e essa condição, é claro, foi exposta. Mas, convenhamos, isso existia até na Roma antiga.

Leandro disse...

Quanto à questão dos indivíduos perseguidos (até mortos) sob o jugo dos ISIS, é uma situação terrífica, impactante (assim como dos cristãos, como bem sabemos...).
Mas o que podemos fazer?

Que vamos fazer se os EUA elegeram como prioridade afogar o regime Assad, e considerar o ISIS como um "mal-menor"?
Os EUA não estão nem aí para o que acontece na Síria.

Mas não sei até que ponto essa "homofobia" islâmica é uma reação às pequenas mudanças na situação LGBT na esfera interna. Todo bom esquerdista só é capaz de ver na escalada islâmica um ato de reação. Mas não sou um bom esquerdista...