19 de agosto de 2015

ONU Prevê Rápido Envelhecimento Mundial


ONU Prevê Rápido Envelhecimento Mundial

Dra. Susan Yoshihara
NOVA IORQUE, EUA, agosto (C-Fam) Os números demográficos mais recentes da ONU já foram publicados e mostram rápido crescimento mundial, e uma desaceleração forte no crescimento populacional que poderá levar à estabilização ou até mesmo queda de números antes do final do século.
A população mundial está crescendo com mais lentidão do que qualquer outro tempo desde que a ONU começou a coletar dados, caindo de um aumento de 1,24% 10 anos atrás para 1,18% neste ano. Essa tendência é mundial, inclusive uma diminuição forte na África.
Onde a população reprodutiva é pequena, tal como na Europa, haverá pouco ou nenhum crescimento. A expectativa é que nenhum país europeu reganhará uma taxa de fertilidade elevada o suficiente para substituir suas populações que estão diminuindo. Mundialmente, 83 países mostraram fertilidade abaixo do nível de substituição durante 2010-2015. Em 25 desses países, a fertilidade estava “muito baixa,” abaixo de 1,5 crianças por mulher.
Em 2050, 48 países verão suas populações encolherem. Metade do crescimento do mundo em 2050 virá de apenas 9 países: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, EUA, Indonésia e Uganda.
Em particular, a população está crescendo porque as pessoas estão vivendo mais. O aumento mais elevado em longevidade tem sido na África, acrescentando 6 anos de duração média de vida durante os últimos anos. Mundialmente, o aumento tem sido três anos. Mas crianças estão sobrevivendo até seu quinto aniversário. A queda maior em mortalidade infantil veio da África.
Vidas mais longas e taxas de fertilidade em queda trazem rápido envelhecimento mundial. Em 2050, todas as maiores regiões do mundo, exceto a África, terão aproximadamente um quarto ou mais de suas populações com 60 anos de idade ou mais.
“Países com um índice relativamente elevado de populações trabalhadoras em relação a populações dependentes têm a possibilidade de se beneficiar de um ‘dividendo demográfico,’ contanto que as políticas apropriadas de mercado de trabalho e outras políticas permitam uma absorção produtiva da população trabalhadora crescente e investimentos maiores no capital humano de crianças e jovens,” o relatório aconselha.
Países africanos estão em vantagem com quase 13 trabalhadores para sustentar cada indivíduo dependente com idade de 64 anos ou mais velhos. Em comparação, países asiáticos têm 8, a América Latina e o Caribe 7,6, a Oceania 4,8, a Europa e a América do Norte menos de 4 e o Japão menos de 2,1 trabalhadores por aposentado. Numa disparidade aparente dos dados, o relatório insere um aviso aos africanos de que seus tamanhos de família relativamente grandes dificultará a “erradicação da pobreza e desigualdade, o combate à fome e desnutrição, a expansão da educação e matrícula e sistemas de saúde” e a implementação da “agenda de desenvolvimento sustentável” e então pede mais “saúde reprodutiva e planejamento familiar.”
Na China, onde quatro décadas de planejamento familiar levaram a um elevado declínio da fertilidade, a população em idade de trabalho começou a se contrair cinco anos atrás. O relatório da ONU mostra a Índia ultrapassando a China em população em 2022, 6 anos mais cedo do que seus últimos cálculos demográficos de 2013. Gordon Chang, especialista de política externa, disse que embora Beijing tenha “já embolsado” seu dividendo demográfico, o perfil demográfico da Índia está “mais perto do perfeito” e que o desafio de Nova Déli é “acelerar os passos do caminho de seu povo ambicioso, talentoso e inquieto, removendo as barreiras legais, institucionais, burocráticas e sociais.”
Os demógrafos têm criticado a metodologia do relatório porque suas projeções não explicam as circunstâncias específicas de cada país e presume “convergência” de fertilidade.
Por exemplo, o Japão tem uma fertilidade de 1,3 filhos por mulher, mas a ONU estima que aumentará para 1,81 em 2050, alcançando o mesmo índice da Jamaica e Botsuana, sem explicar como essa virada sem precedente poderá ocorrer. Projeta que a população mundial alcançará 8,5 bilhões em 2030, 9,7 bilhões em 2050 e 11,2 bilhões em 2100. Diz que há uma chance de 23 por cento de que a população se estabilizará ou começará a cair antes de 2100.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Quem sustentará os idosos?

2 comentários :

Anônimo disse...

Hedonismo

ELISEU disse...

Não sei se a minha opinião vai ser muito apropriada para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (me corrijam se eu estiver errado).

Alguém, certa vez, disse uma coisa muito certa: "O mundo será o que forem as suas famílias". Um dos pilares da manutenção da família é o casamento. Se o casamento é destruído, a família também será (e as conseqüências serão nocivas tanto para a família em si, como também para o mundo inteiro).

O que acontece hoje? Devido à propagação (e à promoção) do homossexualismo, do feminismo, e também de todo tipo de imoralidade em todo o mundo (inclusive aqui no Brasil), a própria estabilidade da família já está seriamente ameaçada. Em outras palavras: o próprio conceito de família já foi totalmente distorcido do seu sentido original. Família, segundo alguns dicionários, significa "casal formado pela união de um homem com uma mulher (e dos filhos resultantes dessa mesma união)". Por isso, um dupla de homossexuais (2 homens ou 2 mulheres) jamais poderá ser vista como casal ou família. É somente dupla (e nada mais)!

Muitas mulheres (principalmente as defensoras do feminismo) simplesmente abominam a idéia do casamento (e, conseqüentemente, de constituir família). Tanto que teve uma que me disse sem a mínima cerimônia: "Para que eu vou passar o resto da minha vida com um homem controlando a minha vida (e com crianças para me dar preocupação)? Eu quero ser independente, viver intensamente (sem ter que dar satisfação da minha vida a ninguém), alcançar a minha realização profissional (e financeira), não quero ficar submissa a ninguém! Casamento e filhos? Nem em sonho!". A moda hoje é "ficar", ou seja, ter um relacionamento despretensioso (sem qualquer tipo de responsabilidade ou compromisso). Em outras palavras: não está mais existindo nenhum desejo de se constituir família.

A diminuição do número de casamentos (e também de famílias constituídas) tem trazido conseqüências graves em todo o mundo: mais homens solteiros, mais mulheres solteiras, mais gays, e mais lésbicas. Isso sem contar os divórcios, e também as crianças que nascem ou crescem em lares desfeitos ou desajustados (além das que vivem em outras famílias, por serem filhos de pais separados).

Mas o pior disso tudo é a queda da taxa de natalidade. Só para que todos daqui tenham uma idéia disso, a China já está começando a sentir na própria pele as conseqüências do rígido controle de natalidade imposto a todos os seus cidadãos: está havendo falta de pessoas no mercado de trabalho. Além da China, alguns especialistas já alertaram que a Europa está passando por um processo muito rápido de envelhecimento populacional (inclusive já há casos de alguns países europeus com um alto índice negativo de novos nascimentos). E a tendência, pelo jeito, é que esta situação continue a se agravar (caso não seja tomada nenhuma providência imediata).

Diante de tudo que foi apresentado aqui, eu pergunto a todos:

– O que podemos fazer para mudar (ou tentar reverter) este quadro?

– O que podemos fazer para salvar o casamento e a família (que, como já se ouviu dizer por aí, são consideradas por muitos como instituições falidas)?

Espero uma resposta sensata de alguém daqui na primeira oportunidade.