29 de agosto de 2015

Museu da História da Inquisição no Brasil


Museu da História da Inquisição no Brasil

Julio Severo
Inaugurado em agosto de 2012 pela Associação Brasileira dos Descendentes de Judeus da Inquisição, o Museu da História da Inquisição busca resgatar a memória de uns dos mais importantes colonizadores do Brasil, os judeus, que eram conhecidos como cristãos-novos ou cripto-judeus. Esses colonizadores marcaram importante presença desde a época do descobrimento do Brasil, mas por causa da Inquisição, parte dessa importante história do Brasil foi e ainda hoje continua omitida dos livros didáticos.
O Museu mostra a história da Inquisição através de painéis, gravuras e pinturas de artistas como o pintor espanhol Francisco Goya e outros, além da exposição de documentos e livros antigos do século XV ao século XIX, objetos e de réplicas de alguns equipamentos de tortura em tamanho real como o polé, o pôtro, o garrote e outros.
No auditório são apresentados filmes e documentários sobre a história da Inquisição, desde sua origem e até sua extinção. Por que houve tanta intolerância e crueldade? O que podemos aprender com os crimes da Inquisição?
O Museu da História da Inquisição do Brasil pretende:
* Oferecer para os interessados um vasto material para consulta e estudo, como livros sobre a Inquisição, recursos de multimídia para apresentação de filmes e exposição de fotos, gravuras, textos, pequenos objetos e documentos originais do tempo da Inquisição;
* Promover visitação de professores de História, Ciências Sociais e alunos que desejam enriquecer o conteúdo programático do currículo escolar, fomentando a pesquisa, investigação, crítica e interpretação dos fatos históricos e culturais.
* Disponibilizar para a sociedade parte da história omitida devido à intolerância católica no período do Brasil colonial, quando milhares de portugueses (dentre eles, judeus, “hereges” e outros) imigraram para o Brasil fugindo da perseguição, da tortura e da execução nas fogueiras da Inquisição. Mesmo assim foram deportados para Portugal, torturados, condenados e mortos.
Para os judeus, dizia-se: “a morte ou água benta.”
A Inquisição abusava da crueldade para punir quem se desviasse da fé católica.
Qualquer desvio da fé católica era considerado “heresia” e passível de julgamento, tortura e morte.
O Museu da História da Inquisição, que está aberto ao público para visitas, fica na Rua Cândido Naves, 55 no Bairro Ouro Preto em Belo Horizonte.
Embora o Museu trate exclusivamente da Inquisição em sua relação com os judeus, esse aspecto é uma amostra de como a Igreja Católica tratava quem se desviasse de seus dogmas.
O site do Museu da História da Inquisição é: http://www.museudainquisicao.org.br
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18 comentários :

Denise disse...

Júlio: Este texto depõe contra o senhor. Muitos outros dos seus textos criticam implacavelmente o comunismo e o nazismo, dando nomess aos bois. Porém, onde estão os nomes aqui? De fato, o seu blog faz propaganda aberta, com link, artigos e tudo o mais, de Olavo de Carvalho, notório entusiasta da Inquisição. Quanto lhe pagam para isto? Quer dizer: adeptos do comunismo e nazismo podem ser condenados, mas os da Inquisição merecem uma colher de chá? O senhor não presta para ser seguidor de Jesus Cristo. Porém como hipócrita o senhor faz um excelente papel de pau mandado e desinformante dos modernos propagandistas da Inquisição.

Anônimo disse...

Não tinha parado para pensar nisto. A Denise tem razão. O dono deste blog deveria tentar ser coerente no que diz e critica, doa a quem doer. Por que tanto medo de 'afrontar' o maior amante da Inquisição no Brasil?

RAFAEL

Anônimo disse...

Acho q alguns leitores não entenderam o artigo.

Natália disse...

Perseguição gratuita e desnecessária. O comunismo matou milhões a mais que a inquisição. Natural então que a prioridade de Severo seja o comunismo. Nesta luta, qualquer aliado é útil. Vão catar coquinho no asfalto, bando de desocupados!

Anônimo disse...

Caro Severo, não sei se é por ignorância ou por má fé mas esse texto publicado pelo senhor é tendencioso e covarde.

Sem querer atacar os meus amigos judeus e Israel, o cristianismo, inclusive o catolicismo se revoltou dos antiquíssimos ataques violentos à Cristo apresentados, inclusive, no Talmud.

Você já ouviu falar que Cristo foi condenado ao inferno e se encontra em um mar de fezes ou que Maria se prostituiu com um soldado romano chamado Pantera?

Não sou contra os judeus, devemos deixa-los em paz! Mas, por favor, tenha paciência!

Anônimo disse...

Julio Severo é um judeu oculto gente!

Agora sabemos para quem ele trabalha.

Antonio disse...

Concordo com o anônimo mais acima. A Inquisição foi apenas vingança por todas as críticas dos judeus ao catolicismo.

Anônimo disse...

Parece q alguns leitores querem justificar as atrocidades q a igreja catòlica promoveu com a inquisição, não digo isso querendo ofender nossos irmãos católicos, mas isso fez parte da história mesmo que de forma negativa, mas è fato històrico, pois pior que apoiar tal fato è tentar negà-la.

Torreal disse...

leitores nao entenderam o artigo.
mas eh provavel que sequer leram o texto.
o Museu em questao eh algo para lembrar as atrocidades, nao reverencia-las.
que nivel baixo de leitura...
lamentavel.

Marcelo disse...

Nós católicos também deveríamso criar um museu para lembrar os horrores, torturas, estupros e matanças dos judeus contra nós. Antes de falarem do Catolicismo, os judeus deveriam olhar para sua própria religião, que foi mais criminosa do que a nossa Inquisição.

Samuel Yahata disse...

Ustaše é Ustaše mesmo, não é?

Osvaldo Aires Bade disse...

Não entendi os comentários negativos

Xracer disse...

Não entendi patavinas porque essas criticas contra o Julio Severo por ele mostrar o link e falar do Museu da Inquisição do Brasil... por acaso é proibido falar esse assunto ? Por acaso ele não disse a verdade, a Inquisição não existiu, ninguém foi perseguido ou morto ? estranhas afrontas...

Aprendiz disse...

Não vejo incoerência nenhuma do Júlio Severo.

Os piores criminosos - comunistas, nazistas, islamistas (que diferencio de islamitas) sofrem as piores críticas. A ICAR sofre bem menos críticas, porque os mais graves crimes praticados o foram no passado, e nenhuma católico que eu conheça propõe que inquisição volte a prender, torturar e matar (embora alguns poucos tentem justificar os atos do PASSADO, pelo "contexto" da época). O marxismo é assassino onde quer que exista, e ALGUNS católicos no passado foram assassinos com as bençãos dos papas de então. Seria extremamente injusto ser tão crítico contra os católicos quanto se é crítico contra os comunistas.

Alguns comentários que ví foram tão sem noção que parece até que comentaram sem ler o artigo. Ou são analfabetos funcionais.

Svedav disse...

Não sei o porquê dos comentários contra o Julio, já que o meu comentário é CONTRA ele: a tendenciosidade começa pelo fato de querer fazer crer que a Inquisição quase estatal promovida pelas Inquisições Espanhola e Portuguesa seja a verdadeira Inquisição criada pela Igreja Católica. Todos sabem, ou deveriam se informar melhor, que as mais cruéis práticas de tortura vieram das Inquisições portuguesa e espanhola, as que justamente não obedeciam às diretrizes de Roma, já que os reis de Espanha e Portugal tinham rixas com o Clero Romano.
São estas que ficaram no imaginário popular, ainda mais propagadas por falsas informações tendenciosas como a que o Júlio está fazendo aqui. Ninguém aqui deve supor que existiram outros dois ciclos de Inquisição, chamadas Medieval e Romana, e que eram voltadas exclusivamente para católicos que ou se rendiam às heresias cátaras ou se voltavam para o crescente Protestantismo.
As cruéis Inquisições Espanhola e Portuguesa eram controladas pelos seus reis e eram direcionadas para os inimigos da corte e para os judeus, ao qual se voltavam os preconceitos da época. Uma ideia propagada pelos adeptos do Iluminismo, ainda mais ajudados, involuntariamente ou não, pelos Reformadores, foi de que justamente era a Igreja católica que promovia ou controlava esta barbárie secular.
Antes de sair dando pitacos ou achismos, o articulista deveria estudar em fontes confiáveis e isentas.

Silvana disse...

Sempre assim. O bispo errou? Culpa do assessor. A Igreja Católica errou? Culpa de qualquer um. Bah! Portugal e Espanha não obedeciam ao papa? Bah! O Tratado de Tordesilhas, em que o papa dividiu o continente americano entre Portugal e Espanha, não me parece exemplo de desobediência ou desconexão entre papa e Portugal e Espanha. Só na França, a Igreja Católica matou, na noite de São Bartolomeu, 100 mil protestantes franceses, chamados de huguenotes. Se somar todos os outros massacres da “Santa” Inquisição Católica, dá um genocídio. Como sempre, a culpa é só dos assessores. Nesta altura, a conclusão é que todos os assessores de todos os papas estão no inferno.

Svedav disse...

E, você, Silvana, pelo jeito é outra a deturpar a verdade, como a deste episódio da Noite de São Bartolomeu. O Papa não planejou nada com Catarina de Medicis; o morticinio teve como causa a animosidade que existia entre a rainha mãe e o almirante de Coligny, cabeça dos protestantes franceses. A grande aspiração de sua vida era governar pessoalmente a França e fortalecer o seu poder, colocando os seus filhos no trono da Inglaterra, Espanha e Polônia. Para conseguir os seus fins, não hesitava em criar inimizades entre os príncipes católicos e os príncipes huguenotes. quando Coligny começou a fazer-lhe sombra e a minar-lhe a influência, ela, com seu filho Carlos, deliberou tirar-lhe a vida.
No mesmo dia em que se deu a matança, o rei Carlos escreveu ao seu Embaixador na Inglaterra, mentindo que houvera um encontro sangrento entre a facção do Duque de Guisa e a de Coligny. Toda a Europa acreditou nesta enorme mentira diplomática, incluindo aí o Papa, que parabenizou inclusive o Rei Carlos, vindo daí a mentira de que o Papa apoiara o morticínio.
O escritor protestante, no seu livro "Catherine de Medicis", vaticinou: "Sobre Catarina pesará sempre a responsabilidade da matança de S. Bartolomeu. (...) Ninguém que conheça alguma coisa do seu caráter através de suas cartas, ou tenha estudado com atenção a sua tortuosa política de governo, pode suspeitar, sequer por um momento, que andou nisto alguma coisa que se parecesse com fanatismo religioso.”
Sabe-se, pelo “Relatório de Beauviller”, mensageiro do rei da França, através de suas cartas ao embaixador francês De Ferals, do Cardeal de Borbão e do Núncio, que a Corte Francesa não vacilou em mentir ao Papa, informando-o de que a matança tinha sido um justo castigo imposto aos conspiradores.
Antes de simplesmente emitir juízo baseado em sentimentos anti-católicos, você deveria estudar um pouco mais.

Leandro disse...

Olavo de Carvalho não é, ao que eu saiba um defensor da Inquisição.

O que ele (e alguns apologistas católicos) costumam fazer é uma "relativização" do fato da Inquisição, amparados, aliás, na mesmo preocupação de historiadores do tema, como Henry Kanen.
Ou seja, desfazer em parte os malefícios da Leyenda Negra.

É legítimo, mas só até certo ponto. Um sistema não é totalitário por causa da quantidade de execuções. Aliás, o totalitarismo perfeito se orgulharia com zero vítimas.

A comparação entre Inquisição e comunismo, em números, se torna música agradável a ouvidos católicos, sedentos por uma avaliação mais sincera (que nem sempre esses apologistas seguem), mas é historicamente inócua.

Muito menos fatal, a Inquisição não deixou de ser um fenômeno perverso e anticristão em sua essência.