23 de agosto de 2015

Análise: Novas Metas de Desenvolvimento Não Criam um Direito ao Aborto, Mas Abrem a Torneira de Dinheiro para o Aborto


Análise: Novas Metas de Desenvolvimento Não Criam um Direito ao Aborto, Mas Abrem a Torneira de Dinheiro para o Aborto

Austin Ruse e Dr. Stefano Gennarini
Agências e burocratas da ONU têm sido parte da indústria mundial do aborto por mais de duas décadas. Mas eles nunca tiveram muita habilidade de compelir países a mudar suas leis de aborto. Ainda que as novas metas de desenvolvimento da ONU não contenham nova linguagem para apoiar um direito ao aborto, o documento apesar disso abrirá acessos adicionais para organizações abortistas pressionarem os países a mudarem suas leis.
A novinhas Metas de Desenvolvimento Sustentável, o acordo mais importante da ONU envolvendo políticas sociais por mais de duas décadas, continuam a colocar o aborto diretamente nas políticas da ONU sob o pretexto de saúde sexual e reprodutiva e direitos reprodutivos. Isso não é novo. Mas as novas metas apresentam graves novos desafios para a causa pró-vida.
As metas serão o sustentáculo das políticas da ONU nos próximos 15 anos. Elas seguirão o modelo das Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU, amplamente vistas como tendo fraudado a assistência internacional e exercido influência sem precedente nas políticas nacionais. Elas são antecipadas para mobilizar vários trilhões de dólares, exponencialmente mais dinheiro do que qualquer outro plano de desenvolvimento passado da ONU. Todo esse dinheiro não virá sem condições especiais. Não podemos ser ingênuos.
O dinheiro tem sido e continua a ser o principal fator de mudança na batalha pró-vida internacional.
Até agora a pressão da ONU para mudar as leis de aborto tem vindo de “especialistas” em grande parte desconhecidos que trabalham no sistema da ONU, e autoridades farsantes da ONU. Por causa do acordo feito no Cairo as agências da ONU que recebem dinheiro de países pró-aborto têm frequentemente negado que promovem o aborto, ainda que façam isso de modo direto e indireto com impunidade.
Com as novas metas da ONU os países poderão enfrentar pressões para mudar suas leis, bem como gastar quantias indecentes de dinheiro em saúde sexual e reprodutiva — assim beneficiando grupos abortistas — a fim de receber assistência de países pró-aborto ricos bem como fazer parcerias em novas iniciativas globais com o setor privado e filantropos.
A capacidade dos países de se beneficiarem com o novo plano de desenvolvimento poderá estar ligada ao desempenho deles conforme avaliação dos burocratas da ONU, para os quais o aborto ilegal é sinônimo de aborto inseguro e para os quais nenhuma quantia de recursos gasta para o planejamento familiar de estilo da ONU é suficiente.
Os indicadores propostos para medir o progresso sobre a nova agenda do sistema da ONU já incluem acesso a serviços de aborto, e a capacidade dos adolescentes de acessar o aborto sem o consentimento dos pais.
Apesar dessas novas ameaças à vida, organizações abortistas que têm gasto bilhões de dólares para criar um direito internacional ao aborto não puderam ganhar nenhuma base normativa.
As novas metas não mudam o acordo feito na conferência sobre população e desenvolvimento do Cairo em 1994, isto é, que o aborto não é um direito internacional, e um assunto a ser tratado exclusivamente na lei nacional — um consenso que reflete como nenhum tratado da ONU inclui um direito ao aborto ou expressamente ou por insinuação.
Ao mesmo tempo, grupos abortistas têm se tornado os beneficiários de uma superabundância de financiamentos para saúde sexual e reprodutiva e direitos reprodutivos como resultado do mesmo acordo do Cairo. O lobby e maior influência deles em nível nacional e internacional, possivelmente mais do que qualquer outro fator durante mais de duas décadas, têm garantido que as novas metas de desenvolvimento da ONU incluam mais verbas para suas campanhas para tornar o aborto um direito humano.
Essa é uma mudança significativa das Metas de Desenvolvimento do Milênio, concordadas mais de uma década atrás, que não incluíam aborto, focando em saúde materna em vez disso. As novas metas incluem dois alvos em saúde sexual e reprodutiva e direitos reprodutivos em vez disso, a marca registrada dos grupos abortistas.
Os termos entraram nas novas metas no ano passado no último minuto, depois de táticas de negociação dissimuladas e pressões, e possivelmente só porque na época muitos governos achavam que as metas poderiam ainda ser mudadas. Não seria assim.
Quando os governos se reuniram de novo neste ano para debater a nova agenda da ONU para o desenvolvimento eles decidiram agarrar-se às metas combinadas do ano passado, com poucas mudanças técnicas, e só negociaram um documento político para lançar as metas em existência numa cúpula global de líderes mundiais neste setembro.
Os detalhes de como o novo plano da ONU será implementado estão ainda sendo resolvidos e a expectativa é que estejam finalizados apenas no próximo verão.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

3 comentários :

Anônimo disse...

Brasil já tem uma taxa de natal8dade medíocre. Com a liberalização do aborto corre risco de ter crescimento vegetativo negativo e consequentemente sumir do mapa

pereiradf disse...

Olá Julio, ouvi falar de voce atraves do Jornalista Olavo de Carvalho, onde ele recomenda seu site. Li alguns de seus artigos e lhe parabanizo pelos excelentes textos. Parabens pelo seu trabalho. Um abraco. Celso Pereira.

J.MOU disse...

A ONU é uma máquina assassina mesmo, e merece ser julgada por tantos crimes que comete.