17 de julho de 2015

O Vergonhoso Evangelho Social


O Vergonhoso Evangelho Social

Movimento esquerdista nascido nos EUA em meados do século XIX influenciou a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral

T. A. McMahon
Comentário de Julio Severo: O artigo de hoje, da Chamada da Meia-Noite, explica como o Evangelho Social, que foi precursor da Teologia da Missão Integral, teve papel preponderante no governo de George Bush e agora no governo de Obama. Segundo Paul Kengor em seu livro “God and Hillary Clinton” (Deus e Hillary Clinton), o Evangelho Social é também a principal força religiosa na vida de Hillary, que é evangélica. Foi como evangélica adepta desse evangelho socialista que Hillary lançou, quando secretária de Estado dos EUA, os alicerces para um cargo de embaixador homossexual mundial, inclusive transformando o Departamento de Estado dos EUA numa máquina de treinamento e financiamento de ativistas homossexuais do mundo inteiro. É de estranhar que igrejas batistas deem milhões de dólares para essa mulher, que, como todo esquerdista, adora dinheiro. Infelizmente, se ela ganhar a presidência dos EUA, ela dará continuidade à política oficial do governo de Obama e Bush de promover o evangelho social, embora no caso de Bush ele se abstivesse de incluir a promoção do homossexualismo.
Envergonhar-se do Evangelho expressa-se por meio de uma série de atitudes diferentes, desde ficar envergonhado com ele até supor que alguém possa melhorá-lo um pouco para torná-lo mais aceitável.
Prevalece entre muitos líderes religiosos, que professam ser cristãos evangélicos (ou seja, cristãos crentes na Bíblia), a promoção de um evangelho mais aceitável, que possa até mesmo ser admirado pelas pessoas do mundo inteiro. Hoje em dia, a forma mais popular desse tipo de evangelho é conhecida como “evangelho social”.
Embora esse evangelho social seja comum entre os muitos novos movimentos evangélicos, ele não é novidade para a cristandade. Seu princípio moderno deu-se nos idos de 1800 nos Estados Unidos quando pretendeu-se tratar das várias condições da sociedade que seriam causadoras do sofrimento da população. A crença era de que o Cristianismo atrairia seguidores quando demonstrasse o seu amor pela humanidade. Isso poderia ser mais bem realizado aliviando os sofrimentos causados pela pobreza, pelas enfermidades, pelas condições opressoras de trabalho, pelas injustiças sociais, pelos abusos dos direitos civis, etc.
Os que apoiavam esse movimento também acreditavam que o alívio das condições miseráveis em que as pessoas viviam poderia melhorar a natureza moral dos que sofriam essas carências.
O evangelho social, em todas as suas variadas aplicações, ajudou a produzir algumas realizações (leis contra o trabalho infantil e a favor do sufrágio feminino), que contribuíram para o bem-estar social. Ele tornou-se a mensagem central dos teólogos católicos adeptos da Teologia da Libertação e das principais denominações protestantes durante o século 20. Embora sua popularidade tenha crescido e diminuído alternadamente, muitas vezes foi energizada pela combinação entre religião e políticas libertárias, por exemplo, de Martin Luther King Jr. e do movimento dos direitos civis. A médio prazo, através do século passado, o evangelho social influenciou movimentos como a Teologia da Libertação católica e o socialismo da ala esquerdista dos cristãos evangélicos. Contudo, foi no século atual que o evangelho social conseguiu sua promoção mais acentuada. Dois homens, ambos professando ser evangélicos, têm liderado esse caminho.
George W. Bush começou sua presidência instituindo o White House Office of Faith-Based & Company Initiatives (departamento da Casa Branca encarregado de lidar com iniciativas sociais religiosas e empresariais). Seu objetivo foi prover fundos governamentais às igrejas, sinagogas, mesquitas e outros ministérios religiosos que estivessem oferecendo serviços sociais junto às suas comunidades. Bush acreditava que os programas desenvolvidos pelo “povo de fé” poderiam ser pelo menos tão efetivos no auxílio aos necessitados como os das organizações seculares, e talvez até mais do que elas, por seu compromisso moral de “amar e ajudar o próximo”. Quando se preparava para deixar o cargo, ele declarou que considera o seu programa “Faith-Based” como uma das mais relevantes realizações do seu tempo como presidente. Barack Obama, deu prosseguimento ao programa “Faith-Based” com suas iniciativas comunitárias.
Qualquer pessoa que deposita sua esperança nesse evangelho social, que usa “pessoas de fé” para “fazer deste mundo um lugar para onde Deus possa vir”, deve dar atenção às palavras de Jesus em Lucas 18.8b: “Contudo, quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” Certamente Ele vai encontrar pessoas de todas as crenças, mas não a fé verdadeira, aquela fé pela qual Judas nos exorta a batalhar diligentemente (Jd 3).
Editado por Julio Severo do artigo da Chamada da Meia-Noite: O Vergonhoso Evangelho Social
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