30 de junho de 2015

Volta ao nazismo: Vaticano assina tratado com Estado terrorista


Volta ao nazismo: Vaticano assina tratado com Estado terrorista

Pamela Geller
Exatamente como ocorreu com a Alemanha nazista, o Vaticano está do lado errado da história — de novo.
Num supremo ato de servilismo e submissão ao islamismo, o Vaticano assinou um tratado com a entidade terrorista, eufemisticamente conhecida como “o Estado da Palestina.” Reportagem da Associated Press disse que “o Vaticano assinou um tratado com o ‘Estado da Palestina’ na sexta-feira, dizendo que esperava que seu reconhecimento legal do Estado ajudaria a estimular a paz com Israel e que o próprio tratado serviria como modelo para outros países do Oriente Médio. Paul Gallagher, ministro das relações exteriores do Vaticano, e o ministro palestino das relações exteriores, Riad al-Malki, assinaram o tratado numa cerimônia dentro do Vaticano.”
O Vaticano dizendo que esperava que seu “reconhecimento legal do Estado ajudaria a estimular a paz com Israel” é só algumas das conversas tolas e absurdas que acompanharam esse “tratado.” Por que o fato de que o Vaticano reconheceu o “Estado da Palestina” ajudaria a estimular a paz com Israel? Se os terroristas islâmicos obtiveram reconhecimento oficial do Vaticano ao se recusarem a fazer a paz e ao se recusarem a reconhecer o Estado judeu, por que isso levaria à “paz”? O terrorismo funciona, por que parar?
Tzipi Hotovely, vice-ministro das relações exteriores de Israel, disse: “Os palestinos continuam a agir unilateralmente e isso nos distancia de qualquer chance de manter diálogo direto. Lamento que o Vaticano tenha decidido participar de um passo que descaradamente ignora a história do povo judeu em Israel e Jerusalém. Qualquer tentativa dos palestinos ou qualquer outro envolvido de minar nosso direito histórico a Jerusalém e a nosso país será recebida com oposição ferrenha de nós.”
Emmanuel Nahshon, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, frisou que o tratado era unilateral, em que não fazia nenhum reconhecimento “dos direitos históricos do povo judeu na Terra de Israel e aos lugares santos para o judaísmo em Jerusalém.” Outro porta-voz de Israel “expressou desapontamento quando o Vaticano anunciou no mês passado que havia alcançado um acordo final com o ‘Estado da Palestina’ sobre o tratado que regulamenta a vida da Igreja Católica nos territórios palestinos.”
“Desapontamento” é uma palavra suave para isso. “Indignação” e “nojo” seriam mais apropriados. Décadas de terrorismo e matanças estão agora sendo recompensados pela sede da Igreja Católica. O Vaticano recompensou com reconhecimento oficial a “Palestina,” que se recusa a viver lado a lado com o minúsculo Estado judaico.
A matança indiscriminada de cristãos pelos mesmos adeptos da ideologia do “Estado palestino” é em grande parte ignorada pelo Vaticano. Em vez disso, vastas declarações de imbecilidade são anunciadas com solenidade, tais como “igualar o islamismo com violência é errado.” E assim por diante.
Os cristãos estão sendo massacrados num genocídio brutal na guerra santa islâmica que está assolando o Oriente Médio, e a Santa Sé está dando recompensas aos que executam cristãos.
A França também reconheceu recentemente o “Estado palestino,” e vemos como isso está funcionando para eles — com ataques terroristas islâmicos em Paris nos escritórios do Charlie Hebdo e no supermercado kosher Hyper Cacher em janeiro, e nos escritórios da companhia de gás Air Products em Grenoble na semana passada. O Vaticano pode esperar mais do mesmo.
Além disso, o reconhecimento que o Vaticano fez de um “Estado da Palestina” não tem nenhuma base na história ou qualquer outra coisa. Não existe uma etnia “palestina”: Isso foi inventado pela União Soviética e Yasser Arafat na década de 1960 como arma para destruir o Estado de Israel. Nunca existiu um Estado independente da Palestina. Nunca existiu um Reino da Palestina. Nunca existiu nenhuma República da Palestina. Nada. Nem mesmo em livros de história. A bandeira palestina de 1939 apresentava um Estrela de Davi: era um regime judeu.
Para que não nos esqueçamos, depois de derrotar os judeus, o Império Romano mudou o nome de Israel para Palestina para humilhá-los. Palestina era um nome derivado do nome dos piores inimigos de Israel na Bíblia: os filisteus. Israel é a Palestina. Um nome mais apropriado para o Estado terrorista da “Palestina” seria “terra dos filisteus.”
E antes de existir um Vaticano, os judeus viviam em Israel. Nenhuma declaração do Vaticano pode mudar a realidade: Israel é a terra dos judeus.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND: 1933 redux: Vatican signs treaty with terror state
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16 comentários :

Julio Severo disse...

Essa atitude do Vaticano é GRAVÍSSIMA!!! Esclarecimento para nós evangélicos conservadores: A postura anti-Israel do Vaticano é muito antiga. Aliás, é a postura “cristã” mais antiga que existe contra Israel. É lamentável. Desde que comecei a me unir com católicos na luta pró-vida, eu já sabia dessas posturas totalmente erradas. Mas SEMPRE separei essas questões da luta pró-vida, sem, porém, nunca deixar de apresentar publicamente minha postura a favor de Israel.

O mesmo vale para a questão da Inquisição, que cometeu vastos crimes contra evangélicos e judeus. Embora o Vaticano já tenha pedido perdão por esses crimes, há um esforço de uma minoria católica radical para usar a unão pró-vida entre católicos e evangélicos para “higienizar” a Inquisição e doutrinar os evangélicos conservadores e pró-vida de que a imagem negra da Inquisição é pura difamação.

Nesse ponto, devemos separar essa quetão da luta pró-vida, sem, porém, nunca deixar de apresentar publicamente nossa postura contra a Inquisição.

Digo isso porque já conversei com evangélicos que, por amor à luta pró-vida e conservadora entre católicos e evangélicos, estão fazendo cursos com católicos e aprendendo e absorvendo que a Inquisição não foi má. O que virá a seguir? Evangélicos aprendendo com católicos a ter a antiga postura do Vaticano contra Israel?

Outra questão importante é que, nessa linha, os evangélicos têm sido alertados por esse mesmo pequeno grupo de católicos radicais de que nós evangélicos não podemos ter uma união pró-vida e pró-família com os cristãos ortodoxos porque, alegadamente, eles têm más intenções. A Rússia tem hoje a maior população de cristãos ortodoxos do mundo. E quem disse que o Vaticano, que é tradicionalmente anti-Israel, tem boas intenções?

Se formos pelo lado de supostas más intenções, nunca nos uniríamos ao Vaticano para uma luta pró-vida.

E quem disse que os católicos que defendem descaradamente a Inquisição têm boas intenções?

A Igreja Católica mantém hostilidade contra a Igreja Ortodoxa há séculos, desde que os ortodoxos saíram do catolicismo há mil anos. Não podemos comprar essa antiquíssima briga dos católicos contra os ortodoxos. Não podemos nos tornar, como evangélicos, meros apêndices das brigas católicas.

Se não podemos nos unir aos ortodoxos para uma luta pró-vida, para quê nos unirmos ao Vaticano, que luta contra Israel enquanto nós lutamos fervorosamente por Israel? Não faz sentido.

Não somos católicos. Não somos ortodoxos. E não vamos comprar a briga religiosa antiga desses dois grupos um contra o outro ou contra Israel.

Teremos uma união pró-vida inteligente sem fazer concessões a nenhum dos dois lados e, especialmente, sem fazer concessões na questão de Israel e a Inquisição e seus crimes.

Anônimo disse...

obrigado julio,continue sempre defendendo o estado de israel,por toda a sua vida,muito obrigado.

Osvaldo Aires Bade disse...

Viva Israel!

Alessandro Paiva disse...

É até pertinente essa sua postura, visto que assim como eu conheci o Olavo através de você, outros (evangélicos) também o conheceram através de você, o lêem e o seguem desarmados.
Fui criado no seio assembleiano e ensinado a amar os Judeus e orar por Jerusalém como nos ensina as escritura.

Julio Severo disse...

Alessandro, de fato, levei muitos evangélicos ao Olavo e a católicos pró-vida. Isso não é errado. Eles têm algumas coisas boas para passar, embora tenhamos de ter muito cuidado com as posturas deles a favor da Inquisição, contra Israel e na sustentação da guerra de mil anos contra a Igreja Ortodoxa. Somos evangélicos e não podemos assimilar essas questões particulares deles. Mas estritamente em questões pró-vida, podemos nos unir, sem fazer concessões.

Julio Severo disse...

Posso agora imaginar que, em reação a este post contendo artigo do site conservador WorldNetDaily, alguns católicos vão debandar. Tenho publicado artigos sobre as posturas erradas do papa e do Vaticano especialmente escritos pelo WorldNetDaily, mas alguns católicos estão detestando. Alguns me acusam de “provocar divisão” no movimento conservador, porque publico artigos do WorldNetDaily que dizem que o papa é esquerdista, é evolucionista, é incoerente, etc. Veja o que uma católica recentemente escreveu: “Certa vez bloqueei Júlio Severo porque não suportava ve-lo falar do Papa e da Igreja. Como católica tenho o dever de não expor meu pai biológico e muito menos meu pai espiritual; e se porventura algum dia o fizer, não terei moral alguma para me queixar dos protestantes que abusadamente vem falar do que não sabem.”

Muitos outros católicos concordaram com ela. Temos diferenças. Não vou parar de expor e denunciar o esquerdismo do papa, ou a defesa da Inquisição de católicos radicais, só porque isso ofende alguns.

Leony disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leony disse...

[Julio, por favor, publique este tem uma correção...por favor, publicar este ^^]

Julio, sinceramente, será que já não está na hora de dar mais importância a pregação da verdade bíblica (como você de fato fez nesta postagem que denuncia a incoerência papal) do que a causas como luta pró-vida que tem apenas um fim em si mesmas?

A verdade bíblica (doutrinária), queridos, tem que vir antes de qualquer tipo de união entre pessoas com a finalidade de obter boas obras.

A luta pró-vida (exemplo de boa obra) é louvável, mas tem que ser precedida pela pregação da verdade, pela definição do que é verdadeiro e pelo entendimento da verdade. Os católicos precisam se converter verdadeiramente para que quando realizarem qualquer boa-obra não as façam como um fim em si mesmas, mas sim como uma consequência da sua salvação.

Talvez esta postura de "esquecer algumas diferenças em prol de uma causa" feita sem a devida pregação da verdade aos católicos e sem esclarecer as diferenças doutrinárias que, de fato, existem, entre o cristianismo bíblico e o catolicismo possa ser a causa para que muitos CATÓLICOS AINDA CONTINUEM ACHANDO QUE ESTÃO SERVINDO À DEUS e que crentes estejam sendo levadas ao engano (como vc mencionou) por estarem se deixando levar por:

1)Relativizando a inquisição: "...esforço de uma minoria católica radical para usar a unão pró-vida entre católicos e evangélicos para 'higienizar' a Inquisição e doutrinar os evangélicos conservadores e pró-vida de que a imagem negra da Inquisição é pura difamação."

2)Engolindo o pedido de perdão do papa como sendo uma atitude "boazinha" e "de paz";

A verdade deve anteceder qualquer tipo de luta (seja ela qual for), pois ela define o alvo destas boas-obras. Diante desta postura papal com relação a Israel, fica INSUSTENTÁVEL e INCONCEBÍVEL qualquer aliança sob qualquer pressuposto (como luta pró-vida) entre cristãos bíblicos e católicos, pois, mais do que nunca, o católico precisa ANTES ser evangelizado para que ele mesmo não seja engolido ainda mais pelo engano que se encontra e para que ele NÃO ACHE QUE ESTÁ SERVINDO À DEUS, APENAS PORQUE ESTÁ A FAVOR DE UMA LUTA PRÓ-VIDA.

ESCUTE CATÓLICO: O QUE ESTE PAPA ESQUERDISTA ESTÁ FAZENDO É ALGO [TOTALMENTE ANTI-CRISTO], e quem conhece bíblia sabe o que isso quer dizer, e onde isso irá terminar. E a doutrina católica entende que o papa é um SUCESSOR DE PEDRO, um representante DE DEUS NA TERRA, LÍDER DA IGREJA. COMO UM REPRESENTANTE DE DEUS NA TERRA TOMA UMA ATITUDE QUE CONTRARIA A VONTADE DO PRÓPRIO DEUS com relação a ISRAEL? O Senhor Deus diz:

"Porque a porção do Senhor é o seu povo; Jacó [ISRAEL!!!!] é a parte da sua herança.
Achou-o numa terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-o COMO A MENINA DO SEU OLHO. (Deuteronômio 32:9,10)

QUERIDO, Deus tem um plano para Israel. E NÃO TEM DIABO (MESMO QUE ESTEJA TRAVESTIDO DE PAPA) que interferirá nisso. ESCUTEM: JESUS IRÁ VOLTAR COM A IGREJA, IMPEDINDO QUE ISRAEL PERCA ESTA GUERRA.

Anônimo disse...

Obrigado JS

A matéria é esclarecedora. Que o Deus de Israel continue, abençoando-o em nome do do filho D'Ele (Jesus).

Keoma Patrío da Silva disse...

Eu concordo com o Papa. O Estado Sionista impede que os cristãos façam suas procissões.

Junior Melo disse...


ESta geração em que vivemos, na his´toria hodierna, contempla cada vez mais , um líder de uma religião que prega um cristianismo falsificado, cumprir a risca a profecia bíblica de que se levantaria anti -cristos, inimigos de Israel, para tentar destruir a cidade do Deus vivo.O "papado" de Francisco, a despeito de milhoes de catolicos bem intencionados e de coração aberto e sinceros a adorar a Deus e a Seu filho, inseridos em campanhas humanitarias e pró-vidas,precisam abrir o entendimento biblico e escatologico sobre o papel do papado na historia cristã,pois sua religião vem se caracterizando por inumeras perseguiçoes a Isrel.Alias historicamente o vaticano sempre se posicionou como substituto do povo leito, auqle cujos ramos foram arrancados e estes enxertados em Cristo, soberbamente considerando-se o povo de Deus , na pessoa do "papa", o "Cristo na Terra", o "santo PAdre", o "vigario de Cristo, TITULOS absurdamente blafÊmicos. O Evangelho ecumêmico é altamente nocivo a salvação. O Evangelho genuino da cruz não compactua com o engodo e jamais um cristão deve fazer concessões para agradar "a "ou B' ;

Maximo de Souza disse...

ROMANOS C.11

11.1 - DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo?
De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
11.2 - Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:
11.3 - Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?
11.4 - Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal.
11.5 - Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça.
11.25 - Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
11.26 - E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.
11.27 - E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados.
11.28 - Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.
http://bibliagt7.blogspot.com.br/p/blog-page.html

Marcelo disse...

As vezes me pergunto como é possivel que esses lideres religiosos e politicos nao enxerguem que eles proprios estao cumprindo exatamente as profecias biblicas e preenchendo todos os requisitos das figuras pitorescas do Apocalipse?

Besta da terra, besta do mar, dez chifres e babilonia estao, aos poucos, se alinhando e construindo o imperio da maldade (da mentira, da falsidade, da hipocrisia, do desamor...), como nunca dantes foi manifestado desde a criaçao.

Dou graças a Deus por ter aberto os nossos olhos para enxergar tudo isso com os olhos do espirito, pois noutro tempo tambem faziamos parte dos milhoes de rebeldes irreconciliaveis que buscavam a gloria deste mundo e os prazeres da carne.

Ora vem Senhor Jesus e que o sujo, se suje mais ainda!!!

Apostle of Christ disse...

O Catolicismo não é cristianismo. Nem de longe. Pode falar de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, usar termos, símbolos e até defender alguns valores cristãos. Mas em nada isso a torna cristã. É pagã em sua essência, idólatra em sua natureza. Perseguidora e genocida de verdadeiros cristãos por toda a sua história, inclusive no século 20. The Vatican's Holocaust (O Holocausto do Vaticano) relata com detalhes os crimes hediondos cometidos na Croácia durante a Segunda Guerra Mundial. É um sistema religioso perverso e corrupto, que engana seus seguidores fiéis e sinceros, sedentos de Deus mas que só têm recebido da água suja e contaminada de suas superstições e misticismo.

Marcelo disse...

Hà um video que nos mostra muito bem quem è o atual Papa, sua personalidade e a facçao a que pertence: https://www.youtube.com/watch?v=aSz7XuoXmjA

Vàrias personalidades tem se manifestado a favor do atual Papa, tais como a de um professor de uma Universidade de NY que disse: "Nao è a Teologia da Libertaçao que està sendo reabilitada", disse Michael E Lee, professor-adjunto de teologia da Universidade de Fordham, em Nova york. "È a igreja que està sendo reabilitada" ( http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/05/1634840-sob-papa-francisco-vaticano-reata-com-teologia-da-libertacao.shtml).

Trata-se do Evangelho da Salvaçao pelas Obras e nao o Evangelho Apostòlico da Salvaçao pela Fé em Jesus Cristo ("O unico caminho, a unica verdade e a vida eterna").

Leonor disse...

Eu também defendo a "Terra de Israel", ainda que reconheça direito dos palestinianos à sua terra. Reconheço a culpa do Vaticano, especialmente Pio XI (que preparou caminho) e Pio XII, que fez a sementeira. Quando veem dizer que este papa ajudou os judeus, não sabem o que dizem, nem os historiadores têm provas de que ele ajudou, mas há provas de que ajudou Mengele e outros a fugir. Alguns judeus, quando Roma foi invadida pelos alemães, esconderam-se em igrejas, o que foi pelo coração cristão de alguns padres católicos, e não por decisão do papa. A ele só interessava a Concordata que ele próprio assinara com a Alemanha, quando ainda era cardeal.

Estas Artimanhas territoriais da Igreja Católica, que sempre quis dominar o mundo, levaram-me a tomar uma decisão da qual não me arrependo: aos 34 anos baptizei-me pelo Judaísmo. Foi em consciência, ninguém me influenciou. Eu já não conseguia engolir a Inquisição, nem a ajuda do Vaticano ao nazismo. A Inquisição eu até podia relevar, mais não fosse por aquela desculpa que a humanidade arranjou um dia, ou "perdoai-lhes, eram ignorantes", o que é relativo, há muitos séculos que não somos assim tão ignorantes, e menos ainda o papado. Mas há o resto: holocausto judeu, centenas de massacres, também posteriores, como o de Sabra e Chatila, em que os assassinos foram os falanges cristãos libaneses, que juram fidelidade à Santa Sé, e um ETC muito grande. Então, escolhi a religião perseguida, sempre pude estudar a Bíblia no original, perseguindo a minha velha tendência de saber, aliar isto com a minha fé em Deus, apenas em Deus.

O Cristianismo ficou seriamente abalado com a Segunda Guerra, e não foi apenas o Catolicismo, as igrejas protestantes também. Todas as igrejas cristãs se vergaram aos desejos de Hitler, por coisas diversas: deixem-nos fazer negócios em paz, matem os judeus que foram "assassinos de Cristo",deem-nos liberdade de culto, já agora um subsídio, se não for pedir muito. Pelo meio houve alguns cristãos que foram cristãos. O pastor Bonhoeffer foi um deles, o padre Alfred Delp também. Quando leio "Cartas", de Bonhoeffer, penso: meu Deus, como admiro este homem, se todos os cristãos fossem assim, até eu era cristã.