5 de junho de 2015

Protestantismo é sinônimo de prosperidade e desenvolvimento


Protestantismo é sinônimo de prosperidade e desenvolvimento

Lucas Banzoli
Comentário de Julio Severo: Os amantes da tradição católica têm a opinião de que a Igreja Católica é a verdadeira fonte de desenvolvimento. Os amantes da tradição protestante têm a opinião de que o protestantismo é a verdadeira fonte de desenvolvimento. Mesmo reconhecendo que o termo “Igreja Católica” ou “protestantismo” jamais aparecem na Bíblia, o artigo abaixo, de Lucas Banzoli, mostra o grande impulso e bênção que o protestantismo foi para o capitalismo. Ele cita o Rev. Augustus Nicodemus, que conta e canta as glórias materiais do protestantismo histórico. Nicodemus parece ter uma propensão exclusiva de favorecer apenas a prosperidade material do protestantismo histórico, rejeitando qualquer prosperidade ligada ao neopentecostalismo, fazendo parecer que prosperidade material fora do protestantismo histórico é heresia. Na verdade, como ele mesmo confirma, prosperidade sempre foi uma busca importante dos protestantes históricos. Não é à toa que mesmo hoje os protestantes históricos escolham a maçonaria como meio de prosperidade e ascensão social. Mas ao mesmo tempo que alegra a nós evangélicos ver que a tradição protestante traz prosperidade material para um país, o lado católico poderia apontar que a ideologia do aborto e da agenda gay está sendo encabeçada e imposta pelos países mais protestantes do mundo, especialmente os Estados Unidos, que é a nação mais protestante do mundo. Discordo da ideia de que “a Reforma Protestante foi o maior movimento revolucionário da história depois da vinda de Jesus Cristo.” Repito: a Bíblia não menciona nem Reforma Protestante nem Igreja Católica nem Igreja Ortodoxa. O que a Bíblia deixa bem claro como revolucionário para os nossos dias é o seguinte: “Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.” (Atos 2:17-18 KJA) Essa sim vai ser a maior revolução espiritual que o mundo já viu. Quanto aos maiores países protestantes do mundo, estão cada vez mais se tornando grandes centros de apostasia. A Universidade de Harvard, louvada por séculos por ser o orgulho e coroa da educação protestante mundial, hoje é um centro de marxismo, satanismo, ateísmo, bruxaria, paganismo e apostasia. No passado, valia a pena contar e cantar as glórias materiais dos países protestantes. Hoje, não. Mesmo assim, o artigo do Banzoli é útil para mostrar que prosperidade material e protestantismo sempre andaram de mãos dadas. Portanto, não faz nenhum sentido Augustus Nicodemus e seus colegas teólogos reclamarem e choramingarem por causa da ligação entre neopentecostalismo e prosperidade material.
O Dr. Augustus Nicodemus corretamente definiu a Reforma Protestante como o maior movimento revolucionário da história depois da vinda de Jesus Cristo:
“A Reforma Protestante libertou a verdade científica do dogma religioso da época. Vários dos grandes cientistas, como Boyle, Lineu e Newton, eram protestantes. Eu li recentemente um livro que mostrava os 53 cientistas que nos deram a ciência moderna, e 51 eram protestantes. Apenas dois eram agnósticos, e mesmo assim um deles havia dúvida. As maiores universidades do mundo, como Harvard, Oxford, Yale e Princeton, foram fundadas por protestantes. Calvino, em Genebra, abriu a primeira escola primária da Europa. O Convento de Santa Clara, que era católico, eles transformaram no primeiro hospital público da Europa, em Genebra. A Reforma Protestante foi o maior movimento revolucionário da história depois da vinda de Jesus Cristo”[1]
As razões para isso são muitas. Os protestantes fundaram a maior universidade do mundo, a famosa Universidade de Harvard, fundada em 1636 pelos reformados. O próprio John Harvard era um pastor congregacional. Harvard tirou dinheiro do próprio bolso para fundar a universidade “para a glória de Deus”, que leva seu nome até hoje. A declaração de missão da universidade era:
“Cada estudante deve ser simplesmente instruído e intensamente impelido a considerar corretamente que o propósito principal de sua vida e de seus estudos é conhecer a Deus e a Jesus Cristo, que é a vida eterna (João 17:3). Consequentemente, colocar a Cristo na base é o único alicerce do conhecimento sadio e do aprendizado”.
A Universidade de Princeton, igualmente considerada uma das melhores do mundo, também foi fundada por evangélicos, em 1746. O governador Jonathan Belcher fundou a universidade originalmente como uma instituição presbiteriana. O historiador Marco Antonio Villa compara o Cristianismo ao islamismo e acentua o papel importante da Reforma Protestante no avanço do Cristianismo, dizendo:
“O Cristianismo teve um papel muito importante da Reforma Protestante. O século XVI muda a história do Cristianismo, e aquilo tem um reflexo direto na vida política. Nós não teríamos os Estados Unidos, da forma que se formaram, se não tivesse a Reforma Protestante do século XVI. Mas o Islamismo nunca teve uma espécie de Reforma Protestante”[3]
Olavo de Carvalho, embora seja abertamente católico, admitiu que o modelo de governo das igrejas protestantes criou a sociedade que gerou os avanços na liberdade e lançou as bases para o desenvolvimento econômico das nações:
"Desprovidos de uma autoridade central como a do papado, os grupos religiosos independentes encontraram na convivência igualitária, no livre comércio e na fidelidade aos mandamentos evangélicos, interpretados segundo a consciência de cada qual, os princípios de uma nova ordem social e econômica que floresceu no capitalismo moderno. Nos países católicos, inversa e complementarmente, a causa da paralisia econômica não foi a moral da Igreja, mas a centralização burocrática (...) Três elementos foram decisivos para o bom resultado econômico do capitalismo: (a) a liberdade de auto-organização; (b) a homogeneidade moral, resultado da fidelidade geral ao Evangelho (tanto mais estrita porque, não havendo autoridade formal superior, a Bíblia se tornava, diretamente, o critério comum para a arbitragem de todas as disputas); (c) o ambiente de confiança, honradez e seriedade criado pelos dois fatores anteriores. Em contrapartida, o autoritarismo papal e monárquico criou sociedades anêmicas, desfibradas, intimidadas e corrompidas pela subserviência à burocracia onipotente”[4]
Há uma inegável correlação entre o protestantismo e o capitalismo, pois aquele serviu de impulso para este, e foi essencial no desenvolvimento do comércio e da indústria. Ninguém escreveu melhor sobre isso do que o alemão Max Weber (1864-1920), em sua clássica obra A ética protestante e o "espírito" do capitalismo. O trabalho de Weber foi tão extraordinário que até um historiador ateu e esquerdista admitiu que “as análises de Weber sobre o tema continuam não apenas atuais e insuperadas, como também não houve críticas capazes de mostrar qualquer falsidade nelas”[5]. Weber demonstrou que o protestantismo contribuiu fortemente para formar o moderno “homem de negócios”, tendo suas raízes na moral religiosa puritana.
Você pode pesquisar em qualquer lugar que seja, e descobrirá que um misto de boa religião com boa política é o que levou todo país desenvolvido a este nível de desenvolvimento. Qual é a nação de tradição mais evangélica do mundo? Estados Unidos. A maioria dos pais fundadores eram crentes, mais da metade da população norte-americana é evangélica, os Estados Unidos é o país mais protestante do mundo e um enorme celeiro de missionários a toda a terra. E, apenas por curiosidade, qual é o país mais poderoso do mundo? Você já sabe a resposta.
Podemos fazer uma pesquisa sobre os países que aderiram à Reforma Protestante e comparar com o IDH dos mesmos. Os principais países que aderiram à Reforma foram:
Alemanha
Suíça
Noruega
Dinamarca
Suécia
Reino Unido
Finlândia
Quase todos estes países citados permanecem com o protestantismo sendo maioria em comparação com as demais religiões e com o ateísmo. Na Alemanha são 34%[6] (ainda assim maioria), na Suíça são 40%[7], na Noruega são 87%[8], na Dinamarca são 87%[9], na Suécia são 86%[10], no Reino Unido são 59%[11], na Finlândia são 85%[12]. Estes são os países que aderiram à Reforma Protestante e que foram moldados há séculos pelo protestantismo histórico, de tal forma que já podemos observar os resultados. E os resultados são esses:
Alemanha: 6º Lugar no IDH.
Suíça: 3º Lugar no IDH.
Noruega: 1º Lugar no IDH.
Dinamarca: 10º Lugar no IDH.
Suécia: 12º Lugar no IDH.
Reino Unido: 14º Lugar no IDH.
Finlândia: 24º Lugar no IDH.
Todos os países de tradição protestante estão posicionados naquilo que é considerado “IDH Muito Alto”. O protestantismo está muito longe de ser a maior vertente religiosa do mundo. Dentre os 2,6 bilhões de cristãos no mundo, apenas 970 milhões são protestantes. Menos de 1 bilhão em um mundo com mais de 7 bilhões de pessoas. Mesmo assim, é impressionante notar que dos sete países com melhor IDH do planeta, cinco são de maioria protestante:
1º Noruega (87% protestante)[13].
2º Austrália (51% protestante)[14].
3º Suíça (46% católico)[15].
4º Holanda (33% católico)[16].
5º Estados Unidos (51% protestante)[17].
6º Alemanha (34% protestante)[18].
7º Nova Zelândia (41% protestante)[19].
Observe também que mesmo nas duas únicas exceções dentre os sete países mais desenvolvidos do mundo, a porcentagem de protestantes, embora não seja a maioria, é bem grande. Na Suíça é de 40%[20] (dados de 2002, é provável que tenha crescido desde então) e na Holanda é de 21%[21]. E nestes dois países houve forte influência da Reforma Protestante, que os moldou por séculos e que os levou à condição que estão hoje, mesmo que o protestantismo não seja mais a maioria nestes países.
O caso mais marcante é, provavelmente, o da Alemanha, pois foi o berço da Reforma Protestante. Martinho Lutero é até hoje considerado pelos alemães um dos fundadores do Estado Alemão Moderno. A Alemanha foi o primeiro país do mundo a assimilar bem a cultura cristã-protestante. Ela sofreu terrivelmente nas mãos de ditadores facínoras como Hitler, no passado, manchando o nome de todo o povo alemão, sendo que a maioria sequer sabia que judeus estavam morrendo em campos de concentração. Ela foi arrasada na Primeira Guerra Mundial, e depois mais arrasada ainda na Segunda Guerra Mundial.
Pense no que é perder uma guerra. Além das pessoas que morrem (o que por si só já é horrível), ainda há o enorme gasto com armas e recursos de guerra (que é descontado do pão da população), a destruição de boa parte das cidades que são bombardeadas pelo inimigo, a enorme dívida que fica como parte do tratado de paz que vem depois, a possível perda de territórios para o adversário, o desgaste da imagem da nação como um todo diante dos outros países, a desconfiança contínua das outras potências, a moral do próprio povo que vai lá para baixo pela vergonha de perder uma guerra, isso sem falar das consequencias emocionais decorrentes da perda de um familiar ou amigo querido.
Tudo isso, no fim, resulta sempre em fome, em dívida externa, em atraso econômico, em um enorme tempo perdido e na necessidade de recuperar tudo o que se perdeu, para tentar voltar ao patamar que estava antes e só depois pensar em dar passos maiores. Pois bem. A Alemanha não perdeu uma guerra qualquer, ela perdeu uma Guerra Mundial, com implicações muito maiores do que uma guerra comum. Todas estas consequencias negativas foram levadas a extremos. E ela não perdeu somente uma Guerra Mundial, mas duas. A Alemanha foi o único país do mundo a perder duas Guerras Mundiais e a sofrer tudo isso intensamente por duas vezes. Depois de perder a Segunda, ela estava arrasada. Todos os fatores socioeconômicos indicavam que ela se resumiria a ser um ponto negro em meio a uma Europa desenvolvida.
Mas o que aconteceu dali em diante foi surpreendente, de estremecer até os mais otimistas analistas. A Alemanha não apenas conseguiu se recuperar rapidamente de todos os efeitos colaterais causados pela perda da Segunda Guerra, mas também conseguiu voltar a ser uma grande potência europeia e mundial, estando hoje à frente dos países europeus que ganharam a Segunda Guerra! A Alemanha é hoje nada a menos que o 6º país com maior IDH do mundo[22] e é o 5º colocado no PIB mundial[23]. O que pode explicar tão espantosa reviravolta no quadro?
A resposta obviamente não é que a raça alemã seja uma “raça superior”, como se houvesse algo inato no gene do alemão (se houvesse, provavelmente teriam ganhado as guerras!). A resposta não está na questão de raça, mas na questão de cultura. A Alemanha tem uma cultura que propicia e favorece um desenvolvimento alto. Muitos outros países não têm. Simples assim. Na lógica alemã, “se alguém pode fazer isso, eu também posso”. Na lógica (ou “jeitinho”) brasileira, “se alguém pode fazer isso, por que tem que ser eu?”. Na lógica alemã, “se ninguém consegue fazer isso, eu posso ser o primeiro!”. Na lógica brasileira, “se ninguém consegue fazer isso, eu muito menos!”. Isso pode parecer irrelevante, mas é totalmente determinante quando colocado em prática por uma nação inteira. Os resultados são evidentes.
Se isso fosse uma corrida, não importa o quanto você desse de vantagem ao piloto brasileiro (que aqui chamaremos apenas alegoricamente de Rubinho), no final sempre o piloto alemão (que aqui chamaremos apenas alegoricamente de Schumacher) sempre terminaria na frente. Sempre. A não ser que eles mudem a cultura deles para pior, o que é muito difícil, pois não se muda uma cultura do dia pra noite. A cultura alemã foi moldada por séculos e mais séculos de protestantismo histórico. Foi o berço da Reforma Protestante. Foi onde Martinho Lutero nasceu, viveu e pregou. Essa cultura, transmitida adiante geração após geração (mesmo para os não-protestantes), foi lhes rendendo uma mentalidade de crescimento e desenvolvimento, bem acima dos outros países em geral.
Alguns neo-ateus tentam contestar estes fatos, que por si mesmo são incontestáveis, com refutações meia-boca, sendo a mais famosa delas uma que cita certos países da África (pobres, por sinal) que tem maioria evangélica. Seria essa a “prova” de que nem sempre o protestantismo é sinônimo de desenvolvimento? Não. Pelo contrário. Os países que citamos se tornaram protestantes há pelo menos cem anos (vários deles há muito mais tempo), enquanto os países africanos citados por eles tornaram-se protestantes há menos de um século, ou há algumas décadas. É óbvio que nenhum país se torna desenvolvido do dia pra noite, e também é óbvio que nenhuma cultura é totalmente transformada do dia pra noite. Este é um processo que leva tempo. Todas que tiveram tempo mostraram resultados extremamente positivos.
Curiosamente, a acusação dos neo-ateus volta-se contra eles mesmos quando observamos que estes países africanos que se tornaram protestantes nas últimas décadas também vêm tendo um crescimento econômico muito maior que a média dos outros países africanos. Os países mais protestantes da África são a África do Sul (66%) e a Nigéria (47%). Caso você queira saber, as duas maiores economias da África são... África do Sul e Nigéria[24]. Claro, tudo é “só por acaso”. O acaso é o deus dos ateus.
Outro país com muitos evangélicos é o Quênia, que desde 1961 até a década de 80 teve crescimento anual com média de 6,8%, muito acima da média do continente africano[25]. Na década de 90 sofreu inúmeros problemas, como as secas, o que reduziu este crescimento consideravelmente. A principal fonte de recursos do Quênia é a agricultura, mas só 4% da terra é arável[26], o que impede um crescimento maior. Mesmo assim, considerando todo o período que vai desde a década de 60 até hoje (2014), o Quênia mantém uma média de crescimento de 4,6%[27], maior que a média continental. Por comparação, o Brasil da Dona Dilma ano passado teve 0,2%... negativos[28].
Se a moral protestante não influencia positivamente (ou se influencia negativamente), por que então houve grande avanço nas áreas que aderiram ao protestantismo? Por que este avanço não ocorreu simultaneamente em todas as partes do mundo, incluindo as não-cristãs? Por que, ainda hoje, todos os sete países mais desenvolvidos do mundo são países que aderiram à Reforma Protestante? Essas são perguntas que devem ser respondidas antes de acusarem Lutero de ser um “bêbado rebelado e satânico que só trouxe divisão à Igreja de Cristo”[29].
Divulgação: www.juliosevero.com
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24 comentários :

Anônimo disse...

Julio, esses países citados por você e pelo Lucas podemos ainda dizer que são de maioria protestante ou de maioria ateia?

Alex disse...

Eu sem ler tal matéria sempre achei isso, que o protestantismo tem tudo haver com dinheiro, capitalismo selvagem e liberalismo etc...

Graças ao humilde Deus sou católico.

Torreal disse...

Sou fan dos reformados.
Foram eles a.permitirem o iluminismo, com.sua teologia mais liberal

Jrag disse...

Caro Alex, o que faz um protestante de verdade não é seu apoio ao capitalismo, mais sim sua preocupação em conhecer e viver as Escrituras. E em toda a bíblia não há margens para intercessão de santos na gloria, de imagens, de culto a homens, nem purgatório. Somente Cristo e este crucificado, escândalo para uns, loucura para outros. Mais para os que creem, poder de Deus. Ainda bem que Cristo ressuscitou, e vive para todo Sempre. Sucesso

Anônimo disse...

http://m.oglobo.globo.com/sociedade/saude/brasil-tem-mais-cachorros-de-estimacao-do-que-criancas-diz-pesquisa-do-ibge-16325739
Ainda tem gente que acha contraditório brasileiro votar em partidos liberais sociais como PT/PSDB
OBS : região mais antipetistasul é onde proporcionalmente há mais cachorro que crianças..

Anônimo disse...

Anônimo 1 - O ateísmo nesses países é superestimado. Todos os países católicos também passam por problemas com ateísmo. Na França, antigas igrejas estão sendo destruídas. Até na Itália muitas igrejas estão virando pontos comerciais. O fato é que visão de estado da Reforma permitiu o desenvolvimento desses países e estruturas sociais mais sólidas, e por isso o marxismo não precisou ser barrado por ditaduras fascistas como no catolicismo romano.

Anônimo disse...

Torreal, é bom lembrar que o racionalista René Descartes era CATÓLICO ROMANO. E que o papado apoiou o mercantilismo, a exploração dos navegadores portugueses espanhóis e criou sociedades estamentais que dividiam a sociedade e criaram países estruturalmente deficientes, especialmente na América Latina. Esses países, por causa dos conflitos, foram alvos fáceis do marxismo e muitos deles só resistiram por causa de ditaduras.

Anônimo disse...

Torreal: a raiz do secularismo estã no retorno a Aristõteles por parte de Tomãs de Aquino. A visão política de Tomãs não era cristã, mas aristotélica. A filosofia de Tomãs lançou as bases naturalistas que depois fundaram o iluminismo. Se existe algum culpado pelo iluminismo existir foi o ESCOLASTICISMO. A Reforma Protestante na verdade foi uma antítese ao Iluminismo. Perceba: A Reforma disse que a Escritura é a fonte da Verdade; o iluminismo rejeita a Escritura e estabelece a razão como fonte de verdade. O catolicismo mantém O MEIO TERMO, e foi exatamente ele que criou o campo teórico onde o iluminismo se desenvolveu. Pra Reforma Protestante, a razão humana foi afetada pelo pecado de Adão e por isso ela não pode ser a fonte primeira da verdade, mas sempre sujeita à Revelação de Deus.

Thiago disse...

Anonimo que respondeu ao Torreal;

Achei super interessante essa tua explicação. Gostaria de me conhecer mais. Se você puder, indique algum autor, ou site de referência para que possa conhecer mais sobre o debate filosófico protestante.



Keoma Patrío da Silva disse...

Essa pagina indica muita coisa Thiago.
https://www.facebook.com/conservadorismoprotestante?fref=ts

Thiago disse...

Grande Keoma...

Há quanto tempo my brother!

É sua está página? Tô desatualizado.

Vou colocar nos favoritos.

Obs:

Julio, eu sou vegetariano... esse pedido de confirmação da página com fotos de comida é uma tentação cumpadi.

Keoma Patrío da Silva disse...

Sou Não.
Eu acho que o Anônimo é adm da página.

Julio Severo disse...

Nâo, Keoma. O anônimo não é o adm da página. Se não, eu saberia. Não sei quem é o anônimo.

Alex disse...

Caro Jrag, os protestantes vivem as Escrituras pelo prisma de Lutero em primeira instância, essa submissão a alguem em particular pode ser danosa visto que as escrituras não são de interpretação pessoal. Quantos as acusações de que não existe interseção dos santos, imagens, de culto a homens, nem purgatório, isso se deve a forma enviesada de se ler a bíblia diminuída que vocês fazem uso.

Saga disse...

Forma enviesada?

Forma enviesada é encontrar na Bíblia o que não está lá, aí sim, só se enxerga o que se quer enxergar olhando por meio daquele viés especifico.

"Quantos as acusações de que não existe [...] isso se deve a forma enviesada de se ler a bíblia diminuída que vocês fazem uso"

Não existem essas coisas na Bíblia, e pior não existe nem nos livro apócrifos. O Padre Ricardo é muito honesto em, ao responder certas perguntas em seus videos, dizer abertamente que esta ou aquela prática ou doutrina católica não existe na Bíblia. Aí ele acrescenta que não é necessário ter na Bíblia, pois a ICAR não se pauta necessariamente pela Bíblia. Inclusive ele diz que isso é uma "visão protestante", achar que tem de estar demonstrado na Bíblia, segundo ele não precisa, pois a tradição eclesiástica também é revelação divina, e cabe ao magistério católicos tomar as decisões referente as doutrinas e liturgias "cristãs".

Muito melhor o Padre Ricardo dizer isso do que ter de ficar enganando seus fieis dizendo que tal ou tal passagem bíblica tem tal ou tal ensinamento, quando não tem....

"Purgatório" vem da filosofia de antigos Padres da Igreja em tentar encontrar um "meio termo entre o céu e o inferno", assim como o "Limbo" surgiu para tentar resolver o problema teológico das almas dos bebês não batizados, a palavra não está em nenhum livro canônico, "deuterocanônico" ou apócrifo.

Flavio Jm disse...

Para descontrair e quem sabe desconstruir erros: respondendo ao anônimo que "desertou" esses pensamentos "impuros":

Segundo o anônimo (1) "raiz do secularismo estã no retorno a Aristõteles por parte de Tomãs de Aquino"

Refutação resumida (com ajuda de um amigo formado em Ciências Sociais): Justamente o contrário. Na filosofia tomista fé e razão andam juntas. O secularismo é filho do iluminismo ingês ( Francis Bacon, David Hume, J. Berkeley, John Locke e Isaac Newton), que defendiam a filosofia experimental racional, que separava a fé religiosa da razão.

Ainda segundo o anônimo (2): "A Reforma Protestante na verdade foi uma antítese ao Iluminismo".
Refutação resumida (baseada no trabalho admirável e lido e relido de J. Newman - Apologia pro vita sua, Editora Verbo, 1974): A Reforma Protestante é filha primogênita do humanismo cristão, que inicia lentamente no século XIII com a vinda para o Ocidente de artistas, teólogos e de aristocratas da Constantinopla latinizada, além da desestruturação causada pelo avanço otomano no Leste e pela peste negra, e que é sedimentada na invenção da máquina de Gutemberg no século XV. A defesa do homem em sua individualidade fundamental é necessária para o rompimento teórico com Roma e filosoficamente a pedra angular para se justificar a liberdade de uma experiência individual de vivência no evangelho sem a necessidade de sacramentalização da fé, que por sua vez justifica o sola scriptura, rompendo com o conceito ortodoxo até então de corpo místico universal (catolicidade), penitente, militante e glorificado, onde a vivência é coletiva primordialmente e individual apenas na ênfase pessoal nos sacramentos.

Eis um resuminho, que dá uma boa discussão. Anônimo protestante....estude mais, só um pouquinho. Nem todo católico é bobinho.

Para boas falácias, nada como verdade (Cardeal Ratzinger).

Flavio Jm disse...

Ao nobre Saga, que protesta da seguinte forma:

"...O Padre Ricardo é muito honesto em, ao responder certas perguntas em seus videos, dizer abertamente que esta ou aquela prática ou doutrina católica não existe na Bíblia. Aí ele acrescenta que não é necessário ter na Bíblia, pois a ICAR não se pauta necessariamente pela Bíblia...."

Resposta: Essa pergunta é feita sempre por neoprotestantes, e sempre respondida por católicos, internéticamente falando. Mas como muitos de vocês tomam um gosto pelo debate inócuo, eu lhe puxo pelo raciocino usando.....a sua forma de raciocinar. Vamos lá:

1 - Jesus participa na Festa da Dedicação (João 10: 22-24). Todas as festas judias estão na Bíblia. Esta, não está. Baseado no sola scriptura, Jesus era um herege? Opa....só no apócrifo 1 Macabeus aparece a ordenação desta festa....logo, segundo seu raciocínio, qual Biblia é completa, já que o próprio Jesus testemunha a favor dos católicos?

2 - Jesus se batiza nas águas, algo que os judeus não faziam, pois não está no Antigo Testamento. Persas e babilônios entretanto faziam uso do batismo em águas como ritual. Só pelo fato dos judeus serem dominados por esses povos, então os judeus copiaram um rito pagão e o próprio Jesus então foi um herege.....de novo? Mais uma vez, sigo seu raciocinio, amigo protestador.

3 - Imagens são ídolos, e ídolos não podem ser adorados. Logo, alguém que olhe benditamente, ou se curva para uma imagem é um idólatra, pois elas nada são....como já dizia Moisés e Isaías, ok? Então porquê Jeová manda um certo profeta fazer uma.....imagem de serpente para curar uns certos hebreus? Logo serpente, simbolo do bicho ruim? Estaria Jeová incentivando a idolatria?

Olha, eu posso me alastrar mais, mas o blog não é meu....sabe como é né....

Abraço. Defenda sua fé em Cristo por seus frutos, não por denegrir a fé de outros, no que você supõe de erros e ainda baseado em o que te contam. Pode passar vergonha.

Flavio Jm disse...

Argumentar que o capitalismo vem de qualquer ética protestante, hoje em dia, é cair em descrédito com qualquer estudante de Ciências Econômicas ou de História. Atribuir surgimento de capitalismo ao protestantismo é desconhecer a história econômica, onde modestamente sou estudioso. Weber NUNCA fez isso. O que há academicamente falando é um debate do tamanho dessa contribuição, que foi grande sim.
O interesse de Weber é a formação do Estado Nacional, onde claro, há uma relação temporal e causal com o capitalismo. Este surge lentamente, sob a forma de mercantilismo, com a desestruturação feudal, originalmente no norte italiano, no século XII. No século XVII, logo após a reforma, o país mais capitalista seria Flandres, hoje parte da Bélgica, católico, onde surge a forma atual de compra de mão de obra e de capitalismo industrial.
Entretanto, Weber analisa do ponto de vista do Estado Nacional, e aí sim, a Inglaterra (Anglicana) e a Holanda (mista) realmente levaram o capitalismo a sistema hegemônico na Europa, e com Adam Smith a liberdade individual de empreender passa a ser uma virtude até hoje inconteste, que levou a Inglaterra a ser potência mundial. O que a Reforma impactou, por si própria, e um dos motivos, foi o rompimento com qualquer interferência estrangeira (na época a maior era o controle da religião por Roma e da monarquia pelas Casas Reais, geralmente católicas), levando a formação do Estado Nacional, o que atrasou em países católicos.

Thiago disse...

Flavito,

Por mais que eu goste de você e respeite católicos, sinto muita pressão sua em cima de nós protestantes.

Pega leve maninho.

Tem doutrinas no catolicismo que são anti-bíblicas, que não estão na Bíblia. Antes de afiar a retórica, entenda que nós quemos o cristianismo primitivo, dos primeiros séculos da sua igreja. Só isso. Se você não entender isso, nós nunca mais deixaremos a concórdia reinar neste espaço.

"Muita calma com o andor, porque o santo é de barro"...

Respira fundo... amigo.

Fica na Paz do Salvador.

Flavio Jm disse...

Artigo que na verdade é mais uma oposição velada ao catolicismo e a ortodoxia.....
E a Alemanha, por exemplo, nos seus dois estados mais ricos, que controlam 38% da população mas 59% da economia, a Baviera e a Renânia-Westfália, são majoritariamente católicos......E hoje, em toda a Alemanha, a proporção católica é levemente maior nominalmente que a luterana (basta ver o Eurobarômetro). Em termos de participação religiosa é o dobro maior a favor do catolicismo.

Na Suiça tradicionalmente há uma divisão meio a meio, embora hoje, os católicos sejam mais praticantes. Então não há como alegar nada, pelo menos logicamente e economicamente falando, principalmente se ver os fatos de ser um paraíso fiscal e de ter uma população desde 1980 praticamente igual.

A Finlândia é um país que até o inicio do século XX era pobre, e fez a política igual a Coréia do Sul, educação pública de qualidade, junto com uma social democracia à moda Sueca. Mas já eram luteranos desde 1620 de forma majoritária. E é um país que não cresce de população há 40 anos.

Já a Austrália também é um país multifacetado, onde a maior denominação é a católica romana.

E o Reino Unido.....bom, se considerar que virou anglicano em 1550 e até 1680 nada tinha de especial (em comparação com as católicas França, Austria, Espanha, Piemonte, Belgica, Baviera....) nunca houve uma verdadeira Reforma religiosa aos moldes Calvino-Zwinglio-Lutero, com ruptura ideológica, mas antes uma cisão. O anglicanismo nos primeiros 130 anos é igual ao catolicismo oriental (só difere do romano pela tolerância do divórcio em caso de abandono conjugal e da ordenação de padres casados). Com o pietismo é que se inicia a adoção do calvinismo e do arminianismo no anglicanismo. Os puritanos já tinham abandonado o país em direção aos EUA.

E no século XX, COMO UM TODO, tivemos três campeões econômicos em termos de PIB: EUA (protestante), Japão (Budismo e xintoismo) e espantem, o nosso varonil Brasil, que acolheu muitos europeus miseráveis e expulsos de suas terras pela revolução industrial.
E em todas as três américas, o país que mais se desenvolveu (PIB, IDH, IDS) nos ultimos 30 anos, foi o Chile, que imita o modelo Sul Coreano de liberdade econômica e educação de qualidade.

Flavio Jm disse...

Mas Thiagão, qual cristianismo dos primeiros séculos você se refere? aos ebionitas? Ou ao cristianismo de Pedro? Ou de Paulo? rsss...
Se eu te dissesse para estudar a patrística, você seria mais um Cardeal Newman? rsss
Meu nobre colega, retórica afiada é quem nos chama de idólatras, coisa que jamais farei com um cristão de qualquer denominação, apesar que Mamon é muito forte em alguns meios, por exemplo....ou como muitos colegas que colocam na herança católica, por exemplo, o mal do Brasil....
É que protestante nenhum tá acostumado a ser acusado....mas acusação ao catolicismo é abundante na net.....ou to falando mentira?
As pessoas não odeiam o catolicismo....elas odeiam o que supõe que seja catolicismo.....o que lhes falaram. E isso não é de agora. Na verdade, é até meio humano, infelizmente, eu justificar aquilo que eu acredito em cima do que eu acho que é errado naquilo que eu não conheço.
Mas não sei qual tua forma protestante, pois a Verdade é uma só, não pode haver duas verdades, mas sim, dois pontos de vista baseado naquilo que eu conheço como verdade. Aí, nisso, eu entendo que se possa agrupar, em um bloco, idéias tão contraditórias como Adventistas do sétimo Dia, Calvinistas presbiterianos ou universais do reino de Deus. É impossível que todos estejam certos, embora todos sejam sinceros e tenham um fim único, Senhor.

Abraço irmão.

Thiago disse...

Uns estão com fermento humano demais (católicos) e outros com menos fermento, mais próximo doa pães asmos. Tendeu?

A Verdade é uma só: A Palavra. Não importa se o Papa ou Pastor acrescente doutrinas ou formas de interpretação "novas"... ser cristão é travar uma constante luta contra o fermento.

Infelizmente, com o passar das décadas e dos séculos, o Diabo nos engana aos pouquinhos, semeando um fermento aqui, outro acolá. Daí a eterna divisão no Protestantismo. É um ponto fraco, mas também é um baita ponto forte também. Não é cooptavel como foi a ICAR no vat 2... Tendeu?

Mais Oração e Jejum, menos teolo"briga". Mais discernimento espiritual, menos letra.

Um abraço no teu coração.


Thiago disse...

Flavito, meu querido amigo...

A Reforma Protestante foi um clamor, de uma parcela da cristandade; daqueles que também foram cristãos sinceros. Cristãos que ao aderirem, simbolicamente clamaram por um pedido de socorro a Igreja Católica. Foi como se dissessem:

"Ei, eu sou a massa e eu estou aprendendo a ler. Ei, eu sou a massa, a Bíblia foi traduzida para o meu idioma. Ei, eu sou a massa, a Bíblia agora é de fácil acesso. Ei, eu sou o povão, dona Igreja Católica, tem como a senhora se adequar suas práticas às do novo testamento, àquelas primeiras práticas que a senhora fazia lá nos primeiros séculos, de forma a que consigamos enxergar em suas práticas um reflexo perfeito da Escritura Sagrada (assim como foi no passado)? Ei, dona Igreja, não nos persiga não, porque nós somente queremos viver uma vida santa com as diretrizes do Novo Testamento."

Eis o motivo INICIAL da Reforma Protestante. Este clamor foi e ainda existe, continua sendo um clamor a todas as Igrejas (agora, até exortando grande parte das igrejas protestantes mesmo) para que voltem às Escrituras, que se arrependam e permaneçam nas práticas que agradam O Mestre Jesus Cristo. Um Retorno Ao Primeiro Amor.

Anônimo disse...

Países predominantemente ateus.