17 de junho de 2015

Embaixador homossexual mundial fala sobre republicanos, Rússia e Arábia Saudita


Embaixador homossexual mundial fala sobre republicanos, Rússia e Arábia Saudita

Julio Severo
“Para Obama, direitos gays são prioridade,” disse, acima de tudo, Randy Berry, embaixador especial do Departamento de Estado dos Estados Unidos para os Direitos Humanos dos Indivíduos LGBTI, em entrevista a Istoé, uma das maiores revistas esquerdistas do Brasil.
Randy Berry
O foco de Berry, na entrevista publicada em 12 de junho de 2015, foi nos homossexuais como uma classe oprimida, discurso marxista e ideológico clássico. Focarei apenas na opinião dele de que independente de que um democrata ou republicano seja o próximo presidente dos EUA, Berry deixa abundantemente claro que os dois principais partidos dos EUA não afetarão seu cargo de defesa homossexual na diplomacia dos EUA. A opinião dele é que os EUA estão num curso sólido na agenda gay, embora o Partido Republicano seja visto de modo geral como conservador.
Ele também falou sobre a Rússia e a Arábia Saudita. Ele se absteve de condenar a ditadura saudita, que mata homossexuais. Ainda que a Istoé retratasse a Rússia numa luz ruim na questão homossexual, o único “crime” da Rússia é ter uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças. É crime proteger as crianças de tal propaganda? Em minha opinião, não. Mas na opinião do governo dos EUA, sim.
Nessa altura, o único modo de um futuro presidente conservador dos EUA provar que sobrou algo de conservador na política dos EUA é nomeando um embaixador mundial para incentivar as nações do mundo inteiro a proibir a propaganda homossexual para crianças. Os EUA têm feito demais em prol da agenda homossexual. Passou da hora dos EUA fazerem demais também contra essa agenda maligna.
Que tal nomear Scotty Lively como embaixador especial dos Estados Unidos para os Direitos Humanos das Crianças e Sua Proteção contra a Agenda LGBT?
Os EUA têm sido muito ousados na propaganda homossexual. Passou da hora dos EUA serem muito ousados contra essa propaganda.
Entretanto, se Berry estiver certo, o próximo possível presidente republicano não fará nada para mudar o curso na diplomacia homossexual dos EUA.
Sabe de uma coisa? Acredito nele. Algum tempo atrás, John Boehner, o republicano mais proeminente no Congresso dos EUA, disse: “Não lutaremos contra o casamento gay.” Basicamente, ele teria dito que o Partido Republicano não mais obstruirá o avanço do “casamento” gay.
Que oposição “bonita”! Os democratas e outros socialistas avançam seus males socialistas, e os republicanos “corteses” os deixam ir em frente.
Acredito também em Berry porque o conservador George W. Bush chamou o socialista Bill Clinton de seu “irmão.” Como derrotar a agenda gay e outros males quando republicanos e democratas são irmãos preocupados apenas com questões ultranacionalistas? Boehner está certo: não haverá resistência.
De acordo com o Dr. Scott Lively, a antiga tradição judaica sustenta que a homossexualidade, mais especificamente o “casamento” homossexual, foi o “insulto final” a Deus que fez com que Ele trouxesse o Grande Dilúvio. O que acontecerá com os EUA agora que até mesmo seus alegados líderes políticos conservadores se recusam a combater uma das causas de sua destruição?
Eis Berry falando com a Istoé sobre a Rússia, a Arábia Saudita e os republicanos.
Istoé: Os EUA criticam a Rússia por ser tão autoritária com as mulheres e os gays, mas, ao mesmo tempo, mantêm relações próximas com países como a Arábia Saudita, que faz pior. O sr. se sente constrangido com essa situação?
Randy Berry:  Nossa projeção de valores e o compartilhamento de como abraçamos a diversidade é consistente. No Brasil, há uma grande confluência de visões. A mensagem não muda quando falamos com outros países, mas, obviamente, a conversa será diferente na Arábia Saudita. A habilidade de realizar mudanças e a abordagem varia de país para país. Não acho que exista uma abordagem única que sirva para qualquer circunstância. 
Istoé: No ano que vem, haverá eleições presidenciais nos EUA. Se um candidato do Partido Republicano vencer, seu trabalho estará ameaçado?
Randy Berry: Não. A questão que estou trabalhando, contra as piores formas de discriminação e a violência contra gays, não é muito controversa. Eu caracterizaria meu trabalho não como bipartidário, mas não-partidário. Trabalhar com direitos humanos não é uma questão política e não vejo uma mudança nesse sentido. Por causa da aproximação das eleições, as diferenças tendem a se destacar, mas realmente acredito que esse não estará entre os assuntos polarizadores nos EUA.
Leitura recomendada:
Postar um comentário