15 de maio de 2015

Segurança de Israel em perigo com atitude do Vaticano reconhecendo a Palestina


Segurança de Israel em perigo com atitude do Vaticano reconhecendo a Palestina

WorldNetDaily
O fato de que o Vaticano está dando reconhecimento diplomático ao “Estado da Palestina” abrirá as portas para uma nova onda de antissemitismo e colocará em perigo milhões de judeus e árabes em Israel, acusam vários líderes evangélicos que escrevem sobre os tempos finais.
E a decisão polêmica do Papa Francisco está até levando a alegações de que a Igreja Católica Romana será inimiga dos cristãos e do Estado de Israel durante esses tempos.
Joel Richardson, cineasta e escritor de livros na lista de best-sellers do jornal New York Times, criticou duramente a decisão do Vaticano como “um ato de ódio profundo ao povo judeu no mundo inteiro.”
Numa entrevista ao WND, o autor do livro “When a Jew Rules the World: What the Bible Really Says About Israel in the Plan of God” (Quando um Judeu Governar o Mundo: O que a Bíblia Realmente Diz sobre Israel no Plano de Deus), comentou: “Para os desinformados, que estão do lado de fora, reconhecer a ‘Palestina’ poderia parecer razoável. Certamente, o Deus do Céu ama o povo palestino tanto quanto o povo judeu. Mas não para os que têm uma compreensão melhor acerca das várias realidades de política, religião e segurança daquela região. Ninguém que esteja informado negará que o estabelecimento de um Estado palestino colocará em risco a segurança de milhões de judeus e árabes em Israel de um modo profundo.”
Richardson explicou que a situação israelense é semelhante a viver perto de uma família grande composta de muitas pessoas que abertamente declaram sua intenção de tirar de você sua propriedade e matar seus filhos.
“Devido à ameaça genuína que seus vizinhos representam para você e seus filhos, você se cuida para que eles não consigam obter as armas e estratégia necessárias para executar seus planos malignos. Agora imagine se o padre católico local, tudo no nome da ‘justiça,’ ‘compaixão’ e ‘igualdade,’ forçasse você a permitir que esses vizinhos tivessem suas próprias armas. Tal ato demonstraria ódio profundo para com você e sua família. Aliás, seria um ato de violência,” disse Richardson.
“Apoiar um Estado palestino sem exigir que primeiramente eles renunciem, de forma inequívoca, e se arrependam de seus planos contra o povo judeu é ser cúmplice da violência que vai acontecer,” ele disse. “Hoje a Igreja Católica cometeu um ato profundamente grave e repugnante contra o Deus a quem ela afirma representar.”
Carl Gallups, que é pastor, escritor e apresentador de programa de rádio, concorda que o impacto da decisão do Vaticano será catastrófico. Contudo, o autor do livro “Final Warning: Understanding the Trumpet Days of Revelation” (Aviso Final: Compreendendo os Dias de Trombetas do Apocalipse) diz que ele não está surpreso.
Gallups disse ao WND: “O que o Vaticano fez não deveria de fato ser um choque para o mundo, principalmente para o mundo cristão, pois esse papa tem feito declarações semelhantes em apoio da causa palestina. No entanto, até onde sei, esta é a primeira vez que ele pede explicitamente um Estado palestino. E isso é preocupante em termos proféticos e geopolíticos, pois estimulará a onda de antissemitismo que está varrendo o globo.
“É importante recordar que nunca houve um estado nacional naquela região, exceto Israel. Então, algum tipo de ‘nação palestina’ só vai ser usada para estimular esse fogo. Esse estímulo está sendo feito pelos esquerdistas e ímpios que são mobilizados por ódio a Israel e aos judeus. Embora eu seja evangélico, acho trágico que essa declaração esteja vindo do papa, que muitos acreditam deveria ser um defensor do Cristianismo. Mas esse papa é esquerdista, falando em termos teológicos e políticos,” disse ele.
Gallups diz que a postura de política externa do Vaticano pode estar pressagiando divisões profundas entre a Igreja Católica Romana e os evangélicos.
“Essa decisão dá credibilidade à teoria de muitos evangélicos de que a Igreja Católica foi predita em Apocalipse como a Meretriz e será entregue à apostasia,” disse ele. “É muito preocupante, mas não completamente chocante vindo desse papa e nesta época da história. De novo, estamos vivendo em tempos proféticos. Minha preocupação maior é que a decisão do Vaticano vai inflamar o antissemitismo, possivelmente até fazendo com que a ONU e os Estados Unidos peçam a formação de um Estado palestino específico. Eles poderão chamar Israel de ocupador, intruso e Estado terrorista. Não vejo nada de positivo vindo como resultado da atitude do Vaticano. Em termos estritamente políticos, queremos dizer: ‘O que é que este papa está pensando?’ Mas se pararmos por um minuto para pensar, veremos que é nisso que este papa sempre acreditou. Talvez, seja até o que ele sempre foi designado para fazer profeticamente.”
Tom Horn, comentarista principal no DVD “The Last Pope” (O Último Papa), produzido pelo WND, e um especialista em profecias com relação à Igreja Católica Romana, disse ao WND que a Igreja Católica sempre teve seus próprios planos para possuir Jerusalém e a Terra Santa.
Horn diz que o Vaticano nunca teve a intenção de que Jerusalém pertencesse a um país. Conforme descrito em seu livro “Petrus Romanus: The Final Pope Is Here” (Pedro Romano: O Papa Final Está Aqui), em coautoria com Cris Putnam, Horn alega: “O Vaticano pretensamente defende o caso dos palestinos e dos católicos que querem fazer peregrinação, mas na verdade, há abundantes evidências de que o Vaticano quer possuir Jerusalém somente para si. Mais ainda, há autoridades judaicas de alta patente esperando a oportunidade para entregar Jerusalém para o Vaticano.”
Quaisquer que sejam as intenções do Vaticano, o pastor Mark Biltz, que descobriu o fenômeno das “Luas de Sangue” e autor do livro “Blood Moons: Decoding the Imminent Heavenly Signs,”  (Luas de Sangue: Decifrando os Iminentes Sinais Celestiais), diz que a única coisa que se produzirá com a divisão da terra dos judeus deduzida pelo reconhecimento de um Estado palestino é o desastre. Ele aponta para Joel 3, que avisa contra os que “espalharam meu povo entre as nações e dividiram minha terra.”
Mas Richardson acredita que as ações do Vaticano têm de ser interpretadas no contexto maior de atividades contra os judeus cometidas pela Igreja Católica Romana e outros que se descreviam como cristãos em toda a história.
E embora ele faça uma diferença entre católicos individuais e a instituição católica, o autor do livro “The Islamic Antichrist: The Shocking Truth About the Real Nature of the Beast” (O Anticristo Islâmico: A Verdade Chocante Acerca da Natureza Real da Besta), best-seller no jornal New York Times, pede que os católicos desobedeçam ao papa.
Richardson disse ao WND: “Agora, quero se claro. Compreendo plenamente que há milhões de católicos maravilhosos que temem a Deus no mundo inteiro e que amam o povo judeu e o povo árabe na terra de Israel, e que apoiam totalmente Israel e seu direito de existir e se defender. Mas hoje, todos os católicos de consciência no mundo inteiro precisam condenar as ações de seus líderes espirituais. Em toda a história, a Igreja Católica Romana perseguiu o povo judeu de forma inimaginável,” ele disse. “Então, foi um maravilhoso avanço no século passado, quando eles oficialmente se arrependeram de seus pecados históricos contra o povo judeu.”
Richardson disse que ao reconhecer a Palestina como Estado, a Igreja Católica “rendeu-se ao espírito dessa era, deu as costas ao Deus de Israel e tropeçou, caindo de cabeça nas trevas.”
Traduzido por Julio Severo do artigo original do WorldNetDaily: Israelis’ security ‘compromised’ by Vatican recognizing Palestine
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