17 de maio de 2015

O papa está errado sobre a pena capital


O papa está errado sobre a pena capital

Joseph Farah
O Papa Francisco, como seus antecessores nesse cargo, está dando declarações amplas acerca de questões políticas e morais sobre temas recentemente, desde a pena capital até à catastrófica mudança climática provocada pelo homem.
Do que consigo deduzir sobre as ideias dele acerca desses assuntos, os sentimentos dele são fortes, há pouca ambiguidade em suas convicções, mas não existe quase nenhum argumento intelectual ou moral oferecido para apoiar suas opiniões.
Vamos pegar a questão da pena capital, por exemplo.
Ele disse recentemente que não há mais justificativa para a pena de morte no mundo hoje. Ele a chamou de “inadmissível, independente da gravidade do crime.” Mas o papa vai mais longe nisso. Ele também caracterizou sentenças de prisão perpétua como “pena de morte disfarçada” e confinamento solitário como uma “forma de tortura,” dizendo que deveriam ser abolidos.
Os comentários dele levantam várias questões para o público considerar antes de responder automaticamente ao apelo emocional de tais declarações:
·         O que exatamente deveríamos fazer com pessoas que comentem crimes hediondos, tais como assassinato em massa de inocentes, inclusive crianças e indefesos idosos e enfermos?
·         Qual é o castigo apropriado para atos de genocídio?
·         Já que o papa tem tal ódio da “tortura,” o que ele sugeriria como sentença apropriada para alguém que estupra crianças e as mata para evitar a descoberta de seus crimes?
·         E, por último, de que fonte o papa obtém suas convicções morais acerca de tais assuntos, considerando que a Bíblia claramente aprova a pena de morte por assassinato?
É fácil fazer condenações amplas da pena de morte como um líder religioso para ganhar louvores de milhões como um moralista. É como se declarar a favor da paz mundial. O problema surge quando consideramos as alternativas — uma das quais, prisão perpétua, o papa chama de imoral.
Posso, de forma humilde e respeitosa, sugerir que deveríamos esperar um pouco mais do papa do que declarações de banalidades morais? Afinal, vivemos num mundo caído, conforme presumo que o papa reconhece. Não existe justiça perfeita neste planeta. Mas Deus, na Bíblia, nos ofereceu algumas normas práticas, e até mandamentos, sobre como o homem deve se governar em nossa condição caída. Francamente, vejo pouca conexão entre o que o papa sugere e o que Deus ordena.
Acima de tudo, a pena de morte está na Bíblia. Não sei sobre você, mas obtenho minhas ideias sobre certo e errado da Bíblia.
Desafio qualquer um a ler a Bíblia inteira e me dizer que Deus não aprova a pena capital. Aliás, Deus não a reserva exclusivamente para o crime de assassinato. E Ele não só a aprova, mas também a prescreve.
Eu sugiro para você que o motivo por que Deus a prescreve é que Ele valoriza muito a vida. A ironia, é claro, é que os inimigos da pena de morte acreditam que estão valorizando a vida ao se opor à pena de morte. Mas isso é apenas mais evidência do que a Bíblia se refere frequentemente como o homem sendo “sábio aos seus próprios olhos.”
A própria razão por que a pena capital é moralmente certa é que coloca tal valor elevado na vida humana inocente. É a expressão máxima de que valorizamos a vida em grau muito elevado. Seu objetivo é desestimular os que poderiam considerar tirar uma vida. E, não existe dúvida em minha mente de que se a usássemos com mais frequência e com mais certeza em casos de assassinato, serviria como um desestímulo formidável.
Ela representa bom senso. Mas num mundo que cada vez mais aceita a pena de morte no útero para a vida humana mais inocente — os bebês em gestação — e denuncia a pena de morte para os que cometem os crimes mais bárbaros contra os inocentes, é evidente que estamos nos afastando do jeito de Deus de fazer as coisas.
Fazer justiça contra crimes hediondos é uma das razões por que Deus institui o governo. Como sempre, muitos no governo querem abdicar de sua responsabilidade de cumprir os poucos deveres pelos quais o governo é útil, como defender a nação, controlar as fronteiras, controlar a moeda e fazer justiça para os que se tornaram vítimas.
Penso sobre esse último dever — fazer justiça para os que se tornaram vítimas. Você consegue imaginar o que acontece quando o governo abdica de sua responsabilidade de executar justiça para as vítimas e suas famílias? Leva à justiça pelas próprias mãos e um ciclo de violência, amargura, desamparo e desespero.
Executar assassinos devidamente condenados não é só um papel legítimo do governo. É um dever.
Os fundadores dos Estados Unidos compreendiam isso. Eles fiscalizaram sua implementação. Não havia nenhum pensamento em qualquer um deles de que isso foi “castigo cruel e fora do normal,” como alguns revisionistas buscam sugerir.
É claro que se mais restrições na pena capital acontecerem nos EUA, não virão por meio da expressão da vontade do povo — por ação popular ou mesmo legislativa. Virão por meio de decreto judicial — como tantas outras ideias impopulares que têm sido forçadas goela abaixo do público americano.
Este é o mundo em que vivemos hoje — onde preto é branco, para cima é para baixo, esquerda é direita e certo é errado.
Então, de onde é que o papa obtém suas convicções morais sobre a pena de morte? Ele não tem a obrigação de oferecer aos seus seguidores e não seguidores igualmente algo mais do que sua opinião pessoal? E se não é nada mais do que sua opinião pessoal, ele não deveria deixar isso claro?
Mais ao caso, será que o papa está sugerindo que ele é mais sábio do que Deus? Ou ele está sugerindo que Deus mudou de ideia acerca da pena capital?
Traduzido por Julio Severo do artigo original do WorldNetDaily: Pope wrong about capital punishment
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12 comentários :

Marcelo disse...

Tenho por mim que esta geraçao està vivenciando o que o Espirito de Deus escreveu em 2 Ts 2:11, a respeito da "operaçao do erro", pois todas as iniciativas da liderança mundial, direta ou indiretamente, sao contrarias ao cristianismo e contra tudo que adora a Deus.

O curioso é que tal capitulo diz que DEUS é quem enviaria tal "operaçao" ao mundo, de sorte que, se estivermos desatentos, poderemos até achar que algo està fugindo do controle do Criador (como se isso fosse possivel).

Como ocorreu na cruz, aquilo que parecia derrota, foi a maior vitoria de todos os tempos, e nao nos admiremos se, como Lò, os cristaos legitimos tiverem que deixar Sodoma e Gomorra, para assistir, de longe, a completa destruçao do mundo pecaminoso (deixar as propriedades, o conforto, a liberdade, etc).

Ser contario à pena de morte e reunir-se com organizaçoes criminosos, me parece uma PIADA de mau gosto!!!

Marcelo disse...

Se fosse somente esse Papa que fizesse isso, poderiamos até dar um desconto para tanta insanidade...mas me parece que os lideres do catolicismo romano sao campeoes em rasgar as Escrituras Sagradas e influenciarem os fieis a seguirem posiçes pessoais antibiblicas (de acordo com a conveniencia).

Por isso que nao tenho a menor duvida de que essa religiao sempre foi uma seita, pois uma das caracteristicas de uma seita è exatamente o fato dos fieis seguirem posiçoes patidarias.

Voltar-se contra os EUA (que aplicam a pena de morte), jamais!!! Creio que as palavras do chefe da idolatra romana sejam um aviso ou uma declaraçao de guerra contra a Indonesia e outras naçoes, do terceiro mundo, que nao estiverem dispostas a colaborar com o plano de dominio global...

Unknown disse...

As declarações do Papa deveriam ter o mesmo peso que as declarações de outros líderes religiosos tem, ou seja, deveriam se ater aos fiéis de sua religião, àqueles que creem em seu discurso. É inadmissível que as opiniões de um Papa, rabino, mulá, aiatolá, bispo, médium ou pai de santo possam influenciar politicas de Estado em pleno século XXI. Ainda não consigo compreender porque cidades, estados e países tenham que ter ainda feriados que só deveriam ser observados por adeptos do catolicismo. Também tenho dificuldades em aceitar que a mídia tenha como notícias relevantes fatos que só fazem diferença na vida dos católicos.

Thiago disse...

Marcelo, você ainda é meu amigo, né?

Fica brabo comigo não irmão...

Um abraço.

Anônimo disse...

Sem nenhuma pretensão de plagiar Caetano Veloso, eu diria que "ALGUMA COISA ESTÁ FORA DA ORDEM". Isso mesmo: alguma coisa não bate nesse pronunciamento do papa Francisco. Algo me está cheirando mal porque êle é amigo e sucessor de Bento XVI, que é a favor da pena de morte e, por ter um comportamento austero e intolerante, ganhou o apelido de "CAÇADOR DE HEREGES".
Ora, a igreja Católica, na pessoa de João Paulo II, admitiu sua culpa e até pediu perdão pela tortura e assassinato de milhões de cristãos pela inquisição durante a idade média. Aliás, faltou alguém da instituição Romana desculpar-se também pelos profundos laços de simpatia e amizade que seu líder (da época) manteve com Hitler e Mussolini enquanto o povo judeu era submetido às formas mais hediondas de tortura e sofrimento. O relato histórico, as infernais filmagens dos algozes e o fiel depoimento dos sobreviventes confirmam de forma inequívoca que milhões de homens, mulheres, crianças e idosos foram lançados sem compaixão nas câmaras de gás, nos fornos crematórios e confinados sem água e alimento onde agonizaram e morreram por inanição.
Agora vem um papa jesuíta dizer que a prisão perpétua de um facínora que comete crime contra a humanidade é uma vergonha e que a pena capital deve ser extinta em todo o planeta, realmente é uma piada! Alguma coisa o líder de "Babilônia" deve estar querendo! Algo muito tenebroso está sendo planejado pela Cúria Romana! Alguma coisa terrível está prestes a acontecer em nosso velho mundo!
Oremos a Deus e peçamos Sua proteção contra a "Nova Ordem Mundial" e suas "Velhas Raposas Peludas"!

Saudações em Cristo.

Emanoel disse...

Só queria um contexto neotestamentário que confirme que aos olhos dos ensinamentos de Cristo e das cartas de Paulo um Cristão pode ser a favor da pena de morte.

Cezar Martins Fiorio disse...

Julio simplesmente traduzir sem se dar ao trabalho de estudar o assunto e principalmente ver o que a Igreja Católica crê e não o que é dito por qualquer autor/escritor/pensador é no mínimo ultrajante.
A Maneira mais rápida é estudando as fontes primárias como o site oficial do vaticano ou lendo direto do Catecismo da Igreja Catolica... bom isso depende da boa vontade da pessoa que queira ser imparcial e que queira realmente saber a verdade, mas vamos mastigar isso indico sem duvida o site do Padre Paulo Ricardo: https://padrepauloricardo.org/episodios/a-igreja-mudou-o-seu-ensinamento-com-relacao-a-pena-de-morte

poderia aqui citar todas as fontes, postar o video dele, mas enfim, gostaria de ver pelo menos uma vez alguém aqui sendo imparcial e até digo mais: ousado, visitem este site, vejam os argumentos, ai sim faça um contra argumento. Agora artigos cheios de erros, preconceitos, falsidades e enganos como este no mínimo é insultar minha inteligencia e a de tantos outros Cristãos que buscam seguir o caminho de Nosso Senhor Jesus Cristo e principalmente permanecer na Sua Verdade e Plenitude.

Julio Severo disse...

Os comunistas são contra a pena de morte. Qualquer comunista do Brasil, desde o PCdoB até a CNBB, são totalmente contra. Sobre a incoerência deles em outros países, é outra história. A pena de morte que os comunistas aplicam em países como a Coreia do Norte é o mesmo tipo de pena de morte aplicada amplamente no Brasil pelos criminosos. Há abundância de pena de morte no Brasil, mas injusta e aplicada apenas por assassinos. Você perguntaria se Jesus seria contra ou a favor da pena de morte. Ele é a favor da justiça, sempre. O Apóstolo Paulo, cuja boca era usada por Deus, disse em Romanos 13 que o Estado é ministro de Deus que não leva a espada em vão. Espada não é um instrumento para dar um simples castigo. Espada é apenas para MATAR. O que Paulo disse apenas reafirmou o que Deus já havia dito anteriormente sobre o valor da vida e que quem matar uma vida valiosa e inocente tem de pagar com a própria vida. Esse é o padrão de Deus, cujo servo dele, o Estado, tem de cumprir. Se o ministro de Deus não cumprir seu chamado, Deus querererá dele mais tarde todo derramamento de sangue inocente onde o assassino não recebeu o castigo capital determinado por Deus. O que não se pode fazer, evidentemente, é o que a Igreja Católica fazia durante a Inquisição, usando a pena de morte para assassinar pessoas que tinham uma interpretação da Bíblia diferente dos decretos papais. Isso sim era crime. Sou totalmente contra esse tipo de pena de morte, que não visa criminosos, mas pessoas inocentes.

Julio Severo disse...

Cezar, primeiro você insulta, sem nenhuma base, Joseph Farah, autor do artigo e um dos maiores líderes conservadores dos EUA, chamando o artigo dele de “cheios de erros, preconceitos, falsidades e enganos.” Depois, indica um padre brasileiro como a maior referência, sendo que esse padre é conhecidíssimo por dizer que comunista católico está automaticamente excomungado. Ora, antes de dar um mínimo de credibilidade a ele, primeiro prove que ele já declarou que o Papa Francisco, por ser marxista, já está automaticamente excomungado. Depois, volte aqui para insultar Joseph Farah e seu excelente artigo.

Marcelo disse...

Contra fatos nao hà argumentos, diz um ditado popular, o qual tem sido a pedra no sapato dos muitos homicidas de almas, espalhados por todo o mundo, ao longo dos seculos.

Hà homicidas de almas que fazem de tudo para apagar as provas de seus homicidios, como, por exemplo, a ex-atriz pornografica Xuxa, que, segundo consta, saiu atras das fitas dos filmes pornograficos que protagonizou e que denunciavam sua conduta reprovavel (segundo a moral crista), com vistas a limpar a sua barra junto às crianças e nao atrapalhar as vendas.

Outros, dizem que nao sabiam de nada do que ocorria em torno deles, como o sapo barbudo, que, covardemente, assumiu essa postura, mediante os escandalos de desvios praticados em seu governo. Isso pode até parecer "inocente", mas trata-se de um crime que certamente levou muitos à morte, nas filas dos hospitais, por falta de recursos.

Outros, entendem que um pedido de perdao è capaz de apagar as tiranias praticadas pela instuituiçao que representam, ao ponto de se sentirem no direito de continuar a se meter na vida de naçoes soberanas. Salvo melhor juizo, as açoes diabolicas praticadas pela idolatria romana, durante a Inquisiçao, jà deveriam ser suficientes para que tal instituiçao se restringisse a administrar a riqueza que conseguiu reunir ao longos anos (que nao è pequena).

Outros, sao capazes de tudo para dominar os meios de comunicaçao e, com isso, terem condiçoes de manipular os dados, para fazer com que todo o povo acredite no que dizem, mesmo vivendo uma situaçao oposta à noticiada. Alias, essa parece ser a realidade do Brasil atual, pois as estatisticas dizem uma coisa e o povo vive uma realidade completamente diferente (um estado de abandono nas areas da segurança publica, educaçao saude, segurança nacional, etc.).

Amado Thiago, fique em paz, pois gosto dos seus comentarios, mesmo que nao estejam alinhados com as minhas posiçoes. Assim como voce, estou procurando aprender de Deus, a fim de melhor servi-Lo.

Marcelo disse...

Qualquer um pode dizer que acredita em Deus, pois, segundo a Palavra, até o diabo è crente (cre que Deus existe).

Da mesma forma, até o mais abominàvel do mortais pode dizer que è cristao e usar o nome do Filho de Deus para objetivos escusos.

Como sair, entao, dessa armadilha e identificar se alguem è realmente um cristao? Simples!!! Basta lermos as Escrituras Sagradas, pois o Senhor Jesus nos deixou a pista decisiva para diferenciarmos a moeda verdadeira da falsa, qual seja: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. POR SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS"

Ou seja, quem nao produz as obras de Deus , nunca lhe conheceu e o seu destino è as trevas eternas.

Outrossim, na sequencia dos versiculos supracitados, o Senhor Jesus nos instrui acerca de outro detalhes que julgo ser fundamental para nao cairmos nas armadilhas do diabo, qual seja: "So PODE PRODUZIR FUTOS VERDADEIRAMENTE BONS, AQUELE QUE ESTIVER ENXERTADO NA VIDEIRA VERDADEIRA".

Ou seja, somente aquele que anda na Palavra (obedece a doutrina apostolica) è um CRISTAO, o que passar disso tem procedencia maligna (pois todo os homens sao MAUS desde o nascimento).

Cristao legitimo è aquele que reconhece isso, se humllha e entrega sua vida à Palavra de Deus, fazendo tudo aquilo que Deus determina.

Anônimo disse...

Julião, tá escrevendo mais merda, dessa vez usando o próprio livro que é sagrado para os cristãos. Qualquer um sabe que os elementos da lei, duros naquele tempo, foram substituídos pela Graça. O episódio em que cristo condena o apedrejamento da prostituta, um crime passível à pena capital. testemunho que não há bases neotestamentárias para defender a pena. No entanto,como você é burro e demasiadamente doutrinado pelo "far-right" americano, você ignora essas nuances.