12 de maio de 2015

Muçulmanos agora treinando milícias cristãs contra o ISIS


Muçulmanos agora treinando milícias cristãs contra o ISIS

F. Michael Maloof
WASHINGTON, EUA — Enfrentando a possibilidade de ataques do Estado Islâmico, vilas cristãs no Vale de Bekaa do Líbano estão formando milícias, que estão sendo treinadas pelo Hezbollah, uma organização xiita muçulmana que tem o apoio do Irã, confirmou um novo relatório de inteligência do Boletim G2 do Joseph Farah.
Cidades cristãs no Líbano ameaçadas pelo ISIS
Fontes libanesas de informações disseram ao G2 que o Líbano está aguardando sérios ataques do ISIS enquanto o Hezbollah já começou a lutar contra os combatentes do Estado Islâmico, ou ISIS, e contra a Frente Jabhat al-Nusra, que é ligada à al-Qaida, nas montanhas Qalamoun da Síria em frente das vilas no centro e leste de Bekaa.
Alarmados pelos jihadistas sunitas da Síria, o Hezbollah não só está treinando milícias cristãs, mas está também colocando as milícias cristãs que estão prontas ao lado dos combatentes do Hezbollah, as fontes informam.
“A batalha de Qalamoun está chegando,” disse o xeique Naim Qassem, representante do Hezbollah.
Ele disse que a batalha é sobre proteger vilas libanesas.
Por ora, o exército libanês vem frustrando os ataques na região em torno da cidade cristã de Ras Baalbek, que tem uns 8.500 residentes e está a apenas 40 quilômetros da cidade romana histórica de Baalbek.
Tem havido ataques em torno de Baalbek e perto de Britel em áreas controladas pelo Hezbollah xiita apoiado pelo Irã, mas, até o momento, os ataques dos jihadistas sunitas têm fracassado.
Bem no meio do território controlado pelos xiitas, Baalbek, que se acredita ter a data de 9.000 anos, tem resistido a séculos de ataques de bárbaros, gregos e romanos. A cidade foi outrora dada como presente pelo general romano Marco Antonio para sua amante, a rainha do Egito.
Ras Baalbek, na parte do norte do Vale de Bekaa, é uma região cristã do país. Nusra e ISIS buscam mirá-la como um ponto de partida para outras antigas cidades cristãs na Bekaa central tal como Zahle, Firzel, Ablah e Drous.
Uma fonte libanesa disse ao G2 que ele está confiante em que o ISIS “não poderá mais realizar operações de ataques relâmpagos.”
Na região predominantemente cristã, combatentes islamistas têm ameaçado atacar igrejas e os próprios cristãos. Em resposta, os residentes estão fazendo uso de armas.
“Se o Hezbollah não existisse, teria sido necessário criá-lo,” disse Albert Mansour, um ex-ministro governamental que reside em Ras Baalbek. “A existência do partido faz com que o povo — inclusive sunitas, xiitas e cristãos da região — se sinta seguro em face dessa formação estranha,” se referindo à presença dos combatentes jihadistas sunitas.
“Aliás, os cristãos de Ras Baalbek e os militantes apoiados pelo Irã são absolutamente amistosos uns com os outros,” disse Alessandria Mais, do jornal International Business Times.
Estimativas de combatentes fortemente armados do ISIS e Nusra prontos para atacar cidades cristãs na região variam de 4.500 a 6.000.
Traduzido por Julio Severo do artigo original do WorldNetDaily: Muslims now training Christian militias
Leitura recomendada:

4 comentários :

Anônimo disse...

os muçulmanos estão se aliando aos cristãos, contra muçulmanos mais extremistas

Priscila disse...

Os muçulmaos ligados à Síria e ao Irã são tradicionalmente menos hostis aos cristãos. Os muçulmanos mais perigosos são os ligados à Arábia Saudita.

Flavio Jm disse...

Infelizmente a mídia estado unidense fez parecer aos olhos ocidentais que xiita é sinônimo de fanatismo no islamismo. Isto apenas porque expulsaram do Irã a potência ianque e suas corporações maçônicas.
Aliás os países com maioria ou grande parcela de xiitas na região, o líbano (40%), a Síria (25% - somando o ramo alauíta) e o Irã (65%) são justamente os países onde o cristão tem leis que o protegem constitucionalmente. No Iraque onde os xiitas eram 60% da população (agora são cerca de 40%) também era assim.
O verdadeiro fanatismo muçulmano vem dos sunitas ortodoxos, os wahabittas. Os xiitas são anti americanos ao extremo, o que não é necessariamente fanatismo, já que em TODOS os países com boa população xiita, coincidentemente os EUA colocaram seu dedo podre.
E lembro, segundo o sunismo, os xiitas são vistos como idólatras.

Julio Severo disse...

Um cristão do Brasil enviou este artigo para um primo cristão no Líbano, que respondeu:

A gente sabe disso se nao for o Hizbollah os Isis ja estavam no libanon a mais que um ano , mas a propaganda americana e do israel sempre faz do hizbollah um monstro e na verdade se nao fosse eles a gente estava ferrado pq os suniras do libanon nunca iriam apoiar os cristaos , por isso maior partido cristao do libanon se chama tayyar watani horr que tem como presidente general Michel Aoun e aliado numero1 do hizbolah .