23 de maio de 2015

A KGB inventou a Teologia da Libertação? Simples demais…


A KGB inventou a Teologia da Libertação? Simples demais…

Luiz Sérgio Solimeo
Prefácio de Julio Severo: Recentemente, um ex-comunista da Romênia disse que a Teologia da Libertação, que é predominante na América Latina, foi uma criação exclusiva da KGB. Não duvido da malignidade da KGB, mas outras vozes, especialmente da América Latina, podem derramar uma luz melhor nessa questão. Luiz Sérgio Solimeo é um católico conservador que escreveu um artigo profundo sobre a Teologia da Libertação. Para ajudar mais na nossa compreensão, menciono um comentário interessante de John L. Allen, de Crux, que disse:
O arcebispo católico Hélder Câmara de Olinda e Recife no Brasil não precisou ser “manobrado.” Ele já estava a bordo da teologia da libertação antes que alguém em Moscou soubesse que essa teologia existia. Não estou querendo dizer que a KGB não fez tudo o que podia fazer para apoiar movimentos esquerdistas na América Latina que criticavam o capitalismo e os Estados Unidos. Seria de estranhar se eles não tivessem feito isso, considerando a lógica da Guerra Fria de que qualquer coisa que parecia prejudicar um lado beneficiava o outro. Nesse sentido, Pacepa provavelmente está correto sobre a estratégia da KGB, mas ele pode estar dando a essa organização crédito exagerado pelos resultados.
Isso é verdade! Muito antes de um suposto lançamento oficial da Teologia da Libertação por parte da KGB, o arcebispo Hélder Câmara promovia essa teologia marxista, e agora o Vaticano está adotando medidas para canonizá-lo. Depois de Oscar Romero, Câmara será o segundo “santo” oficial da Teologia da LIbertação na Igreja Católica.
Eis o artigo do sr. Solimeo:
Ion Pacepa
Um ex-membro do Serviço Secreto da Romênia comunista que fugiu para o Ocidente nos anos 1970, Ion Pacepa (foto acima), concedeu recente entrevista à Catholic News Agency, na qual descreve como a KGB  (serviço secreto e polícia política soviética) teria criado a Teologia da Libertação.
“O movimento nasceu na KGB e tinha um nome inventado pela KGB: Teologia da Libertação”, afirma Pacepa. E conta como Krushev e um general russo infiltraram agentes no Conselho Mundial das Igrejas e por esse meio manobraram um grupo de bispos sul-americanos reunidos em Medellin, Colômbia, em 1968.

A realidade é mais complexa

Embora não se possa descartar a ação de Moscou na difusão desse movimento revolucionário, a realidade, no entanto, é muito mais complexa: a Teologia da Libertação foi fruto de um longo processo no interior de setores da Igreja, trabalhados pelo Modernismo e pelas filosofias imanentistas modernas, bem como pela influência do protestantismo liberal.
Assim, devemos traçar suas origens, para não ir mais longe, aos pontificados dos Papas Leão XIII (1878-1903) e São Pio X (1903-1914).

Heresia Modernista

Por meio de vários documentos e medidas disciplinares, o Papa São Pio X condenou um conjunto de erros filosóficos, teológicos, morais e sociais que fermentavam há tempos em instituições de ensino eclesiásticas. A esse conjunto que ele afirma ser a síntese de todas as heresias, deu o nome de Modernismo. Trata-se da heresia Modernista.
O Modernismo descrito especialmente na Encíclica Pascendi Dominici Greges, de 1907 é uma versão mais radical do liberalismo católico, que tenta infiltrar na Igreja o espírito e a mentalidade do mundo. O Modernismo é fundamentalmente naturalista e imanentista, negando o sobrenatural e a transcendência divina, e reduzindo a religião a um mero sentimento, sem verdades dogmáticas nem preceitos morais imutáveis.
Embora o Modernismo tenha sido condenado por São Pio X, infelizmente, seu espírito e muitas de suas doutrinas e metas continuaram a serpentear nos meios eclesiásticos e leigos. Em 1910 o santo Pontifice publicou o Motu Proprio Sacrorum Antistitum, no qual afirmava: “Os modernistas, mesmo depois que a Encíclica Pascendi dominici gregis arrancou-lhes a máscara com que se cobriam, não abandonaram seus desígnios de perturbar a paz da Igreja. Eles, com efeito, não cessaram de procurar e agrupar em uma sociedade secreta novos adeptos… [Eles] estão injetando o virus de sua doutrina nas veias da sociedade Cristã”. [1]

“Nouvelle Théologie”

Os erros teológicos e filosóficos disseminados por essa sociedade secreta modernista foram condenados mais tarde, em 1950, pelo Papa Pio XII, por meio da Enciclica Humani Generis. Entre os erros condenados está o naturalismo e o “evolucionismo místico” de Teilard de Chardin, o qual identificava Jesus Cristo com a evolução, tornando assim irrisória qualquer verdade dogmática ou moral ensinada pela Igreja. Essa corrente tornou-se conhecida como “Nouvelle Théologie”, por serem seus mentores sobretudo franceses.

Modernismo sócio-político-econômico

O aspecto sócio-econômico dessa fermentação teológica modernista foi representada no começo do século XX por Le Sillon (“o sulco”), de Marc Sangnier. Esse movimento leigo pregava um igualitarismo sócio-economico radical, tendo por isso sido condenado igualmente por São Pio X, em 1910, através da Carta Apostólica Notre Charge Apostolique.
Essa tendência foi sistematizada mais tarde em termos filosóficos por Jacques Maritain, filósofo francês convertido ao Catolicismo, no seu livro Humanismo Integral (1936), que o Pe. Anonio Messineo S.J. qualificou de “naturalismo integral” nas páginas da Civiltá Cattolica.[2]
Em seu livro, embora Maritain critique o ateísmo e o totalitarismo do comunismo, ele elogia “a profunda intuição” de Marx; intuição que Maritain acredita “ser o grande fulgor de verdade que percorre toda a obra de Marx.” Esse “fulgor de verdade” é a tese de Marx da “alienação imposta pela sociedade capitalista à mão de obra e a desumanização que atinge tanto o proletariado como os proprietários.” [3]
Ou seja, Maritain aceita a essência do marxismo, que é a luta de classes e o papel “redentor” do proletariado. E ele diz ser papel dos católicos desengajarem o “fulgor de verdade” da doutrina marxista, de seu arcabouço filosófico ateu. Porque, diz ele “por maior que fosse a aversão pessoal de Marx pelo cristianismo, essa intuição, em si mesma, é impregnada dos valores judeo­-cristãos.”[4]
Contrariando o anticomunismo católico que então imperava, Maritains sugere uma “Terceira posição” ou “Terceira via” nem capitalista nem comunista.
Esse livro tornou-se a como que a “cartilha” do movimento da Ação Católica e de seu braço político, a Democracia Cristã, em especial na América Latina.
Essa pretensa neutralidade entre o capitalismo e o socialismo foi conduzindo a Ação Católica e a Democracia Cristã cada vez mais para a esquerda.

A “Terceira Posição”: “Nenhum inimigo à esquerda; nenhum amigo na Direita”

Em 1947 reuniu-se em Montevidéu, Uruguai, o I Congresso da Democracia Cristã na América, com o fito de expandir a “Terceira Posição” maritainiana. A declaração final do evento afirmava que os democrata-cristãos baseavam-se na doutrina social da Igreja e no “Humanismo Integral” de Maritain. O documento criticava o fascismo, o comunismo e o capitalismo. Mas mostrava sua aversão pelo anticomunismo, visto como “promotor de discórdia.[5] Em suma, a “Terceira Posição”, nem capitalista nem comunista, era sobretudo anti-anticomunista, segundo a fórmula “Pas d’ennemis à gauche, pas d’amis a droite;” ou seja, nenhum inimigo entre os esquerdistas nem amigos entre os direitistas.

Da Ação Católica à guerrilha comunista

Com a morte do Papa Pio XII (outubro 1958), a Democracia Cristã começou, na Itália e por toda a parte, a chamada “apertura a sinistra”, aliando-se a partidos socialistas e chegando a falar em um “socialismo cristão.” No Brasil, por exemplo, a juventude da Ação Católica que constituía a base da Democracia Cristã foi mais longe e, a partir de 1960 fez aliança com os comunistas no movimento estudantil. Essa aliança foi tão longe que, em 1962, ela se destacou, completamente da Igreja e deu origem a um movimento político socialista, a Ação Popular. Esse movimento levou os antigos jovens católicos a entrar na guerrilha urbana comunista do fim dessa década.
As teorias da Nouvelle Théologie e a filosofia política de Maritain penetraram também nos Seminários por todo o mundo, influenciando os jovens sacerdotes e Religiosos. Ainda no Brasil, em 1969, três noviços Dominicanos, oriundos da Ação Católica, foram presos pela polícia por suas ligações com a guerrilha comunista.

O caldo de cultura da Teologia da Libertação

Foi nesse ambiente de intensa fermentação modernista e esquerdista que teólogos como o uruguaio Juan Luis Segundo, S.J., os brasileiros Hugo Assmann e Frei Leonardo Boff, O.F.M. (foto acima), e o peruano Gustavo Gutierrez lançaram as bases da chmada Teologia da Libertação. Na Argentina essa “teologia” teve um caráter mais populista por causa da influência peronista, tendo como corifeus os padres Juan Carlos Scannone, S.J. e Lucio Gera.

Uma “teologia” latino-americana?

Embora se diga que a Teologia da Libertação seja uma “teologia” latino-americana, na verdade ela é toda calcada em autores europeus, católicos e protestantes, e nos teóricos comunistas Karl Marx e Antonio Gramsci.
O ponto central dessa “teologia” é o endeusamento do pobre, como fez Marx em relação ao “proletário”, apresentando-o como o “Redentor” da humanidade.
A Teologia da Libertação não pretende ajudar o pobre, como os grandes santos da Igreja sempre fizeram, mas apenas servir-se dele. O pobre é apenas uma arma usada contra os “ricos” (todo aquele que goza de boa posição econômica ou social), segundo a teoria marxista da luta de classes.
Da mesma forma, também não deseja melhorar a situação econômica dos países onde atua, mas conduzi-los à miséria, que esses pseudo-teólogos identificam com a “perfeição evangélica”. O seu modelo é Cuba, endeusada como uma espécie de “paraíso na terra,” onde a miséria assumiria um caráter como que “sagrado”. Eles seguem as heresias “miserabilistas” da Idade Média decadente, segundo testemunho de Leonardo e Clodovis Boff: “Inspiradores são também para a Teologia da Libertação, as experiências evangélicas singulares de tantos profetas heretizados … sem esquecer a contribuição preciosa dos movimentos pauperistas medievais de reforma, bem como as postulações evangélicas dos grandes reformadores” [6].
Por este rápido apanhado histórico, vê-se que, com KGB ou sem KGB, a crise interna que grassa na Igreja Católico há tanto tempo teria levado logicamente à Teologia da Libertação.

“Baldeação Ideológica Inadvertida”

É possível que a KGB tenha contribuído na disseminação dessa ideologia político-religiosa, que se apresenta como teologia católica: ela é muito útil para a expansão comunista, sobretudo em meios católicos, e para a manutenção desse regime nos infelizes países que caíram sob seu domínio.
Entretanto, o fator decisivo nos surgimento e proliferação da Teologia da Libertação, e de sua aplicação prática na América Latina, foi a verdadeira “baldeação ideológica inadvertida” [7] para usar a célebre expressão cunhada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sofrida por jovens idealistas que entravam para os Seminários ou a Ação Católica e foram sendo conduzidos paulatinamente, de um fervor religioso e da ortodoxia católica, para a afinidade com as teorias marxistas do igualitarismo e da luta de classes.
Portanto, o comunismo, e a KGB, não se encontram no começo do processo que conduziu ao aparecimento da Teologia da Libertação, mas sim no seu final, como consequência necessária da aceitação dos princípios igualitários e evolucionistas dos teóricos heréticos dos inícios do século XX.
Notas
[2] Antonio Messineo, S.J, “Umanesimo Integrale”, Civilta Cattolica, September 1, 1956.
[3] Jacques Maritain, Integral Humanism, Freedom in the Modern World, and A Letter on Independence, University of Notre Dame press, Notre Dame, Indiana, 1996, p. 181.
[4] Id.Ibd. nota 8.
[5] Cf. Aureo Busetto, A democracia cristã no Brasil: princípios e práticas, UNESP, 2001, pp. 28-30.
[6] Leonardo Boff e Clodovis Boff, Como Fazer Teologia da Libertação, Vozes, Petrópolis, 1986, p. 57.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

26 comentários :

S. Viana disse...

Texto honesto e isento de paixões. Pacepa tem aparecido no cenário como arca de tesouros de segredos nunca antes revelados. Dele veio que a KGB é criação da Teologia da Libertação, como se esta contaminação marxista nunca tivesse existido na Igreja Católica. Ele tem feito outras declarações na mesma linha. Todas mirabolantes além da conta. Se o sujeito fosse esquerdista, não teríamos dificuldade de vê-lo como um grande mentiroso. Antes, ele estava a serviço da desinformação comunista, provavelmente contando causos mirabolantes para subir. Ele terminou como general. Nada aparentemente mudou depois que ele supostamente trocou de lado. Suas missões de desinformação continuam?.... Ainda tento entender quem e o que é Pacepa.

Thiago disse...

Trecho do livro "O Derradeiro Combate do Demônio", do Padre Paul Kramer, paginas 66-67.

"Estes dirigentes católicos liberalizados deixariam de se opor às ideias modernas da Revolução (ao contrário dos Papas de 1789 a 1958, que condenaram de forma unânime estes princípios liberais), mas, pelo contrário, amalgamá-los-iam à Igreja ou “baptizálos-iam” para os colocarem dentro da Igreja. O resultado final seria um Clero e um laicado católicos que marchariam sob a bandeira da “iluminação”, pensando ao mesmo tempo estarem a marchar sob a bandeira das Chaves Apostólicas.

Certamente com a Permanent Instruction no pensamento, o Papa Leão XIII em Humanum Genus exortou os dirigentes católicos «arrancai à Maçonaria a máscara com que ela se cobre, e fazei-a ver tal qual é»8. A publicação destes documentos da Alta Vendita era um meio de “arrancar a máscara”.

Para que não se diga que nós interpretámos mal a Permanent Instruction, vamos agora citá-la extensamente. O que se segue não é a Instruction completa, mas a secção mais relevante como prova. Lê-se no documento: "

CONTINUA...

Thiago disse...

CONTINUACAO...

Trecho do livro "O Derradeiro Combate do Demônio", autor Padre Paul Kramer, páginas 66-67.

"O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direcção à Igreja, para conquistar a ambos.

A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua.

Não tencionamos atrair os Papas à nossa causa, fazê-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo; e se acontecesse que Cardeais ou prelados, por exemplo, quer por sua livre vontade ou de surpresa, entrassem em parte dos nossos segredos, isso não seria de modo nenhum um incentivo para desejar a sua elevação à Cadeira de Pedro. Essa elevação arruinar-nos-ia. Só a sua ambição levá-los-ia à apostasia, e as necessidades do poder forçá-los-iam a sacrificar-nos. O que devemos desejar, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam pelo Messias, é um Papa conforme às nossas necessidades (...)

Com isto marcharemos com mais segurança para o assalto à Igreja do que com os panfletos dos nossos irmãos em França e até do que com o ouro da Inglaterra. Quereis saber a razão? É que com isto, para despedaçar a grande rocha em que Deus erigiu a Sua Igreja, já não precisamos de vinagre anibaliano, ou de pólvora, ou mesmo das nossas armas. Temos o dedo mínimo do sucessor de Pedro comprometido nesta empresa, e este dedinho vale tanto, para esta cruzada, como todos os Urbanos II e todos os São Bernardos da Cristandade. "

CONTINUA...

Thiago disse...

CONTINUACAO...

Trecho do Livro "O Derradeiro Combate do Demônio", autor Padre Paul Kramer, páginas 66-67.

"Não temos dúvidas de que chegaremos a este fim supremo dos nossos esforços. Mas quando? Mas como? O desconhecido ainda não foi revelado. Contudo, visto que nada nos irá desviar do plano estabelecido e, pelo contrário, tudo tenderá para ele, como se já amanhã o trabalho que mal foi esboçado fosse coroado de sucesso, desejamos, nesta Instrução, que se manterá secreta para os simples iniciados, dar aos dignitários na chefia da Suprema Vendita alguns conselhos em forma de instrução ou memorando, conselhos esses que eles deverão imbuir em todos os irmãos (…)

Ora bem, para assegurarmos um Papa com as características desejadas, é preciso, em primeiro lugar, modelá-lo (…)[e,] para este Papa, uma geração digna do reinado que sonhamos. Ponde de parte os velhos e os de idade madura; dedicai-vos aos jovens e, sendo possível, até às crianças (…) Conseguireis sem grande custo uma reputação de bons Católicos e de puros patriotas.

Esta reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens Clerigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, este jovem Clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há-de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação. É um grãozinho de mostarda preta que vamos confiar à terra; mas o sol da justiça desenvolvêlo-á ao mais alto poder, e vereis um dia que rica colheita esta sementezinha produzirá.

No caminho que estamos a traçar para os nossos irmãos, há muitos grandes obstáculos a conquistar, dificuldades de mais do que um género para dominar. Eles triunfarão sobre aqueles pela experiência e pela clarividência; mas o objectivo é de tal esplendor que é importante abrir todas as velas ao vento para o alcançar. Se quereis revolucionar a Itália, procurai o Papa cujo retrato acabámos de esboçar. Se quereis estabelecer o reino dos escolhidos no trono da prostituta da Babilónia, fazei com que o Clero marche sob a vossa bandeira, enquanto acredita que está a marchar sob a bandeira das chaves apostólicas. Se quereis fazer desaparecer o último vestígio dos tiranos e opressores, deitai as vossas redes como Simão Bar-Jona; deitai-as nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros em vez de as deitardes no fundo do mar; e, se não vos apressardes, prometemo-vos uma pescaria mais miraculosa que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens; colocareis amigos à volta da Cadeira apostólica. Tereis pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte; uma revolução que só precisará de ser um pouco instigada para incendiar os quatro cantos do Mundo9. "

Tatiana disse...

Thiago: tu não entendeu. O texto diz que décadas antes já havia marxismo na Igreja Católica. Mas tu dá a entender que tudo começou na década de 1960. Releia o texto.

Thiago disse...

Não Tatiana.

Este trecho cita a guerra entre Igreja Católica e Maçonaria na segunda metade do Século XIX e começo do Século XX. Leão XIII foi Papa de 1878-1903. "Permanent Instrution" foi um documento revelado por Leão XIII referente a "vendeta di roma ( P2?)" (Loja Maçônica Carbonaria) e seu plano de infiltração de longo prazo.

Marlon disse...

Mentira! mentira! mentira! Quem criou a teologia de libertação foi a KGB. Se duvida é só ler o Mídia Sem Máscara que conta toda a verdade. Estou com Pacepa. Quem se opõe a ele é porque odeia a Igreja Católica. Putin e sua KGB são os únicos culpados.

Julio Severo disse...

Marlon, o texto é claro em informar que as ações da Teologia da Libertação na Igreja Católica existem ANTES do nascimento da KGB e do próprio Putin. Um dos maiores cavalos de batalha do marxismo moderno é o aquecimento global. O Papa Francisco está envolvido até o pescoço no combate ao aquecimento global, inclusive realizando dias atrás uma conferência no Vaticano com famosos militantes abortistas. Você tem visto Putin envolvido nisso? Outra coisa: a Rússia sob Putin tem se destacado SISTEMATICAMENTE na luta contra o aborto e a agenda gay na ONU. Quando o C-FAM, uma grande entidade católica pró-vida, pediu credenciamento na ONU, os EUA e a União Europeia votaram contra, mas a Rússia e a Santa Sé deram todo apoio ao C-FAM. Graça à Rússia e à Santa Sé, o C-FAM está hoje na ONU desenvolvendo um excelente trabalho pró-vida. Graças também ao Putin, Marlon.

Jorge disse...

Eu não acredito no Putin, pra mim ele está se fazendo de conservador só para conseguir apoio. Ele não esconde de ninguém o seu desejo de reconstruir a união soviética, agora com outro nome, eurasia, cujo maior defensor é o Sr Dugin, o seu conselheiro. Não sejamos ingênuos, Putin foi agente da KGB, ele sabe se disfarçar muito bem.

Julio Severo disse...

Lamentavelmente, a fonte onde você leu que o maluco Dugin está por trás de ambições de império eurasiano do presidente da Rússia é a mesma fonte que promove o bruxo René Guénon no Brasil e que insinua que o protestantismo foi o promeiro movimento revolucionário (de linha marxista) da história. Sua fonte está equivocada em questões muito importantes. Confira aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2015/01/a-premonicao-magistral-de-rene-guenon.html

Sobre a questão eurasiana, leia: http://juliosevero.blogspot.com/2014/12/do-lado-da-religiao-da-paz-obama-bush.html

Leia mais fontes. Do contrário, você será apenas um papagaio repetidor de uma só fonte.

Catarina disse...

A KGB foi sem dúvida maligna. Mas esta de culpar exclusivamente a KGB pela criação da Teologia da Libertação foi o cúmulo. Só faltam dizer que Putin criou Satanás. Duas coisas aprendi neste blog: as influências comunistas na Igreja Evangelica e na Igreja Católica já eram fortes antes da KGB, Putin, Cuba, União Soviética, Coreia do Norte. Quanto ao Putin, se ele está defendendo valores pró-vida, por boas ou más intenções, o importante é a defesa da vida. Sou evangélica e duvido muito das intenções de TODOS os papas. Porém aprendi com o senhor Severo a ficar do lado deles quando se apresentam como defendores pró-vida. Deus me ajude a não estar errada sobre apoiar papas.

Thiago disse...

Sobre a "Questão Guenon", o "Prometheo Liberto" realizou dois Hangouts:



http://libertoprometheo.blogspot.com.br/2015/05/hangout-prometheo-liberto.html?m=1

https://m.youtube.com/watch?v=jUH4S1tzGCg



http://libertoprometheo.blogspot.com.br/2015/05/prometheo-liberto-programa-2.html?m=1

https://m.youtube.com/watch?v=89SfgJLlYOE

Observação: o pessoal desse blog esta perseguindo o Professor Olavo. O professor é o maior intelectual vivo do Brasil, e sem a colaboração dele nós estaríamos refém do PT e da ideologia comunista até hoje, e pior de tudo, sem nos darmos conta disso. Em matéria de ciência política sou fã do Olavo, na "Questão Guenon" eu discordo. Tudo que é ocultismo e ecumenismo com outras religiões "não cristãs", é de origem maligna. Muita gente foi e é vítima esses autores estranhos (Guenon), à lá "Nova Era" (ou pseudo "tradicionalismo").

MARIA disse...

Esclarecedor.

Thiago disse...

Julio, nenhum cantor gospel foi ao evento da Frente Parlamentar da Família?

Nem umzinho?


NOSSA! QUE PODRE!

Vergonhoso isso, viu!

O negócio é os irmãos pararem de comprar cds desses fariseus. Vamos ficar com a Harpa e hinos antigos. Tenho certeza que a gente ganha muito mais em desprezar esta indústria de vendilhões SAFADOS.

Torreal disse...

Olavo, aquele que duvida de combustíveis fósseis...

Anônimo disse...

Também aprendi muito com o que li hoje neste texto. Tenho que mudar minha visão sobre muita coisa que aprendi errado.

Charles D.

Anônimo disse...

o Olavo e o padre Ricardo fizeram um video juntos dizendo o seguinte:_ eles se infiltraram em todos os meios cristaos,midias,educaçao o seu principal foco,OAB,ONU,jogaram suas sementes aos poucos,formaram seus discipulos e agora estao iguais ervas daninhas.Silvia

Julio Severo disse...

Olha, Silvia, até onde sei, a ONU nunca sofreu infiltração comunista. A ONU foi fundada por Franklin Delano Roosevelt. Ele era socialista e a ONU era o grande projeto dele. Dizer que a ONU foi infiltrada por comunistas é a mesma coisa que dizer que a Igreja Evangélica foi infiltrada por evangélicos, que a Igreja Católica foi infiltrada por católicos e que o Brasil está infiltrado por brasileiros. Não faz sentido nenhum. Além disso, se dependermos da interpretação do Olavo, veremos o protestantismo como o primeiro movimento revolucionário (de linha marxista) da história. Essa é a opinião do Olavo, da qual discordo veementemente. Discordo dele também sobre a Inquisição. Já escrevi sobre esse assunto. Confira aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2015/01/a-premonicao-magistral-de-rene-guenon.html

Thiago disse...

Julio, a ONU o prof tem razão. É complexo, são muitos autores de esquerda a analisar: Hegel, Marx, Adorno, Marcuse, Gramisci, Lenin, Trotsky, Foucault...

Eu posso te garantir uma coisa Julio, do Movimento Comunista Internacional o Olavo é O Expert, vai por mim irmão.

Anônimo disse...

vou ler Julio ,afinal tal qual voce mesmo disse e melhor ler varias fontes ou entao sera um papagaio repetidor de uma fonte so ,obrigada por sua resposta objetiva.Silvia

Marcelo disse...

Com relaçao às Escrituras Sagradas, o professor Olavo de Carvalho (pobre coitado) è uma anta, mas em termos de geopolitica...confesso que sou uma anta. Neste ponto, estou inclinado a concordar com o Thiago.
Todavia, ainda que possa ser um blefe do Presidente Putin, algumas almas poderao ser beneficiadas pelas medidas que ele aprovou, ainda mais se ele permitir uma pregaçao maciça do Evangelho nas terras russas...
Vamos ver como ele irà se comportar quanto ao novo "Estado Palestino", se è que ele jà nao se pronunciou a respeito.

Julio Severo disse...

Marcelo, sobre a questão palestina, infelizmente Putin, que segue a Igreja Ortodoxa, tem a mesma postura que os cristãos ortodoxos e os evangélicos herdaram da Igreja Católica, que é a igreja do Olavo. Tradicionalmente, a postura do Vaticano é contra os judeus possuindo sua própria Terra Prometida.

Sobre geopolítica, acho que o conhecimento do Olavo seria útil se ele não dividisse o universo em AMERICANOS ETERNAMETNE ANJOS versus RUSSOS ETERNAMENTE MAUS. É um reducionalismo desnecessário.

Não sei se o Putin tem intenções boas ou não com o apoio dele às causas pró-vida. Mas recorde que nós evangélicos apoiamos os papas nessas mesmas questões, mesmo que a tradição da Reforma, inclusive de Lutero, sempre considerou os papas como anticristos e o Vaticano como Babilônia. Se não podemos apoiar Putin, muito menos os papas.

O triste para nós é a traição em nosso próprio meio. Na década passada, muito apoiei Bush por suas posturas contra o aborto e contra o “casamento” gay, mas eis que mais recentemente ele começa a se inclinar para o “casamento” gay. A esposa dele é favor disso e também do aborto.

O maior fracasso do Bush foi invadir o Iraque sem proteger as minorias cristãs. Antes da invasão do Iraque, a população cristã era mais de 2 milhões. Hoje, é menos de 300 mil.

Muito do genocídio dos cristãos no Iraque e na Síria tem o dedo sujo do governo americano, tanto sob Bush quanto sob Obama.

Não me arrependo de ter apoiado Bush na causa pró-vida. Mas me arrependo por achar, na época, que quando ele estava invadindo o Iraque sem motivo fundamental, ele protegeria os cristãos. Ele nunca protegeu os cristãos. Pelo contrário, ele abriu as portas para a imigração em massa de muçulmanos, sendo que quem precisava disso eram os cristãos.

Além disso, como Obama e outros antes, Bush nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel e sempre exigiu a divisão da Terra Prometida entre judeus e palestinos. Dá para entender Putin e os papas, em sua extrema ignorância, fazendo isso, mas um evangélico americano conservador?

Julio Severo disse...

De fato, os evangélicos têm razões legítimas para não apoiar os papas. A Inquisição é uma delas. Mesmo assim, apoiamos os papas na questão pró-vida.

Thiago disse...

A Paz Julio e Marcelo.

braco maninhos.

So Jesus nas Nossas vidas. O Renovo.

Marcelo disse...

Caro Julio,
Tenho procurado me envolver somente com as coisas relativas ao Reino dos Céus, alem de ler meia duzia de sites, como este, apenas para me inteirar dos acontecimentos e constatar o real cumprimento da Palavra de Deus.

Tenho me afastado do mundo o mais que posso, tanto è que nem TV assisto, pois nao tenho em casa essa potente arma de condicionamento mental (largamente utilizada pelo diabo).

Todavia, sou obrigado a concordar que ainda carrego um pouco da guerra fria dentro de mim...tambem pudera, foram anos e anos de massificaçao hollywoodiana na cabeça.

O importante é nòs estendermos que BOM mesmo é so Deus...nòs, humanos, somos todos parciais.

Deus te abençoe!!!

Anônimo disse...

Pesquisandoo Leão XIII, já no seu tempo, mais de 100 anos, já afirmava: "Os comunistas, socialistas e niilistas são uma peste mortal que como a serpente se introduz por entre os membros da sociedade humana, e a coloca num perigo extremo", a encicl. QAM.
A falsaria Teologia de Libertação (do nada, mas de ideologizar o sujeito no marxismo) é de caráter meramente de um fraternalismo terreno, imanentista, relativista ao extremo e induz a substituir o culto ao Senhor Deus pelos "pobres" - blefe, apenas - assim como uso de uma bíblia falsificada para ajudar na Revolução, mas ao final, quer mesmo é idolatrar o deus-Estado e seus dirigentes, como faziam com os deuses imperadores romanos.
Uma cilada muito bem armada!
Henoc