10 de abril de 2015

Mordaça de gênero: Levy Fidelix condenado por falar contra o homossexualismo


Mordaça de gênero: Levy Fidelix condenado por falar contra o homossexualismo

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Levy Fidelix, ex-candidato à Presidência da República pelo PRTB, foi condenado em 24/03/2015 pela juíza Flavia Poyares Miranda, da 18ª Vara Cível de São Paulo, a pagar uma indenização de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por ter-se expressado contra o homossexualismo no debate eleitoral televisivo de 28/09/2014[1].
Ao defender a família natural, o candidato disse a Luciana Genro (candidata pelo PSOL) que “dois iguais não fazem filho” e que “aparelho excretor não reproduz”. Elogiou ainda o Santo Padre Francisco por ter punido um pedófilo e disse não ter medo de perder votos dos ativistas homossexuais: “Gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria e não ter medo de dizer que sou pai, mamãe, vovô”.
De todos os candidatos à Presidência de República nas eleições de 2014, Levy Fidelix foi, sem sombra de dúvida, o que mais corajosamente defendeu a vida, a família e os valores cristãos. No entanto, ao agir assim, ele desagradou os defensores do discurso “politicamente correto”. A consequência de sua coragem foi a condenação ao pagamento de uma fabulosa quantia destinada à reparação do “dano moral coletivo” infligido à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Segundo a sentença, o dinheiro será usado pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT em “ações de promoção de igualdade da população LGBT”.
O núcleo da sentença é o parágrafo seguinte:
Portanto, ao afirmar que "dois iguais não fazem filho" e que "aparelho excretor não reproduz", comparando a homossexualidade à pedofilia, e que o mais importante é que a população LGBT seja atendida no plano psicológico e afetivo, mas "bem longe da gente"[2], respeitado entendimento diverso, o candidato ultrapassou os limites da liberdade de expressão, incidindo sim em discurso de ódio, pregando a segregação do grupo LGBT[3].
Como se vê, o fundamento da sentença não é jurídico, mas ideológico. A sentença baseia-se toda na ideologia de gênero, segundo a qual não existe um homem natural nem uma mulher natural nem uma família natural, mas é a sociedade quem atribui determinados papéis (“gêneros”) a cada sexo. A regra segundo a qual homens só se casam com mulheres e mulheres só se casam com homens é uma construção cultural (“heteronormatividade”) que precisa ser “desconstruída”. A repulsa natural que o ser humano sente diante de atos homossexuais é considerada puro “preconceito” (“homofobia”) digno de punição. A expressão verbal dessa repulsa é rotulada de “discurso de ódio”.
Curiosamente, no momento atual (ainda) não é politicamente correto apoiar a pedofilia. Comparar a homossexualidade à pedofilia (que é crime) teria sido uma ofensa de Levy Fidelix às lésbicas e aos pederastas. A juíza, porém, esqueceu que o ato homossexual também constitui crime punido pelo Código Penal Militar:

Pederastia ou outro ato de libidinagem

Art. 235. Praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar:
Pena - detenção, de seis meses a um ano.
Na verdade, homossexualismo e pedofilia estão de tal modo entrelaçados que é difícil, até no plano dos conceitos, separar um do outro. A própria palavra pederastia (“prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem”), também passou a significar, por extensão de sentido, a “homossexualidade masculina”[4]. Uma associação de pedófilos chamada NAMBLA (“North American Man/Boy Love Association” – Associação norte-americana de amor homem/menino) afirma que “a pederastia é a principal forma que adquiriu a homossexualidade masculina por toda a civilização ocidental”[5]. Fundada em 1978, por muito tempo a NAMBLA pertenceu à ILGA – Associação Internacional de Lésbicas e Gays – também esta fundada no mesmo ano. Em 1993 a ILGA alcançou o “status” de membro consultivo da ONU. A presença de um grupo explicitamente pró-pedofilia dentro da ILGA suscitou críticas quanto à presença desta última nas Nações Unidas. Por esse motivo, em 1994, a ILGA resolveu expulsar a NAMBLA de seus quadros[6]. A expulsão foi meramente estratégica, pois a ILGA sempre se opôs às “restrições de idade” para crianças e adolescentes praticarem atos sexuais com adultos.
Ao comparar a pedofilia ao homossexualismo, Levy Fidelix agiu coerentemente. Essa coerência faltou na Defensoria Pública do Estado de São Paulo (autora da ação civil pública contra o candidato), que pretende ao mesmo tempo rejeitar a pedofilia e defender o homossexualismo.
O mais preocupante é que os órgãos públicos, sobretudo após a ascensão do PT ao poder, tenham concentrado suas forças não em socorrer os homossexuais, mas em fomentar o homossexualismo.
Explico-me. A Igreja Católica sempre deu e continua dando assistência às mulheres prostitutas. Para este fim específico foi criada, por exemplo, a congregação das Irmãs do Bom Pastor. As religiosas procuram essas pobres mulheres a fim de salvá-las da prostituição. Não as incitam a se orgulharem de sua prática degradante nem buscam o reconhecimento legal de sua “profissão”. Os poderes públicos mereceriam aplausos se oferecessem ajuda aos homens e as mulheres homossexuais (praticantes) a fim de resgatar a dignidade que eles próprios aviltaram com seu comportamento. Restituir a virilidade aos homens e a feminilidade às mulheres é, sem dúvida, uma tarefa urgente para quem busca o bem da sociedade. Infelizmente nosso governo está longe de querer curar as feridas dos que contraíram o vício homossexual. Deseja que eles se orgulhem publicamente de seus atos contra a natureza e que a sociedade seja obrigada a encarar com naturalidade aquilo que é antinatural.
Apenas uma nota: a condenação de Levy Fidelix foi feita sem que haja qualquer lei que incrimine a chamada “homofobia”. Imagine-se a que nível chegariam as perseguições à família se tal lei fosse aprovada. E essa é uma das bandeiras do PT...
Manifestações de apoio a Levy Fidelix podem ser enviadas para: Avenida Miruna, nº 546, Moema, 04084-002 - São Paulo - SP, Tel: (11) 5096-1781 / (11) 5096-1052 E-mail: prtb@prtb.org.br.
Notas:
[1] https://www.youtube.com/watch?v=eHZga5AwR5k
[2] O candidato não deseja manter distância das pessoas que sofrem com a tendência homossexual e desejam libertar-se delas. Sua repulsa dirige-se àqueles que se orgulham do vício que praticam e fazem passeatas cheias de obscenidades e ofensas aos símbolos religiosos.
[3] O inteiro teor da sentença está em http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2015/03/doc_42291898-levy.pdf
[4] Dicionário Houaiss da lingual portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, p. 1456.
[5] THORSTAD, David. Pederasty and Homosexuality, 26-06-1998, Cidade do México, in http://nambla.org/pederasty.html
[6] Cf. Against Paedophilia in http://ilga.org/about-us/against-paedophilia/
Divulgação: www.juliosevero.com
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6 comentários :

Anônimo disse...

Pq Fidelix teve votação medíocre??? os votos dos conservadores foram pra quem???só uma minoria ainda releva valores cristãos?????

Anônimo disse...

O padre Lodi é, de fato, um daqueles que está na linha de frente nesta nossa luta por valores cristãos. Portanto, já tem apanhado muito e parece disposto a continuar enfrentando os abortistas e gaysistas. O que talvez faltou para ele neste episódio do Levy, foi ter a percepção de que o momento apropriado para que a nossa manifestação fosse efetiva, foi quando o Eduardo Jorge disse que o Levy iria ter que responder na justiça pela declaração que fez. Talvez se o padre Lodi e outros ícones tivessem levantado esta bandeira de votar no Levy, ele poderia ter sido bem mais votado. Bastava ele ter tido uns três milhões de votos para que um recado fosse dado. O problema é que, no afã de querer tirar a Dilma e o PT acabamos nos esquecendo dos nossos valores. Naquela ocasião, eu tinha convicção de que, em termos de política econômica, o Aécio seria muito melhor para o Brasil. Mas para nós algo mais importante estava em jogo, mesmo porque, todos sabemos que o PT, mais cedo ou mais tarde iria ter que se render e colocar na direção da economia alguém competente (como o outro Levy). Volto a dizer que não devemos nos iludir com o PSDB pois suas ideias são semelhantes às do PT, PC do B e outros de esquerda. Basta ver os fatos que ocorrem em São Paulo (governado pelo PSDB). Quem não lembra quando aquele senhor chamado Laerte vestido de mulher foi encontrado em banheiro feminino por uma criança de dez anos que, assustada, comunicou à mãe; e de como o garçom ficou todo receoso de dizer qualquer coisa contra ele, dado o risco de ter o estabelecimento fechado. E aquele caso de Ribeirão Preto trazido aqui no blog pelo comentário do Nil cujo link reproduzo abaixo?

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2015/04/restaurante-e-acusado-de-homofobia-ao-negar-promocao-casal-gay-em-sp.html

É isto que queremos para o Brasil?.

Sebastião

Flavio Jm disse...

Os dois comentários acima foram perfeitos.

As pesquisas de opinião do segundo turno mostraram uma similaridade dos votos católicos, protestantes e pentecostais para a Dilma e Aécio. A despeito da luta do Malafaia, sua Assembléia de Deus votou em peso na Dilma, talvez por decoreba, já que o cidadão iluminado cheio do espirito santo, estimulou os seus fiéis a votarem no 13 em três eleições consecutivas. E tem gente que acha que a CNBB é a promotora exclusiva da imundície sincrética marx-cristandade.

Eliel disse...

Sebastião,

É como eu já disse em um artigo anterior semelhante a este (e que eu, mais uma vez, volto a repetir): que ninguém se engane com o PSDB. É um partido que diz ser oposição ao PT, mas, quando está no poder, age tal e qual o PT (ou pior)! E nem poderia ser diferente, até porque ambos (PT e PSDB) são partidos esquerdistas. Em outras palavras: mudam somente as "embalagens" (as siglas partidárias), mas o "conteúdo" (o programa de governo) é exatamente igual. Só não enxerga, não aceita, e não entende isso quem não quer!

Talvez as possíveis diferenças entre PT e PSDB sejam em alguns pontos de política econômica (o PT quer o Estado controlando tudo, enquanto que o PSDB defende o liberalismo econômico e a intervenção mínima do Estado em certas áreas), e também no "modus operandi" de cada um: o PT é a chamada "esquerda radical", que quer passar por cima de tudo e todos para atingir seus objetivos. Como seus próprios militantes fazem questão de dizer com todas as letras, "os fins justificam os meios". Essa postura do PT lembra muito o que o rei francês Luís XIV disse certa vez: "L'État c'est moi" ("O Estado sou eu"). O que o PT deseja é ter o poder absoluto a todo e qualquer custo (para dominar e controlar tudo e todos). É óbvio que o PT é o carro–chefe desse "radicalismo esquerdista", mas existem outros partidos que têm a mesma natureza do PT (ou até pior): PC do B, PSTU, PCO, PSB, PV, PSOL, enfim, o PT e esses outros partidos "radicais" querem transformar o Brasil num país socialista.

Já o PSDB é uma esquerda mais "light", mais moderada, reconhece o papel das instituições, aceita dialogar, é favorável ao liberalismo econômico, enfim, é uma esquerda com algumas posturas consideradas "direitistas", e, teoricamente (veja bem: TEORICAMENTE), é uma esquerda mais "fácil" de ser domada (há quem diga que o PSDB é a "direita" da esquerda).

Não quero dizer, com isso, que o PSDB é melhor que o PT. Não é (e nunca foi). Tanto que vimos o desastre que foi o governo de Fernando Henrique Cardoso (na verdade, uma "prévia" do governo de Lula), ou seja, o PSDB apenas "abriu caminho" para o PT assumir o governo. Embora o PSDB insista em se apresentar ao público como "oposição" ao PT, essa suposta oposição é somente uma mera briga por cargos no governo (só isso e nada mais). Na verdade, é a mesmíssima guerra de Satanás contra Belzebu (mudam apenas os "atores", mas o "script" é rigorosamente o mesmo)!

O problema é que, devido à falta de bons partidos (e candidatos) de direita, ficamos sem opção. E aí vamos estar novamente entre a cruz e a espada, ou melhor, somos obrigados, mais uma vez, a escolher entre um mal maior e um mal menor. No caso, o PSDB é o "mal menor" diante do "mal maior" (que é o PT).

Só que tem um detalhe crucial que muitos parecem não entender: combater um mal maior com um mal menor (ou "menos pior") é o mesmo que consertar um erro com outro erro. O mal, independente de ser maior ou menor (ou de qualquer outra designação que inventem), é mal sempre (e precisa ser firmemente combatido). Quem tolera o mal tem parte com o diabo.

E digo mais: um verdadeiro cristão JAMAIS vai apoiar qualquer tipo de mal (seja maior ou menor). O compromisso do cristão é única e exclusivamente com a obediência à Palavra de Deus, que combate o mal de todas as formas. Ainda que um mal menor se apresente de forma aparentemente inocente ou "inofensiva", não poderá jamais ser tolerado (ou aceito) com a desculpa de evitar um mal maior. Falando num tom bem direto: mesmo que um mal menor seja, momentaneamente, a única (ou a última) opção válida (ou disponível) para se evitar um mal maior, ainda assim é um mal. Como se diz no popular, é "trocar seis por meia dúzia" (não vai fazer nenhuma diferença ao final).

P.S: Se você (ou alguém daqui) quiser se manifestar, esteja à vontade.

Anônimo disse...

Eliel, o seu comentário foi muito válido e expôs, de fato, o que são estes partidos. Só gostaria de dizer que reconheço o ajuste econômico feito na época do presidente Fernando Henrique. Ajuste este que começou a ser “desajustado” lá pelo segundo ou terceiro ano do mandato do presidente Lula (hoje estamos colhendo o que o Lula começou a plantar). Só que, como disse antes e você frisou no seu comentário, no lado moral, que para nós é de suma importância, os dois são iguais. Devemos rejeitá-los sim, principalmente nos dias atuais em que estamos vendo leis que atentam contra a moral cristã sendo aprovadas, ou sob risco de aprovação. Embora eu tenha feito aquele reconhecimento com respeito a atuação do senhor Fernando Henrique, considero mais importante atentarmos sobre o que ele pensa a respeito de maconha, aborto e as tais uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo. E muita gente dentro do PSDB tem pensamento que não difere muito do dele, a exceção do deputado João Campos que é evangélico, mas creio que não exerce tanta influência sobre o partido como o senhor Fernando Henrique (não sei se existem outras exceções). Diante de tudo isto, o que nos resta como opção?. É algo que precisamos ainda orar muito, mas não deixando de discutir e tentar apontar caminhos.

Sebastião

Téo disse...

Respondendo ao Sebastião,

Sebastião,

Você disse tudo. De fato, o PSDB, em termos de política econômica, é um pouco melhor que o PT. Eu também reconheço que o governo de Fernando Henrique Cardoso realmente teve algumas coisas boas (isso não há como negar). Eu destacaria, por exemplo, o Plano Real e a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Não tem como comparar a política econômica do PSDB com a do PT (é uma diferença gritante entre ambas).

O problema é que o povo burro, ignorante, e alienado pela mídia corrupta acredita, piamente, que o PSDB é contra o PT, ou melhor, tem muita gente ingênua que ainda pensa que o PSDB é um partido conservador ou de direita (ou uma verdadeira oposição ao PT)! Só que, como bem disse o Eliel no comentário dele, a suposta oposição do PSDB contra o PT é somente uma briga por cargos no governo (nada mais do que isso). Eu diria melhor: tudo não passa de um teatro muito bem armado para enganar os trouxas.

O pior disso tudo é que algumas pessoas (veja bem: ALGUMAS pessoas, NÃO SÃO TODAS) pensam que ser anti–petista significa votar no PSDB (como se o PSDB fosse um partido conservador ou de direita). Eu digo sem nenhum medo: O PSDB NUNCA FOI DE DIREITA! O PSDB É UM PARTIDO TÃO (OU MAIS) ESQUERDISTA QUANTO O PT!

Eu sou anti–petista (e também sou anti–esquerda). Apesar disso, EU NUNCA VOTARIA NO PSDB SOMENTE COM O INTUITO DE TIRAR O PT DO PODER! E como o Eliel destacou (e muito bem) no comentário dele, PT e PSDB podem até ser diferentes em questões de política econômica e de militância partidária, mas o objetivo final de ambos é o mesmo: implantar o socialismo–comunismo no Brasil.

Querer que um partido esquerdista seja, pense, ou aja diferente de outro partido esquerdista é o mesmo que querer que o diabo se converta a Jesus!

Precisa dizer mais alguma coisa?