26 de abril de 2015

Embaixadores Acusam Agência da ONU de Assédio e de Exercer Influência Indevida


Embaixadores Acusam Agência da ONU de Assédio e de Exercer Influência Indevida

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA, abril (C-Fam) Num raro caso de pressão de bastidores indo parar na tribuna de uma reunião da ONU, um delegado de Nauru, ilha do Pacífico, repreendeu de forma irada o Fundo de População da ONU por “assediar” seu governo e “caluniar” sua delegação na ONU.
“O FNUAP acha que pode fazer isso porque Nauru é o menor país membro?”
O Dr. Babatunde Osotimehin respondeu na mesma moeda no final da 48ª sessão da Comissão da ONU sobre População e Desenvolvimento na sexta-feira passada. O diretor do Fundo de População da ONU (FNUAP) com um orçamento anual de 1 bilhão de dólares com muita fúria acusou os países de entreter preocupações com políticas de saúde sexual e reprodutiva, ou vê-las como portas de entrada para direitos sexuais e aborto, de não serem “tolerantes.”
Depois de duas semanas de negociações a comissão não conseguiu chegar a um acordo sobre como tais políticas deveriam ser integradas num novo plano de desenvolvimento da ONU, o principal tema da comissão deste ano.
A presidente belga da comissão cancelou uma resolução em vez de acomodar as preocupações restantes da versão preliminar de solução conciliatória que ela preparou.  
Delegações da África e outras regiões queriam omitir ou fazer ressalvas em termos como “educação sexual abrangente” e “direitos reprodutivos e saúde sexual e reprodutiva” na versão preliminar do documento — termos associados à aceitação social da homossexualidade, direitos sexuais para crianças e aborto.
O embaixador Usman Sarki da Nigéria deu uma mensagem cáustica em favor dos africanos. Ele criticou os governos e ativistas que usam o trabalho de desenvolvimento da ONU para promover questões sociais polêmicas.
“Chegamos à reunião com uma mente aberta,” Sarki disse, objetando que desde o começo eles tiveram de lidar com versões preliminares “repletas de questões polêmicas que têm no passado não só comprovado serem difíceis de lidar, mas também são extremamente divisivas por natureza.”
Sarki exortou os países a não se desviarem de “direitos humanos de consenso universal” — uma frase que exclui direitos homossexuais e aborto que não estão consagrados no direito internacional.
A determinação dos africanos se fortaleceu com um relatório recente da ONU desmascarando o desejo dos países que doam de usar a nova agenda de desenvolvimento para promover a homossexualidade e o aborto.
Sarki também lamentou as tentativas de manipular as negociações por parte de burocratas da ONU que exercem influência em autoridades em sedes de governos e na sede da ONU. As negociações da ONU deveriam ser “livres de toda influência, pressão e coerção indevidas,” disse ele.
Em particular, os delegados africanos se queixaram da pressão sem precedente do FNUAP nas capitais de suas nações e em Nova Iorque, principalmente para incluir “educação abrangente sobre sexualidade humana” (ESA) no acordo, que promove atividade sexual para crianças de até 5 anos.
Um delegado de El Salvador, que liderou as negociações, ficou de forma especial desapontado. Ele distribuiu culpa em grande parte nos que buscavam “impor” sua vontade nas negociações da ONU e pediu respeito por posições diferentes. Ao mesmo tempo, ele repreendeu os países “que detêm outras pessoas” na questão de expandir as noções de saúde sexual e reprodutiva.
John Wilmoth, o principal demógrafo da ONU, disse no final da reunião que ele ficou “traumatizado.”
Normalmente, os países com objeções a um ou alguns termos adotarão uma resolução, mas farão reservas esclarecendo sua posição. Desta vez, os africanos queriam deletar e fazer ressalvas sobre os termos polêmicos.
Sarki explicou que o fracasso de alcançar um acordo não foi um fracasso, mas um acontecimento positivo. “Os países membros estão resistindo à imposição de ideias e conceitos inúteis em todos os membros.”
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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Desmascarando a agenda de controle populacional global

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